“Estou muito velho pra isso”

giphy (5)

Saber que quem entrou na faculdade no ano em que eu saí já está se formando me fez sentir velha por alguns instantes. Não velha no sentido dramático de oh-meu-deus-estou-idosa, né? Eu sei que não estou. Mas velha no sentido de não-tão-jovem-quanto-pensava. Não tão cheia de tempo como há quatro anos. Não tão cheia de inocência quanto há dez anos. Sei lá.

Vejo a minha irmã, que cresceu do meu ladinho, que carreguei no colo e de quem eu troquei fralda fingindo que era meu bebê, com a CNH dela na mão. Entro em pânico. TÔ VELHA. O TEMPO PASSA. A GENTE PISCA E TUDO MUDOU. ELA TEM LICENÇA PRA DIRIGIR, MEU. Não é mais um bebê? (Errado. É eternamente um bebê em meu coração.) E a sensação se espalha por todas as áreas da vida!

Nem estou falando só de aspectos psicológicos. Pra ser bem sutil no exemplo: quando eu tinha dezoito anos, saía, farreava, bebia um monte de coisa sem qualidade, chegava em casa pela manhã e acordava horas depois como se nada tivesse acontecido. Hoje, se saio na sexta-feira e tomo uma cerveja, mesmo voltando no máximo duas da manhã, já passo o fim de semana inteiro me recuperando. Por isso, na maior parte do tempo, meu programa favorito ainda envolve o sofá, livros e o Netflix. haha!

Euzinha na balada depois das duas da manhã.

Euzinha na balada depois das duas da manhã.

A gente fica doente e não tem mais os pais adulando o dia todo, preparando sopa, levando ao médico, fazendo sala. Fica triste e não pode simplesmente inventar uma dorzinha e faltar ao trabalho. Fica cansado, mas tem que levantar da cama no fim de semana pra fazer todo o dever de casa que se acumulou. Não é mais a escola. Não é mais a faculdade. De repente, não estamos mais treinando. E nada disso é ruim, pra falar a verdade.

Isso intensifica meus dilemas porque sempre quis ser muitas coisas. Vivia me questionando. Pensava “E se não for isso que eu quero?” e meus pais respondiam sempre com um “Você ainda é nova! Pode começar outra coisa depois. Não precisa ser assim pra sempre”. Eu acreditava. Isso me dava forças pra concluir tudo. Sabe quando você olha no espelho e repara que – PUF! – já não é mais tão nova assim? Para recomeçar hoje, teria que lidar com uma geração nova que, apesar da pouca distância na idade, absorve as coisas muito mais rápido e tem habilidades completamente diferentes das minhas. É sério: sou de uma das primeiras gerações que já cresceram conectadas. E, dentre todas, devido às mudanças bruscas no comportamento social e tecnológico como um todo, às vezes parece que pessoas de poucos anos a menos parecem de universos diferentes do nosso – muito, muito mais rápidas em diversos aspectos.

Podia ser negativa e usar isso como desculpa para me paralisar, tolher meus sonhos. Mas não vou fazer isso. E você também não precisa, não importa sua idade. Enxergar essas diferenças e a forma como o tempo passa rápido só me dá mais vontade de seguir. Tô crescendo, ué, todo mundo cresce. Alguns sonhos mudam, outros se adaptam. E tem aqueles que a gente sempre vai correr atrás como quando tinha 5 aninhos. Não tem por que temer o tempo. É inevitável. Todas as gerações, não importa que características tenham, se encontram quando o assunto é esse. Todo mundo sonha.

Conforme a gente envelhece, acaba tendo que abrir mão de certas coisas pra poder lidar com as responsabilidades primeiro. Não estou falando apenas por mim, mas por tudo que observo. É um saco pra todo mundo, mas ajuda a valorizar mais ainda as oportunidades.

E que boba eu era aos 16 anos por achar que tudo era urgente, que estava perdendo tempo. Ainda bem que hoje sei que não existe idade pra recomeçar. Pode ser todo dia, jovem ou velha. Então vou de cabeça pras minhas loucuras e se não der certo, a gente tenta de novo. Eu posso ser o que eu quiser. Você também. Mas não é porque nunca é tarde que vale deixar sempre pra amanhã, hein?! ;)

02a00a83b2c2f7407fdcfeec7c8ed1a0

Postado por

O Songs of Innocence, do U2

738aa476

O novo disco do U2 é um disco instável que, quando acerta, acerta belissimamente, e quando erra, é difícil de ouvir. E traz em si uma das melhores músicas do ano, um dueto com Lykke Li chamado The Troubles, uma faixa que assombra o ouvinte. Isso não é novidade alguma – afinal, foram assim todos os últimos discos do U2, atingindo picos sublimes em Magnificent, Miracle Drug e Beautiful Day, mas nunca decolando como um Joshua’s Tree ou Achtung Baby.

