Sobremesas deliciosas e veganas: é possível!

vegano

Sabe aquilo de fazer o melhor que você pode usando aquilo que você tem? É basicamente assim que os veganos vivem sempre: fazendo coisas incríveis a partir do que as pessoas considerariam pouco.

O que muita gente espalha por aí sobre veganismo não é nem 1% do que aquilo que o veganismo realmente é, e pessoalmente, isso foi uma coisa que eu aprendi com a minha amiga Flora: é muito difícil algum ingrediente que não tenha um substituto vegano igual ou, muitas vezes, ainda melhor!

sobremesas veganas

Como o veganismo tem conquistado cada vez mais espaço de discussão na internet, há um tempinho atrás o Jose, um jovem de 16 anos, ficou famoso por postar fotos no Instagram das sobremesas veganas que ele faz, e é cada uma mais linda e incrível que a outra.

sobremesas veganas

sobremesas veganas

É exatamente o tipo de post que a gente gosta: inspira a gente a olhar pras coisas com uma nova perspectiva, nos incentiva a procurar mais sobre outros pontos de vista e faz parte daquela categoria única de comidas lindas, né? 😉 Quem lembra do post que fizemos sobre arte no café e sobre perfis fofinhos pra seguir no Instagram?

vegano

vegano

Tem até uma das receitinhas <3

Disclaimer: não aconselhamos nenhuma mudança alimentar sem antes uma consulta com algum especialista, ok? 😉 Seu corpinho é sagrado, cuide bem dele!

Até estar no piloto automático: como colocar novos hábitos em prática

A gente falou um tempo atrás sobre dar os primeiros passos e criar novos hábitos, e também da importância de criar um plano de ação até a atividade entrar no piloto automático e se incorporar na rotina. Colocar em prática é o mais importante – e apesar de parecer a parte mais difícil, é super possível!

Quantas vezes você já tentou se alimentar de maneira super saudável e desistiu em menos de sete dias? Você começou a segunda-feira se alimentando de maneira saudável, no segundo dia, tudo de acordo com os planos também. Na quarta-feira você tem um dia pesado no trabalho e pensa “hm, mas só um pedaço de bolo de chocolate…”. Você merece, né. Na quinta você aperta o botão da soneca no alarme e acaba se atrasando, come qualquer coisinha pra forrar a barriga lá pelas onze e lá se foi a ideia de comer de 3 em 3 horas. Na sexta você sai com os amigos e come pizza, no sábado você pensa “que se dane, já estraguei tudo mesmo” e se entope fast-food. No domingo, claro, pensa “segunda eu começo de novo a me alimentar direito”. Não vou mentir, faço isso direto.

A criação de um novo hábito em si, é bem simples. O cérebro cria desejos que associam gatilhos específicos com recompensas específicas e cria-se a rotina, lembra? Acontece que nem sempre o hábito que a gente quer inserir encaixa perfeitamente com o nosso dia a dia, cheio de altos e baixos e imprevistos. Contratempos, clima ruim, dia estressante, compromissos de última hora… Existem infinitos fatores que podem aparecer na frente e boicotar nossos planos.

Por isso que se planejar é tão importante! Eu tento fazer de forma bem didática toda vez que tento inserir um novo hábito na minha vida, até para entender exatamente onde quero chegar com isso e enxergar quais as possíveis dificuldades que posso enfrentar (e como contorná-las!). Coloco no papel mesmo, para reler aquilo toda vez que surgir uma dúvida e entender como minha cabeça está funcionando, Pquais são os possíveis gatilhos e o que farei diante deles, quais vão ser minhas recompensas (físicas, emocionais e psicológicas).

Copiei e colei um arquivo que tinha aqui de quando decidi começar a beber 2L de água todos os dias, para ver se te inspira também:

• Hábito que quero mudar:

Beber mais água, tentar tomar 2L de água todos os dias (no mínimo 1.5L)

• O gatilho para meu novo hábito:

– Carregar uma garrafinha de água sempre comigo;
– Colocar alarme no celular a cada 2hrs durante a tarde para não esquecer (besta, mas necessário!!!);
– Deixar um copo de água no criado-mudo, do lado da cama, e na mesa do trabalho;

 

• Minha recompensa vai ser:

Nunca mais dar rolê de cadeira de rodas no hospital me contorcendo de dor, hehehe. Não ficar com os lábios ressecados e rachando também (o que só piora quando tenho ansiedade e fico puxando a pele até sangrar 🙁 ).

• Por que quero começar/mudar esse hábito?

Prometi para mim mesma depois de 2010 que nunca mais iria parar no hospital por cálculos renais, algo que veio na bagagem genética e é de família. Preciso garantir que estou fazendo minha parte e cuidando do meu corpo, porque nunca mais quero passar por aquela dor na minha vida. Também evita problemas de inchaço, deixa a pele mais bonita e todas aquelas coisas

• Desafios que posso enfrentar:

– Esquecer de beber água
– Esquecer de carregar a garrafa de água comigo
– Preferir suco ou simplesmente não tomar nada por achar água “sem graça”
– Simplesmente “não ter vontade” de tomar água

• Como vou lidar com esses desafios:

– Fazer bastante chá e deixar na geladeira, já que amo chá! E já vai estar pronto, então não vou ter desculpa até me habituar a ingerir mais líquidos, aí vai ficar mais fácil tomar água também.
– Deixar uma garrafa na mesa do trabalho, assim mesmo que eu esqueça em casa uma garrafa de água, tenho outra por perto durante parte do dia (e ainda dou uma alongada indo até a copa!)

