Distúrbios do sono em GIFs

Distúrbios do sono em GIFs

Existem duas coisas que me deixam bem mal: não conseguir dormir direito e ter crises de ansiedade. Infelizmente, ambos caminham de mãos dadas e vira e mexe decidem bagunçar minha vida.

Não só a minha vida, né. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 33% da população sofre de ansiedade e, só em São Paulo, são mais de 29% da população. É muita gente! Então, fico sempre muito feliz quando algum artista decide abordar temas relacionados com saúde mental e emocional, mostrando as angústias e sentimentos que às vezes a gente não consegue colocar em palavras ao explicar para aqueles que não sofrem do mesmo mal.

Petra Svajger é uma artista eslovena que dedicou uma série de gifs para retratar como vivem as pessoas com distúrbios do sono, em muitos casos causados pela ansiedade. As ilustrações foram feitas em parceria com Maja Poljanc e, apesar de terem sua dose de fofura, mostram o quão difícil e assustador é lidar diariamente com essas situações.

Paralisia do sono

Síndrome das pernas inquietas

Insônia

Síndrome do “olho piscante”

Síndrome da fome noturna

Apesar de todo mundo estar sujeito a essas situações, não deixe de procurar ajuda caso se torne frequente e comece a atrapalhar seu cotidiano!

Sono também é saúde e nosso corpo tá sempre sinalizando o que tem de errado na nossa cabeça e coração, das mais diversas formas.

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Gente que passa a vida adiante

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Tattoo: Luckabee.

Sempre falamos aqui sobre como é importante retribuir as coisas boas que a vida nos dá, e que é indispensável que aproveitemos o agora, mas e depois?

Pode parecer um assunto meio mórbido para se pensar quando estamos falando sobre positividade todos os dias, mas uma coisa muito importante a se considerar é a doação de órgãos, e após um post lá na nossa página, nós percebemos o quanto é importante falar sobre isso.

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A indireta está na nossa página, aproveita e espalha a mensagem!

Sem entrar em nenhum mérito de escolhas ou religiões, a doação de órgãos é uma opção que existe atualmente no Brasil e em boa parte do mundo, e pensando nisso fizemos esse post para te informar de alguns passos que você tem que dar para se tornar um doador :)

E como você pode doar órgãos e/ou tecidos?

Uma doação acontece especialmente quando o doador em questão já morreu, mas em alguns casos, também pode ser feito por um doador vivo (no caso de doação de rim ou medula, por exemplo).

Para ser um doador vivo no Brasil, você precisa estar diretamente ligado à pessoa que precisa da doação por até 4 gerações. De 5 pra cima, é preciso de uma autorização judicial. Em casos de doação de medula, você pode fazer um cadastro e para doar não precisa estar ligada a ninguém, e o hospital te avisa quando houver alguma compatibilidade :)

Para ser um doador após a morte, sua família ainda precisa decidir se seus órgãos serão doados ou não, eles ainda têm a última palavra, muito embora exista um projeto no Senado que, se aprovado, pode criar um registro de doadores. Enquanto isso…

É muito importante que você avise sua família da sua intenção de ser doador e deu desejo de que eles respeitem essa decisão.

Existe alguma restrição para doação?

É importante dizer que pessoas de todas as idades podem ser doadores, pois o mais importante é o estado do órgão e não quantos anos ele tem. Depois de passado no teste de compatibilidade, o órgão pode ser usado para salvar a vida de outra pessoa.

Todas as outras possíveis restrições são normalmente identificadas e registradas após a morte, como a presença de doenças crônicas (como HIV) ou a temperatura corporal da pessoa.

Para saber mais, você pode consultar o site da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

As palavras têm muito poder, e, nesses casos, conversar com sua família e deixar claro pode fazer com que outras pessoas tenham a chance de passar a vida adiante

Considere ser um doador e espalhe essa ideia!

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Os discursos mais emocionantes do Emmy 2016

Eu costumo dizer que acompanhar premiações é o meu futebol. Assistir todo o tapete vermelho, comentar os memes no Twitter, fazer bolão para os vencedores, enfim, eu tenho até um Oscar de mentirinha em casa para ir treinando o dia que ganhar o meu, rs.

Entre todas as premiações grandes que acontecem, o Emmy é disparado o meu evento favorito e nesse ano ele foi ainda mais especial. Depois de tanta polêmica pelo #oscarsowhite, em 68 anos de Emmy é a primeira vez que vimos diversidade em todas as categorias de melhor ator e atriz – e mais ainda, com atores incríveis usando seus discursos de agradecimento para falar da importância da representatividade no cinema e na televisão, feminismo e igualdade.

Separei aqui alguns dos discursos mais emocionantes – e importantes – desse Emmy 2016, vem comigo!

Melhor Ator de Comédia — Jeffrey Tambor (Transparent)

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Jeffrey interpreta Maura Pfefferman, uma transgênero na comédia “Transparent”, da Amazon. No seu discurso, ele dedica o prêmio à comunidade trans e pede que os produtores e diretores de Hollywood deem mais chance aos atores transgêneros. No final ele ainda diz: “eu ficaria feliz se fosse o último ator cisgênero a interpretar uma mulher transgênero”.

 

Melhor Atriz de Comédia — Julia Louis-Dreyfus (Veep)

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A Julia Louis-Dreyfus já ganhou uns 6 Emmys na vida, mas quando ela sobe no palco para agradecer parece a primeira vez. A gente sente o nervosismo e a emoção dela da nossa casa, é lindo de se ver. Ontem Julia dedicou o prêmio pela comédia Veep ao pai que faleceu dois dias antes.

 

Melhor Atriz de Drama — Tatiana Maslany (Orphan Black)

O fandom da Tatiana (euzinha mesma inclusa) vibrou com esse Emmy tão merecido pelos NOVE PAPEIS que a atriz interpreta em Orhan Black. A torcida pelo #EmmyForTatiana era forte e todo mundo se emocionou com o primeiro Emmy dela! No discurso, Tati disse se sentir honrada por participar de uma série que coloca a mulher no centro como Orhan Black faz. MARAVILHOSA, NE? <3

 

Melhor Atriz em Série Limitada — Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story)

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Sarah Paulson é uma das atrizes que mais admiro e fiquei muito feliz em vê-la ganhar um Emmy, finalmente! No seu discurso, Sarah pediu desculpas à Marcia, advogada que ela interpreta em American Crime Story, alvo de críticas pesadas na época do julgamento de O.J. Simpson. O mais bonito foi acompanhar a reação de Marcia, que assistia tudo da plateia com os olhos marejados cheios de amor <3

 

E aí, teve algum discurso que te emocionou também? Me conta, vamos fazer uma amizade sincera!

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Links do Bem – 1ª quinzena de Setembro

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Estamos de volta com mais um post de links maravilhosos <3

Até agora, nós falamos no blog sobre Setembro Amarelo, já que o mês que é dedicado à conscientização de doenças mentais, sobre o universo fofo e cheio de empatia da Rainbow Rowell e sobre as nossas músicas favoritas da Lady Gaga.

Sobre o que a internet falou até agora?

Mulher de cabelo curto não é mulher de verdade: neste post, a Gabi fala sobre como, mesmo em 2016, a sociedade ainda tem um certo preconceito com mulher de cabelo curtinho.

Poetas contemporâneas: nós já falamos sobre poesia aqui no blog há um tempo atrás, mas o que a gente nunca fez foi indicar pelas minas poetisas pra vocês acompanharem. Esse post do Nó de Oito é justamente pra isso.

A solidão é uma forma sincera de se amar: sabe aquela música que diz que “é impossível ser feliz sozinho?” Esquece ela. Às vezes nós precisamos de um tempo sozinhas pra nos entender melhor, pra saber o que fazer em seguida ou simplesmente para dar uma pausa em toda a intensidade das interações. Já tirou um tempo pra si hoje?

Uma mulher gastou 500 dólares em uma cirurgia pra salvar seu peixinho: nós amamos nossos bichinhos, certo? Isso é um consenso. Mas essa moça na Austrália percebeu que tinha um trocinho errado com seu bichinho e o levou ao veterinário. É a fofura da sua semana <3

Cinco atitudes simples para espantar o baixo astral: esse post das meninas do Depois dos Quinze podia muito bem estar aqui no blog, e não podia existir esse monte de indicações sem indicá-lo! Nele, as meninas dão 5 dicas super simples de como combater o baixo astral que às vezes assombra a gente em alguns dias.

