100 dias com ela – A felicidade #100happydays

100 dias com ela – A felicidade #100happydays

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Amanda Di Giorgio (@amandadigiorgio) para #instadobem17

Em meio a correria diária e a falta de tempo, existem muitos projetos que ajudam a explorar a felicidade nossa de cada dia: guardando bilhetinhos em uma lata, presenteando amigos com pequenas palavras de alegria ou até mesmo fotografando algo que te roubou um sorriso.

Já faz mais de um mês que acompanho o #100happydays, um projeto fotográfico que vem tomando conta do Instagram dos meus amigos. A brincadeira é bem simples: por 100 dias seguidos você é convidado a fotografar algo que te faz feliz. Pode ser qualquer coisa: seu gatinho, cachorro, família, amigos ou mesmo um pedaço de bolo. A ideia é parar por pelo menos 5 minutos para fazer uma reflexão sobre o seu dia e deixá-lo um pouquinho mais gostoso.

No site deles tem uma versão em português que explica o projeto e levanta um ponto muito legal: esse desafio é para você mesmo, e mais ninguém. Não é uma competição de felicidade com outras pessoas, mas sim um processo de descoberta pessoal sobre a felicidade diária vista da sua perspectiva. Afinal, ninguém vê o mundo com os mesmos olhos que ninguém :)

O maior desafio é manter a disciplina e continuar com o projeto funcionando durante todo o período (um pouco mais de 3 meses) e muitas pessoas acabam deixando de lado justamente pela falta de tempo. Mas será que não conseguimos encontrar pelo menos uma coisa positiva no nosso dia? Grande parte dos momentos felizes são construídos nas pequenas coisas, e às vezes a rotina deixa tudo meio banal e algumas podem passar batido.

Apesar de ser um projeto bem pessoal é muito gostoso descobrir a felicidade de cada um através das fotos. Sempre me derreto vendo os momentos especiais dos meus amigos e me empolguei em começar também! Vamos juntos? Saiba mais sobre o projeto aqui. 

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Clap along if you feel like that’s what you wanna do :)

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Coisas que aprendi com as minhas séries favoritas

Eu sou maluca por seriados e costumo acompanhar mais series do que eu consigo administrar. Quando eu era mais nova chegava a acompanhar uns 15 seriados AO MESMO TEMPO. Isso porque eu trabalhava, fazia faculdade e cursos de tarde. Como eu conseguia? Nunca saberei ao certo, sempre será um mistério na minha vida, haha.

Muita gente não gosta de acompanhar seriados pelo compromisso que você acaba criando com aquilo. Um filme dura 1h30 mas você sabe que ele terá um início, meio e fim garantidos (na maioria das vezes), mas nos seriados isso não é tão fácil assim. Muitas séries começam sem o próprio autor saber o final (oi, Lost). Para mim, essa é a maior graça: ninguém sabe para onde a vida vai te levar, e não dá pra contar tanta coisa sobre alguém em apenas uma hora e meia mais créditos no final. Eu gosto de acompanhar, me envolver com os personagens e, como num relacionamento qualquer, quando a coisa esfria, a gente “dá um tempo” e eventualmente parte pra outra. É uma relação que pode durar 20 minutos ou até 10 anos. <3

A questão é que depois de tanto tempo e tantas horas assistidas a gente aprende uma coisinha ou outra no meio do caminho. Por isso, selecionei aqui algumas das maiores lições que aprendi com as séries que foram bem significativas pra mim. Claro que existem MUUITAS outras, então devo fazer mais alguns posts sobre isso ao longo do tempo! :D

Sempre bom lembrar que esse post pode conter leves spoilers ;)

1) Quem tem confiança, tem tudo! – The OC

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The OC é uma das séries mais importantes da sua época e influenciou a vida de muita gente, inclusive a minha.

