Todo dia é um novo recomeço

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“É muito engraçado sair de ‘Goodbye’ para ‘Vandalizer’ (ambas do Sam Hunt)” foi uma reflexão que eu fiz tem pouco tempo, e se você não conhece música country como eu e a Ana conhecemos, você provavelmente não entendeu. Ambas as músicas são sobre coisas não ditas, com a diferença de que a primeira é sobre coisas que são omitidas de você, e a última sobre coisas que não são ditas porque gestos, olhares e ações já disseram tudo.

Essa reflexão toda pra dizer que assim como as duas músicas são uma depois da outra no disco, sua sorte pode mudar de uma hora pra outra –mais precisamente de um dia pro outro.

Os últimos meses têm sido difíceis para muitas pessoas do meu convívio social, muitos amigos, e eu falo difíceis tanto no sentido físico como no emocional, e muitas vezes parece que todos os dias que se seguirão serão escuros, nublados e de um frio que casaco nenhum consegue esquentar. Mas, às vezes, você só precisa esperar o dia seguinte.

"Houveram alguns dias muito ruins, e alguns dias inespedadamente lindos."

“Houveram alguns dias muito ruins, e alguns dias inespedadamente lindos.”

Dificilmente vai ser a coisa mais fácil a ser feita, mas o que é preciso sempre ter em mente é que todo dia é um novo recomeço, e que nós somos dados, todos os dias, novas chances de recomeçar –e não precisa nem se sentir bem pra isso, fora das “bad vibes” (e tudo bem demorar pra se sentir felizinho de novo), você só precisa querer recomeçar.

Dica pra vida e várias situações: querer faz toda a diferença.

Sei bem que não dá pra ter controle de todas as coisas, mas foi quando eu comecei a, ao invés de dar um passo de cada vez, viver um nascer do Sol de cada vez, foi quando eu aprendi que o tempo passa sim, passa pra mim também, e ao reconhecer isso o sentimento de que eu não tô fazendo nada vai embora, percebe? Eu estou caminhando sim. Talvez não tão brilhante quanto o Sol, mas tão persistente quanto.

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Sempre que você tiver um dia ruim e sentir que o mundo está te esmagando, procure tomar um banho quente com os seus produtos favoritos, deitar a cabeça no travesseiro e pensar que uma nova chance está a um nascer do Sol de distância, e ela sempre vai estar lá quando você precisar para te lembrar que a música de hoje pode ser diferente da música de ontem, e se não for tudo bem, porque você pode tentar de novo no dia seguinte.

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Os novos (e futuros) queridinhos de Hollywood

Da última vez em que brincamos de adivinhar os atores da nova geração que fariam barulho no futuro tivemos uma bela dose de sucesso. Acertamos o novo Homem-Aranha, o novo herdeiro do Rocky Balboa, o vilão de Star Wars O despertar da força, mencionamos a promessa de pequenos filmes como Whiplash que chegaram aos Oscars, e uma moça, Brie Larson, que VENCEU o mesmo prêmio.

Belo saldo, não é? Como não se mexe em time que está ganhando, voltamos a essa mesma tarefa e colocamos aqui mais seis atores que merecem toda a sua atenção nos próximos anos. Não pisque, ou você pode perder a história de Hollywood acontecendo.

Ah, ok. Você pode piscar, Taron.

Taron Egerton

Esse jovem galês foi revelado pelo filme Kingsman: Serviço Secreto e por um drama chamado Juventudes Roubadas (que também revelou alguém que já não é mais aposta, a sueca Alicia Vikander). Ele volta na sequência do seu primeiro hit de bilheteria, ao lado de Colin Firth e Channing Tatum, mas já tem outro papel grande em suas mãos: o de Robin Hood em mais um filme sobre o ladrão benevolente.

