Qual a música que vai te levantar hoje?

Qual a música que vai te levantar hoje?

GodHelpTheGirl

Não dá pra escolher sempre terminar o dia com um sorriso no outro, mas sempre há uma música pra te levantar e te abraçar quando os dias ruins chegam. É essa a mensagem de God Help The Girl, filme britânico dirigido e escrito por Stuart Murdoch do Belle & Sebastian, que saiu ano passado 2014 e que eu assisti bem recentemente.

Baseado no projeto musical homônimo do Stuart, que tem apenas mulheres no vocal principal, o filme se passa em Glasgow, na Escócia, e conta a história de Eve, uma garota que vive um problema alimentar grave e que encontra uma válvula de escape na música, e em James e Cassie, que experienciam suas próprias dúvidas em seus caminhos e acaba juntando-se a eles para dar vida às canções que compõe.

A dinâmica do filme é interessante, e boa parte disso se dá à química dos personagens, que estão em suas montanhas-russas particulares de sentimentos, por quaisquer que sejam os motivos, mas mais do que a música e mais do que as cenas bem filmadas –agradecimentos especiais a uma Escócia maravilhosa de se ver–, a grande mensagem do filme é que alguns dias são melhores que outros, mas há sempre a música.

O filme não é sobre composições, sobre um romance com um bad boy ou sobre uma doença alimentar. Pelo contrário, todas essas coisas são bases que sustentam uma mensagem que talvez todos nós já tenhamos descoberto: não importa o tamanho daquilo que nos deixa pra baixo e infeliz, nós sempre vamos achar na música uma forma de nos expressar que seja segura e que nos abrace.

Durante toda a vida nós nos encontramos com situações ou pessoas que acabam se tornando barreiras para a nossa própria felicidade e realização, seja ela profissional ou amorosa ou qualquer coisa, mas ao mesmo tempo nós também nos deparamos com situações e pessoas que vão nos dar as mãos e nos ajudar a passar pelas primeiras barreiras.

Nessas situações, dê as mãos aos seus amigos e rode bastante, até sentir que o passado ficou pra trás, assim como as paredes que te impedem de ver o caminho com mais clareza.

Nós sempre nos lembramos das pessoas que nos levantam dos momentos ruins, nós nos lembramos das músicas que ouvimos enquanto ~estávamos na pior~, mas é difícil lembrar daquelas músicas que nos colocaram pra cima.

Se você está tendo um dia ruim e precisa de uma música pra te levantar e te abraçar, aperte o play na trilha sonora de God Help The Girl e me responda: qual é a música que vai te levantar hoje?

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Nesta sexta feira, use amarelo por Seth

Talvez você não seja como Kimmy Schmidt e amarelo não seja a sua cor favorita, mas nessa sexta você tem um motivo muito especial para tirar aquela roupa amarela do armário. Com um gesto pequeno como esse você pode ajudar a aliviar o fardo e alegrar uma criança!

Seth tem 5 anos de idade e possui uma condição médica chamada de Severe Combined Immune Deficiency (SCID) que o deixa completamente vulnerável a qualquer infecção ou doença que está no ar em que respiramos, ou nos objetos em que tocamos e pessoas com quem interagimos. Por isso, Seth tem que viver diariamente em uma sala completamente isolada e purificada, como uma bolha. Seth sofre diariamente com problemas de pele, desconforto e com os efeitos da alta dose de cortisona que precisa de ingerir. Ele está aguardando o seu segundo transplante de medula óssea, que deve acontecer em breve. Seus pais mantém um blog muito carinhoso e informativo sobre a luta diária de Seth, o Our Little Hero.

Mas Seth tem um pedido para nós. Ele ama a cor amarela, e você pode fazê-lo perceber que mesmo sozinho em seu quarto, ele tem um mundo todo de amigos. Basta usar amarelo nessa sexta feira, dia 27 de março, e postar nas redes sociais com a tag #WearYellowForSeth. As fotos serão mostradas para Seth pelos seus pais! Eu faço questão de participar, e você?

Ah, mas quem precisa de uma blogueira explicando o movimento se você pode ver o próprio Seth fazendo o pedido?

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Bob’s Burgers – a série que você deveria estar assistindo

Bob’s Burgers – a série que você deveria estar assistindo

 

O universo da animação feita para a TV fica, a cada ano e cada temporada, mais louco. A liberdade criativa hoje nos desenhos animados está incrível, e esse gênero associado ao público infantil se aproxima de vez do público adulto. Séries de canais infantis viram hits acidentais com os mais velhos (os espetaculares Adventure Time e Regular Show) e programas de humor cheios de duplos sentidos e sarcasmo já são vendidos para os pais, primos e irmãos de idade mais avançada.

Quando eu acabei a série Parks and Recreation no mês passado eu procurei, procurei uma série que substituísse a turma de excêntrica de Pawnee no meu coração – só que eu estava procurando no lugar errado. Agora eu achei esse substituto, não na sitcom tradicional, filmada com atores e cenários, mas em um desenho animado tão cativante quanto. Bob’s Burgers.

A crítica compara constantemente a série de Loren Bouchard ao clássico mais duradouro da TV americana, Os Simpsons – mas os Belchers são uma família bem diferente do clã de Homer e Marge. Se Os Simpsons exibe seus personagens como estereótipos irônicos sobre a cultura americana, Bob’s Burgers não quer suas piscadelas de superioridade, e sim quer o seu afeto mais sincero possível por uma família bem peculiar, mas cheia das melhores intenções e corações gigantescos.

Bob’s Burgers conta a história de uma família de classe média e sua lanchonete em uma cidade costeira de New Jersey. Bob, o patriarca, é um idealista entusiasmado com um fraco por competições. Linda, sua esposa, sonha com barcos, nado sincronizado e livros de romance comprados em banca. Os três filhos merecem capítulos à parte.

Tina Belcher é uma garota tímida e estudiosa nos primeiros anos da puberdade, confusa no meio de todas as mudanças em seu corpo e na sua cabeça. Gene é o filho do meio típico, chamando a atenção dos pais das maneiras mais excêntricas possíveis, e Louise é a mais jovem, uma criança prodígio que adora estar no comando. Cada episódio tem uma série de trocadilhos especiais, que vão do nome dos hambúrgueres no cardápio até a fachada da loja ao lado da lanchonete.

Com Bob’s Burgers você absorve um pouco de cada personagem para a sua vida, e passar um tempo com os Belchers se torna algo essencial para a sua semana. Só faz falta um belo hambúrguer nas mãos.

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#SouMaisEu: porque todo mundo tem um lado incrível! <3

#SouMaisEu: porque todo mundo tem um lado incrível! <3

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Se você ainda não sabe o quanto é importante ser quem você ama, eu te recomendo dar uma lida nesse post aqui, ó. Sério! Não é bobagem não. É pelo seu próprio bem. Quanto mais a gente aprende a se aceitar, a conhecer o que tem de melhor a oferecer pra si e pro mundo e sobretudo a colocar em prática o amor próprio, mais leve a vida fica.

E, quando recebi o convite da Ju Romano pra contar por que eu #SouMaisEu, não hesitei em participar. Tem coisa mais gostosa do que ver o amor se espalhando pela timeline?

Acho que nunca tinha contado aqui no blog a minha mania doida de adiar sonhos. Pois é: quando eu era mais nova, ser gordinha era a desculpa que eu usava para não sair do lugar. Eu não me sentia mal e nem pensava em fazer dieta, mas sempre dizia “Ah, quando eu emagrecer eu visto listras”, “Quando eu emagrecer faço tatuagens”, “Quando emagrecer coloco piercing”… Que coisa chata! Quando percebi que estava deixando de viver em função da minha aparência, eu corri atrás do tempo perdido. E olha: não podia me sentir mais realizada hoje. Ouve só o porquê:

Essa corrente linda começou com a campanha de outono/inverno da coleção Plus Size da Marisa: a Ju desafiou 3 blogueiras a falarem por que elas são tão maravilhosas – eu era uma delas! – e agora eu passei o desafio pra frente: chamei a Bruna Vieira, a Jessica Grecco e a Melina Souza pra fazerem um vídeo ou deixarem aí nos comentários por que usariam a hashtag #soumaiseu e o que faz delas pessoas tão incríveis e únicas! São meninas super diferentes e que com certeza me inspiram todos os dias – acho que isso é o que mais importa. :)

Que tal participar também? Aposto que se você se olhar com carinho, vai descobrir que tem UM MONTE de coisa pra dizer.

