Selfie no espelho… em outro nível!

Selfie no espelho… em outro nível!

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Uma selfie ou um sonho?”, esse é o título da matéria do EllenTV sobre a norueguesa Helene Meldahl, de 21 anos, que mora nos Estados Unidos. E é um título muito apropriado, já que existem muitos jeitos de tirar selfies –até inventaram recentemente uma mecha de cabelo artificial que fica perfeita numa selfie (acreditem)!– e existe esse tipo de selfie:

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Dona de um dos Instagrams mais fofos e criativos dos últimos tempos, o mirrorsme, Helene sempre inventa cenários diferentes, no qual, através de pinturas, ela transforma seu celular em um instrumento de cena e captura coisas interessantíssimas.

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Ela diz que começou essa brincadeira apenas escrevendo recadinhos de batom no espelho para suas amigas ou para si mesma, com pequenos desenhos, e desde então vem evoluindo. Ela usa canetas do tipo marcadores para fazer seus desenhos, já que elas são super fáceis de tirar e não danificam o espelho.

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Selfies são o nosso jeito de nos mostrarmos para o mundo, então, porque não fazer com que elas contem muito mais do que o que estamos vestindo ou que tipo de maquiagem estamos usando? Elas podem contar o que estamos pensando, o que gostaríamos de estar fazendo ou até mesmo como está o tempo lá fora.

Eu sei que, quando eu pensar em tirar minha próxima selfie no espelho, eu vou pensar de novo.

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O que você queria ser quando crescer? – O cinema e os sonhos de infância

O que você queria ser quando crescer? – O cinema e os sonhos de infância

Existe um momento – para alguns acontece mais cedo, para outros, mais tarde – em que seu sonho de infância se torna um sonho sério, adulto, com fundamentos na realidade econômica, nos seus pontos fortes na escola, naquilo que um exército de conselheiros profissionais (de verdade ou de ocasião, como pais e amigos) nos indicam. Esse momento começou a acontecer para mim aos 11 anos, quando decidi que amava cinema e queria dirigir e escrever filmes. Esse sonho ainda está vivo, aos quase 25 anos. Mas e antes dos 10 anos? É com a Ana da infância que eu dialoguei hoje pela manhã, quando foi divulgado o trailer de 007 contra Spectre.

Reencontrar James Bond, Ethan Hunt, Natasha Romanoff, Lara Croft, Solid Snake e outros personagens como esses sempre é fascinante para mim. Porque nada era mais fascinante para mim do que o universo cool e perigoso dos espiões e aventureiros. E quando eu via qualquer um desses filmes no cinema, eu saía do cinema correndo pelo shopping, me escondendo atrás das pilastras, criando tramas com os amigos no recreio, investigando e me arriscando pelas partes proibidas do colégio.

Uma das minhas lembranças cinematográficas mais fortes envolve um dia em que minha mãe me buscou no colégio e me levou, aos 10 anos, para assistir no cinema a Missão Impossível 2. Saí da sala de cinema não só apaixonada pelo Tom Cruise (coisa que eu era desde que vi Top Gun), mas querendo viver aventuras, pular de motos em rampas e saltar no meio do ar. Antes de me apaixonar pelo cinema, me apaixonei por essa sensação que o cinema me dava.

Agora estão chegando os novos filmes de Bond e da série Missão, e apesar de que o sonho de ser espiã definitivamente passou (estou de boa aqui na frente do meu computador), a Ana de 10 anos ainda acorda especificamente para essas ocasiões.

E você, o que você queria ser quando crescer? Astronauta, e hoje sonha vendo Interestelar e Star Wars? Super-herói, e se encanta com as histórias dos quadrinhos? Cowboy? Quem você queria ser antes de ser quem você acabou sendo?

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Quando uma banda retribui o seu amor – o disco-surpresa do Wilco

Quando uma banda retribui o seu amor – o disco-surpresa do Wilco

“Wilco will love you, baby”, uma das minhas bandas favoritas já dizia na música que leva seu nome, Wilco (the song). Que cada um de nós pode nutrir um amor, real, por uma banda, isso tudo mundo sabe. Mas uma banda pode nos retribuir esse amor? Ela pode, sim, ter gestos reais de carinho para com os fãs.

Os fãs de Wilco são criaturas bem passionais, e aqui no Brasil, esperam pelo retorno da banda para um show desde a única vinda deles, para o Tim Festival de 2005. Essa galera sofredora (na qual eu me incluo) teve uma surpresa muito positiva em julho, quando a banda resolveu liberar, no meio desses dias cheios de disputas entre gravadoras, artistas, serviços de streaming e espaços de pirataria, um disco inteiro de inéditas gratuito para download. E para terminar de agradar a internet inteira, estamparam um gato na capa do disco, e o chamaram de… Star Wars. Se a Kim Kardashian não conseguiu, a missão do Wilco era quebrar a internet.

Uma banda de alt-country e rock alternativo, claro, não quebrou a internet (mas assegurou uma vaga até nos trending topics do Twitter no Brasil). Não duvide, porém, do poder que uma ação como essa do Wilco tem de fidelizar ainda mais o fã apaixonado, e realmente fazer o dia, a semana ou o ano de toda uma fanbase.

Star Wars (o disco, não nosso amado filme de ficção) é um disco do bem por dois motivos: a surpresa e o custo. A surpresa, ou como podemos chamar de maneira mais irreverente, o que virou hoje o “fazer a Beyoncé”, é uma forma completamente diferente de lançar um disco. Você evita que os fãs criem expectativas, analisem cada música lançada, especulem, gravem versões ruins ao vivo e compartilhem na internet. O primeiro contato com o disco será com o disco inteiro, de repente, sem nenhum preconceito.

A gratuidade é como um abraço da sua banda favorita, retribuindo o carinho e mostrando os benefícios que vem com a sua devoção. E ainda garante a chegada do CD em pessoas que não a conhecem ou não dariam uma chance para o som se não fosse a facilidade de acesso – uma primeira impressão bem bonita de uma banda.

E a sua banda favorita, o que ela faz para fazer do seu dia um dia melhor? Conta para a gente nos comentários!

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Na verdade, ela pode sim! #ActuallySheCan

Na verdade, ela pode sim! #ActuallySheCan

A gente sempre fica se perguntando por que uma pessoa famosa se declarar feminista –ou pró-feminismo, no caso dos homens– é importante, e apesar da resposta já ter sido dada há algum tempo é sempre bom reforçar: é importante porque famosos alcançam mais pessoas, e muitas vezes são exemplos pra jovens que estão em desenvolvimento, e que com apenas uma pequena faísca podem se interessar por diversas coisas e desconstruir muitos pensamentos.

Temos muitos exemplos de famosos que abrem a boca pra falar do feminismo sempre que podem, e até já falamos sobre uns aqui, em sua maioria mulheres maravilhosas. A mais nova integrante desse clube é a Lea Michele, intérprete da icônica Rachel Berry em Glee, que foi anunciada como o rosto do projeto Actually She Can, ou em tradução literal, Na verdade ela pode.

“Seja sua própria chefe.”

Com imagens e frases que inspiram mulheres a expressar suas opiniões e ambições, o projeto inspira mulheres a serem bem sucedidas tanto profissionalmente como pessoalmente. Esse é um projeto muito importante já que estimula que mulheres caminhem uma do lado das outras.

“Você brilha, eu brilho.”

“Bem sucedida –e não me desculpando por isso.”

O projeto tem contas no Twitter e no Instagram que incentivam mulheres a escreverem seus próprios objetivos e compartilharem com o mundo usando a hashtag #ActuallySheCan.

Para Lea, compartilhar sua história é como ajudar a motivar e encorajar todas as mulheres a compartilhares suas jornadas individuais e objetivos, para que juntas possam alcançar suas metas: “não há nada mais gratificante do que ver uma mulher deixar sua marca.

Você acha importante que mais famosas (e famosos) e marcas falem sobre empoderamento?

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10 curiosidades sobre Demolidor

10 curiosidades sobre Demolidor

MARVEL'S DAREDEVIL

Já se passaram um pouco mais de 3 meses da estreia de Demolidor na Netlflix e a série inspirada nos quadrinhos da Marvel já se tornou a mais assistida entre as produções originais da plataforma. Não é pra menos: a parceria com a Marvel está caprichada, cheia de referências aos quadrinhos e com cenas de luta de tirar o fôlego! Sim, é uma adaptação a altura do que o personagem merece para as telas e não decepciona nenhum fã de Matt Murdock.

Mas se você é como eu e não leu os quadrinhos, não se preocupe! A série não perde nada para a história original e dá pra viciar – digo, curtir – da mesma forma. 

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Se você não sabe nadinha da história, vou resumir: depois de um acidente envolvendo um caminhão de lixo tóxico na sua infância, Matt Murdock acaba cego, mas desenvolve outras habilidades em decorrência do desastre. Matt ganha uma espécie de super sensibilidade nos seus outros sentidos e já adulto, divide sua vida entre as funções de advogado durante o dia e protetor do seu bairro de Nova York, Hell’s Kitchen.

A Duds já falou aqui no blog sobre a acessibilidade para deficientes visuais em Demolidor e como isso deveria ser algo mais comum hoje em dia nas produções cinematográficas. Então foi pensando nisso resolvi procurar algumas curiosidades sobre o seriado e contar pra vocês. Quer saber quais? Dá o play no vídeo:

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Masterchef BR e a nova tradição da minha semana

Masterchef BR e a nova tradição da minha semana

É uma terça feira e você abre os olhos pesados na hora de acordar, pensando que existe toda uma semana pela frente. Você contabiliza tudo que vai ter que fazer durante o dia. Cada fila, ônibus, aperto de metrô, confusões e responsabilidades. Pode ser um peso bem chato às vezes. Aí de repente você pensa que você vai terminar o dia rindo, e muito. Não fica tudo mais leve?

É isso que o programa Masterchef fez com as minhas terças feiras. Calma, deixe que eu me explique.

Não é só porque eu adoro reality shows (eu adoro) ou gastronomia (também adoro). O Masterchef no Brasil virou mais do que um reality show – virou um estilo de vida. E acima de tudo, um fenômeno na internet.

Hoje em dia são raras as oportunidades para um verdadeiro live blogging com os amigos no twitter. Afinal, cada um assiste suas séries favoritas no seu próprio ritmo, em formato digital. Alguns assistem tudo em um só fôlego, outros vêem um episódio por semana, escolhendo o melhor horário para sua rotina. Eis que vem um programa de origem nacional com horário fixo e semanal. Eis que esse programa é uma das coisas mais divertidas no ar hoje. De repente todos estão no Twitter comentando cada cena, postando, quase que imediatamente após os melhores momentos, cada gif, e extrapolando piadas e memes do programa. O número de tuites feitos, semanalmente, com a hashtag #masterchefbr está explodindo todas as expectativas. É uma Copa do Mundo a cada terça feira.

Fora os engraçadinhos do Twitter, o grande atrativo do programa não são pratos luxuosos e tentadores (acredite, o nível culinário desta edição está surpreendentemente baixo) e sim os jurados. Jacquin, Paola e Fogaça são um pouco cruéis, um pouco adoráveis, e muito geniais.

Então se você tem uma terça feira tensa nas mãos e precisa de um resgate, vem pro Twitter comentar Masterchef. Separa um lanchinho, porque vai dar fome.

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Conheça cinco superprodutores musicais

Conheça cinco superprodutores musicais

O passado da música é repleto de pessoas que não ficaram famosas por seu domínio nos palcos ou por sua cara na capa de um disco. Por trás das nossas bandas e artistas favoritos, sempre existiu alguém sentado em uma mesa de som, pensando em como fazer aquela guitarra se sobressair ou transformar um sintetizador em uma orquestra inteira. Phil Spector criando a parede de som dos grupos femininos nos anos 50, George Martin sendo o 5o Beatle nos estúdios da Abbey Road, Barry Gordy inventando o soul como conhecemos na Motown. Mas com os anos 80 nomes de produtores se tornaram menos conhecidos… até que nos últimos anos entramos na era do superprodutor musical.

Nada explica melhor o trabalho do produtor musical como uma cena do filme Mesmo se nada der certo, de John Carney. Nessa cena, o personagem de Mark Ruffalo, um produtor, escuta uma apresentação intimista, banquinho e violão, da personagem de Keira Knighley. Durante a apresentação, Ruffalo vai adicionando instrumentos e mudando arranjos até que vemos o resultado final – incrível.

Hoje em dia, alguns produtores dominam as paradas musicais e se tornaram celebridades por si só. Apresentamos para vocês quatro deles (na verdade, cinco) e as principais músicas por eles produzidas.

Shellback/Max Martin

Max Martin é o pai do superprodutor moderno. Esse sueco basicamente inventou o pop dos anos 90 como conhecemos – se você gostava de uma música que tocava no Disk MTV durante os anos 90, provavelmente Martin era o produtor e compositor. A grande virada de Martin foi na produção dos primeiros singles da Kelly Clarkson, em que ele começou a utilizar um pouco do seu passado no rock mais pesado pra criar uma mistura de gêneros como a de Since You’ve Been Gone. Hoje em dia Martin tem o terceiro maior número de singles na história das paradas de sucesso, atrás apenas de Paul e John dos Beatles. Ah, e Martin tem um aprendiz.

Shellback tem só 30 anos e já tem mais hits do que você pode imaginar – a maior parte deles produzidos em parceria com Max Martin. Só que Shellback ama ainda mais o rock pesado, e nesse ano produziu duas músicas de um disco de punk, o retorno do Refused.

Descrevendo o som: um pop explosivo, daqueles de levantar a balada inteira.

Principais músicas de Martin: I want it that way – Backstreet Boys, Tearin’ up my heart – NSYNC, Baby one more time – Britney Spears, It’s my life – Bon Jovi, Since U been gone – Kelly Clarkson,I kissed a girl – Katy Perry, So what – Pink, Ariana Grande – Problem, todos os hits dos discos 1989 e Red de Taylor Swift, Cool for the summer – Demi Lovato. Ufa.

Pharrell Williams

Existe bem mais na carreira do Pharrell do que o single onipresente, onipotente e oni-irritante Happy. Pharrell começou sua carreira musical com seu melhor amigo do colegial, Chad Hugo, formando os Neptunes, que produziram inúmeros hits dos anos 00. Hoje em dia Pharrell produz também sozinho, e toca até mesmo as músicas que apenas produziu em palcos enormes como no Lollapalooza Brasil deste ano. Sem contar que Pharrell virou indicado ao Oscar, ícone de estilo e moda e inovador audiovisual.

Descrevendo o som: pop sussurrado com influências de soul.

Principais músicas de Pharrell/Neptunes: I’m a slave 4 U – Britney Spears, Girlfriend – NSYNC, Hella Good – No Doubt, Rock your body – Justin Timberlake, Hot in herre – Nelly, Milkshake – Kelis, Hollaback girl – Gwen Stefani, Get Lucky – Daft Punk, Superpower – Beyoncé, Sing – Ed Sheeran, Alright – Kendrick Lamar.

Greg Kurstin

Greg Kurstin é bem menos célebre do que os dois já citados – o que o torna mais interessante ainda. Kurstin é uma das metades de uma banda deliciosa de indie pop que você deveria ouvir agora mesmo, chamada The bird and the bee, mas sua principal carreira é a de produtor.

Descrevendo o som: californiano, músicas para ouvir na beirada da piscina.

Principais músicas de Kurstin: Alfie, The Fear, Fuck you e Hard out here – Lily Allen, A public affair – Jessica Simpson, Wow – Kylie Minogue, Mama Do – Pixie Lott, Animal – Kesha, Stronger – Kelly Clarkson, Helena Beat – Foster the people, Simple Song – The Shins, Blow me one last kiss – Pink, Burn – Ellie Goulding, Money power glory – Lana Del Rey, Chandelier – Sia, I wish you would – Taylor Swift.

Paul Epworth

Na terra da rainha, o rei é Paul Epworth. Dessa lista, Epworth é o mais versátil, e aceita trabalhos de enorme impacto assim como CDs de bandas pequenas e independentes. Assim como Pharrell, Epworth também já transcendeu o Grammy e foi lembrado no Oscar – só que diferentemente de seu companheiro americano, Epworth venceu esse prêmio por Skyfall, de Adele.

Descrevendo o som: pop de velha guarda, com instrumentação complexa.

Principais músicas de Epworth: Banquet – Bloc Party, Foundations – Kate Nash, Rabbit Heart e Shake it out – Florence and the machine, Stay too long – Plan B, Rolling in the deep – Adele, Call it what you want – Foster the people, Yellow flicker beat – Lorde, Magic – Coldplay

Deu vontade de ouvir todas essas músicas? Então dá o play! 

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O fantástico mundo dos curtas animados

O fantástico mundo dos curtas animados

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Acreditem se quiser, existem pessoas que não são muito chegadas a filmes, preferem não assistir. E até dá pra entender, afinal de contas, filmes geralmente têm entre 1h30 a 2h30, e não é todo mundo que é abençoado com essa paciência.

Talvez seja por causa desse tipo de pessoa que existem os curta-metragens –se for, muito obrigada vocês desprovidos de paciência!–, que nada mais são do que filminhos curtos (alô) que muitas vezes são tão poderosos como os longos, ou mais.

Fizemos então um complilado de alguns curtas que nos fizeram voar para longe, e é assim que começamos:

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (2011)

Com um significado bem explícito de que livros são nossos melhores veículos de viagem para outros mundos, o curta é na verdade uma homenagem a um editor da HarperCollins, William Morris, e a obra representa seu trabalho: dar vida a livros e confortar crianças –e adultos– que precisassem de um refúgio seguro dentro de um livro. Ao final, vemos que a vida é um ciclo, e aquilo que você faz fica “impresso” na mente das pessoas por um bom tempo.

Partly Cloudy (2009)

Eu conheci esse curta recentemente, e para ser sincera, foi o curta que me inspirou a escrever todo esse post. Foi exibido antes de Up nos cinemas (não, eu não vi Up nos cinemas), e conta uma história que parece bem simples: um mundo onde todos os bebês e filhotinhos de animais são feitos de pedacinhos de nuvens e entregues ao seus devidos lugares por cegonhas. Parece bem simples, né? Mas traz uma mensagem tão importante que é até difícil formular em palavras. É um curta simples sobre persistência, sobre dever, sobre achar seu lugar no mundo –e reconhecer que nem sempre é fazendo cachorrinhos bonitinhos– e, especialmente, sobre aceitar que todo pequeno gesto faz parte de algo maior.

La Luna (2012)

Exibido antes de Valente, é um dos curtas mais bonitinhos que eu já vi, e aquele que talvez tenha a mensagem mais fofa de todas, e a mais simples. No curta, nós somos introduzidos a três italianos, que são responsáveis por cuidar da lua. Quando nós percebemos que, na verdade, o que faz a Lua brilhar são as estrelas em sua superfície e que as mudanças de fase da Lua são apenas as estrelas “varridas”, nós vemos que, às vezes, na vida, as coisas são simples assim.

Paperman (2013)

É a história de amor que todos gostaríamos de contar para os filhos, e que lança aviõezinhos de papel com os dizeres “corra atrás do que vale a pena” escritos em todos eles na sua cara. Repetidamente.

Cuerdas (2013)

Cuerdas talvez tenha sido a surpresa de 2013 na categoria de curtas, ainda mais vindo de outro país. Conta a história de uma criança que, ao se deparar com um novo coleguinha que possui uma deficiência física, utiliza pequenas invenções com cordas para fazê-lo interagir e brincar, tornando sua vida bem mais leve. Além de ser um curta recomendado para escolas pelo governo espanhol, Cuerdas também nos ensina que nas pequenas coisas estão pequenas alegrias que podem mudar o nosso dia ou o dia de outra pessoa.

(Infelizmente eu não achei o curta todo :/)

The Maker (2012)

Apesar de ser premiadíssimo não tem muita gente que conhece esse curta, e ele é bem denso mesmo sendo curtinho. Conta a história de uma criatura que corre contra o tempo para construir um par perfeito pra ele. Quando o tempo acaba, ele some, e seu par perfeito tem que lutar contra o tempo para fazê-lo de novo. Pegou a mensagem? Não? Eu ajudo: estamos constantemente lutando contra o tempo, nos deparando com pessoas e situações que tiram o nosso fôlego e depois somem, fazendo com que a gente continue lutando contra o tempo para encontrá-los.

The Invention of Love (2010)

Você já se pegou imaginando como seria o mundo se tudo ao seu redor fossem máquinas? Andrey Shushkov levou essa ideia para o extremo e idealizou um mundo onde só existia isso, e algumas flores. Quando um casal se muda, a mulher desespera-se após se ver cercada por coisas que não são reais e acaba morrendo, ao passo que o marido, arrasado, tenta construir uma nova mulher, mas aprende que nem tudo pode ser feito de engrenagens e metais. O amor não pode ser inventado.

Out of Sight (2010)

Quem já se deparou por um caminho desconhecido e se sentiu em outro mundo? Imagine então, a menininha de Out of Sight que graças a sua cegueira tem uma percepção diferente do mundo, se perdendo. Quando seu cão-guia sai correndo atrás de um ladrão que acabou de assaltá-la, ela se vê em um mundo igual, porém completamente diferente, e com a ajuda de um graveto/varinha mágica, vai desbravando tudo até encontrar com seu cãozinho –e sua mochila– novamente.

Omelette (2013)

Um curta do dia-a-dia, com uma trilha sonora brasileira. É um respiro de ar fresco depois de todos esses curtas densos e cheios de moral, e também o último dessa lista. Sendo um retrato perfeito daqueles dias em que chegamos em casa absurdamente cansados da vida e não prestamos muita atenção no que estamos fazendo, e mesmo assim ainda achamos forças pra descontrair com um bichinho de estimação ou qualquer outra coisinha que faça nossos dias minimamente felizes. Saiba identificar essas pequenas coisas e prenda-se a elas.

Seu curta favorito apareceu por aqui? Tem alguma indicação boa? Sinta-se livre para usar a caixa de comentários!

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Laura Kasperzac e seus minis: qualidade de vida com yôga

Laura Kasperzac e seus minis: qualidade de vida com yôga

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Desde que eu comecei a fazer yôga, há um ano e meio mais ou menos, eu tenho seguido muitos perfis de praticantes para exercitar minha mentalização em determinados ásadas (posições) e estimular meu corpo a fazer o mesmo (sim, funciona).

Um dos meus perfis favoritos, no entanto, foi um que eu descobri não nessa época, mas bem antes, e é o da Laura Kasperzak (@laurasykora, no Instagram), uma americana de 37 anos que começou a praticar há 17 anos.

Ela é muito inspiradora, não só por possuir uma técnica maravilhosa mas também por trazer o yôga para o seu dia-a-dia de forma a amenizar a rotina, que pode ser bem puxada. Para ela, o momento no qual ela está praticando, geralmente pela manhã, é “sua hora de sanidade no dia.”

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Laura também investe o tempo que pratica yôga em conectar-se mais com seu marido e com seus filhos, que também praticam. Sua filhinha, que ela chama de “mini” nos posts, tem o desenvolvimento retratado em fotos super divertidas e fofas.

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O fato de ensinar novos ásanas para seus filhos fez com que Laura criasse neles muito mais controle e sensibilidade, e fez com que ela ganhasse muitos seguidores no Instagram, por causa de toda essa fofura.

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“É um jeito maravilhoso de criar memórias e passar o tempo juntos.”

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Com dois projetos e trabalhos paralelos como instrutora, Laura garante que esse é só o começo de sua jornada –e de seus filhos. Eu vou ficar aqui só acompanhando, e me inspirando!

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Coisas que o pop country nos ensina

Coisas que o pop country nos ensina

Já faz um tempo que eu resolvi sair do armário e assumir para o mundo o quanto eu gosto de música country –mais precisamente na época que saiu o filme Carros e aquela trilha sonora maravilhosa–, e desde então esse gênero tem me acompanhado em todos os meus humores: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Pensando nisso, eu chamei a Ana e nós elaboramos uma lista com algumas lições importantes que o pop nos ensinou, essa é a primeira parte, as coisas que eu aprendi com o pop country.

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(mas não tente isso em casa!)

Quando a vida te dá pancadas você aprende a ser forte

É muito difícil viver, isso a gente já sabe. Nossa fé, nossos sonhos e nossa dedicação são testados todos os dias para todo mundo ver, e conforme o tempo passa, nós aprendemos a esconder esse tipo de coisa de pessoas que não vão acrescentar em nada e só vão jogar nossos problemas na nossa cara.