Maika Monroe

Poucas pessoas chegaram com tanto barulho em 2015 como Maika Monroe. Maika chamou a atenção dos mais antenados em dois filmes de terror/suspense, o absolutamente brilhante Corrente do Mal e The Guest, que não fica muito atrás em qualidade. A performance de Maika em Corrente do Mal, filme inteiramente centrado em sua personagem, é bem desafiadora, e os próximos desafios dessa promessa vão de dramas de peso como Felt, sobre o escândalo jornalístico do Watergate nos EUA, até o cinemão pipoca, com um papel importantíssimo em Independence Day Ressurgência.

Anya Taylor Joy

Maika não é a única “scream queen”, estrela do terror, a figurar nessa lista. Anya Taylor Joy teve o papel de uma vida inteira no hit cult A Bruxa (ainda não viu? veja com as luzes todas acesas). A moça tem um grande número de projetos, que incluem dramas independentes, um papel coadjuvante na biografia de Barack Obama e o novo filme de M. Night Shyamalan, mas o destaque fica para os boatos de seu papel no próximo filme da franquia X-Men, os Novos Mutantes.

Alden Ehrenreich

Alden é nossa aposta mais rodada. O menino já trabalhou com Francis Ford Coppola (Tetro) e com os Irmãos Coen (Ave César), além de ter estrelado um início fracassado de franquia, Dezesseis Luas (que eu considero bem sub valorizado), e aterrorizado uma aposta nossa anterior, Mia Wasikowska, em Segredos de Sangue. Mas dizem as más línguas em Hollywood que Alden é o principal candidato para um papel bem mais importante – o do jovem Han Solo em um filme de origem da série Star Wars. I know.

Tessa Thompson

Tessa chegou aos holofotes com muita atitude, em uma comédia bem política chamada Querida Gente Branca, e esteve presente no elenco de um dos filmes que a Academia ignorou por motivos possivelmente preconceituosos em 2015, Creed. Agora Tessa vai subir aos céus – para o reino divino de Asgard – para se juntar ao universo Marvel nos cinemas como uma nova heroína e companheira para o herói Thor – uma valquíria. Além disso, Tessa está no novo filme de Alex Garland, cujo Ex-Machina ajudou na revelação de Alicia Vikander e Domhnall Gleeson.

Jack Reynor

Terminamos nossa volta olímpica com Jack Reynor. Eu sei que ele é o protagonista do fracasso Transformers 4, mas muito potencial se esconde nesse jovem, que já começa a dar sua volta por cima com um filme que está ganhando todo o burburinho possível lá fora, um musical do diretor de Apenas uma vez chamado Sing Street. Reynor também é uma das opções restantes para o papel de Han Solo. Quem você prefere, hein?

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Você deve assistir a Capitão América – Guerra Civil

O coração já acelera quando o barulho de páginas virando soa nas caixas do cinema e o grande símbolo vermelho retangular ocupa toda a tela. É um filme da Marvel, e mesmo quando um filme da Marvel não é genial, você sabe que suas próximas horas no cinema serão bem divertidas. Mas quando é um dos melhores do estúdio… o que você ganha é bem mais do que diversão. É inspiração sem limites, vinda diretamente de seus heróis favoritos e de tramas inteligentes que questionam o que infernos é ser um herói, afinal. Esse é o caso de Capitão América – Guerra Civil, e você deve ir agora mesmo para o cinema para sentir tudo que o filme proporciona ao fã.

Apenas o elenco e o histórico desses filmes já é um grande motivo para a compra do ingresso, mas se você precisa de um pouco mais de incentivo, aí vão alguns destaques (sem spoilers, claro) que merecem a sua atenção e sua ansiedade!