Anna Stern ganhou nosso coração com seu jeitinho nerd e fofo, e apesar do pouco tempo na trama, marcou bastante os rumos da história. No triângulo amoroso entre ela, Seth e Summer, descobrimos que o maior problema em lidar com relacionamentos não está no outro, mas sim na gente mesmo. Confiança e coragem são coisas que caminham juntas e Anna nos mostrou isso da forma mais delicada possível – ensinou Seth a confiar mais em si mesmo e em suas atitudes. Ao mesmo tempo, a coragem tomava conta dele, para enfim tomar a decisão sobre qual garota ele deveria ficar. Infelizmente Anna acaba sozinha, e vai embora de Orange County. Uma das cenas mais lindas e emocionantes da série. :’(

2) 6 bilhões de pessoas no mundo e tudo que você precisa é de uma só – One Tree Hill

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Me sentia Peyton Sawyer por muitos anos, com a diferença que eu não desenho nada e muito menos comecei a produzir bandas aos 20 anos de idade, HAHA.

Peyton era a artista que sentia demais, o tempo todo, e não media esforços em externar tudo isso. Quando as coisas davam errado (o que era constante) Peyton curava suas dores com a arte e expressava nos desenhos, nas músicas, na parede do seu quarto. Aliás, a trilha sonora de OTH é uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Apesar dos problemas e dos machucados que algumas situações deixavam, Peyton encarava tudo de frente, sozinha. Acompanhar essa jornada nos mostrou que mesmo com 6 bilhões de pessoas no mundo, às vezes tudo que a gente precisa é de apenas uma. É normal precisarmos de alguém nos apoiando de vez em quando, mas encarar a vida ao lado dos amigos, da família e de um grande amor torna tudo muito mais fácil :)

3) O importante não é o fim, mas sim a jornada – How I Met Your Mother

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Muita gente não gostou do final de How I Met Your Mother, mas não vou entrar nesse mérito agora porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. :)

Já falei aqui sobre o que eu acho de HIMYM e como a série fala sobre o amor em suas diversas maneiras e intensidades. Justamente por demorar tanto tempo para descobrirmos quem é a mãe, nós percebemos que a série não se trata somente dela, mas sim da jornada que levou Ted até a descoberta do amor. Mais do que isso, é uma jornada de descobrimento pessoal junto com cada um dos outros amigos, que amadurecem junto com Ted e viveram grandes mudanças, muitas delas passageiras. Aprendemos que coisas boas podem acontecer e chegar ao fim sim, mas sem tirar o mérito da felicidade que vivemos. É o famoso “foi bom enquanto durou”, sabe? Precisamos saber aproveitar cada momento como se fosse único, e não nos culpar tanto após seu término.

4) Boas histórias merecem ser vividas ao lado de quem gostamos – Doctor Who

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Temporada após temporada, Doctor Who se transforma. Em uma das séries mais antigas do mundo, descobrimos o valor de boas amizades, da compaixão e da ajuda ao próximo, mesmo que sejam desconhecidos. O coração altruísta e corajoso do Doctor transforma a vida de milhares de pessoas (e outras espécies não identificadas) com aventuras divertidas e muitas vezes de tirar o fôlego – é impossível não se apaixonar por essa série! <3

Apesar de ser um homem solitário, Doctor vive suas aventuras sempre acompanhado de uma humana, mas na maioria dos casos não rola aquela tensão sexual não, a coisa é muito mais natural e pura. Ele sempre diz que, depois de 1200 anos de vida, é difícil continuar suas grandes aventuras pelo tempo e espaço sem alguém para compartilhar esses momentos. Você tem o mundo em suas mãos, mas não tem uma pessoa com quem possa dividir tudo isso, de que adianta?

5) Quando tudo der errado, cante! – Glee

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As coisas podem estar dando muito errado, muito mesmo. A gente pode pensar em desistir, largar tudo, recomeçar do zero. Quando isso acontecer, respire fundo, repense com calma, coma um chocolate e ouça sua música preferida! Não existe nada que uma boa música não possa ajudar, e Glee mostra justamente isso.