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Sobre grandes poderes e grandes responsabilidades

Não sei vocês, mas eu cresci com muitxs primxs e isso sempre quis dizer duas coisas: muitos desenhos e muitos super-heróis, para que todos pudessem “ser” pelo menos um personagem, e o grupo ficar completo.

É incrível o quanto muda a cabeça de uma criança (e até mesmo de um jovem/adulto, por que não?) saber que existe um herói em algum lugar do mundo usando uma roupa engraçada e ajudando pessoas só porque ele pode.

Existe uma frase da Tia May, em Homem-Aranha 2 (meu favorito!), onde ela fala ao Peter: “deus sabe, crianças como o Henry precisam de um herói, pessoas que se sacrificam pelo próximo, dando um bom exemplo pra nós. Todo mundo adora um herói, as pessoas fazem filas para vê-los, para gritar seus nomes, e daqui a uns anos eles contarão como ficaram na chuva durante horas só para ver de relance aquele que ensinou a continuar acreditando.” E por mais que a gente ache que precisa de poderes especiais para ser um herói, tem gente por aí mostrando que você só precisa ser especial para ser um herói, e saber reconhecer que as outras pessoas são especiais também. Ultimamente, a mídia tem recheado as páginas de grandes portais com histórias de gente que aprendeu isso e está passando a mensagem pra frente.

Às vezes tudo que precisamos é de um empurrãozinho para aceitar uma condição que muitas vezes saiu do nosso controle, um jeito novo de ver a vida e de encarar nossos problemas. Foi pensando nisso que Albert Manero, um doutorando em engenharia aeroespacial da University of Central Florida, deu ao pequeno Alex, que nasceu sem o braço direito, sua primeira prótese de braço, feito com impressão 3D, custando bem menos que uma prótese “comum”. Aí Albert achou que poderia fazer mais, e, graças ao Collective Project da Microsoft, Robert Downey Jr. foi ajudá-lo. Albert “imprimiu” e pôs pra funcionar uma prótese em forma de um dos braços da armadura do Homem de Ferro, e Robert foi, como Tony Stark, entregar o presente a Alex. O braço, que detecta os movimentos do bíceps de Alex e tem uma bateria que dura o dia todo, faz com que seja possível que ele pegue coisas e que, agora, possa salvar o mundo uma noite ou duas por semana.

Já o Homem-Aranha, o amigo da vizinhança, faz no Reino Unido uma coisa bem mais acessível de se fazer: distribui comida para os moradores de rua de sua cidade, e a coisa mais legal é que ele não quer que as pessoas doem coisas pra ele, ele quer que as pessoas façam o mesmo e parem de achar que moradores de rua são invisíveis. Todos nós sabemos que, quando falamos de moradores de rua, “o buraco é mais embaixo”, e que dar comida e roupas a eles não é bem resolver o problema, mas é um importante passo.

Mesmo que esses dois exemplos de histórias sejam bem inspiradores, no final do dia o único super-herói que você tem que reconhecer é aquele que aparece refletido no espelho do banheiro, e que, olha só, parece muito contigo!

É muito legal sair por aí vestido de herói, dando esperança pras pessoas e mostrando que dá pra fazer o bem sem ver a quem? Sim, é MUITO legal! Mas mais legal ainda é ser o super-herói na vida de alguém do seu cotidiano, seja segurando a mão da pessoa quando ela vai tirar sangue ou fazer uma tatuagem, seja sendo paciente com uma pessoa depressiva e que tá numa fase ruim. Você acaba se tornando um super-herói que salva a si mesmo.

Começamos com Tia May, encerramos com Tia May: “Eu acredito que exista um herói em todos nós, que nos mantém honestos, que nos dá forças, nos enobrece, e no fim nos permite morrer com orgulho.”

Meu muito obrigada aos super-heróis e super-heroínas que saem dos desenhos e dos quadrinhos todos os dias para deixar o sorriso no rosto de alguém.

