Ser introvertido não é sinônimo de ser tímido!

Ser introvertido não é sinônimo de ser tímido!

Eu sempre fui uma pessoa introvertida mas eu demorei muito tempo pra descobrir que eu era introvertida. As pessoas diziam que eu era tímida e, sem saber muito bem, eu acreditei que era isso aí.

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Muita gente confunde timidez com introversão, acham que são sinônimos, mas não é bem assim!

“Introvertidamente”

Ser introvertido é uma característica psicológica e, basicamente, significa voltar-se para si mesmo. Carl Jung, o fundador da psicologia analítica, estudou muito sobre a personalidade humana e definiu as pessoas em introvertidas e extrovertidas.

Fica mais fácil de explicar se a gente compará-las: os extrovertidos usam a objetividade, e precisam do mundo ao redor para definir o próprio ser (eles “pegam de fora e trazem pra dentro”), enquanto os introvertidos usam a subjetividade. O que importa é o sujeito, ou seja, a gente percebe o mundo e as informações externas a partir de experiências, emoções, pensamentos e outros referenciais próprios (a gente “pega de dentro e traz para fora”).

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Muitas vezes, um introvertido não tem problema nenhum em falar em público, ele só… Fica sem energia de socializar o tempo todo. Algumas situações sociais podem ser experiências bem desgastante e é comum só guardar as coisas dentro de si. Por causa disso, os introvertidos precisam de um tempo a sós pra ‘recarregar’ as energias, enquanto os extrovertidos se ‘recarregam’ justamente em contato com outras pessoas.

Isso também não quer dizer que a gente seja solitário ou arrogante, hein! Só que o espaço pessoal precisa ser respeitado.

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Aquela vontade de enfiar a cabeça num buraco

Todo mundo já se sentiu tímido alguma vez na vida! As bochechas quentes, a vontade de sumir, aquele nervosismo de ter que lidar com os outros. Timidez é aquele desconforto quando a gente se expõe em situações sociais, especialmente quando somos o centro das atenções.

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É muito comum que a pessoa fique encanada pensando “O que será que estão pensando de mim?”, se preocupando até demais com suas atitudes e com a forma que os outros estão lidando. É quase como um medo das pessoas e do que elas estão pensando.

Existem vários graus de timidez, viu? Até mesmo a pessoa mais autoconfiante já teve seus momentos de timidez!

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Mas por que confundem timidez e introversão?

Muitas vezes, a confusão acontece porque introvertidos acumulam características de pessoas tímidas e incorporam elas na sua personalidade. Minha mãe nunca entende como eu “me tornei” uma pessoa introvertida, porque ela tem na cabeça aquela criancinha que conversava com todo mundo, quando quisesse.

Mas aí é que está: não tenho problema algum em falar com as pessoas quando quero, nunca tive. Eu não “me tornei” introvertida, sempre fui. Por mais que seja tagarela, meu momento preferido é o silêncio.

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Susan Cain, autora do livro “O Poder dos Inquietos”, explica que a confusão vem muito mais da forma como a sociedade interpreta as pessoas. “O estado mental de um indivíduo que está timidamente sentado numa reunião pode ser diferente de uma pessoa que é introvertida e mantém-se apenas calma, mas aos olhos das pessoas, os dois parecem ser iguais nos seu comportamento.”

Se você se identifica com os critérios de introversão e, além disso, também sente vergonha diante da maior parte das interações sociais, você é um introvertido-tímido.

Mas saiba que também existem extrovertidos-tímidos, então todo mundo pode se identificar!

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Tem coisa melhor que cachorrinhos?

Eu não sei vocês mas eu gosto muito de dogs.

Isso quer dizer que um bom tempo da minha vida é gasto vendo gifs, vídeos e imagens de cachorrinhos na internet. E que lugar melhor para achar esse tipo de fofurice se não o nosso querido Instagram?

Tem um tempinho já que contas de dogs ficaram super famosas, e isso começou lá com o cachorrinho Marnie e sua linguinha fofinha e com o Doug the Pug, que até apareceu num clipe super fofo do Fall Out Boy, vestindo as roupinhas dos clipes mais famosos e tudo.

Pensando apenas em espalhar essa palavra de amor, eu separei as minhas contas favoritas pra vocês fazerem “awwww” junto comigo a cada foto!