Em um grupo de alunos totalmente diferentes, que sofrem bullyng e precisam lidar com as dificuldades, a música os aproxima, e todos se tornam iguais. Se o amor aproxima as pessoas, o amor pela música os transforma em um só coração.

Acho incrível como Glee consegue nos emocionar com cada versão cantada, como cada música nos ajuda a superar nossos próprios medos. Mesmo após a morte do Cory, a série conseguiu encarar a mudança de uma forma gentil e extremamente emocionante como deveria ser.

Nunca subestime o poder de uma boa música na sua vida, principalmente daquelas cantadas bem alto, desafinadas, ao lado dos nossos melhores amigos <3

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Gente que se inspira em chocolate <3

Gente que se inspira em chocolate <3

Vocês sabem, Páscoa, tempo de renovação, de alegria, de positividade, de chocolate. É só colocar a palavra chocolate em uma frase, fica difícil ler o resto, não é? Não importa se você gosta mais do ao leite, do amargo ou do (mentiroso) chocolate branco, se você o prefere derretido ou crocante, puro ou recheado. O que importa é que por um mês você foi bombardeado por imagens do ouro dos maias nas propagandas e supermercados, você quer coroar seu domingo de páscoa com nada mais, nada menos, só, unicamente, chocolate. Não se reprima, você merece. Até se você possui alergia, intolerância a glúten ou lactose, você pode passar um domingo cheio de chocolate (existem alternativas!).

Para acompanhar o alimento dos deuses, sugiro aqui três alternativas culturais de dar àgua na boca. Um livro, um filme e um álbum. O ponto em comum? Tudo delicioso.

Roald Dahl – A Fantástica Fábrica de Chocolate

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Muitos se satisfazem com os filmes que levaram a história de Charlie para o cinema, dirigidos por Mel Stuart e Tim Burton. O que poucos sabem é que o livro que inspirou esses clássicos é ainda melhor – mais doce e mais amargo no mesmo pacote. Roald Dahl foi o maior mestre da literatura infantil, e mesmo sem ter lido um de seus livros, você conhece suas histórias (falando em chocolate, quem se esquece da cena do bolo em Matilda?). Seus livros são curtos, rápidos, e conseguem ser engraçados e extremamente melancólicos ao mesmo tempo. Seus personagens sempre levam vidas duras, mas as encaram com magia. Imperdível.

Chocolate (Lasse Halstrom)

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Se estiveres de dieta, não assista a Chocolate, de Lasse Halstrom. Se o filme não fosse um excelente romance, ele poderia ser a mais cara propaganda de chocolate da história, e a mais eficiente. Resistir é fútil – ao ver a preparação quase mística dos chocolates de Juliette Binoche nesse filme, você estará sonhando acordado com um bombom, barra ou ovo. As maravilhas gastronômicas já seriam suficientes para alavancar o filme até essa lista, mas elas são apenas a superfície dessa história envolvente. Indicado a 5 (merecidos) Oscars, o filme tem uma fotografia linda e uma trilha sonora que te fará valsar na sua própria sala de estar.

Snow Patrol – Final Straw

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Você pode conhecer o Snow Patrol como a banda da trilha de Grey’s Anatomy (uma ótima série para se assistir acompanhada de um pote de sorvete de chocolate – anotarei essa ideia), mas antes disso, a banda lançou outro excelente disco, chamado Final Straw. Qual é o nome do principal single desse disco? Isso mesmo, Chocolate. Só separe também, junto com seus Ovos de Páscoa, alguns lenços – Run acerta fundo no coração.

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O super-herói do seu signo

Cantou muito, na última semana, a canção Disney do seu signo? Hora de descobrir outro lado do que o zodíaco separou para você.

Todo mundo tem seus superpoderes e o potencial de salvar, nas pequenas coisas, o mundo. Mas se você vivesse no universo da Marvel ou da DC Comics, que tipo de super-herói você seria? Sombrio ou engraçado? Moderno ou idealista? Conheça agora os traços que marcam o papel em que você foi desenhado, e forme times com seus amigos superpoderosos!