Tatuadoras coreanas: quando falamos aqui sobre tatuagens minimalstas, eu recomendei uma tatuadora coreana que me deixou apaixonada. Aí eu achei esse post da Lominha com mais dicas e fiquei ainda mais com vontade de pegar um avião e ir diretinho para a Coreia do Sul! Vocês não?

Mulher viciada em supermercados ganha festa temática de supermercados: eu te desafio a olhar pra cara de absoluta felicidade dessa mulher e não se sentir uma pessoa melhor por dentro.

Para ver no YouTube:

A dona da voz mais calma e fofa da internet fez uma lista de livros inspiradores.

Neste vídeo para o Pipocando, a rainha atriz Taís Araújo fala sobre as mulheres mais incríveis do cinema brasileiro.

Para colocar no fone de ouvido:

Setembro foi um mês cheio de sons novos –alguns que já estávamos familiarizados e que só ganharam outra versão, alguns artistas com discos completamente novos e alguns com singles que abraçam nossos corações.

Preparamos uma playlist pra você ouvir lá no Spotify (aproveita e segue a gente!) e curtir todos esses lançamentos:

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Começar pode até ser a parte mais difícil, mas vale a pena

Começar pode até ser a parte mais difícil, mas vale a pena

Não sei se isso vai fazer muito sentido (tô me esforçando para que sim), mas tenho medo de tentar. Ok, vou explicar melhor: não exatamente de tentar, mas de que minhas tentativas não sejam o suficiente e eu fracasse no meio do caminho. É um apego tão grande pelo perfeccionismo que às vezes desisto antes mesmo de começar – só porque tem uma vozinha no fundo da cabeça que fica repetindo “mas e se der errado? melhor nem começar”.

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Dar ouvidos à essa vozinha é cair em uma baita armadilha. Primeiro que, se você não tentar, nunca vai saber os resultados – pode ser que todo esse medo seja minhoca na sua cabeça (porque geralmente é) e que tudo dê certo no fim das contas. Segundo que, se eventualmente você falhar, tudo bem também – erros são parte importante do processo e não deixam de ser aprendizados.

2016 tem me colocado frente a frente com esse medo. Antes que me desse conta, minha vida tinha virado de cabeça para baixo (eu estou, literalmente, do outro lado do planeta agora!). Muitas mudanças, muitos desafios, um novo país, uma realidade totalmente diferente. E eu tive que tentar. Agora, não tem mais como dar ouvidos à vozinha que repete “melhor nem começar”.

Aprendi na prática que é melhor tentar sim. Mesmo que dê errado no começo (porque eventualmente vai dar certo). Mesmo que não saia como a gente gostaria (porque assim a gente sabe exatamente onde melhorar da próxima vez). Começar pode ser a parte mais difícil, mas é porque é a gente precisa vencer a si mesmo nessa etapa, mas vale muito a pena. Muito.

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Eu, que sempre fui perfeccionista de carteirinha, estou aprendendo a gostar de começos e tentativas. Não tem sido fácil, mas quando foi mesmo que a vida foi fácil? Tô aprendendo a enxergar beleza na minha própria evolução, reconhecer meus esforços, me orgulhar de mim mesma.

Praticar exercício físico poderia ser uma boa metáfora para a vida: a parte mais difícil é colocar a roupa de academia e começar a se exercitar, porque dá preguiça, a gente sente o corpo cansado, só quer deitar na cama e enrola um monte mas, a partir do momento que já estamos ali, correndo e suando, vamos até o final, superamos nossos limites. E antes de se comparar com os outros e deixar que isso reforce a vozinha do “melhor nem começar”, lembre-se que todo mundo começou de algum lugar também e que cada um tem seu tempo.

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Sabedorias de Hora da Aventura: “Cara, ser ruim em alguma coisa é o primeiro passo para ser bom em alguma coisa.”