Dogs brasileiros


Não tenho palavras pra descrever o quanto essas três cachorrinhas da Bruna são as coisas mais fofas que já habitaram esse Brasil. Cada ~foto de família~ é um pedacinho da minha alegria que se recupera <3

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Uma foto publicada por rafael mantesso (@rafaelmantesso) em

O cachorro do Rafael, o Jimmy, foi a única coisa que sua esposa não levou com ela quando o deixou (pesado, né?), e além de ser um ótimo amigo e companheiro, Jimmy agora é um case de sucesso e de fofura.


Voltando pra vibe mais caseira, eu me apaixonei pela Babalu, cachorrinha da Taciele, então quando rolou uma conta no Instagram eu fiquei super empolgada. E COM RAZÃO NÉ? Olha essa fofurinha miudinha <3

Dogs internacionais

Conheci Watson, o labrador, depois que o Buzzfeed fez esse post maravilhoso sobre o teste de confiança dele com seu humano. Quando entrei no Instagram achei não apenas o Watson, mas também a Kiko e um gatinho super fofo. E aí não teve mais como fugir.


Não sei nem como descrever esses dogs maravilhosos. Então fica só a foto mesmo dos salsichinhas mais fofos que você vai ver na vida.

Por último mas NUNCA MENOS IMPORTANTE, uma das minhas raças favoritas: corgi. Geordi usa óculos, é modelo, faz muito carão e tem vários migos. Precisa dizer mais alguma coisa?

Agora é com vocês! Alimentem minha felicidade e compartilhem comigo seus Instas de dog favoritos <3

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Lista de gratidão – que tal agradecer pelas coisas boas?

Lista de gratidão – que tal agradecer pelas coisas boas?

Sempre torci o nariz pra palavra gratidão. Para você ter uma ideia da birra, convenci minha dupla de TCC a trocar a expressão por “somos muito gratas” nos agradecimentos do projeto. Besteira minha, admito.

Temos essa tendência de dar um peso muito maior às coisas ruins ou complicadas que aparecem durante o dia a dia, já reparou? E se, ao invés disso, fizéssemos um esforcinho para aproveitar as oportunidades e dar valor às coisas boas que acontecem? Sim, estou falando de #gratidão!

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Foto por: “Pepper and Twine”

Sempre vai ter algo que deixe nosso coração quentinho, por menor que seja. E isso pode (e vai) te dar forças pra seguir adiante! Nas minhas andanças pela internet, conheci o conceito de “gratitude list”, que nada mais é do que uma lista de gratidão. A ideia é bem simples, escrever coisas pelas quais você se sente agradecido, independente do que sejam!

Anotar as coisas boas faz com que a gente consiga visualizá-las melhor e dá uma noção de importância maior para elas. A minha semana foi um bocado difícil e depois de dar uma choradinha (quem nunca?) me propus a escrever uma lista das coisas boas que aconteceram no meu caderninho-diário, mas achei que seria legal compartilhar com vocês também!

Minha lista do dia 18/07 ao dia 24/07:

ouvir áudios da minha irmã + começar a correr no parque + carta de recomendação + escrever para o Indiretas do Bem + Stranger Things + conselhos da minha amiga Ju + waffle com chocolate + passarinhos entrando dentro do apartamento + colo e cafuné do Rodrigo + conversas desencontradas com as amigas (as respostas chegam no momento certo, incrivelmente) + quotes da Amanda Palmer + pequenos momentos de sol em meio ao clima louco de garoa/chuva + chá de limão e torradas com geleia.

Foto por: "boho berry"

Foto por: “Boho Berry”

Que tal adotar o hábito também? Você pode fazer da forma que achar melhor: todos os dias, um resumo semanal ou até escrever o mês em um título e ir adicionando ali os tópicos conforme os dias forem vão passando… Não importa muito o formato, o que importa é praticar a reflexão e perceber coisas positivas, que poderiam ter passado batidas pela rotina.

Desde, sei lá, comer alguma guloseira ou ter um lugar para morar, tirar uma selfie em que você se sente um máximo, conseguir um emprego, ler um livro incrível, ai… São tantas possibilidades!

Só de dar exemplos eu já começo a pensar em mais mil motivos pra ser agradecida, hehe.

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Sad Ghost Club: um guia para não ficar triste

Sad Ghost Club: um guia para não ficar triste

Não lembro mais quando foi que me deparei com meu primeiro fantasminha tristonho, acho que foi no Tumblr. Mas lembro exatamente de como ele fez com que eu me sentisse.

No dia em questão, estava me sentindo bem pra baixo. “Ih, tava na bad.” É, acho que dá pra resumir assim. Alguns dias são mais difíceis do que os outros, você sabe. Mas, de repente, aquela tirinha estava lá, me dizendo que o que quer que fosse que eu estava sentindo, ia passar.

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Era justamente essa tirinha aqui!

Parei, pensei. Sorri um pouquinho. “Vai passar, é verdade.”

O Sad Ghost Club é um projeto que surgiu com os desenhos da Lize e ajuda da sua amiga Laura, um “clube para qualquer um que já se sentiu triste ou solitário”. A ideia é espalhar mensagens fofinhas para te ajudar a sair da deprê e lidar com seus próprios fantasmas (cada um tem os seus, né?)

Além disso, as garotas são super engajadas em passar mensagens positivas e alertas sobre saúde mental – inclusive, parte das vendas dos produtos vão para instituições de caridade que lidam com o assunto!

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“Seja gentil consigo mesmo –com amor, The Sad Ghost Club.”

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“Se você está se sentindo triste, tente fazer algo diferente.”

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“Quando eu leio um livro triste, eu me lembro que não importa quão mal a gente se sinta, nós ainda podemos fazer algo linda.”

Simples, delicadas e sinceras. Os fantasminhas fazem com que a gente perceba que não está sozinho por aí e podem ajudar a trazer alívio em dias ruins.

Para conhecer mais: site | facebook | quadrinhos

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Hoje acordei meio emo

Hoje acordei meio emo

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Essa semana quase toda a minha timeline vibrou com o rumor da volta do My Chemical Romance – inclusive euzinha, claro. Culpa de um post no Facebook deles, que não era atualizado há mais de um ano:

Infelizmente, não vai ter retorno da banda. Era tudo para divulgar o relançamento do álbum “The Black Parade”, que completa 10 anos agora em 2016.

Mas o impacto foi irreversível: a turma das munhequeiras, dos lápis de olhos pesados e dos cintos de rebites, que se orgulhava de produzir diversos egoshots tristonhos no fotolog, cresceu e não tem mais vergonha de admitir que era emo. Essa é a melhor parte de ser adulto: a gente perde o pouco de vergonha que resta e para de querer dar satisfação pros outros. Daí dá pra curtir o que quiser, sem ter que adotar visual nenhum ou decorar enciclopédia. Não precisa de estereótipo meeeeesmo.

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De repente, bateu uma saudade de ouvir os hits da nossa adolescência emotiva. Daí, preparei uma playlist que pretendo atualizar sempre que lembrar de uma ou outra música que eu vivia tentando tirar na guitarra – com ou sem sucesso – e cujos videoclipes inspiravam minhas maquiagens muito doidas. Aposto que você curtia elas também!

Vamo sentir junto, vamo cantar alto?

Se achar que tá faltando alguma, estamos sempre abertas à sugestões! E olha: nem só de emo se faz essa playlist. Não mesmo!

Aliás, segue a gente lá no Spotify pra acompanhar as playlists maneirinhas que a gente cria e atualizar sempre!

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Para começar a meditar e acalmar a mente

Você já acorda com o alarme gritando. Mal abre os olhos e tem mil mensagens, pensamentos, sons e outras informações pra processar. E isso se repete durante o dia. Ligações e e-mails para ler/responder. Problemas a resolver. Mais tarefas e responsabilidades. Conflitos. Cansaço. Insônia. Stress. Ansiedade.

Pode parecer o resumo de um dia comum para muitas pessoas, mas a verdade é que isso não deveria ser comum. Quando o mundo exterior pesa, às vezes a gente fica atordoado e desconectado de quem somos. Esquecemos que somos nossas próprias âncoras.

Para mim, uma das formas mais simples e eficazes de retornar ao meu eixo é meditando. Estou longe de ser monge ou uma pessoa super zen, pelo contrário! Tenho crises de ansiedade que me tiram o fôlego e crises de enxaqueca que trazem tonturas e náuseas, sou bem panqueca da cabeça.

Acho que por isso mesmo que a meditação me ajuda tanto. Me dou conta do meu próprio corpo, de onde estou e até da minha própria existência. É algo que me ajuda muito e que tenho tentado colocar até nos momentos mais banais do dia, como quando ando de ônibus.

Qual é a melhor forma de meditar?

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Existem vários métodos de meditação, mas a verdade é que não existe certo ou errado – a não ser o que for melhor para você. Tem gente que gosta de ouvir música, tem quem prefira o silêncio. O mesmo vale para a posição: esteja confortável (ninguém quer dor nas costas, né?). Pode até ser deitado, só não vale dormir!

Tá, mas como eu medito?

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Vou falar como faço geralmente, ok? Mas teste vários jeitos até encontrar seu favorito!

  1. Escolho um ambiente tranquilo, silencioso e onde não vou ser perturbada por 15min ou mais;
  2. Sento com as costas eretas e os pés apoiados totalmente no chão – com as pernas fazendo um ângulo de 90º –, mãos no baixo ventre com os dedos de uma mão abraçando o dedão dedão da outra. Fecho meus olhos e boca, deixando a ponta da língua encostar no céu da boca;
  3. Começo com as respirações, lentas e profundas (mas sem forçar!). Gosto mais de respirar só pelo nariz, mas o mais importante é manter o ritmo e que o ato seja natural.
  4. Conforme vou respirando, me sinto mais calma e relaxada. Procuro manter meu foco na respiração, mas também presto atenção no ar entrando pelo nariz e preenchendo os pulmões, assim como o caminho inverso;
  5. Quando termino a sessão, começo a alongar o corpo devagar, com os olhos fechados. Ajuda também esfregar as mãos, braços, pernas de forma gentil, pra ir retomando o corpo.
  6. Só então abro os olhos, com calma e devagar. Pronto! <3

Por quanto tempo? Com que frequência?

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Eu gosto de meditar no mínimo por uns 15 minutos, já que a minha cabeça demora um pouco para acalmar e entrar no estado meditativo. Apesar disso, quando passa de 30 minutos, costumo me sentir dispersa.

Aprendi que mais importante do que o tempo que você dedica durante a meditação é transformá-la em um hábito. Tente não enxergar como uma tarefa, mas como uma oportunidade de se cuidar, de ficar em paz consigo.

Ajudinhas extras!

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Pode ser bem útil começar com meditações guiadas. Meu pai gosta da prática de meditação Xin Zhai Fa, oferecida pela Sociedade Taoísta do Brasil, tem a Zazen em templos budistas… Mas se você não está afim de ir a algum templo, pode procurar vídeos no YouTube como esseesse e vários outros. Minha favorita é a meditação ‘mindfulness’, que é tem foco na respiração e plena consciência presente, sem julgar ou mudar as sensações.

Também existem vários apps para te ajudar! Gosto bastante do “Stop, Breathe & Think” e mais ainda do “Headspace”. Os dois tem versões pra iOS e Android (e também podem ser acessados no site!), são de graça e tem meditações a partir de 2 minutos. Uso quase todos os dias!

E se eu dormir?

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Ué, acontece. O corpo tende a relaxar por completo quando a mente acalma e fica facinho de dormir. Tá tudo bem, só continuar tentando, uma hora vai dar certo.

Se for muito difícil de se concentrar, tente meditar em algum lugar que tenha um pouco mais de luz, pois mesmo com os olhos fechados a gente consegue senti-la.

Como sei que estou meditando “de verdade”?

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É meio difícil de explicar mas, para mim, meditar é chegar num estado que combina o foco na respiração e uma mente totalmente consciente dos meus pensamentos – ao invés de distraída por eles. É como se eu fosse o sol e os pensamentos os astros girando ao redor, sem que eu embarque nesse movimento diretamente com os pensamentos.

Comigo não funciona esse lance de ‘mente vazia e livre de pensamentos’, tento focar no presente e nas sensações provocadas. Não lute contra pensamentos e emoções, mas tente não se prender a eles ou ficar frustrado. Da mesma forma tranquila que eles vieram, deixe-os ir e foque, mais uma vez, na sua respiração.

Dicas do bem:

Ilustração: Gemma Correll

Ilustração: Gemma Correll

  1. Se você tem algum transtorno mental moderado ou grave é melhor buscar orientação e condução de alguém qualificado. É mais seguro para seu bem-estar. :)
  2. A meditação, como qualquer coisa na vida, pode trazer à tona traumas ou sentimentos mais difíceis de lidar, tente não se frustar e não abraçar essas sensações. O intuito é o contrário, né?
  3. Meditar com a barriga cheia ou vazia pode ser uma distração e até desconfortável, gerando sono ou inquietação.
  4. Use um timer ou alarme. Assim você não precisa ficar pensando constantemente se falta muito ou pouco para a prática terminar e consegue se focar melhor.
  5. Você pode acabar sentindo um pouco de frio, já que um dos efeitos da meditação é diminuir a pressão arterial. Geralmente eu sinto calorzinho, é como se estivesse movimentando as energias do meu corpo.
  6. Não fique frustrado! A meditação é para ajudar a te acalmar, não para trazer mais problemas. Lembre-se que tudo tem seu tempo.
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Girl Power, comédia e sobrenatural: quem você vai chamar?

Se há algo estranho na vizinhança, quem você vai chamar? As Caça-Fantasmas!

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Eu nunca fui a maior fã de Caça-Fantasmas, mesmo quando criança e mesmo tendo sido criada no meio de todos os filmes desse gênero graças à mamãe. Isso significa que, quando saiu a primeira foto do novo elenco, a única coisa que me animou para esse filme foi: o grupo todo agora era totalmente formado por mulheres! Então eu fui para o cinema sem esperar muito da história…

… que caso você não saiba, é bem simples. A história acompanha Erin Gilbert (Kristen Wiig), que tenta fazer uma importante carreira acadêmica e seríssima, se reencontrando com Abby Yates (Sookie Melissa McCarthy), sua amiga de longa data com a qual escreve um livro sobre fantasmas e coisas paranormais. Enquanto Erin se distancia desse mundo quando o livro obviamente não vai bem, Abby segue na busca e estudo do paranormal, trabalhando numa escola com a engenheira Jillian Holtzmann. É aí que elas então, acidentalmente, se encontram com o primeiro caso de paranormatividade na cidade, e seus caminhos se cruzam com Patty Tolan, uma funcionária do Metrô de Nova York.

E esse é o primeiro ponto positivo do filme, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 14 de julho (de 2016, caso você esteja lendo esse texto no futuro): a premissa dele é muito simples e não se compromete a ser mais que isso, o que faz com que o filme tenha o menor número de furos possível. Isso contribui bastante para que a narrativa se encaixe nos três quesitos mais importantes pra mim num filme: (1) consistência, (2) crescimento e (3) performance.

O filme é consistente em tudo: nas piadas (uma ou outra fogem à regra), caracterização de personagens (nenhuma mudança de ~personalidade~ que não seja esperada) e até mesmo nos efeitos sobrenaturais e a explicação pra eles. Tirando uma coisa ou outra que poderia sim ter sido mais bem explicada –mas o quanto isso acrescentaria no filme, really?–, nada é tão absurdo que te deixe de queixo caído com uma experiência parcialmente estragada e aquela cara de “hmmmm”… afinal, quando você compra ingresso pra ver um filme sobre quatro mulheres que caçam fantasmas em Nova York, você já sabe o que esperar.

As personagens crescem com o filme, o que faz com que a gente não saia do cinema com aquela sensação de que, apenas por fazer parte de uma franquia, o filme vai de nenhum lugar a lugar nenhum. O roteiro simples ajuda pra que isso não aconteça, isso porque a simplicidade da história não dá margem para que as personagens se percam em ações que não têm um propósito e estão lá para enfeitar ou para dar uma eventual brecha à continuação.

Por último, a performance, que é um respiro à parte (eu literalmente respirei fundo e dei um sorrisinho escrevendo essa frase). Que Kristen e Melissa são absolutamente maravilhosas como atrizes de comédia, isso a gente já sabe há muito tempo e não preciso ficar aqui dizendo pra vocês. Vamos falar então sobre Leslie Jones e Kate McKinnon. Ambas já são conhecidas do público que assiste Saturday Night Live, o que significa que a química das duas, com Kristen e Melissa, seja absolutamente inegável, o que eu dificilmente consigo imaginar acontecendo com qualquer outra atriz que tivesse sido cotada para o papel.

Como a absolutamente genial, incrível e maluca Dra. Jillian Holtzmann, Kate rouba todas as cenas nas quais aparece, ou seja, quase o filme todo. E o que é melhor: não de um jeito que desvalorizasse suas colegas ou sustentasse o filme sozinha, mas Kate é o que dá o colorido do filme, por assim dizer. Enquanto Erin e Abby estão sendo científicas e engraçadas mas dificilmente os dois juntos, Holtz tem sempre algum comentário que beira ao infantil, enérgico e muito bem construído dentro de suas falas mais técnicas. Tudo casou muito bem.

Enquanto isso, Leslie está lá para fazer de Patty a mulher nova-iorquina perfeita. Desde a primeira cena em que aparece numa cabine do metrô, até o momento em que ela diz “eu sou uma caça-fantasmas!” cheia de orgulho, ela carrega em os clichês mais positivos que alguém podia carregar. A mulher negra empoderada, otimista, esquisita e “faz-tudo”, que está super disposta a entrar nessa aventura muito doida na qual ela não pediu pra estar. Um ponto importantíssimo é que em nenhum momento o fato dela ser a única não-cientista é muito esquisito e a faz ficar fora de contexto. E também não é estranho ver as coisas que ela aprende com o tempo, não dá a entender que foi “do nada”.

É super legal destacar o quão importante é a presença de Leslie no filme, e não apenas porque ela é uma profissional maravilhosa.

A representatividade que ela carrega é essencial para a nossa geração e para uma nova geração de menininhas que vai crescer assistindo esse filme e sabendo que elas também podem ser heroínas, especialmente as meninas de cor. Assim como Whoopi Goldberg foi importante para Leslie, ela será importante para outras tantas meninas.

E por último, mas não menos importante, Kevin, interpretado por Chris Hemsworth (o famoso Thor, no universo de cinema da Marvel). Deixando de lado toda a importância que há em objetificar e “emburrecer” um homem no papel de secretário de um grupo de mulheres só pra variar, o personagem foi feito pra ele. Em 2 minutos de cena eu já havia me esquecido completamente de que ele é o Thor, e pra mim agora ele é apenas o Kevin. Não havia uma única cena dele em que eu não desse risada histericamente. É definitivamente aquele personagem que você quer proteger pois ele é muito precioso para esse mundo.

Todo esse texto gigantesco para dizer que: seja pelo elenco feminino maravilhoso, seja pelo Kevin que é um brinde à parte, seja pela representatividade carregada por Leslie Jones e mulheres fora dos padrões de beleza, Caça-Fantasmas é um filme que você PRECISA assistir. De preferência mais de uma vez.

E, se algo der errado, você já sabe quem chamar!

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Links do bem: como Pokémon Go está mudando o mundo!

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Caso você faça parte do ~maravilhoso mundo da internet~, sabe que há alguns dias foi lançado em alguns lugares do mundo –sem previsão para o Brasil–, o Pokémon Go, um aplicativo/jogo que uma espécie de tecnologia de mapeamento para achar pokémons no mundo real os quais você pode capturar e interagir.

Isso levou muitos fãs à loucura! Mas, pensando um pouco fora dessa parte óbvia de que todos ficaram muito animados para jogar, resolvemos fazer um Links do Bem especial essa semana e reunir algumas das notícias mais ~do bem~ que vieram com o Pokémon Go <3

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O jogo está ajudando pessoas com problemas de saúde mental!

Sim! Segundo essa notícia do Buzzfeed americano, algumas pessoas estão compartilhando que suas experiências com o Pokémon Go fazem com que eles se sintam com propósito de vida e achem uma razão para sair de casa.

A ideia do jogo, que é explorar realmente os lugares da sua cidade, faz com que alguns sintomas de agorafobia (medo de pessoas), ansiedade e depressão.

Precisa sair de casa e andar atrás de pokémons? Leve um cachorro!

Essa outra notícia do Buzzfeed americano conta que um abrigo de animais em Indiana, nos Estados Unidos, começou uma campanha para incentivar os jogadores a passearem com os cachorros, depois de encontrarem problemas para acharem voluntários.

A ideia veio a partir do dono do abrigo, Phil Peckinpaugh, que também gosta do jogo. Ele percebeu o quanto isso podia ser benéfico para os cachorrinhos e resolveu unir o útil ao agradável!

Os pokémons podem ser seus aliados para aliviar o autismo

Uma página do Facebook dedicada à síndrome de Asperger (uma doença que prejudica o desenvolvimento e que afeta as capacidades de socialização e comunicação) postou o relato, em inglês, de uma mãe que disse que seu filho começou a se relacionar com outras crianças e se comunicar com pessoas que também estavam jogando Pokémon Go.

Segundo ela, seu filho, que costumava ser super restrito e apegado à rotina, começou a pedir por passeios no parque e aceitou que outras crianças se juntassem a ele na “caçada.” Para ela, como mãe, ver os aplicativos por esse lado é muito importante e levanta várias possibilidades para futuros aplicativos!

