Vem, maratona! Séries disponíveis na Netflix para assistir num dia só

Vamos admitir, maratonar seriados virou praticamente um esporte, né? A gente coloca uma roupa confortável, prepara as guloseimas pra comer enquanto assiste as séries e até desliga o celular pra ninguém cortar nossa vibe. Tudo parece maravilhoso, mas e na hora de escolher a série perfeita para colocar o plano em prática? A gente perde muuito tempo tentando encontrar alguma coisa realmente legal na Netflix e quando se trata de uma maratona, todo tempo é precioso! Por isso, separei alguns seriados que eu adoro e estão disponíveis na Netflix para você matar todinho – ou pelos toda a temporada – em um dia só! Prepara o sábado porque É HOJE!

Grace and Frankie

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Grace e Frankie eram casadas há anos com seus maridos, ambos sócios de uma empresa. Um belo dia os dois revelam que são bem mais que sócios, se relacionam há mais de 20 anos e agora querem se casar. Imagina só o baque na vida das duas! Apesar da premissa parecer um drama, a série é super bem humorada e conta como as duas lidam com a nova situação de solteiras na terceira idade, a relação com os ex-maridos e seus filhos.

Grace and Frankie fala sobre as dúvidas e questões daqueles que estão entrando na terceira idade, que raramente é retratado com naturalidade na TV. É muito legal perceber que os problemas deles são como qualquer outro problema que a gente enfrenta, não importa a idade.

The New Normal

THE NEW NORMAL -- Season: Pilot -- Pictured: (l-r) Ellen Barkin as Jane, Andrew Rannells as Bryan, Georgia King as Goldie, Justin Bartha as David, Bebe Wood as Shania -- (Photo by: Robert Trachtenberg/NBC)

New Normal é uma mistura deliciosa de Glee com Modern Family, duas séries que eu igualmente adoro! Inclusive, a série é produzida pelo Ryan Murphy, criador de Glee, American Horror Story e um monte de seriados que a gente ama. Ou seja, New Normal é diversão garantida.

A serie conta a história de Bryan e David, um casal feliz que sonha em ter um bebê para tornar a família ainda mais completa. Goldie, uma mãe solteira que precisa ganhar uma graninha extra, decide alugar sua barriga para o casal e passa a integrar a vida dos dois ao longo da gestação. Goldie tem uma filha de nove anos muito fofa, a Shania, que pra mim é a melhor personagem!

Girlboss

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Inspirada no livro do mesmo nome, Girlboss é baseada na vida de Sophia Amoruso e como ela criou do zero uma das marcas de roupa mais respeitadas do mundo da moda. Confesso que assisti Girlboss com uma expectativa e me decepcionei um pouco. Esperava que fosse ser uma série mais focada no empreendedorismo do que na vida comum da Sophia, mas no fim das contas acabei curtindo mesmo assim.

Aliás, a trilha sonora é incrível! Cheia de mulheres poderosíssimas e referências ao rock dos anos 00, época em que a série se passa. Dá pra ouvir as músicas todinhas nessa playlist aqui e ir aquecendo pra maratona!

Please Like Me

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Please Like Me é aquela coisa meio “ame ou odeie” pra muita gente, então se você não curtir muito, já está avisado, viu? Misturando comédia e muuito sarcasmo, a serie conta a vida de Josh Thomas, também roteirista, passando por aquela fase esquisita da vida quando você começa a sair da adolescência e perceber que agora você é um adulto completo. Depois de terminar com a sua namorada, Josh percebe que é homossexual e, com a ajuda dela e de seu melhor amigo, começa a viver uma nova fase da sua vida. Ao longo das quatro temporadas, já finalizadas, Please Like Me fala dos dramas reais que todo mundo enfrenta vida à fora. É uma série curtinha e perfeita para maratonar inteira num fim de semana.

Unbreakable Kimmy Schmidt

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Unbreakable Kimmy Schmidt voltou na semana passada e é um dos seriados mais amados da Netflix. Eu sou suspeita: amo a Tina Fey, produtora da série, desde os tempos de Saturday Night Live e tudo que ela faz eu acho incrível, bem fã-base mesmo.

A série conta a história da jovem Kimmy e outras 3 mulheres que são resgatadas de um cativeiro, 15 anos após serem sequestradas por um fanático religioso. A série é bem divertida, leve e fala de maneira muito sutil sobre feminismo. Inclusive, nessa terceira temporada Kimmy descobre sobre o feminismo e é maravilhoso! Sabe aquela série que você nem vê o tempo passar quanto está assistindo? Sou assim com Kimmy Schmidt!

E aí, tem mais algum seriado pra indicar pra gente? Manda nos comentários! 😉

O que eu queria te contar

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Oi,

Faz um tempo que a gente não conversa direito, você e eu. A gente já mudou tanto, né? Mas ainda sim a gente continua a gente, de alguma forma. Hoje foi um dia difícil por aqui e, pela primeira vez em algum tempo, senti vontade de te alcançar de alguma forma, porque tem dias que nenhum amigo é melhor do que nós mesmos.