O conflito central é muito inteligente

Não seria difícil planejar uma aula inteira sobre política, leis, desobediência civil e o papel do governo apenas utilizando o roteiro de Capitão América – Guerra Civil. Decidir se você é Team Cap ou Team Stark é mais do que uma preferência por um herói – é uma decisão sobre quem você é e o que você pensa sobre o funcionamento do mundo, seus ideais e expectativas. Mas não é só um filme sério, claro…

Por trás da política, um coração

Se na superfície o conflito de Guerra Civil é filosófico e político, no fundo de tudo o que move os personagens são seus sentimentos. Temos mortes de entes queridos, divórcio, angústia adolescência, a dificuldade de entender o mundo humano e de pertencer a ele, e acima de tudo, a amizade, e tudo que ela pede de nós – confiança, amor, sacrifícios.

Conheça o Pantera Negra, seu próximo herói favorito

Não é uma introdução tão bombástica como a do Homem Aranha, mas é a que você lembrará com mais carinho após ver Guerra Civil. O Pantera Negra é o coração do filme, um indivíduo que sofre, luta e aprende durante as duas horas e meia de Guerra Civil e ao fim da jornada, conquista completamente seu coração.

O momento de brilhar para Wanda Maximoff

Uma das tramas mais Girl Power da história da Marvel no cinema é a vivida pela Feiticeira Escarlate nesse filme. Tentam calar sua voz e o medo do mundo a leva a temer seus próprios poderes, mas Wanda descobre a sua força e a convicção para lutar no que ela acredita acima de tudo. Wanda é uma adolescente, e vemos ela crescer perante nós na tela de cinema – e o resultado é uma heroina adulta e incrível.

Insetos nunca foram tão engraçados

Por trás de toda a seriedade, dois heróis estão aqui para te fazerem rir – e conseguem isso o tempo inteiro. Esses heróis são o Homem Aranha, que é introduzido pela primeira vez no Universo Marvel no cinema da mais divertida maneira possível, e o Homem Formiga, que é interpretado perfeitamente pelo hilário Paul Rudd.

Para quem gosta de ação, é um banquete

As maiores surpresas do filme estão em cenas de ação completamente ousadas – algumas, lembrando as batalhas e fugas de rua de James Bond, outras, a diversão sem barreiras e com cheirinho de pipoca de Godzilla. Tudo em Guerra Civil é maior e mais ousado. Literalmente.

E para quem não gosta… digamos que tem até uma pitadinha de romance ali na receita desse filme.

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Beyoncé, transformando limões em limonada

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Se você está na internet, para o bem ou para o mal, sabe que a Beyoncé lançou no último dia 23 seu sexto disco de estúdio, chamado Lemonade (no mesmo esquema do anterior, ele foi lançado com uma obra audiovisual), e o mundo obviamente entrou em polvorosa. Muitos artigos foram escritos, muita coisa foi especulada, mas estamos aqui para fazer uma lista pequena de razões pelas quais esse disco é tão importante e te convencer a ouví-lo –caso você ainda não tenha ouvido.

O peso da história negra

É senso comum que o álbum visual de Lemonade é um grande livro da história negra nos Estados Unidos, em todos os aspectos que você quiser procurar, mas ele também está nos pequenos detalhes.

Além do discurso de Hattie White (vó de Jay-Z) no final da música Freedom –“Eu tive meus altos e baixos, mas eu sempre achei a força interior que eu precisava para levantar. Foram servidos limões a mim, e eu fiz uma limonada.”–, Beyoncé também explicou que seus antepassados escravos acreditavam que tomar limonada os tornavam mais brancos, mais ou menos o que a mídia tenta fazer há um tempo. Dá pra acreditar?

O empoderamento feminino é encorajado –não só na música

A grande polêmica “Sorry”, que levanta questões relativas à “Becky de cabelo bom,” uma possível alusão a um caso do Jay-Z, é importantíssima por outras razões. Para o “clipe”, Beyoncé convidou a tenista Serena Williams, que vem reinando no mundo do esporte. A mensagem é bem clara: mulher negra, você deve crescer e aparecer em todos os lugares. Esteja em todos os lugares. Seja ouvida. Seja respeitada. E somos.