O que quer que seja, se te fizer bem: comece. Vá além do que você poderia e se permita tentar!

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O universo fofo e empático de Rainbow Rowell

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Ilustrações usadas nesse post: Vitor Martins, Simini Blocker e Irena Freitas.

Desde que entrei de vez para o mundo dos livros YA (young adults, ou jovens adultos em tradução literal), me apaixonei por histórias que misturam um certo romance, coming of age (histórias de jovens que estão passando pelo processo de crescer e chegar à vida adulta) com muita empatia.

E parece que a rainha da empatia nos livros YA é a americana Rainbow Rowell. Pra começar que ela LITERALMENTE se chama Arco-Íris <3

Seu site oficial diz que “às vezes ela escreve sobre adultos, às vezes ela escreve sobre jovens, mas ela sempre escreve sobre pessoas que falam muito. E pessoas que acham que estão estragando tudo. E pessoas que se apaixonam.” E é esse tipo de escrita que faz com que as histórias dela sejam tão relacionáveis e que cada página seja como um abracinho.

Pensando nisso, eu separei todos os livros dela em “categorias de momentos da vida,” assim, você pode decidir qual se encaixa melhor no seu momento e quem sabe acatar essa recomendação <3

Você que sabe como é gostar muito de algo?

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Fangirl (que, segundo o Urban Dictionary, é um termo usado pra descrever uma mocinha que é obcecada por um personagem fictício ou um ator/atriz. “Fanboy” é para os mocinhos.) é definitivamente o livro pra você, então. O livro conta a história das gêmeas Cath e Wren, que são apaixonadas pelos personagens Simon e Baz, que frequentam a escola de magia de Watford. Na história, as duas passam pelo primeiro ano de faculdade, as dificuldades de se desprenderem uma da outra e as crises de ansiedade da Cath.

Você sente falta de Harry Potter com uma pitada de romance?

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Não sei em que outro contexto eu poderia recomendar esse livro pra você. Carry On é um “spin off” de Fangirl, ou seja, uma história que saiu da outra. Em Fangirl, Cath está escrevendo uma fanfic de Simon Snow, personagem principal da série Simon Snow. Esse livro é a fanfic que ela está escrevendo e é exatamente o que você espera: magia, aventuras, romance, e muitas lições tão maravilhosas que Carry On merece um post só dele!

Você não sabe muito bem onde sua vida está e o que fazer com ela?

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Talvez você precise então ter uma conversa com Lincoln, protagonista de Anexos, que é um dos livros adultos da Rainbow, que nem são tão adultos assim. Anexos se passa em 1999 e no comecinho da internet, e fala sobre sair de um relacionamento no qual você está há muito tempo e não saber muito bem pra onde sua vida vai a partir de agora.

Você gosta de sofrer?

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Sério, porque Eleanor & Park é só dor e sofrimento. Mas, como diria o pensador contemporâneo Rony Weasley, “você vai sofrer, mas vai ficar feliz por isso.” É um livro absolutamente fofinho e te transporta para o mundo de duas pessoas que vêm de universos muito diferentes, mas que provam pra você que a vida é assim: às vezes uma pessoa que não significava nada pra você, de repente significa o mundo inteiro. E isso pode ser bem assustador.

Você acredita em segundas chances?

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A Georgie é roteirista de uma sitcom, e é muito fácil pra ela deletar uma cena que não deu certo ou que ela sabe que vai complicar as coisas depois, mas infelizmente ela não pode fazer isso com a vida dela e seu casamento. Esse livro te coloca pra pensar: se você tivesse uma chance de consertar no passado as coisas que estão dando errado no presente, você tentaria ou deixaria a vida seguir seu curso normal?

E se você tá com vontade de ler todos eles mas não sabe exatamente por onde começar, eu vou deixar aqui o vídeo da May, do canal All About That Book, pra atiçar ainda mais a curiosidade de vocês <3

Coloque esse arco-íris maravilhoso de good vibes na sua vida <3

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Nem sempre a gente precisa ter opinião formada

Nem sempre a gente precisa ter opinião formada

Uma das primeiras coisas que faço quando acordo é pegar o celular, ver as horas enquanto esfrego os olhos e quando dou por mim, já parti para ver as atualizações nas redes sociais antes mesmo do meu cérebro estar 100% funcional. Hoje, nem dois minutos de scroll pelo Facebook, já tinha visto dez d-e-z DEZ pessoas compartilhando o mesmo texto (ou opiniões sobre o tal).