Áries – Tocha Humana

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Flame on! Aventureiro, ousado e sem medo de chamar atenção, Johnny Storm tem como um de seus maiores poderes a auto-confiança e a coragem – ah sim, além da capacidade de se transformar em um meteoro flamejante. Esquentadinho é apelido, e quando você fica nervoso, você transforma sua cabeça quente em um verdadeiro rastro de chamas.

Leão – Iron Man

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Identidade secreta? Quem iria querer esconder seus feitos heroicos do mundo? Super-herói e super-celebridade, Tony Stark é charmoso, bem humorado e escolhe bem o palco em que pousa os propulsores da sua armadura hi-tech. Inteligente e dinâmico, o leonino nasceu para liderar, de preferência do topo de uma torre como a Stark Tower.

Câncer – Professor X

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Cancerianos são tão intuitivos que, às vezes, parecem ter a capacidade de entrar na mente de seus amigos e entender perfeitamente o que está acontecendo – quase como telepatas mutantes. Eles são calorosos e protetores em relação às suas famílias – mesmo que seja uma enorme família de pupilos e amigos como os X-Men, liderados pelo sábio Professor X, um típico canceriano.

Aquário – Surfista Prateado

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O aquariano está sempre buscando o que há de mais novo, e se para isso, precisar de viajar para novos mundos e planetas, melhor ainda. Atento às energias do mundo, ele é o verdadeiro sensor do cosmos, e é um humanitário nato. A atmosfera new-age do viajante galáctico Surfista Prateado é perfeita para o aquariano.

Escorpião – Batman

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Como o leonino ama a luz e a fama, você ama as sombras e o anonimato. O mistério é a maior paixão e a maior força de quem é regido por escorpião, e cada pessoa do signo é Batman e Bruce Wayne ao mesmo tempo. Um pouco obsessivo, você não esquece de nada e pode fazer inimigos facilmente – mas também encanta, e é um dos mais amados super-heróis da história por sua obstinação e superação.

Capricórnio – Demolidor

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A disciplina e o cuidado são elementos chave na vida do sério advogado Matt Murdoch, e seu alter-ego, o homem sem medo, Demolidor. Você é também reservado, um pouco pessimista e solitário – e sofre calado em meio ao tumulto que viveu.

Peixes – Doutor Manhattan

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O peso do mundo está sobre seus ombros, não, é, pisciano? E isso te traz muita melancolia e te faz sonhar com um local melhor, que existe apenas na sua cabeça. Você tem um universo dentro de você e como o Dr. Manhattan, de Watchmen, isso o torna difícil de alcançar. Você muda de ideia facilmente, pois deseja agradar a todos, como Manhattan que moldou sua vida para agradar o seu pai e foi transformado ao tentar ajudar sua namorada.

Sagitário – Thor

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Como um executivo preso na ponte aérea entre Rio e São Paulo, Thor é um herói em movimento, indeciso sobre o lugar ao qual pertence. O deus nórdico do Trovão não tem medo de barulho, aventura e uma boa briga, e vê a vida como um grande esporte assim como o sagitariano. Mas mesmo com um exterior de atleta, livre e despreocupado, você tem seus momentos de profundidade e reflexão, como o guardião de todo o universo, ponderando em Asgard.

Libra – Mulher Maravilha

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Defensora da justiça, da diplomacia e da paz, você resolve qualquer conflito. Luta pelo que é certo e valoriza a sinceridade, possuindo consigo um laço da verdade que daria inveja à Mulher Maravilha em si. Assim como Diana, você é uma peça central do seu grupo de amigos, cheia de ideais, charme e magnetismo pessoal.

Virgem – Capitão América

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Seus ideais são altos, beirando a perfeição, e você é prático, estrategista, tendo assim os métodos necessários para tornar esses ideais uma realidade. Como o líder dos Vingadores, você é modesto mas sabe bem da sua própria competência e potencial – mas o seu lado perfeccionista e crítico pode diminuir o seu senso de humor e te manter constantemente preocupado com o rumo das coisas.

Touro – Superman

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Ninguém é mais confiável que você, Taurino – e o mais famoso herói da história se identifica, bastante, com o seu signo. Apaixonado por seu amor, sua família (ou famílias) e por tudo que você acredita, você é uma rocha segura na vida de todos, paciente, pacífico, persistente.

Gêmeos – Homem-Aranha

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Sem a máscara, você é um estudante tímido, desajeitado, com um passado triste e angustiado. Mas colocando o seu uniforme, você vira a alma da festa, um herói que encontra tempo, no meio da luta, para soltar uma piada ou fazer uma pegadinha. O mais jovial dos heróis.

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Degustação Pop #1 – West Coast (Lana Del Rey)

Nenhum homem é uma ilha - podemos reescrever essa expressão? Nenhuma música pop é uma ilha. É, na verdade, como uma série de vulcões em erupção, cuja lava se resfria sobre tudo que está próximo e forma novos picos. Tudo influencia tudo.

Ouvir uma música, então, é ouvir várias outras, que a influenciaram, ou por ela foram influenciadas, ou apenas parecem e fazer parte de um mesmo movimento ou época.

Lana Del Rey saiu de sua tristeza de verão e voltou com single novo, o primeiro do disco Ultraviolence, produzido pelo antes solitário garoto Dan Auerbach, do The Black Keys. A música em questão é West Coast, uma mistura de baixo marcado, vocais sussurrados com ritmo de rap, guitarra dos anos 60 e um refrão romântico.

Gostou de West Coast? Que tal então ouvir uma mixtape inteira de músicas que se relacionam com esse novo sucesso? Dos antepassados diretos de Lana como Nancy Sinatra e Peggy Lee, até os donos daquela guitarrinha do refrão, os Beatles. De artistas novos do pop minimalista como The xx até a primeira voz feminina produzida pelo mesmo Dan Auerbach, Jessica Lea Mayfield.

Aperta o play!

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Serge Gainsbourg – Bonnie and Clyde
Peggy Lee – Fever
Nancy Sinatra – Bang Bang
The Beatles – And I Love Her
Exlovers – Wicked Game
The xx – Islands
Chet Faker – No Diggity
Jessica Lea Mayfield – Our Hearts are wrong
Tori Amos – Cornflake Girl
Charlotte Gainsbourg – The Operation

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Vamos trocar umas figurinhas?

Essa seria uma proposição mais comum se fosse apenas um convite para uma conversa amigável, na velha gíria. Mas não, ignore a fachada dos vinte e poucos anos, estou falando de figurinhas mesmo – daquelas autocolantes e colecionáveis.

Foto: Tumblr | iamzantuu

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Coleção não é coisa de criança – Franklin Roosevelt e Johnny Cash, por exemplo, colecionavam respectivamente selos e moedas – e completar um álbum requer uma persistência e paciência que crianças, muitas vezes, não tem. Eu só fui completar meu primeiro álbum depois dos 12 anos de idade, o que acabou se tornando uma espécie de rito de passagem para uma nova era da vida. E agora que “vai ter copa sim” e todos resolveram reviver os bons dias de roda de bafo e clube de trocas, não faltam jovens adultos comprando seus álbuns de figurinhas.

Em cada pacote, pode não ter uma holográfica ou um escudo, mas tem lições de positividade.

1. Uma página vazia não é uma decepção, é um incentivo a completá-la

É assim que funciona a persistência – quanto mais vazio o álbum, maior é a vontade de trabalhar pra que as páginas fiquem cheias (e olhar as páginas cheias é apenas um jeito de ver o fruto de sua persistência lá, materializado, sorrindo para você). Está muito distante de um objetivo da sua vida? Mais um motivo para correr atrás. E quando essa página do seu álbum estiver cheia… aproveite a felicidade!