E nós nem vamos falar sobre o fato de que o álbum visual só tem a participação de mulheres, né?

Você vai achar uma música para amar –seja qual for seu gênero favorito

Como produtora executiva (única, vale ressaltar), Beyoncé fez questão de explorar os mais diversos gêneros musicais, e moldá-los para contar sua história de maneira bem coerente com o peso de cada música. Em “Daddy Lessons”, por exemplo, que teve seu clipe gravado em Nova Orleans, Bey explora o tema de lições paternas usando uma música com uma pegada cheia de influência de jazz e country.

Já em “6 inch”, música que conta com a participação de The Weeknd, a sensualidade presente na letra sobre uma mulher que domina todos os lugares nos quais entra é o casamento perfeito com o R&B intenso e característico de Abel.

Ela também teve muito o que aprender, e o professor perfeito. Jack White, que assina a composição e a produção de “Don’t Hurt Yourself”, nos entrega uma colaboração que eu não só achei que jamais veria, como uma das minhas favoritas do disco inteiro. É impressionante a magia que um sample do Led Zeppelin e as referências de um dos projetos de Jack, o The Dead Weather, pode fazer.

A luta verdadeira é dentro da gente

Não é crime em nenhum estado americano (ainda) você se identificar com Lemonade, especialmente as maravilhosas “Sandcastles” (aquela música que você pode cantar pro mozão) e “Hold Up”, ou todas elas, já que Lemonade é um álbum absolutamente sincero sobre inseguranças, sejam elas diretamente relacionadas ao que a mulher negra ouve a vida inteira há muitos anos, ou não.

Todo momento da nossa vida somos lembrados de que nós, diariamente, lutamos duas batalhas: uma com a sociedade, para termos a liberdade de ser e semos aceitos do jeito que somos; e uma dentro da gente, e quem duvida muito de si mesmo (euzinha) sabe do que eu tô falando.

Vejam bem, eu não estou dizendo que a suposta traição (que muita gente acredita ser um dos temas do álbum) era só uma insegurança, eu estou dizendo que: imagina o tamanho da batalha interna entre a raiva e o perdão? Entre a submissão e o empoderamento?

Esse lado bem mais exposto já vinha sendo apresentado pra gente desde o álbum Beyoncé, de 2013, e é o lado da artista que é realmente contador de histórias, que deu aquela pausa na farofa de balada e só quer mesmo um abracinho e que as mulheres negras não precisem gritar pra serem ouvidas. E quem não quer?

No mais, ladies, let’s get in formation.

Já convenci você a dar uma chance pra esse belíssimo manifesto? Se você já ouviu: qual sua faixa favorita?

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Gente que remonta nossa realidade! #BrailleBricksForAll

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Nós tentamos viver dentro de uma bolha ~do bem~, acompanhando cada coisinha que acontece, mas às vezes somos sortudas e algumas coisas ~do bem~ que acham a gente, como foi o caso desse projeto maravilhoso, o Braille Bricks.

Existem várias coisas que uma pessoa com deficiência visual pode fazer…

… ele pode lutar contra o crime…

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… pode (e deve!) achar um grande amor…

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… ser adolescente ao extremo e tacar ovos no carro da ex-namorada…

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… ou ser uma grande estrela indispensável pra música…

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… mas tem uma coisa que te atrapalha um pouco quando você é uma criança sendo alfabetizada em Braille.

Mas calma! O que é mesmo Braille?

O sistema de leitura Braille que conhecemos existe desde 1827 e, pra quem não sabe, consiste em um alfabeto feito de pontos de alto relevo. Eles têm um padrão de 3×2 “pinos” (os tais pontos em relevo), e a partir da criação dele várias coisas foram feitas para tornar a vida dos cegos mais fácil, inclusive ajudar a alfabetizar crianças que nasceram ou adquiriram a cegueira. É a forma mais tradicional, a mais antiga, e, claro, tem falhas.