Aquilo me deu uma canseira danada. Mas também me fez pensar sobre essa necessidade de emitir opiniões por aí. A gente aprende desde cedo, lá na escola, que a dissertação é um tipo de redação e que é uma das mais cobradas no tal do vestibular. Aprende, junto com datas históricas e formulas matemáticas, que saber articular as ideias é algo importante socialmente. E é mesmo, sabe.

Ter a própria opinião faz parte da nossa identidade, ajuda a gente a se sentir seguro, ensina sobre tolerar quem pensa diferente e tantas outras coisas. Mas essa necessidade de se articular o tempo todo me deixa meio angustiada. Parece que todo mundo sempre tem que sair por aí falando o que acha sobre o texto de tal pessoa, sobre a roupa de não sei quem, sobre a polêmica da novela, sobre a última notícia do jornal, quando muitas vezes o assunto é tão recente que nem deu tempo de digerir e formar, de fato, uma opinião. E às vezes as coisas são mais complexas e não dá para só finalizar com “Acho isso e ponto final”, porque nem tem ponto final.
Às vezes eu simplesmente não quero dar os meus 20 centavos sobre o assunto. Não que não tenha meus próprios pensamentos, só não acho que vou falar nada de novo, que não é relevante, que não precisa. Às vezes eu mudo de opinião. Às vezes eu quero entender melhor do que se trata antes de sair ~sentindo coisas~, me engajando em discussões e publicando textões (ou textinhos bem diretos). Talvez, em um passado não tão distante, já tenha sido uma pessoa mais intensa, que se envolve profundamente com os assuntos que todo mundo está debatendo, mas hoje prefiro ficar no meu cantinho na maior parte das vezes. Emitir opiniões dá um baita de um desgaste, sabe?

Parece que se a gente não falar não está fazendo parte, não vai ser aceito socialmente. Mas, ao mesmo tempo, o assunto que tá deixando todo mundo acalorado e emitindo opiniões amanhã já não importa mais. Amanhã tem outra coisa nos holofotes, outra polêmica, outro assunto pra se posicionar. 

É tudo tão instantâneo e é tanta coisa que não sei. Não sei mesmo. Então eu vim aqui só para dizer que tudo bem não saber também. Tudo bem não ter opinião formada sobre absolutamente tudo, tudo bem demorar um pouco mais para processar o que acontece e o que você acha sobre isso. 

Tudo bem ficar em silêncio de vez em quando, isso não significa que você não tem suas próprias ideias. Tudo bem escolher no que se posicionar de acordo com o que vale a pena para você.

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Um texto um pouco triste recheado de músicas felizes

Parece que foi ontem que entrei na faculdade (acabei de notar que está bem próximo de completar dez anos e fiquei um pouco deprê). Até lá, tive pouquíssimos amigos de verdade. Conhecia todo mundo, interagia com muita gente (obrigada, internet!), mas AMIZADES mesmo, poucas.

Na faculdade, finalmente me encontrei em um grupo. Um grupo lindo, engraçado, que tinha pessoas que se ajudavam mesmo quando achavam que não precisavam, que dormiam juntas todas na mesma cama só pra poder passar mais tempo juntas, que compartilhavam uma paixão enorme por música, pela noite, por escrever. Éramos todos muito diferentes e, ao mesmo tempo, muito parecidos. Tomei meu primeiro drinque com eles, ganhei minha primeira festinha surpresa (da qual não participei, porque faltei à aula naquele dia!), conhecemos diversas novas fases da vida juntinhos, cada um contando sua experiência.