Bem, essas são as coisas em Songs of Innocence que não são novidades. Todo o resto é novidade. Das grandes.

Primeiramente, a grande novidade: você ganhou esse disco gratuitamente se você tem uma conta no iTunes. Algumas pessoas se sentiram invadidas pelo download automático – mas o delete file não é serventia da casa? – o que apenas aumenta a mitologia do U2, uma banda que todos que buscam exorcizar o fantasma dos anos 80 adoram odiar.

Essas pessoas vão adorar implicar com as referências que Bono faz a The Smiths (em Song for someone) e especialmente com a ode a Joey Ramone, o que levou alguns a realmente acreditarem que o U2 se considera punk – pessoas que caíram em uma grande piada.

Porque esse U2 é um outro U2 – um U2 cínico, com um Bono que berra “Eu já não acredito em mais nada” (literalmente, na impecável Raised by Wolves) enquanto declara oficialmente que a Apple os pagou pelo disco, e que essa estratégia não foi uma boa ação ou movimento de guerrilha. Quando Bono cita Ramone, sabe que será alvo de críticas. Mas ele realmente não liga mais.

Esse é o melhor álbum do U2 em muitos anos. Instrumentalmente, elimina parte da genialidade de The Edge em uma guitarra mais aberta e busca um som quase Black Keys em Volcano (se lembram de Vertigo? é a nova Vertigo) e This is where you can reach me now. Cinco músicas se destacam, cabeça e ombros acima do resto: Joey Ramone, Raised By Wolves e The Troubles, já mencionadas, e as baladas Every Breaking Wave e Song for someone, trazendo os corações na manga.

Songs of Innocence parece um disco final, um obituário do U2 – duvido, porém, que será. Mas o parece, pois Bono revisita seu passado a cada música. Escorrega na fraca Iris, na qual basicamente sonha com seu reencontro com a mãe que perdeu. Passa uma mensagem final à família em California. Relembra da sua rua em Cedarwood Road. É um som de uma banda desistindo de te impressionar ou ganhar seu coração – mas te impressionando, no caminho.

Postado por

O Reino das Vozes que não se calam, de Carolina Munhóz e Sophia Abrahão

IMG_1031

Não é novidade que capas bonitas me atraem muito e que sou apaixonada por literatura fantástica. Pra ajudar, esse livro ainda trabalha dilemas que a Sophia Abrahão realmente viveu mais cedo e explora a depressão, sobre a qual gosto muito de ler. Então nem pensei duas vezes durante as escolhas de agosto: vai ser esse mesmo, pensei!

Com todo esse potencial, comecei a leitura empolgada e me esforcei bastante pra chegar ao final. Sim, me esforcei! Mais pra frente vocês entendem o porquê.

O livro conta a história de Sophie, uma adolescente ruiva e magrela que, cansada de sofrer bullying na escola, vai parar num mundo mágico dentro de seus sonhos – e precisa escolher qual dessas realidades ela quer viver para sempre. Sophie é muito, muito chata. Tudo bem, ela sofre bullying (de pessoas que também são muito chatas, veja bem), mas isso não justifica muito. Além do bullying, ela também passa por experiências sexuais traumáticas, uma depressão profunda e até mesmo suicídio – temas que são delicados, mas que foram explorados de forma simples na trama.

E se a gente acha que a fantasia é uma das melhores formas de encarar a realidade, é porque funciona. Funciona ler pra fugir, ler pra entender o que se passa ou encontrar maneiras diferentes de olhar para a vida. É maravilhoso. Mas nem toda leitura é assim.