Uma delas e super óbvia/importante é que quando a criança erra alguma palavra, ela não consegue apagar. Não dá pra voltar atrás. É uma coisa muito comum para as crianças sem deficiência, e, francamente, você já parou pra pensar nisso? Esse tipo de coisa atrasa o processo de aprendizado, especialmente numa sala mista (em que as atividades incluem pessoas com e sem a deficiência visual). Mas então o que fazer?

Uma nova ideia sendo feita peça por peça

Foi então que o projeto Braille Bricks nasceu, desse problema identificado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos todos os dias, enquanto ajuda na alfabetização dessas crianças, e ele é tão simples e divertido que PRECISA existir agora: a ideia é juntar o útil ao agradável, o divertido ao educativo, e utilizar peças básicas de montar como… letras em Braille!

A partir dessa ideia, vários testes foram feitos, com vários protótipos diferentes, até encontrar a peça que fosse perfeita para a brincadeira, para o processo e especialmente para o manuseio. Quando as peças foram pra teste com uma sala de crianças da Fundação, vocês já podem imaginar o resultado, né? Absolutamente maravilhoso!

E agora? Qual o próximo passo?

O próximo passo é encontrar empresas –como a Lego!– que estejam dispostas a produzir esses protótipos em larga escala e deixar a vida de crianças com deficiência em processo de aprendizado muito, mas MUITO mais divertida.

Uma das pessoas que pode ajudar a fazer essa ideia do bem acontecer é você, ajudando a divulgar o máximo que você puder! Você pode entrar no site do projeto para saber mais e usar a hashtag #BrailleBricksForAll.

Espalhe essa ideia!

Espalhe essa ideia!

Vamos ajudar a remontar essa realidade?

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Em qual cidade da ficção você gostaria de morar?


Começo hoje uma missão que, apesar da pressão de alguns dos meus melhores amigos, adiei até o último minuto: estou vendo a famosa série Twin Peaks. A série dirigida por David Lynch se passa em uma cidade fictícia que ninguém gostaria que fosse real – cheia de coisas (e pessoas) esquisitas. Mas isso não acontece com algumas cidades da ficção, que são extremamente convidativas e até apaixonantes. Você já quis visitar algum lugar que não existe após ver uma série, ler um livro ou assistir a um filme?

A minha cidade dos sonhos da ficção, a que eu escolheria não só para uma visita turística e sim para passar a minha vida inteira, é Stars Hollow, a pequena vila interiorana na qual a série Gilmore Girls (que volta para uma última temporada nesse ano, na Netflix). Quem viu Gilmore Girls e nunca sentiu vontade de tomar um café no Luke, um sorvete na Olde Shoppe do Taylor, passar uma noite na pousada de Lorelai comendo os quitutes de Sookie após uma reunião da cidade? Só de escrever esse parágrafo já sofro de saudades.

Outra cidade das séries que me encanta é Pawnee, primeira em amizade, quarta em obesidade, Indiana. O departamento de parques de Pawnee é o foco da série Parks and Recreation, uma das melhores séries de comédia de todos os tempos, e morar em Pawnee significaria a possibilidade de amizades com todas aquelas pessoas incríveis. Dillon, a terra dos Panthers e dos Lions na clássica Friday Night Lights, também é uma bela opção para comprar uma casa e viver uma vida tranquila. Estudar em Greendale e comer alguns hamburgueres na verdade hamburgueria de Bob Belcher em Bob’s Burgers também são desejos sinceros.

Os livros também estão cheios dessas cidades de imaginação, e é difícil não querer comprar uma passagem para Hogsmeade ou para o Condado, nem que seja para uma estadia breve. Nos quadrinhos, alguns gostariam de experimentar o caos de Gotham – eu já preferiria a tranquilidade de Smallville. No cinema, gostaria de ter uma casa de veraneio na ilha de New Penzance, onde as aventuras de Moonrise Kingdom acontecem. A decoração da casa, é claro, seria assinada por Wes Anderson.