A gente amava fotografia e calças skinny coloridas também. Aí veio a RESTART e estragou tudo

A gente amava fotografia e calças skinny coloridas também. Aí veio a RESTART e estragou tudo

E o que tínhamos nas mãos pra isso? A Rua Augusta. A gente descia cedo, 21h, 22h – e só subia lá pelas 6h. Era bem diferente naquela época, e vimos Vanguart, Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro no Studio SP provavelmente dezenas de vezes, logo após tomarmos um monte de caipirinhas e pingas de banana no 472. Também passamos noites e noites ouvindo samba e bebendo cerveja no Bar do Malandro, trocando bilhetinhos em guardanapos de mesa. De vez em quando – comigo xingando todo mundo – andávamos até o Black Dog da Paulista e matávamos lá aquela fome horrorosa que bate antes da ressaca.

AH! Vocês sabiam que o Blue Pub já foi um pub mesmo? Um pequeno buraquinho escondido na rua? Esses dias entrei lá, querendo lembrar das tantas aulas que matamos ali, e descobri que agora ele é IMENSO!

Quando me formei na Cásper, minha vida já tinha mudado completamente. E eu sabia que a proximidade não ia durar muito – todo mundo ia ter sua rotina, vidas adultas, rumos diferentes. Talvez pudéssemos fazer funcionar, tem Facebook, WhatsApp, todo mundo é jornalista e pode acabar se encontrando nas redações… Só que tenho um defeito terrível: por mais que conheça os seres humanos mais especiais do mundo, são muito poucas as pessoas que consigo manter em minha vida. Na verdade, atualmente só meus pais, minha irmã e a Jess, porque ela meio que é obrigada a falar comigo todo dia. haha

Não é algo que eu possa controlar, exatamente.

Com a depressão, costumo fazer o máximo para estar dentro de casa. Quando estou numa fase boa, equilibrada, até tento sair um pouco, puxar assunto, manter diálogos, matar saudades. Infelizmente, na maior parte do tempo, eu simplesmente não consigo nem conversar com ninguém. É meio como se visse minha vida de fora do corpo, sabe? Eu vejo as coisas, gostaria de fazer parte delas, mas tento me mexer e não consigo, tento falar e a voz não sai. E aí acabo perdendo o que está acontecendo com quem realmente gosto – as pessoas que mudaram minha vida de verdade. Todo mundo ainda se vê, se fala, até assisto essas coisas acontecendo, mas quase nunca consigo fazer parte disso. Não porque não me chamam, mas porque tenho medo de magoar todo mundo prometendo participar e não conseguindo no meio do caminho, como já aconteceu tantas vezes. Porque a mesma vontade que vem, segundos depois é crise de ansiedade e desinteresse.

Uma coisa nunca muda: estou sempre acompanhando todos de longe, morrendo de orgulho, torcendo com meu coração e, sobretudo, lembrando daquela que foi uma das melhores fases da minha vida (queria voltar a ter a vitalidade dos meus 18 anos, mas aparentemente é impossível).

E aprendi, com a terapia, que não devo me culpar por esse meu jeitinho complicado. Confesso que ainda falho muito em lutar para me manter próxima, mas alimento ao máximo o que essas memórias me trazem de bom. Quando me bate essa tristezinha de saudade misturada com vontade de me enfiar embaixo do edredom, eu recorro à nossa melhor amiga: a música.

E hoje contei essa história toda aqui no blog só porque vou compartilhar a playlist mais vibe boa que eu tenho, pra vocês entenderem um pouco dessa história. Cada vez que uma dessas músicas toca, lembro de um dos meus amigos. É meu modo de manter aquele amor todo vivo aqui dentro. Porque quando a gente se reencontra, é como se o tempo não tivesse passado.

Falta gente? Falta. Mas a foto é especial porque é da última vez que encontrei todo mundo - em setembro do ano passado.

Falta gente? Falta. Mas a foto é especial porque é da última vez que encontrei todo mundo – em setembro do ano passado.

Quais são as músicas que, por fazerem parte das lembranças, te fazem imediatamente se sentir bem?

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Playlist: Os vários lados da Lady Gaga que amamos!

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Se você mora no maravilhoso mundo da internet, sabe que hoje (09/09/16, se você estiver lendo esse post no futuro) a Lady Gaga finalmente provou que está muitíssimo bem, obrigada, e lançou a música Perfect Illusion, o primeiro single de seu próximo trabalho.