No meio de tantos YA em que a gente se identifica e se conecta com o protagonista de alguma forma, trombar com uma leitura em que essa conexão é tão difícil me deixou um pouco desmotivada. Vou ser bem sincera: a escrita da Carolina não me cativou nem um pouquinho. Não sei se a terceira pessoa me incomodou ou se a história me pareceu clichê demais. Talvez eu esteja um pouco amarga pela minha própria crise. Mas a Sophie me pareceu rasa. Nada que me fizesse odiar o livro, mas sei lá, não seria minha primeira escolha numa releitura, por exemplo. Uma pena. :(

IMG_1032 IMG_1033

 

leremcasa
O Reino das Vozes Que Não se Calam
Carolina Munhóz e Sophia Abrahão
Editora Rocco [ Twitter | Facebook ]

Postado por

Guardando diálogos no bolso

dialogos-de-bolso-01

Preciso confessar que às vezes me pego escutando a conversa alheia. Quem nunca, não é verdade? A gente imagina todo o enredo que pode ter desencadeado aquela história e cria uma própria na nossa cabeça. Será que ela terminou com o namorado? Será que esse futuro casal acabou de se conhecer? Alguma grande história pode ter se desenrolado a partir do simples diálogo que ouvimos. Podemos ter sido testemunhas de um momento importante na vida daquelas pessoas, vai saber.

E são esses diálogos soltos e inspiradores que fazem parte do Diálogos de Bolso. A página no Facebook e conta no Instagram posta diariamente conversas entre pessoas aleatórias, mas que poderiam ter sido entre você e um amigo, você e o namorado, você e a sua mãe…

dialogos-de-bolso-02 dialogos-de-bolso-03 dialogos-de-bolso-04 dialogos-de-bolso-05

Postado por

Skagboys, de Irvine Welsh

Uma pausa entre as leituras de YA fofinhos pra mergulhar no submundo do Reino Unido dos anos 80! Pode?

IMG_0951

Você provavelmente já ouviu falar de Trainspotting. Mesmo que não tenha lido ou assistido ao filme, o discurso do protagonista é amplamente divulgado pela internet e pelas casas por aí, numa arte linda que faz jus ao que ele comunica. Pois bem: se Trainspotting é a história de Renton, Sick Boy, Spud e Begbie, Skagboys é seu predecessor. Apesar de publicado há poucos anos, ele se passa numa época anterior a Trainspotting, com os mesmos personagens e o mesmo clima louco.

O tema é heroína, assim como em Trainspotting. Na verdade, num universo de classe média dos anos 80, Skagboys ajuda a entender como os rapazes acabaram entre drogas, pobreza, sexo, violência e tentativas falhas de recuperação. O livro poderia ser uma grande crítica social, mas não é. É sobre um grupo de garotos que só querem se divertir e, a seu modo, pertencer.

Já disse que adoro leituras em que há vários narradores. Pois bem: Skagboys é escrito em primeira pessoa, mas tem diversas perspectivas diferentes. Sendo uma narrativa cheia de sentimentos e intensidade, isso é ótimo, porque nos aproxima dos personagens – muito bem desenvolvidos por Irvine Welsh. É uma daquelas leituras que exigem coragem – mas que, de repente, não queremos que termine. Aliás, faz a gente morrer de vontade de ler Trainspotting e Porno de novo! :)

A tradução é de duas feras que eu admiro horrores: Galera e Pelizzari. AH! Semana passada, Irvine Welsh deu uma entrevista muito bacana para O Globo sobre o livro, vale a pena gastar uns minutinhos pro interesse aumentar ainda mais!

leremcasa
Skagboys
Irvine Welsh
Editora Rocco [ Twitter | Facebook ]

Postado por

#100HappyDays ~ Semana 13 :)

Semana da Ari

IMG_0474 IMG_0433 IMG_1037 10473364_754356397965543_1352281922210295803_n (2) IMG_0519 IMG_0530 IMG_0543 IMG_0550

Domingo: Não adianta: meus domingos são inteiramente dedicados a desenhar, cochilar, até chorar em posição fetal sem ninguém saber… Não importa o que eu faça, provavelmente não será compartilhado na internet. Geralmente eu deixo o celular desligado na maior parte do tempo e evito o computador. Tem me feito muito bem. :)

Segunda: Na última vez que fiz uma tatuagem, tinha marcado para voltar dia 8/9. Só que eu esqueci! Tinha certeza que seria numa quarta-feira. Acordei com o celular me avisando que a sessão seria em 5 minutos e corri contra o tempo pra chegar no estúdio as 9h da manhã. Como dói tatuar o cotovelo! Nem é tão ruim, mas muito, muito incômodo. hahaha. De qualquer forma, amei. Amo o trabalho do André e não vejo a hora de ter meu braço fechadinho.