Você não precisa seguir exatamente isso, mas é importante tentar remover o máximo de dificuldades possíveis, especialmente se a atividade que você deseja que se torne um hábito seja algo mais complexo (como, talvez, se exercitar quatro vezes por semana).

Ai, mas tem que seguir todos os dias e não pode falhar nenhumzinho? Sinceramente, aqui a resposta depende de você. Eu gosto de tentar ser gentil comigo mesma e não vou jogar fora todo progresso porque cometi uma falha. É uma das piores auto-sabotagens que podemos fazer, porque além de você se sentir incapaz, também abre espaço para se exceder ainda mais dentro da desculpa do “não consegui mesmo…”.

Pensa que mudar a sua vida você já quer, e isso é o primeiro passo! O próximo é tentar colocar em prática 🙂

Larguei meu Bullet Journal, como faço para voltar?

Toda atividade que fazemos com a intenção de virar hábito leva tempo (já falamos sobre isso aqui), nada acontece da noite pro dia. Inclusive nós nem largamos as coisas da noite pro dia.

Pode ser que você viajou uma semana e não fez sua página do bullet journal, ou você trabalhou de um lugar diferente, na outra semana ficou doente… as variáveis são infinitas, mas o final dessa história é o mesmo: o bujo lá, paradinho, largado, esquecido, abandonado, 10h de violino triste tocando ao fundo.

Bujo da @marcelastaub

A primeira regra é: não se culpe. Acontece. E nesse caso você começa a abordar esse “problema” de duas formas:

1) Bullet Journal é um sistema que não funciona para você

Aí não tem post-it bonitinho, washi tape, caneta colorida ou desenhinho que dê jeito! Se não funciona, então não funciona a ponto. Não vale a pena perder tempo e energia com algo que não está te acrescentando em nada e a solução mesmo é seguir com a vida. Foi ótimo enquanto durou.

2) Se o BuJo funciona pra você, como voltar a usá-lo?

Eu passei por isso. Fui gradativamente “perdendo a mão” no bullet journal até que uma época abandonei de vez e só consegui retomar recentemente. O problema era que, ao contrário do primeiro ponto lá em cima, o bujo realmente me ajudava e fazer as spreads me deixava feliz, relaxada.

O que fazer então?

Pare de usar por um tempo

Primeiro de tudo, não se force. Se você sente que tá parando, não faça uma spread à força pelo bem da estética do seu caderno. Meu caderno inclusive tá todinho cheio de clipe e zoadasso simplesmente porque eu me forçava a fazer uma coisa que eu não tava no clima.

Se precisar, pause pelo tempo que for, não tem problema 🙂

Trate a inspiração pelo que ela é: uma inspiração

Uma das coisas que mais assombra a maioria das pessoas quando ela estão no processo de construir o bullet journal delas, é o tanto que informação e inspiração existe na internet. O problema de tudo isso é que, se você tratar aquela inspiração como OBJETIVO e não como INSPIRAÇÃO, você se frustra por não conseguir fazer o desenho/lettering exatamente do jeito que tá ali.

Bujo do @vitormrtns

Uma coisa que eu aprendi bem recentemente é que pra me inspirar eu não preciso necessariamente reproduzir traço a traço algo que eu vi na internet, eu posso só pegar elementos e ver se eles funcionam comigo.

Outra coisa que diminui bastante a frustração é: não consegue fazer lettering mas quer deixar as escritas no seu bujo um pouco mais bonitas? IMPRIMA! Escreva os dias da semana, o nome do mês, os cabeçalhos ou o que quer que seja em um documento no Word mesmo (ou no Illustrator/Photoshop, se você tiver mais jeito) e imprima em papel normal ou adesivo 🙂

Um dia de cada vez, literalmente

Antes de ~voltar com tudo~ sem saber se você vai realmente conseguir, que tal fazer apenas UM DIA por semana?

Por exemplo: toda segunda-feira você vai lá no seu bullet journal e faz uma to-do list das coisas que você precisa fazer na semana inteira. Conforme o tempo for passando, você vai perceber que acrescentar os outros dias é um processo natural de organização e visualização do conteúdo.

A Marie (@journalspiration) dividiu em dois lados: em um lado tem uma “to-do list” da semana e do outro, só eventos.

Mas tudo no seu tempo!

Tente “enfeitar” os meses

Uma coisa que deu certo pra mim nesse mês de setembro foi pegar a ideia da Amanda, uma youtuber de bujo canadense que minha melhor amiga me apresentou (tá aí uma dica bônus (!): converse com suas amigas e amigos que também fazem bujo), e fazer meses temáticos.

Por exemplo: esse mês o “tema” é Setembro Amarelo, então todas as minhas páginas têm mais amarelo que qualquer outra cor. Isso me anima demais na hora de imprimir imagens e fazer colagens 🙂

Meu bujo! @ddsaldanha

E se nada funcionar?

Bom, então talvez seja hora de rever aquele Passo 1 e começar a pensar que o bullet journal não é o método que mais funciona pra você, e as opções são muitas: boards em casa, aplicativos… o mundo de possibilidades se abre, e você só vai ter certeza quando testar.

E aí? Têm mais alguma dica que esquecemos de colocar aqui? Isso já aconteceu com vocês? 😉