Esse pode ser o jogo que realmente vai unir todas as tribos como foi o Norvana

O 9Gag fez um compilado maravilhoso de histórias relacionadas a Pokémon Go que prometem aquecer seu coraçãozinho. Como o post é em inglês, a gente cita algumas: como o aplicativo define alguns lugares como Ginásios Pokémon, algumas pessoas depois que viram várias outras com celulares na mão passando na frente resolveram interagir e os donos interagem com elas!

Outro exemplo super legal são pessoas no shopping, que nem se conhecem, trocando experiências, itens e dicas, como se elas se conhecessem há anos. E um mesmo lugar pode atrair tantas pessoas que verdadeiros grupos são formados, como a história maravilhosa de um cara que saiu em busca de pokémons em um bairro às 3 da manhã, encontrou mais dois caras que também estavam jogando e aí quando os vizinhos acharam esquisito aquele grupo e chamaram a polícia, os três convenceram o policial a também baixar o jogo!

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Os ensinamentos das drags de RuPaul’s Drag Race!

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De vez em quando eu gosto de assistir tutoriais de maquiagem. Não porque eu sou uma pessoa em busca de novas técnicas para se maquiar, até porque essa é a última coisa que eu sou, mas sim porque eu adoro ver as pessoas se transformando, como desenhos.

Foi num desses buracos-negros youtubísticos de tutoriais de maquiagem que eu caí numa sequência de vídeos maravilhosos onde algumas das drags que já participaram de RuPaul’s Drag Race se maquiam enquanto conversam com a câmera.

É claro que alguns comentários são pertinentes ao universo das drags, mas depois de assistir cada vídeo pela enésima vez, pude perceber o quanto eles podem falar com todo mundo.

Separei algumas dessas lições pra compartilhar com vocês <3

Nunca deixe ninguém te dizer o que fazer

Quando você desenvolve seu próprio estilo e se sente confortável com ele, seja estilo de maquiagem ou até um estilo de cabelo, de se vestir ou até mesmo um estilo próprio de trabalhar, nunca deixe ninguém te colocar pra baixo e dizer que você está errado sem ter um bom motivo pra isso.

Seu próprio estilo é importante para te dar autoconfiança e a certeza de que você é capaz de fazer aquilo que coloca sua mente para trabalhar.

Se livre do excesso de maquiagem assim como você se livra dos haters

Sacuda, passe um pincelzinho ;) Não vale a pena esquentar a cabeça com aquilo que as pessoas pensam de você. Sempre vai ter alguém pra discordar e pra espalhar um ódiozinho gratuito. Tire essas pessoas da sua vida e concentre-se em espalhar amor em si mesmo e no mundo.

Esteja sempre aberto a aprender com outras pessoas

Sejam pessoas mais velhas, mais novas ou até mesmo da mesma idade que você, todas as jornadas são diferentes. Sempre existe alguém que tem uma coisa importante pra te dizer e pra te ensinar, e seria uma pena se você não ouvisse. Das duas, uma: ou você ouve uma ótima história ou você aprende uma grande lição. E se você der sorte, as duas!

Veja sempre o lado positivo das coisas, especialmente sua aparência

Sério. A Detox é uma das drags mais desbocadas e nesse vídeo, enquanto ensina sobre sombras e contornos, ela nos dá uma lição valiosa ao dizer que seu nariz e testa grandes não são um problema: ao contrário, “dá muito mais espaço para trabalhar.

Dê o seu melhor com o que você tem.

Mirror face: não se leve muito a sério

Nesse vídeo ela também diz que todas as pessoas que usam maquiagem têm uma “mirror face”, ou seja, uma careta engraçadinha que elas fazem no espelho enquanto estão aplicando os produtos.

Mesmo que você esteja fazendo algo muito difícil, aprenda a não se levar tão a sério nas coisas da vida. É mais saudável e tira um peso enorme das costas. A perfeição não existe ;)

Quanto mais “gasto”, mais experiente

O que pode ser traduzido também como: quanto mais velho, mais vida você viveu. Isso pode parecer muito óbvio, mas assim que você vai “completando as casas” (os 20, os 30, os 40…), fica mais difícil não se comparar com o você mesmo do passado. É natural (não quer dizer que seja bom!) imaginar que sua vida seria diferente se você tivesse tido mais tempo, ou se arrepender de ter tomado um caminho ou outro. Isso, porém, não deve, em hipótese alguma, invalidar toda a experiência de vida que você já teve.

Valorize as coisas que você viveu e não se preocupe: ainda dá tempo!