Terça: Terça eu não passei muito bem, tomei um remédio e acabei dormindo até as 14h! Não poderia: estava cheia de trabalho e perdi a aula de desenho pelos dois motivos. Odeio quando isso acontece, estou me sentindo super defasada, mas foi bom ficar em casa recebendo carinho de mãe. Melhora muito a gente. Além do mais, descobrimos que saímos na Atrevidinha numa matéria super fofa e… Bom, sabia que o dia seguinte guardava uma surpresa boa!

Quarta: Fomos logo cedo à Editora Gutenberg pra acertar os detalhes do nosso contrato. Finalmente, depois de muito desejarmos e pensarmos em várias propostas, nossos livros vão sair! Passamos a tarde pensando na capa e no conteúdo, já começamos a planejar o lançamento… A AGITAÇÃO NÃO PARA, AMIGOS, E É MARAVILHOSA <3

Quinta: Dia de gravar podcast na Galileu! Batemos um papo super gostoso com o Nathan, assim que for ao ar compartilhamos por aqui! Depois peguei duas horas e pouco de trânsito pra voltar pra casa, eu e Jessica estávamos exaustas e decidimos deixar tudo pro dia seguinte. Então joguei cinco minutos de videogame, capotei de sono e, mais tarde, sentei com minha mãe pra assistir A Culpa é das Estrelas, que saiu em DVD recentemente. Quando o filme estreou no cinema, eu estava numa crise de depressão profunda e preferi não ir ver porque não estava emocionalmente ok e o livro sempre me deixou abaladinha. Agora que estou melhor, a choradeira foi mais contida – mas eu não resisti a pensar de novo tudo que pensei quando li (e não foi pouca coisa), então dava meio que pra boiar nas minhas lágrimas siiiiim. hahaha

Sexta: O dia foi de trabalho, mas a noite… Foi de karaokê com os amigos! Todo mundo sabe o quanto sou louca por subir no palco e cantar músicas ruins, né? Me diverti horrores, reencontrei amigos que não via faz tempo e, de quebra, abstraí das tristezas da minha maneira favorita! :)

Sábado: Eu nem sei como cheguei em casa depois do karaokê – estava EXAUSTA! Acordei passando muito mal do estômago, fiquei o dia todo na cama dormindo e acordando. Lia, dormia, acordava, lia. Não bastasse a crise de gastrite, eu fui teimosa e pedi uma pizza de Pepperoni e uma Coca-Cola. Meu estômago nunca doeu tanto. Mas eu estava feliz, e isso bastou pro dia ser incrível.

Semana da Jess

01 02 03 04 05 06 07 08

Domingo: Ainda estava me recuperando da crise no ciático, e por isso fiquei em casa o dia todo com a minha maravilhosa e fiel companheira bolsa de água quente. Terminei de ler “Homens Difíceis”, sobre os bastidores dos seriados mais importantes dos últimos tempos, e fiquei morrendo de vontade de começar The Sopranos. Ando criando coragem para as 10 temporadas há alguns anos e agora fiquei com mais vontade ainda!

Segunda: Comecei um projeto com o namorado de fazer algo fora da nossa rotina todos os dias, nem que seja algo bem pequeno. Nós dois trabalhamos de casa então é bem fácil se cansar da rotina e não ter muito pra onde “sair”, já que o trabalho fica no mesmo lugar em que você passa suas horas divertidas. Fizemos uma pausa durante à tarde para a minha refeição preferida: panquecas com geleia e café direto do coador.

Terça: Minhas dores ainda não tinham passado por completo, então eu ainda estava de molho boa parte da semana. Na terça-feira à noite continuamos com o projeto de fazer algo fora da rotina, então saímos pra jantar e aproveitar a promoção de double mojito aqui pertinho de casa – mesmo doente, adoro aquele lugar e sempre me animo de dar uma voltinha pelo bairro.

Quarta: Esse foi um dos dias mais especiais da semana, ou melhor, do ano! Assinamos nosso contrato com a Editora Gutenberg para lançarmos nossos livros com o Indiretas do bem! O primeiro sai ainda nesse ano, então estamos correndo além do normal para que tudo saia conforme planejamos. É uma correria boa, e estamos muito empolgadas em fazer o projeto com todo amor e carinho pra vocês. É algo totalmente diferente de tudo que já fizemos e na quarta-feira mesmo nós já começamos a pensar em várias coisas pro livro.