Kelsea Ballerini em Stilettos nos ensina que “não há lugar para fraquezas num mundo difícil que continua dizendo ‘você não é suficiente, garota.’

Siga seu instinto, para onde quer que ele aponte

As pessoas sempre vão te dizer que você tá muito gordo, muito magro, é muito puro, muito vulgar… nunca vai estar bom. As pessoas sempre vão te chamar de alguma coisa e é um ótimo exercício respirar fundo e não se preocupar com isso.

Kacey Musgraves em Follow Your Arrow nos aconselha: “faça muito barulho, beije muitos caras ou beije muitas garotas se você estiver a fim.

Ache seu ponto de paz, e permita-se ficar nele quando precisar

Cidades são sempre muito agitadas –desde uma cidade como São Paulo até uma cidade no sertão da Paraíba–, já que tem muita gente ao redor, muita gente que você conhece, muita coisa para fazer. Às vezes você precisa de um tempo pra você mesmo, para aproveitar as coisas que você gosta com a pessoa amada, com os amigos, ou sozinho.

Blake Shelton em Country On The Radio dá um belo exemplo, e fala que tá tudo bem “enquanto houver uma cidadezinha, uma noite de sábado (…) e aquele violão tocando.” Não se sinta anti-social por querer colocar os fones de ouvido, deitar sozinho ou viajar para um lugar sem internet.

Lembre-se de todas as pessoas que você já foi

Talvez você não tenha a mesma turma de amigos para sempre, mas todas as pessoas que você já chamou de “amigo” fizeram parte da construção da pessoa que você é agora, e isso jamais deve ser esquecido. Tudo bem você se afastar de alguns amigos aos poucos, mas sempre os tenha em seu coração com o carinho que eles merecem por terem sido especiais na sua vida.

Taylor Swift em Long Live, faz um apelo a esses amigos, que eu faço aqui aos meus também: “me prometa que você vai ficar do meu lado pra sempre. Mas se o destino se meter e nos forçar a dizer ‘adeus’, se você tiver filhos um dia e eles apontarem para as fotos, diga meu nome.

Na maioria das vezes, elx não vale o whiskey

Você acabou de terminar aquele relacionamento de uma maneira não muito boa, e ainda dói um pouquinho quando você pensa na pessoa. Você sente muita vontade de sair correndo e comer tudo que vê pela frente, de confirmar presença na primeira festa open bar que aparecer… mas às vezes não vale.

Erga a cabeça e aprenda com Cole Swindell em Ain’t Worth The Whiskey: “eu vou beber ouvindo uma boa música country, ao final de uma longa semana de trabalho, em homenagem a um grande amigo que eu não vejo há um tempo.

Viva como se estivesse morrendo

A mensagem é bem atual e bem ~juvenil~, mas vale. Traduzido ao pé da letra, YOLO é uma expressão que significa “você só vive uma vez”, e essa é a mais pura verdade.

Então, seja vivendo o seu sonho e fazendo de tudo para que ele se realize ou seja fazendo uma loucura como pular de paraquedas, em Live Like You Were Dying, Tim McGraw compartilha conosco um conselho dado a ele: “eu amei mais profundamente, fui mais gentil e dei o perdão que eu vinha negando. Um dia eu espero que você tenha a chance de viver como se estivesse morrendo.

Cuide da sua própria vida, e você vai ser bem feliz (eu garanto!)

Vivemos num mundo onde expor qualquer coisa é muito fácil: desde seus trabalhos e projetos, passando por momentos felizes da sua vida até uma indireta (do bem) na internet. Com essa liberdade de exposição vem também a liberdade de julgamento, e muito embora a gente não dê direito nenhum para as pessoas elas se sentem na posição de olhar para a vida que você mostra para o mundo e falar o que quiser sobre aquilo.

A mensagem de Kacey em Biscuits é mais clara impossível: “colocar sal no meu açúcar não faz fazer o seu mais doce, mijar no meu quintal não vai tornar o seu mais verde. Eu não tenho como saber das pedras no seu sapato, então eu vou ser eu, querido, e você pode ser você.

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