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Como se manter focado no trabalho: técnicas e truques pessoais

Como se manter focado no trabalho: técnicas e truques pessoais

Um dos meus poucos super poderes aqui na Terra é a concentração máxima. Não sei se é culpa da Yoga, da calma dos meus pais psicólogos ou da síndrome de Hermione Granger que nasceu dentro de mim, mas por alguma razão eu consigo me concentrar MUITO na hora de finalizar um trabalho ou dar um gás nos estudos.

O meu poder de concentração sempre foi motivo de espanto e inveja entre os meus amigos, por isso resolvi compartilhar com vocês alguns dos meus truques pessoais para tornar o seu dia mais produtivo e também mais livre – afinal, quanto menos tempo gastamos para entregar o que precisamos, mais tempo a gente ganha pra nós mesmos :)

Escolha a música certa

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Playlists podem nos mover ou nos destruir, isso é fato. Sim, é ótimo trabalhar ao som de Oops I Did it Again, mas a gente sabe que no fundo você não está 100% atento ao que está fazendo. Eu gosto de ouvir músicas mais felizes quando preciso fazer algo mais “mecânico”, que não envolve tanto esforço da massa cinzenta aqui.

Essa é a playlist que eu uso para trabalhar mais focada: Best of Focando nos Jobs. São músicas tranquilas, com um ritmo legal e o mais importante, estão em outra língua ou são apenas instrumentais, assim o risco de me perder na música é bem menor.

Técnica Pomodoro

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Infelizmente essa não é uma técnica de concentração que funciona a base de massas e molhos maravilhosos, mas sim por tempos dividido em blocos.

Para quem não consegue conter o impulso de checar aquela notificação vermelha e brilhosa do Facebook a cada 5 minutos, essa técnica é perfeita. Nos primeiros minutos parece realmente uma tortura chinesa, mas depois você acostuma, pega ritmo e o trabalho flui MUITO melhor. Não custa testar! Aqui o site com o cronômetro :) 

Estabeleça metas possíveis

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Calcule quanto tempo você gastaria para executar cada função: duas horas? uma hora? A partir desse mapeamento você consegue entender quanto tempo o trabalho irá consumir do seu dia.

O que é ótimo também para o seu chefe entender quando você está sobrecarregado e ninguém anda te levando muito a sério. Já usei o meu cronograma do dia em milhares de situações no famoso estilo “desenhando aqui para todo mundo entender que fácil não está sendo”.

Tchau, timeline!

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Uma inocente voltinha pela timeline antes de começar o trabalho pode destruir o seu dia. Se eu começo o dia imersa no Facebook e em conversas com meus amigos é o suficiente para me descontrair e ativar o bichinho da procrastinação para o resto da tarde.

Alguns apps prometem deixar sua timeline todinha em branco, evitando que você passe tempo demais assistindo vídeos de gatinhos, clipes da Rihanna ou a polêmica-textão do dia. Aqui uma extensão pra Chrome bem legal!

Fique offline para o resto do mundo

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Se possível desligue seu wi-fi por alguns minutos ou até você terminar suas tarefas. Use documentos offline como o Word ou o nosso velho e amado caderno. Desligar a cabeça da ansiedade que é viver conectado faz milagres quando você precisa terminar algo rápido.

Faça pausas

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Acredite, quanto mais pausas você fizer, maior será a sua produtividade. Assim o seu cérebro descansa e você consegue colocar as ideias em ordem com mais facilidade. Além disso, as pausas são ótimas fontes de energia para que a gente não se sinta tão cansado logo nas primeiras horas de trabalho! Além disso, as pausas evitam aquele sentimento terrível de que o seu dia dura 84 anos.

Anote tudo!

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Eu não vivo sem minha agenda e um bloquinho para anotar as prioridades do dia. Sem ele eu não consigo me organizar e entender tudo que preciso fazer ao longo do dia.

Uma coisa que é bem importante é realmente anotar tudinho que você precisa fazer, desde levar o cachorro pra passear até o relatório que você precisa entregar no trabalho. A lista bem feita também te proporciona a melhor sensação do mundo: riscar da lista aquela tarefa que você andou adiando por semanas.

Vá com calma, humano

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No fim das contas nós somos todos humanos e nem sempre nós estamos 100% concentrados para trabalhar e dar o nosso melhor. Tem dias que a gente fica naquele baixo astral sem motivo, acorda disperso, não consegue encontrar todas as soluções que precisa - e é normal sentir tudo isso. Então, permita-se! Só não deixe que isso se torne uma rotina e atrapalhe o seu dia a dia.

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