Quinta: Fiquei tão exausta do dia anterior que dormi por 13 horas seguidas! Não sei há quantos anos eu não dormia tanto. De tarde eu e a Ari fomos até à redação da Galileu gravar um podcast com o pessoal! Foi super legal e conseguimos contar um pouco das coisas que nós mais gostamos de fazer na internet, nossos sites e app preferidos. Logo logo deve ir ao ar e nós contamos por aqui também!

Sexta: Passei a noite no aniversário de uma amiga, e aproveitei para rever algumas pessoas que eu não via há um tempo. Reencontrar os amigos é sempre tão bom, né? Me diverti muito, dei risada e senti que deveriam existir aniversários assim toda sexta-feira na minha vida!

Sábado: Primeiro dia sem nenhuma dor, eu resolvi aproveitar o sol para ir na piscina, ler e relaxar da semana maluca que tivemos. Nas próximas semanas eu devo me mudar, e no prédio novo não tem piscina :( Pequenas alegrias do paulistano é o banho de sol, vejam bem HAHAHA! Fiz uma pequena despedida da piscina e da laje com vista pra Avenida Paulista que eu amo

Postado por

A Um Passo do Estrelato

20-feet-from-stardom-by-getty1

De Proud Mary a Hit The Road, Jack, de With a little help from my friends a Gimme Shelter, de The Great Gig in the Sky a Young Americans, algumas músicas não teriam o status icônico que tem hoje se não fossem pelo trabalho de algumas mulheres e homens cujos nomes você, talvez, nem saiba. Não são Tina, Ray, Mick ou David. São os vocalistas do coro, os backing vocals. Pode confessar: é com eles que você canta em algumas dessas (e várias outras) músicas que eu listei aqui. Acho que nunca cantei as partes de Bowie em Young Americans – me junto ao coro, sempre.

Mas deveríamos conhecer e apreciar o trabalho dessas pessoas incríveis. Suas vozes foram ouvidas nas músicas mais famosas do rock e do soul, mas não foram ouvidas na história. Morgan Neville realizou um documentário legalzinho para corrigir, em algum grau, esse esquecimento triste – e agora A Um Passo do Estrelato está disponível na TV por Assinatura.

A tradição das backing vocals começou no coro das igrejas dos EUA, e ganhou destaque nos grupos de garotas de Phil Spector e da Motown, como The Ronettes e The Supremes, que colocavam uma garota no centro e cantoras de apoio harmonizando. O som dessas bandas era tão incrível que todo o mundo da música se apaixonou, e claro, tentou imitar.

Hoje, a participação do coro diminuiu em um rock cada vez mais minimalista, e muitas dessas vocalistas incríveis estão lutando por um emprego.

O documentário é uma oportunidade de ver e ouvir pessoas como Darlene Love e Merry Clayton, conferir depoimentos de Mick Jagger, Bruce Springsteen e Sting, se encantar e se juntar ao coro, cantando algumas das mais incríveis canções do rock dos anos 60, 70 e 80.

Postado por

A design for life

da842ec5af4b929ea043ba72a84ac202

Esse é um post atípico para mim por aqui, já que costumo dar dicas culturais de séries, filmes, músicas e passeios para seus momentos de ócio e lazer. Agora é a vez de dicas para todo o resto – os momentos de trabalho.

Recentemente, estive pensando sobre planejamento de carreira – sobre como trilhar seu caminho como profissional na área que você, afinal, almeja ficar para sempre (ou pelo menos por um bom tempo). E quanto mais pensei, mais fortaleci uma teoria na minha cabeça: quer ser eficiente no que gosta? Conheça todos as partes do processo.

Uma vez estava fazendo um curso de cinema como uma professora da alta academia dos Estados Unidos, e ela sabia ler o espectador como poucos. Eis que ela revela sua primeira profissão. Pesquisadora? Cineasta? Psicóloga?

Nope. Bilheteira de um cinema de sua cidade.

Também sou do mundo do cinema, e por essas e outras, fui construindo minha cabeça assim – tentando conhecer todas as áreas. Não basta só ser crítico ou cineasta. Você entenderá mais sobre cinema se você organizar um festival. Ser jurada em uma mostra competitiva. Trabalhar em um cinema, com o público, ou em uma locadora. Estudar na academia.