Ok, essa semana também tivemos a volta de Game of Thrones. Mas não acho que ninguém aqui quer conhecer King’s Landing, não é? Dizem que é uma cidade de fazer perder a cabeça.

Conta pra gente! Qual é a cidade da ficção que você gostaria de visitar?

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A Taylor ama Jimmy Eat World, e você deveria também!

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Já falamos aqui o quanto todas nós amamos Taylor Swift e o quanto as músicas dela falam com a gente. Isso quer dizer que, como Sociedade de Apreciação, nós estamos sempre ~por dentro~ de tudo que ela faz, e mesmo que não estivéssemos, tá sendo difícil ignorar os comerciais da Apple Music que ela tem feito.

O primeiro, no qual ela ouve uma música do Drake enquanto se exercita, foi um sucesso. Mas o que falou mais alto aos nossos corações foi um segundo comercial, em que ela faz um lipsync maravilhoso de The Middle, música da banda Jimmy Eat World.

E porque isso é importante? Primeiro porque The Middle é uma das músicas que “formou” a Tay. Nas palavras dela, “eu queria que todo adolescente experimentando esse sentimento de solidão pudesse ouvir Jim Adkins cantando ‘não se preocupa com o que eles dizem quando você vai embora.‘”


“Viva agora, seja você mesmo. Não importa se é bom o suficiente pra outra pessoa.” APENAS HINO.

Segundo porque Jimmy Eat World é uma banda que pode te ensinar muitas coisas e te ajudar a superar muitos momentos –um exemplo claro de “banda do bem,” que segura sua mão e te dá aquele abracinho ou aquela sacudida necessária, e assim como Taylor, você deveria amar essa banda.

Não acredita? Vem comigo, eu te dou alguns exemplos:

Abrace suas falhas e as vista com orgulho

Jimmy Eat World sempre foi um dos conjuntos de hinos de toda pessoa que assistia One Tree Hill. Na música que dá título ao terceiro álbum, Clarity, Jim Adkins fala sobre um dos maiores ensinamentos e que, quando se é mais novinho, é difícil de entender: tudo de bom e de ruim faz aquilo que você é, e você precisa vestir os dois com orgulho.

Aprecie as coisas e pessoas enquanto elas estão com você

Por mais mórbido que possa parecer, é exatamente disso que Hear You Me se trata, tanto o lado metafórico como o lado bastante literal. Agradeça às pessoas na sua vida pelo papel que elas desempenham nela agora, nesse momento, não deixe pra amanhã. É o YOLO antes do YOLO ser ~legal~, mas no sentido de que as pessoas podem (e vão) embora, eventualmente.

Estar apaixonado é uma montanha-russa, mas é maravilhoso!

Kill, faixa do quinto disco Futures, é uma grande jornada de acusações e confissões sobre estar apaixonado. É difícil, mas você “não consegue desligar o jeito como se sente,” e reconhecer todos os defeitos da pessoa por quem se está apaixonado é o melhor jeito de começar a lidar com isso.

Se você foi pesquisar, viu que todos esses discos foram lançados há mais de 10 anos atrás. E se você gostou de tudo que ouviu até aqui e reviveu secretamente os seus dias de adolescência e descobertas –ou conseguiu entendê-los um pouco melhor–, vai gostar de saber que a banda ainda está na ativa e, em 2013, lançou um disco novo chamado Damage. Se eles continuam nos ensinando coisas? Pode apostar.

Um término de relacionamento pode (e deve) ser saudável

Se existe uma coisa em que as críticas de Damage foram unânimes é que esse é um álbum sobre um término de relacionamento muito maduro, ou seja, ele funciona como uma grande história, e passa sim pelos mais diversos estágios desse término –inclusive a raiva, a indiferença e a sensação de clareza–, e perceber isso é ótimo.