Depois de se aventurar no jazz com a lenda Tony Bennett e até mesmo como a maravilhosa Condessa na quinta temporada de American Horror Story, Hotel, ela chegou pra quebrar mesmo a internet e mostrar mais um lado seu para amarmos!

Lady Gaga mais uma vez é um exemplo incrível de como temos vários lados e que tudo bem: nossas diferentes vibes e diferentes estilos são o que tornam cada dia ainda mais único. Como diria um amigo da minha melhor amiga: “eu não vou me vestir navy se acordei safari!” E nem deveria!

Com Perfect Illusion, a Gaga mostra que pode ser, além de jazz, r&b e pop, indie também se ela quiser! Duvida?

Preparamos uma playlist com as nossas músicas favoritas da Gaga pra curtir um tempão todos os lados musicais que ela tem e trabalha maravilhosamente bem:

Já segue a gente lá no Spotify? Então clica aqui e vem ouvir nossas músicas favoritas com a gente <3

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Você já parou para sorrir para estranhos hoje?

Eu não sei vocês, mas eu amo ver vídeos no YouTube quando estou mais ou menos ~de mal~ com a vida e precisando de uma risadinha. É sempre bom saber aquilo que te faz feliz, e dar a si mesmo uma dose daquilo quando você estiver mais na necessidade.

Foi numa dessas que a gente achou o trabalho de Benjamin Bennett, aquele tipo de pessoa que você só vai encontrar uma vez na vida (quando muito): o tipo de pessoa que faz transmissões ao vivo via Google Hangouts de si mesmo sentado no chão da sua casa, olhando para uma câmera e sorrindo. Por, em média, 4 horas.

Você deve estar pensando em muitas coisas, mas uma delas deve ser: esses sorrisos devem ser bem falsos, né?

Pelo contrário! Dá uma olhada nesse vídeo, que é o mais recente (que tem cerca de 74 mil visualizações e 4 horas e 1 minuto):

Fala se não dá uma vontade de sorrir junto com essa pessoa. Em mim certamente dá, e em outras pessoas também, segundo uma entrevista que ele deu pra VICE.

A razão por trás do canal dele é a mais simples e a mais óbvia possível: “me pareceu algo que estava faltando na internet.” E, se a gente for parar pra pensar, está mesmo. “Me pareceu algo que deveria ser feito, e ninguém mais faria.” Claro, quem mais iria dispor de 4 horas de seus dias para sorrir para estranhos?

O que Ben faz na internet é uma extensão online da frase “escolha ser gentil,” ou seja, tem o mesmo efeito de sorrir para pessoas na rua enquanto pede licença, sorrir para a atendente que está preparando seu café, ou sorrir para a pessoa para a qual você está abrindo a porta do condomínio ou do escritório. O que a pessoa vai fazer com aquele sorriso ou o que ele pode representar no dia, é uma escolha inteiramente dela. “Você pode claro encaixar o que eu faço em um contexto de performance artística (…) [mas] Eu não acho tão importante assim o que eu considero que isso seja –é mais importante o que as pessoas estão assistindo acham que é.

E, por mais que possa parecer estranha essa ~performance~, a resposta que Ben recebe tem dois lados, como tudo, mas ele prefere focar nos positivos: “os comentários no YouTube são mais qualquer coisa, mas os emails que eu recebo são, em sua maioria, positivos e apoiadores.” (Um dos comentários nessa matéria da VICE inclusive nos coloca pra pensar por que atitudes tão pequenas e inofensivas como sentar e sorrir por bastante podem gerar qualquer comentário negativo!)

Mas uma coisa é certa: Ben diz que seus vídeos geram um efeito de looping nas pessoas e as fazem sorrir de volta, e algumas chegaram a dizer que sua técnica é uma ótima meditação que encoraja pensamentos internos sobre todas as coisas que estão acontecendo em suas vidas e pensar nelas mesmas. “Muitas pessoas dizem que [meu trabalho] as faz sorrir.

Somos muito vulneráveis ao que está na nossa frente, tanto as coisas boas como as coisas ruins. Então, às vezes tudo que a gente precisa é que alguém nos encoraje a dar um sorriso, né?

Ficou curioso? Passa no canal dele então ;)

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