2. Brincar é aprender

Aprender não deve ser uma atividade chata, maçante, sisuda. Com um álbum da Copa, até o fã mais ausente de futebol consegue aprender a escalação da seleção da Algéria e os times nos quais jogam todos os goleiros do Leste Europeu. Com o velho álbum do Pokémon, decorei todos os 150.

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3. Compartilhar é fazer amigos

Amizades são eternas trocas, de sorrisos, situações e sentimentos. E de figurinhas, porque não? Alguém sempre tem o que você precisa em excesso, e você sempre tem algo em troca para fazer o dia daquela pessoa um pouco melhor. E assim uma brincadeira solitária se torna um esforço em grupo que pode te dar novos amigos. Além de novas figurinhas, claro.

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4. Fique feliz com as pequenas (e por vezes inúteis) coisas

No mundo moderno precisamos cada vez de compras maiores e conquistas mais impressionantes para abrirmos um sorriso. E se alguns centavos puderem causar o mesmo efeito? Com um pouco de sorte, você consegue histeria por apenas um pedacinho de papel com adesivo.

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5. Nostalgia faz bem

Perceber que você ainda luta para conseguir colar a figurinha certa, que ainda pula de alegria ao conseguir aquela holográfica e que ainda fica procurando o pacotinho mais cheio pra tentar achar o escudo que estava precisando é perceber que a data na sua certidão de nascimento não quer dizer nada. Nunca é tarde demais para ser criança.

Foto: Tumblr | guajarocho

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Gente que se faz presente – Projeto ursinho Elo

Gente que se faz presente – Projeto ursinho Elo

ou… Como o Whatsapp transformou a vida dessas crianças com câncer <3

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Existem muitas formas da gente se fazer presente na vida de quem gostamos: seja fazendo uma visita surpresa, ligando, escrevendo um email longo de saudades ou até mesmo mandando um Whatsapp. Não existe distância física que supere aquela vontade enorme de estar com o outro e participar da sua vida de alguma forma.  

Em algumas situações, a gente não consegue romper as barreiras da distância tão facilmente e a saudade aperta como a gente nunca poderia imaginar.  Ficar sem ter notícias de alguém, sem falar um minuto sequer com quem a gente ama, é um milhão de vezes pior que a distância física, já repararam nisso?

Em Jaú, São Paulo, o Hospital Amaral Carvalho é referência no tratamento do câncer infantil em toda a América Latina e por isso recebe muitas crianças de vários lugares do Brasil. Durante o processo as crianças passam um bom tempo isoladas de todos. Longe dos pais, dos amigos e da escola, ela precisa aprender a lidar com a solidão e a nova rotina de remédios e tratamentos fortes :(

Pensando em toda a dificuldade que essas crianças estão passando, o Hospital resolveu inventar uma forma de aproximar os amigos e a família dos internados: presentearam cada um deles com um ursinho chamado Elo, conectado com um número de Whatsapp ele recebe gravações de áudio e transmite para a criança lá no isolamento.

O resultado vocês conferem nesse vídeo emocionante! Preparem o lencinho, viu?

 

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Love Me Do: mais uma maneira de morrer de amores pelos Beatles

Love Me Do: mais uma maneira de morrer de amores pelos Beatles

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Eu não sei qual a sua relação com os Beatles – mas sei que eles suscitam amor e ódio em bate-papos, almoços e, obviamente, conversas na internet todos os dias. Como eu sei disso? Já apanhei verbalmente várias vezes só de proferir por aí a frase “Prefiro os Stones”. Mas só faço pra provocar, claro. E como minha paixão pela música sempre desperta a curiosidade, eu amei Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles desde o momento em que o carteiro deixou o livro na porta de casa.

Motivo? Biografias rápidas e ilustradas de grandes bandas me ganham no “olá”. Já contei aqui que sou, sim, do tipo que compra o livro pela capa, né? E esse é um exemplar recheado de informações sobre a carreira da banda – tanto em relação aos textos, como às fotos. Nada é mais legal do que passear por fotos e depoimentos antigos e constatar que o mundo mudou um monte, mas algumas coisas serão sempre atuais.