A música-título faz uma pergunta muito importante: “nós estamos danificando aquilo que ainda resta?” E isso é a principal coisa a se pensar. É aconselhável e muito saudável que você termine um relacionamento que ainda tem a ligação com as coisas boas que aconteceram ao invés de ser apenas raiva pela outra pessoa.

Termino essa viagem pelo túnel das minhas memórias de pré-adolescente e adolescente com esse convite: se a Taylor Swift ama Jimmy Eat World, dê uma chance!

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Como revolucionar sua rotina com pequenas escolhas

Quem acompanha meus escritos aqui no blog do Indiretas do Bem já está cansado de saber que eu não bebo nada alcoólico. Eu escrevi sobre isso em um longo e exaltado texto por aqui há tempos, e a resposta de vocês leitores foi absolutamente fascinante, de aquecer o coração. Mas eu deixei de lado algo naquele texto – o enorme tédio que o copo de alguém que tem uma boa vida social e não bebe pode causar. O motivo? A impressão de que existem menos opções de bebidas não-alcoólicas nos lugares do que as enormes cartas de vinhos, cervejas artesanais e drinks. Se você bebe, você pode mudar seu pedido cada vez que sai de casa com os amigos. Se você não bebe, você se torna um expert na pronúncia da frase: “uma coca cola normal, com gelo, sem limão por favor”. Ou “água sem gás”.
Eu estava completamente acomodada nessa rotina até o dia em que eu decidi: BASTA. Vou descobrir uma maneira de tornar a minha rotina tão variada quanto a de um bom bebedor. E decidi me arriscar em pedidos cada vez mais exóticos. Se existe no cardápio uma alternativa aos pedidos básicos, vou diretamente nela. Já pedi vários tipos de drinks sem álcool (uma dica: o mojito fica uma delícia sem álcool), sodas italianas (combinação de água com gás e essências de frutas) e acima de tudo, virei uma sommelier de refrigerantes raros. Em alguns meses conheci Ginger Ale, Mountain Dew, Vanilla Coke, detestei Doctor Pepper e me viciei em limonadas rosas (com frutas vermelhas) ou pretas (com blackberry).

O maior desafio que existe na ousadia em restaurantes é o medo de gastar dinheiro com uma decepção. Então todos nós pedimos o nosso prato favorito com a nossa bebida favorita e a sobremesa que estamos mais acostumados. Mas e se eu te contar que não é um desperdício com algo que você pode, no fim das contas, detestar, e sim um investimento em novas experiências e em uma maneira mais ampla de ver a vida? Tudo começa quando você escolhe aquele queijo de nome meio estranho ao invés da mozzarella, ou aquele sanduíche do McDonalds que você sempre ignorou. E termina com você se transformando em uma pessoa mais aberta para novas experiências, novas preferências, alguém que vai surpreender até mesmo os seus amigos mais próximos.

É uma questão do design da sua mente na hora de fazer escolhas. Esse tipo de tentativa de sair fora das linhas e limites que você criou pode te tornar até mesmo uma pessoa mais dinâmica e criativa, pois te acostuma diariamente com o medo de errar e a ideia de que o resultado de uma jogada arriscada pode ser positivo. Então não se esqueça – da próxima vez que você for naquele seu restaurante ou café ou supermercado de confiança, escolha aquilo que você nunca escolheu. Ou mude de lugar, se estiver ainda mais ousado. Quando você voltar para o “de sempre” ele até terá um gosto diferente.

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Gente que pula de alegria #instadobem57

Gente que pula de alegria #instadobem57

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O que te faz pular de alegria? Viver um momento único, apreciar as coisas simples da vida, cantar no chuveiro ou ter uma crise de riso. O fotógrafo Philippe Halsman (1906-1979) descobriu que é quase impossível alguém saltar e não sorrir, ou pelo menos, ser natural. No ar, podemos ser nós mesmos, e naquele instante tudo parece possível, leve e feliz!