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Sobre uma Páscoa inesquecível

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Eu não sei como é a relação de vocês com a Páscoa. Aqui em casa, por ser de família cristã, o tempo sempre foi de muita festa. Meus pais não são conservadores, entendem que há espaço para celebrar o sentido original da data e ainda permitir que as crianças se divirtam com o lado popular, a expectativa dos ovos, os muitos desenhos de coelhinhos, as pilhas de chocolate pela casa. Então eu amava essa época chegando. Muito. ❤️

Meu pai adora doces e uma das minhas lembranças favoritas da infância é a de quando ele comprava caixas e caixas de bombom pra deixar no armário e sempre escondia o Alpino só pra ele. Sim: meu pai amava tanto o Alpino que tirava da caixa antes da gente ver. Por isso, aquele saborzinho inconfundível dele era algo irresistível pra mim e pra minha irmã: tinha a delícia da espera, do proibido. Obviamente ele dividia sempre com a gente, num ritual delicioso de “Pai, eu quero um!”, “Pai, também quero!” e “poxa, tem mais?”. Depois de um tempo, ele passou a comprar aquelas caixas de Alpino e a caçada ao pequeno bombom dourado diminuiu – mas o sabor… Bom, o sabor ainda é o mesmo da infância.

Sempre me perguntei qual era o segredo daquele chocolate. Não tinha dúvidas quando chegava a Páscoa e eu precisava escolher meu presente de amigo secreto. Meu e do meu pai, claro. Aquele ovão dourado que a gente sofria a cada pedacinho… Só porque sabia que estava mais perto do fim. hahaha! Então, quando a gente recebeu aqui pra conhecer a linha de ovos Alpino desse ano, nem preciso dizer que fiquei ALUCICRAZY, né? Olha que coisa linda:

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Os quatro ovos de Alpino deste ano: Alpino Dark (que é 40% cacau), Alpino tradicional, Alpino Tradicional de 700g (SOCORRO MAMÃE EU QUERO) e Alpino de Colher (dá pra vender desse o ano inteiro? por favor? por favorzinho?)

Como Alpino tem notas de baunilha, que o tornam assim, incomparável, ele combina também com um bom vinho. E foi assim que a Jess e eu provamos os ovos de 2015: compartilhando cada pedacinho com nossas músicas favoritas na vitrola e uma tacinha delícia.

Bom, eu estou me segurando pra não comer tudo demais nessa Páscoa e conto com a ajuda da Jessica na missão – as comilonas estão descontroladas! Se bem que, com comida, a gente sempre é assim hahaha. Já escolhi qual vai ser presente de qual amigo e também estou louca pra presentear meu pai com um ovo de colher… Vocês já sabem por quê, eu imagino. Pra comer juntinho com ele ❤️

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Gente que aprende com o Sr. Schuester

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Eu tinha 16 anos quando me envolvi com Glee pela primeira vez. A série estava na sua segunda temporada, e eu, no meu segundo ano do colegial. Estava decidindo o que eu ia fazer da vida, a pessoa que eu queria me tornar.

Hoje, mais de meia década depois, eu posso dizer que essa foi a série que mais moldou a pessoa que eu sou hoje, e falo isso bem de boca cheia, já que Glee é a metáfora (quase) perfeita da vida: tem seus altos e baixos, se perde algumas vezes, mas sempre acha o caminho de volta pra normalidade. E tá tudo bem.

Foi com Glee que eu descobri meu amor por cuidar de um fã-clube por quatro anos, foi com Glee que eu descobri meu amor por design gráfico e foi com Glee também que eu mais aprendi a lidar com as situações da vida, mais precisamente graças às lições do Sr. Schuester, o professor do coral e precursor dos textões do Facebook.

E, como minha forma de agradecer a tudo que esse personagem me ensinou em 6 temporadas, eu selecionei 6 coisas que o Sr. Schue me ensinou.

#1 “Um dia, todos vocês terão ido embora. E tudo isso, todos nós não seremos nada mais que uma vaga memória. Vai levar um segundo para lembrar o nome de todo mundo. Alguém vai ter que lembrá-los das músicas que cantamos, do solo que você conseguiu ou não. A vida só tem um começo e um final, e o resto é só um monte de meio.”

O resto é só um monte de meio. Nesse discurso, no último episódio da primeira temporada, Sr. Schue diz ~YOLO~ em outras palavras. Que nós temos que aproveitar os momentos que temos pra fazer aquilo que vai deixar a gente orgulhoso, mas que nem sempre você vai lembrar de tudo. Isso não quer dizer, de forma alguma, que aquilo vivido não importou.

#2 “Um bom professor tem que mostrar a seus alunos que há outros pontos de vista além do deles mesmos.”

Sempre foi, pra mim, a melhor definição de professor que dá pra achar em qualquer dicionário de significados, especialmente porque meus melhores professores nunca se limitaram a me ensinar apenas a teoria da matéria que estavam dando.

#3 “Você apenas tem que continuar encontrando os lugares aos quais você pertence e as pessoas que precisam estar junto de você. E então você terá um exército para lutar ao seu lado até que o mundo finalmente seja corajoso o suficiente para aceitá-lo pelo que você é.”

Não sei o que é mais incrível: (1) esse discurso todo sobre escolher seus amigos, seus aliados, as pessoas nas quais você confia, (2) a parte sobre acreditar que o mundo tem que estar pronto pra você e não o contrário ou (3) que o Sr. Schue disse isso para Unique, a personagem transsexual do coral.

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#4 “Não são os sonhos destruídos que nos destróem. São aqueles que nós não nos atrevemos a sonhar.”

Não ia acrescentar nada mais a essa frase, mas acho que preciso dizer: sempre sinta-se inspirado por aquelas pessoas que seguiram seus corações e hoje trabalham fazendo aquilo que amam. Quando você olha pra trás, o que mais te assombra não são suas falhas mas sim aquelas vezes que você poderia ter feito uma coisa maravilhosa e, por medo, não fez.

#5 “Você tem que entender que há um garoto por aí que vai gostar de você por tudo que você é, incluindo as partes de você que nem você gosta… Essas vão ser as partes que ele vai gostar mais.”

A fala tem gênero, mas só porque é transcrita. Isso serve pra qualquer tipo de relação: amorosa, de amizade, e até de trabalho, caras! Em todas as situações da sua vida, você tem que achar não as peças que completam o seu quebra cabeça, mas aquelas peças que deixam a imagem maior, complementando-a.

#6 “Você já viu um cara com arco e flecha? O poder é criado pela curvatura do arco. Quanto mais o arco se curva, mais energia potencial é criada. Os desafios da vida são apenas o arco se curvando. Quanto maiores os desafios, quanto mais o arco se curva, mais potencial você cria pra fazer algo incrível. Tudo que você tem que fazer é achar um propósito, achar a fecha que você vai colocar no arco.”

E, finalmente, a minha favorita. Depois de ficar quase 2 anos sem ver nenhum episódio de Glee –salvo o episódio em homenagem ao Cory Monteith–, eu vi o primeiro episódio da última temporada, e percebi que certas coisas nunca mudam. Eu ia continuar me identificando com Glee pra sempre, não importa quanto tempo passasse.

Quando Rachel achava que a vida dela estava desmoronando e que ela era o mais perfeito retrato da pessoa que falhou em tudo –mais ou menos como eu me sentia na época em que assisti o episódio–, o Sr. Schue sentou com ela e fez a analogia perfeita:

não importa o quanto você sinta que a gravidade e a vida tão de colocando pra baixo, te curvando, o que importa é a intensidade com a qual você vai se reerguer depois.

Agradeço ao Mr. Schue, por me ensinar que quando a vida fica difícil, a gente respira fundo, canta e pensa –o que o Sr. Schue diria?

E, por último: obrigada, Glee, foi uma honra.

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Abracem os seus sotaques

Em um pequeno passeio pela internet em um dia qualquer, vi várias pessoas elogiando o sotaque britânico. Alguns apareciam e comentavam a beleza dos outros sotaques europeus, ou do sotaque escocês, australiano, sulista dos EUA… e quando ligamos a TV em séries, documentários, filmes, encontramos todos esses sotaques em uma mistura linda. Mas e os sotaques que temos aqui mesmo no Brasil?

Hoje, a norma para pessoas que trabalham no cinema ou na TV é a falta de sotaque. Para apresentar um telejornal ou ser estrela da novela, é indicado que você apague o seu sotaque estadual e comece a falar no tom que você só vê na TV (e no Espírito Santo – tenho amigos capixabas e é impressionante, o estado realmente não tem um sotaque).

Não seria mais legal escutar nossos sotaques todo dia na TV?

Tenho um grupo de amigos no Whatsapp que engloba pessoas de 5 estados diferentes (e três das regiões brasileiras), e sempre mandamos áudios uns para os outros (sim, sou o tipo de pessoa que manda áudio no Whatsapp). A mistura é linda, em uma só conversa temos um pequeno retrato de como se fala o português no colossal território brasileiro.

Mas antes mesmo da mídia abraçar os sotaques, quero que você abrace seu sotaque – que é lindo! Do jeito melodioso dos sotaques do nordeste até o adorável gauchês, do swagger carioca ao paulista, do tão parecido com o meu próprio, o do centro-oeste, ao mais misterioso para mim, o do norte.

Sou mineira, e embolo minhas frases falando rápido, cheia de diminuitivos, dizendo que o ôns passa pertin da praça, uai. E você, como você fala?

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#MeuMomentoSenna: Celebre as vitórias do seu dia a dia :)

Eu nasci em 1990, então assisti muito pouco da história de Ayrton Senna. Ainda assim, lembro de como na minha infância, os dias em que ele corria eram eventos que reuniam a família toda em volta da televisão. Lembro da comoção toda em 1994, e mesmo nova conseguia entender a tristeza de todos. Sabia que um herói tinha partido – porque foi o que me contaram.

Esse ano, no dia 21 de março, Senna completaria 55 anos. E, para celebrar e lembrar a todos a importância que as vitórias que vivemos todos os dias tem para nós e para quem nos cerca, Allianz preparou esse vídeo lindo:

Todos nós vivemos momentos assim: cheios de carinho, superação e garra. Por isso, no aniversário de 55 anos de Ayrton Senna, Allianz convida vocês a mostrar o heroísmo escondido no dia a dia e contar pra gente: Qual o seu #MeuMomentoSenna ?

Vale contar das horas que você passou com aquela pessoa que admira, dos momentos em família, da sua formação, daquele dia em que você viu seu time ser campeão, de algo que você fez por alguém ou por si mesmo… Você decide o seu #meumomentosenna!

FOTOGRAFE SUAS VITÓRIAS E CONQUISTAS e publique no instagram com a tag #instadobem49

As três melhores fotos levam prêmios incríveis que lembram ainda mais o nosso herói-inspiração. Olha só:

Você pode enviar quantas fotos quiser com a tag #instadobem49 até o dia 19/3! O regulamento completo e os prêmios estão disponíveis em instadobem.com. Autorização CAIXA 3-0377/2014

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Rebel Heart, de Madonna: uma resenha espontânea

Por trás de toda crítica que você lê, existem horas da vida de um crítico passadas dissecando cada pedacinho de uma obra de arte. Tantas reproduções de um álbum que, se ainda trabalhássemos com CDs, arranharia o disco. Esse tempo todo faz com que as opiniões escritas sejam mais definitivas, mas também, perde aquela espontaneidade louca que o pop nos propõe. Então para o disco da rainha desse tal de pop vamos abraçar uma outra possibilidade. Uma resenha espontânea. Um teste àquela máxima de que “a primeira impressão é a que fica”. A primeira impressão vai ser o que vai ficar aqui, escrito no Indiretas do bem, sobre Rebel Heart, novo álbum da Madonna. Não sei se essa será uma crítica positiva ou negativa, e isso é empolgante.

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Para isso, usarei um método bem velho: o de anotar tudo o que vem na minha cabeça durante a primeira audição de cada música do disco e, bem, publicar esses pensamentos aqui. Dessa maneira, esse post estará sendo escrito enquanto eu escuto o disco, em “tempo real”. Você pode até já escutado esse disco (afinal ele está circulando contra a vontade de Madge há mais de um mês) mas eu juro: documentado aqui está o meu primeiro contato com esse novo disco (quase como naquele hit da Madonna dos anos 80).

1. Living for love: Nossa, parece que eu já ouvi isso milhões de vezes. E não é só porque foi o primeiro single e já circulou bastante pela mídia. Mas é que isso é tão o som dos anos 90 quanto o último bipe de vida de um Tamagotchi. E como tudo que parece anos 90, sim, é extremamente divertido. Palminhas perfeitas para a balada. A música é bem otimista, realmente te dá uma levantada (menos pra própria Madonna, que caiu ao som da música nos BRIT Awards).

2. Devil Pray: violãozinho e clima étnico nos faz lembrar da Madonna da época do Ray of light, e se isso não te empolga, você precisa de ouvir o Ray of light de novo. Mas como, oh céus, como esse refrão “rebelde” não combina com a Madonna madura. É quase que uma versão pop de Feel good hit of the summer, do Queens of the stone age.

3. Ghosttown: a música não inspirou nem uma frase de comentário até o refrão, e no refrão, esse jogo mudou. Primeiramente, que belo refrão. Ghosttown podia estar em 1989 ou Prism, e isso não deixa de incomodar. Quando a Madonna parou de gerar de tendências e começou a seguir tendências?

4. Unapologetic Bitch: Mais um início étnico com batida jamaicana e batuque de metal. Até o refrão é bem reggae, esperando por um cover daquela banda-da-moda, o Magic. Ah, começou agora – a primeira batida de dubstep do Diplo no disco. Para uma música com um título tão marcante, o som é bem, bem esquecível.

5. Illuminati: OH, adoro a Madonna das listas, a Madonna daquela parte de Vogue em que ela fala de vários ícones do estilo e da moda. A batida da música é bem interessante (me lembra DTF, da Adore Delano). Quando chega no final todo robótico ela fica ainda mais interessante, e me acordou do sono que Unapologetic Bitch.

6. Bitch I’m Madonna: Os primeiros sinais da idade é a necessidade de ser lembrada de seu nome toda hora? A gente perdoa essa megalomania quando a batida é bem legal e costura bem com o dubstep de Illuminati, mas se os vocais estavam certinhos em Illuminati, nessa aqui já parece uma paródia de se mesma ou uma trilha de jogo digital japonês.

7. Hold Tight: Hold Tight retoma a voz humana da Madonna e as batidas sem tanto exagero, o que alivia um pouco o atrito das duas músicas anteriores, só que essa aqui não deveria ser nem b-side em um bom disco. A letra é um clichêzão estilo I Gotta Feeling (uhu) that tonight’s gonna be a good night.

8. Joan of Arc: Todo disco da Madonna precisa de suas baladas, mas… sério que depois de Frozen, Power of Goodbye, Take a Bow… é isso que sobrou?

9. Iconic: AGORA ESTAMOS FALANDO! Iconic é bem interessante, mais próxima de Living for love e do que aprendemos a esperar da Madonna – tendência e celebração da autoestima. Você se sente capaz de conquistar o mundo ouvindo essa música. Tipo de coisa leonina que a Madge sabe fazer como ninguém.

10. Heartbreakcity: Das paladas, a mais interessante até agora. Se encaixaria bem na trilha sonora que a Lorde programou para o Jogos Vorazes A Esperança Parte 1. A bateria marcial e o piano bem melancólico são lindos, e quando tudo pára e só sobra a voz da diva antes do refrão o efeito é bem grandioso.

11. Body Shop: Fiz uma pausa na audição para assistir ao novo episódio de Girls e quando voltei para o disco e dei play nesta música, parece que voltei para outro disco completamente. É uma música bem diferente essa Body Shop, não é? Mas tão boa. Uns barulhinhos de peças caindo no chão se misturam com palmas e uns vocais bem quietos fazem dessa Body Shop uma delícia.

12. Holy Water: Madonna provocando igrejas já perdeu o impacto e a letra dessa música é quase uma prece desesperada por relevância e choque. Mas OLHA VEJAM SÓ tem um sample de Vogue aqui e a música vai ficando cada vez mais interessante.

13. Inside Out: Já atingi o momento em que não consigo ver a diferença dessa música e algumas que já comentamos aqui. Sinto que o disco me prendeu em um loop de tempo que durará para sempre. O futuro está ficando obscuro. Sinto frio. Na hora que a música parece acabar (aos 3 minutos) ela começa de novo.

14. Wash all over me: A ÚLTIMA! Oh, é uma balada. O início é bem trilha sonora de Senhor dos Anéis ou Nárnia. E o refrão é bem rádio-que-sua-mãe-escuta-no-carro. É uma faixa final bem ao estilo de Clean do 1989, e eu gosto disso – e gosto dessa música. Consegue ser antiquada e moderna ao mesmo tempo, e tem emoção de verdade (algo que faltou bastante no Rebel Heart inteiro). Mais uma música sobre o poder renovador da chuva, como Come Clean da Hilary Duff, Unwritten da Natasha Bedingfield ou o vídeo viral de Carolinie de Malhação. Logo, um dos melhores sub-gêneros.

Ouve o álbum completo aí!

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