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Love Me Do reúne alguns dos maiores eventos na história dos Beatles para apresentar a banda de maneira fluida, prazerosa e divertida tanto para quem já é fã e quer relembrar quanto para quem está conhecendo o fab four agora.  É claro, existem momentos trágicos também, mas em geral o conteúdo é apaixonante. Eu fiquei louca de vontade de fazer uma lista contando lições que aprendi com a história dos Beatles mas guardei a ideia pra mais tarde porque sei que vai ter fã querendo me bater e estou na defensiva esses dias. hihihi. Aguardem, porque não vou resistir! Em breve solto por aqui. :P

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O autor é Paolo Hewitt, o mesmo cara que escreveu 50 Fatos que Mudaram a História do Rock, e ele fala sobre proezas juvenis do grupo, o estilo de vida glamouroso, o encontro com astros como Bob Dylan e Elvis Presley, além de seu salto artístico – é surreal como a banda cresceu de forma espantosa tão rapidamente num tempo em que não havia internet. Se hoje esse fenômeno acontece com frequência (obviamente em menor escala), naquele tempo era um marco realmente assustador para todos os padrões. É divertido pensar nisso também.

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Bom pra mergulhar na história e ler ouvindo os clássicos que eles nos deixaram. Afinal, os discos dos Beatles são a única coisa melhor que qualquer herança histórica que eles possam ter deixado. <3

PARA LER EM CASA

Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles
Paolo Hewitt
Verus Editora

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Trixmix Cabaret: Para se transportar para outra época… No meio da semana!

Chegamos ao teatro por uma escadinha lateral por trás das cortinas e nos deparamos, do palco, não com uma plateia convencional, mas com um salão, com mesas divididas para grupos e um sofá no canto. Escolhemos nossa mesa – embaixo do pole dance, encostada no palco – e já começamos a nos sentir em outros tempos. O clima é bem film noir mesmo, com as atrizes passeando em seu figurino sensual pelo salão. Ah, esse espaço cabaret fez meu coraçãozinho acelerar. Fico encantada. Pedimos as bebidas enquanto o salão começava a encher rapidamente. Como a passagem é pelo palco, depois que o espetáculo começa, ninguém mais entra.

Salão cheio, pronto para o início do espetáculo.

Salão cheio, pronto para o início do espetáculo.

Confesso que estava ansiosa: nunca havia ido a uma apresentação que misturasse tantos estilos de uma vez. Dança, poesia, humor, beleza, circo… Quando a gente ouve a proposta assim, de cara, fica com um pouco de medo de qual pode ser o resultado, né? Mas a minha curiosidade falou mais alto – primeiro porque adoro o clima noir. Segundo porque programa diferente com o namorado é sempre legal. E, por último, saber que o diretor artístico, Mark Bromilow, trabalhou com nomes de peso como o Cirque du Soleil ajudou a acalmar os ânimos e confiar. Valeu a pena.

Quando tudo começa...

Quando tudo começa…

SILÊNCIO! Começou o espetáculo. No topo, um escritor narra a própria história e viajamos por dentro de seus sonhos, delírios e escritos. Pole dance, balé, circo, boa música, projeções, são tantas pessoas indo e vindo e fazendo coisas inacreditáveis com o corpo que a gente fica vidrado e começa a se sentir parte daquilo. Chega uma hora em que estamos tão concentrados nos movimentos dos artistas que eles passam a parecer triviais, fáceis. Mas não são nem de longe simples. E é nessa complexidade que mora o maior barato do show.

Ficamos apaixonados – confesso que rolou um ciuminho durante as cenas calientes no pole dance porque o namorado e eu estávamos assistindo tudo de um ângulo privilegiado! rs.

Sobre essas duas: Ai, meu coração.

Sobre essas duas: Ai, meu coração.

O Trixmix Cabaret 2014 é sensual, alegre, envolvente e animou nossa quinta-feira. O horário é ótimo: chegamos às 20h30, quando a casa abre,  conversamos um pouco, o show começou pontualmente às 21h30 e às 23h já estávamos voltando pra casa. Sabe aquele escape para respirar antes da semana acabar? Então. Você sai de casa, visita um ambiente novo, ouve uma história que, apesar de ser no passado, é extremamente atual, e ainda volta pra casa cedo. Para quem quiser curtir, esse é o sétimo ano do espetáculo Trixmix Cabaret, que está em cartaz às quintas feiras até o dia 29 de maio no Teatro Viradalata, em Perdizes! <3

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Trixmix temporada 2014

Temporada: até 29 de maio.
Espetáculos as quintas-feiras
Casa abre 20h30
Show começa 21h30

Duração: 75 minutos
Ingressos: Inteira R$50,00 / Meia entrada R$25,00

Na bilheteria do Teatro ou
pela internet: trixmix.org
Televendas: 4003 1212

• Aceita os cartões de débito e crédito da Mastercard, Redecard, Visa e Visa Electron. Não aceita cheques.

Teatro Viradalata – Sala Cabaret
Rua Apinajés, 1387 – tel: 11. 3868.2535
Capacidade: 120 lugares

• Acesso para deficientes físicos
• Ar condicionado
• Serviço de Vallet no local: R$ 15,00

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Temporário 12: um filme solidário

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Eu vi Temporário 12 há exatamente uma semana, e eu raramente escrevo sobre um filme com uma margem tão “grande” de tempo me separando da experiência em si – no máximo eu o revejo, antes de escrever sobre, para reavivar as memórias. No caso de Temporário 12 eu não precisei disso, nem mesmo com um Lollapalooza inteiro de sensações me separando do filme. Temporário 12 está vivo demais em minha memória.

O filme independente de Destin Cretton não chegou aos cinemas brasileiros, mas está circulando na programação do canal pago Max (que anda acertando lindamente em seus lançamentos semanais) e, se você não liga de chorar um pouco (muito) hoje, é o que você deveria assistir.

Temporário 12 é um filme emocionante, sim, mas é o raro filme realista E otimista – uma espécie em extinção. Seus protagonistas, os brilhantes Brie Larson (de Scott Pilgrim) e John Gallagher Jr. (da série The Newsroom), interpretam respectivamente Grace e Mason, um casal de jovens que viveram o abandono e a violência em suas adolescências, conseguiram se desenvolver como pessoas incríveis e devolvem o que aprenderam e a solidariedade que receberam para a comunidade, trabalhando em um abrigo temporário para jovens em risco.

Mas é um filme também dos coadjuvantes – dos garotos e garotas do abrigo temporário 12, personagens que misturam em si amor, raiva, angústia, solidão, fragilidade e vontade de superação. Eles comunicam seus problemas através de arte, música, escrita, expressividade. Os temas são difíceis, reais, tristes, mas a conclusão é positiva: a de que a recuperação é possível se um espaço amoroso e seguro receber a criança ou adolescente.

O filme vira uma celebração do que é realmente ajudar o próximo e abrir os braços para acolher, da melhor maneira possível, quem precisa. É também um filme que pode ajudar, acolher, quem o vir e se sentir angustiado. Solidário, cheio de esperança e generoso.

Não faltam, na internet, depoimentos de pessoas que trabalham ou trabalharam em abrigos similares e se identificam com o filme, o julgando especial e realista. Mas é claro – o diretor e roteirista, Destin Cretton, se baseou nas suas próprias experiências.

Admito que para escrever isso, evoquei o filme de alguma maneira – ouvindo uma canção que nem está na trilha do filme, mas poderia. Open Arms, da banda britância Elbow, que foi escrita sobre um centro comunitário de Manchester. Assista, escute e me diga que não tem tudo a ver!

“Nós temos braços abertos para corações partidos”.

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