Acompanhamos as mais diferentes formas de felicidade no #instadobem57 “O que te faz pular de alegria”, apoiado por DECA. A vencedora foi a @_camonteiro, que contagiou todo mundo por aqui e levou um Kit Spa com uma câmera fotográfica Instax Mini 8.

Ficamos totalmente emocionadas com cada pulo e cada pedacinho da felicidade de vocês! Para finalizar esse desafio lindo aqui está o vídeo: as fotos mais legais reunidas num vídeo cheio de amor e com muitos, mas muitos pulos de alegria!

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Sustos do bem: 3 filmes de terror para acelerar o coração

No mundo, estamos sempre com uma pitada de medo. Pode ser medo de altura ou de avião, medo de ficar sozinho ou de multidões, medo de epidemias e revoluções. A realidade é assustadora, e sabia o que eu faço para não pensar nos medos da vida real, esses que a gente tem que conviver e nunca se entregar? Eu me entrego a medos fictícios. Essa é a minha pequena carta de amor aos filmes de terror, com tudo que temos direito, do bom momento de emoção ao assisti-los até aquele medinho na hora de apagar a luz do quarto de noite.

Nos últimos 10 dias eu assisti a três filmes de horror em três plataformas completamente diferentes, mas com algo em comum: os três são excelentes. Tem para todos os gostos e estilos – desde que você goste de agarrar o braço de quem está ao seu lado, suar frio, sentir calafrios e comer bastante pipoca. Confie nas minhas dicas e não confie em ninguém desses filmes!

Nos cinemas – Rua Cloverfield, 10

Se você gosta de seu horror com algumas pitadinhas de ficção científica, e curte narrativas apocalípticas do tipo The Walking Dead, a sequência do filme “hit” de 2o08, Cloverfield, é a pedida certa para você. O filme é carregado por uma heroína digna de orgulho feminista, interpretada por Mary Elizabeth Winstead (a Ramona de Scott Pilgrim vs. O Mundo) e ainda traz John Gallagher Jr., de The Newsroom, e o sempre genial (mas aqui ainda mais) John Goodman. Porém, prepare-se: dessa lista que faço aqui, este é o mais tenso. Para corações fortes.

Coeficiente de medo: 5/5 luzes acesas.

Na Netflix: Hush – A Morte Ouve

Sabe todos aqueles filmes de invasão domiciliar, em que psicopatas infernizam famílias dentro de seus próprios lares? Dão agonia, não dão? Agora imagina tudo isso com uma protagonista com deficiência auditiva, surda e muda, incapaz de ouvir os passos do assassino ou de gritar por ajuda. Esse é Hush, novo filme do diretor de Oculus (o filme do espelho amaldiçoado estrelado por Karen Gillan, de Doctor Who). Hush traz uma revelação Kate Siegel, atriz e roteirista do filme, e combina com a nossa primeira dica – aqui, John Gallagher Jr. chega em um papel BEM diferente do seu papel em Rua Cloverfield 10.

Coeficiente de medo: 4/5 luzes acesas.

 

Na iTunes Store: The Invitation

Talvez o que você quer é um aquecimento para os arrepios do retorno de Game of Thrones, que volta nesse domingo para as telas da HBO. Se é o caso, sua escolha é The Invitation, que estrela Michiel Huisman (o Daario da Daenerys) em um papel bem complexo e assustador. O filme, novidade da diretora Karyn Kusama (de Garota Infernal e Aeon Flux), é bem mais tranquilo que os já mencionados – dá até para assistir de madrugada sem se preocupar com uma noite perdida de sono – e tem uma trama que mistura drama intimista, seitas e outras coisas que não podemos contar por aqui. Espere um dos finais mais surpreendentes do ano!

Coeficiente de medo: 2/5 luzes acesas

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