Isso é uma herança da essência daquilo que chamamos design (não é apenas saber apertar os botões certos do Illustrator ok?). O pensamento do design indica que para entender seu consumidor você tem que tentar entrar na cabeça dele (ainda bem, impossível, mas uma tentativa nobre). Saber qual é a sua experiência de usuário. Saber as etapas do processso. Se você quer criar a melhor colher do mundo, você tem que usar várias colheres e entender o que não funciona naquelas que você tem. Assim, você entende como melhorar.

Isso vale para um engenheiro que passe um dia na planta da fábrica, um chef que deve servir por um dia, um músico, quem sabe, trabalhar em uma gravadora, produtora de shows ou assessoria de imprensa.

Parece exagero, mas não é. Conhece-te a ti mesmo (e conheça o outro também).

Postado por

Morning Views From the Tend, por Oleg Grigoryev

ou Fotografias incríveis de montanhas vistas de dentro de uma tenda

O artista russo Oleg Grigoryev tem uma coleção de fotografias impressionantes de dentro de sua barraca de dormir. A série de imagens foi feita em paisagens do Tajiquistão, na visão do aventureiro de mochila nas costas que explora as montanhas de Fann.

As fotografias, que levaram o título de Morning Views From the Tend (algo como “vistas matutinas da tenda”), nos dão uma impressão única da experiência de Oleg; e a parte mais legal é ver do ponto de vista dele, tendo a paisagem e os pés como protagonistas. Imagina só que incrível seria acordar assim também?!

Vale muito (muito mesmo) visitar o site dele para ver outras fotos maravilhosas de sua aventura.

oleg-grigoryev-4 oleg-grigoryev-3 oleg-grigoryev-2 oleg-grigoryev-5 oleg-grigoryev-6 oleg-grigoryev-7 oleg-grigoryev-8 oleg-grigoryev-1

Postado por

Avicii e a tradução da juventude

avicii

Com carinha de bom moço e protagonista de filme sobre o desastre do Titanic, Avicii é hoje um dos DJs que dominam o mundo (palavras da Rolling Stone). Ele, na verdade, se chama Tim Bergling, é sueco, e nasceu em 8 de setembro de 1989. E foi por causa desse aniversário tão pertinho que resolvi falar dele.

Avicii foi uma das minhas trilhas sonoras do intercâmbio que fiz pela Europa. Era fato: não importava de onde você vinha, de qual nacionalidade; você ia acabar gostando dele. O DJ marca uma presença muito forte no continente e só agora tenho percebido o porquê. Ele entende de juventude, ele sabe traduzir os sentimentos, angústias e desejos dos jovens e traduzir em uma melodia extremamente cativante. E, claro, jovem é jovem em qualquer lugar do mundo.

Além disso, todas as suas músicas parecem trazer sentimentos muito fortes de liberdade, amor e amizade. Quer ver?

Wake Me Up

Feeling my way through the darkness
Guided by a beating heart
I can’t tell where the journey will end

But I know where to start



They tell me I’m too young to understand
They say I’m caught up in a dream
Well life will pass me by if I don’t open up my eyes

Well, that’s fine by me



So wake me up when it’s all over
When I’m wiser and I’m older
All this time I was finding myself
And I didn’t know I was lost

Hey Brother

Hey brother, there’s an endless road to rediscover
Hey sister, know the water’s sweet
But blood is thicker
Oh, if the sky comes falling down, for you

There’s nothing in this world I wouldn’t do



Hey brother, do you still believe in one another?

Hey sister, do you still believe in love I wonder?
Oh, if the sky comes falling down, for you
there’s nothing in this world I wouldn’t do



What if I’m far from home?
Oh brother I will hear you call
What if I lose it all?
Oh sister I will help you out!
Oh, if the sky comes falling down, for you
There’s nothing in this world I wouldn’t do

Addicted to You

I don’t know just how it happened
I let down my guard
Swore I’d never fall in love again

But I fell hard

Guess I should have seen it coming

Caught me by suprise

I wasn’t looking where I was going

I fell into your eyes



You came into my crazy world
Like a cool and cleansing wave
Before I knew what hit me baby
You were flowing through my veins



I’m addicted to you
Hooked on your love

Like a powerful drug

I can’t get enough of
Lost in your eyes
Drowning in blue

Outta control
What can I do?

I’m addicted to you

Não é difícil se identificar com as músicas do Avicii. Vocês também gostam? :)

Postado por