Sei que deveria ser minha melhor amiga e que preciso cuidar mais de mim, desculpa por isso. Você sabe que às vezes a gente é meio negligente, que esquece mesmo e não é nem intencional.

Sei também que você está usando cada pedacinho de si para se segurar e não surtar quando tudo se torna bem difícil, como você sempre faz porque sente que tem que cuidar dos outros e responder “tudo bem, tá tudo bem… uhum, tudo bem”, porque tem medo de magoar alguém com sua vulnerabilidade. Mas não tá tudo bem não, a gente sabe…

O que eu queria te contar hoje é que você pode. Pode (e deve) se permitir sentir essas coisas todas que ficam borbulhando dentro de si, antes que elas explodam feito feijão na panela de pressão – um estrago e uma sujeira que só.

fique firme enquanto dói
faça flores com a dor
você me ajudou
a fazer flores com a minha
então floresça de um jeito lindo
perigoso
escandaloso
floresça suave
do jeito que você preferir
apenas floresça

– para quem me lê (rupi kaur)

Pode sentir, mas pode principalmente acreditar. Eu acredito que a maior parte da nossa força é essa: reconhecer as fragilidades e admitir que alguns dias não vai estar nada bem não. Muito pelo contrário. O jogo só vira e começa a dar certo quando a gente pega todo esse novelo de sentimentos e começa a desembolar, criar uma coisa nova a partir daquilo.

Ver o mundo de outro jeito. Tentar de novo, de outro jeito. E outro. E seguir tentando, porque isso a gente sabe fazer muitíssimo bem. De novo, você pode. No fundo você sabe disso, porque já ficou ruim antes, e aí depois piorou para só então melhorar – tudo porque você foi capaz de lidar, de viver, de continuar.

E ainda que o resultado seja completamente diferente do esperado você está aí, o que é um bom sinal. Um ótimo sinal. Sinal de que conseguiu passar pelas turbulências.  Que muitas vezes não eram nem turbulências, eram furacões mesmo, vamos ser sinceras. Sei que enquanto lê isso seu nariz torce, porque não gosta de admitir que foi pesado depois que tudo acalma. Gosta mesmo de dar os ombros e fingir que nem foi nada de mais, mas não tem motivo para diminuir os perrengues que cruzam seu caminho.

O coração também continua aí, batendo. Não saiu pela boca ainda não, pode ficar sossegada que não vai ser dessa vez e nem da próxima. Na verdade, isso só mostra que quaisquer que sejam as dores, uma hora passa. Ainda que algumas levem mais tempo que outras e chacoalhem mais as poucas certezas que a gente carrega nessa vida.

Lembra que quando você era criança e ficava triste e tinha vontade de chorar? Eu já nem lembro mais os motivos motivos que deixam as crianças tristes e com vontade de chorar, só lembro que existiam. E a gente ia encarar o espelho do banheiro, fazendo caretas pra si mesma até começar a dar risada e a vida seguia. Era mais fácil naquela época, mas a gente dava o nosso jeito.

Dessa vez não vai ser diferente. Tenho fé na gente.


ps. esse post originalmente era uma página do meu diário que escrevi de mim para mim mesma, mas acabei adaptando para a internet, o universo e além. na época era para mim, mas poderia ser para você, você e você também. para todo mundo.

Para ouvir sem parar: músicas pop em versões jazz

No comecinho do ano passado eu falei aqui no blog sobre como eu aprendi a gostar de música clássica olhando para as referências atuais do estilo dentro da cultura pop. Depois disso passei a pesquisar muito sobre outros cantores que também interpretavam as músicas que eu já era fã, porém usando gêneros musicais diferentes como base.

Sempre tive um grande amor pelo jazz, que pra mim é um dos estilos musicais mais bonitos e que considero o mais “elegante” de todos (La La Land taí pra provar que o estilo voltou firme e forte, né?). Foi numa dessas que conheci o Postmodern Jukebox, uma banda que mistura o jazz, com o rhythm and blues e o soul em versões incríveis de músicas pop que a gente ouve direto na rádio e na balada.

Talvez você já tenha esbarrado em algum vídeo deles no YouTube: a versão de All About That Bass da Meghan Trainor é uma das mais famosas da banda com 25 milhões de visualizações, olha isso:

Passando por diferentes épocas, a banda tem versões que vão desde os anos 20 até os 70, tudo sempre caracterizado nos vídeos até os mínimos detalhes pra dar aquela nostalgia gostosa de uma época que a gente nem viveu. Alguém mais sente isso? Algumas das minhas versões favoritas aqui:

Todas as músicas o Postmodern Jukebox também estão no Spotify, aproveita pra seguir a banda por lá: