Dois discos para aproveitar o Valentine’s Day

 

Não é o nosso Dia dos Namorados. E sinceramente é bem estranho comemorá-lo, afinal, nós temos um equivalente em junho. Mas já que ele existe e está chegando, estou aqui para te dar a trilha sonora perfeita para curtir a data. É o Valentine’s Day, e no meio dos chocolates, corações, flores e cartões, o presente da música romântica também é importante.

Essa música romântica pode embalar os seus momentos com aquela pessoa importante na sua vida, pode te fazer pensar naquele amor platônico com o qual você gostaria de estar comemorando o Valentine’s Day, ou ganhando crushes nos próprios cantores e compositores desses discos. Você vai estar apaixonado quando a última música tocar – seja por alguém próximo, seja por novos artistas que merecem a sua atenção.

Anderson East – Delilah

Não me orgulho do que me levou a conhecer Anderson East. O moço é o novo amor de Miranda Lambert, estrela country, e quando li as notícias dos tabloides, achei peculiar que nunca havia ouvido nada de East. Imaginei que fosse country, e como assim eu não conheceria esse novato elogiado do meu gênero favorito? Bem, está explicado. East não canta country, canta soul, e canta soul muito bem.

East tem a voz rouca de John Mayer e os arranjos de metais e backing vocals mais próximos de clássicos do soul/r&b como Wilson Pickett e Tom Jones ou de bandas recentes como o Alabama Shakes ou Mayer Hawthorne. Delilah, o disco de estreia de East, traz um romantismo rebelde, de olhares furtivos, pedrinhas na janela e fugas em conversíveis pela estrada aberta.

Charles Kelley – The Driver

Você não sabe mas você conhece a voz de Charles Kelley. Ele é o rapaz que canta o segundo verso de Need you now, aquela música de fossa clássica do Lady Antebellum, banda que Kelley fundou juntamente com Hillary Scott. A fossa de Need you now deu uma pausa e o primeiro disco solo de Kelley é romântico e nostálgico.

The Driver tem algumas músicas em que Kelley versa sobre o mundo da música e os desafios da fama, mas grande parte do disco fala sobre saudades, amor platônico, e a paixão de um casal de longa data (Kelley e sua esposa). Se o disco de East é um beijo digno de filmes dos anos 50, o disco de Kelley é um abraço seguro.

E aí, qual vai ser a trilha do seu Valentine’s Day? Conta pra gente!

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Quando a emoção fala mais alto

2015 foi um ano incrível para nós duas. Sério: no meio de várias turbulências na vida, o trabalho seguiu sendo nosso ponto de equilíbrio. Um mês atrás do outro, fomos descobrindo um mundo novo, vivendo coisas inesquecíveis e, juntinhas, colecionando memórias que só de parar pra pensar já é preciso separar a caixa de lencinhos porque olha… A gente cresceu, e foi tudo tão bom. <3

A convite de Kleenex, que está sempre ao nosso lado nos deixando mais seguras e confiantes nas horas em que o lencinho é essencial, paramos assistir quantas histórias lindas se passam todos os dias sem que a gente perceba. Olha só:

E Kleenex quer ouvir essas histórias –  pra começar, você pode contar a sua lá no site www.kleenex.com.br/suahistoria. Cada um desses momentos emocionantes pode se tornar posts na fanpage da marca e até inspirar suas novas campanhas. Nós começamos a pensar nas nossas agora, nessa época de renovação. A melhor parte do início do ano é poder fazer esse balanço. Deixar de lado as coisas ruins que vem nos incomodando o tempo todo e lembrar do quanto a gente tem pra agradecer e planejar! Já parou pra fazer esse exercício? Separamos as cinco vezes em que a emoção falou mais alto em 2015 pra compartilhar com vocês!

Tour de lançamento dos livros

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10269141_669298919871479_4230013936346472980_o Esse ano, além de seguirmos lançando o Livro do Bem por outras cidades além de São Paulo, viajamos também para lançar os nossos novos dois filhotes, o Livro do Amor é o Livro do Sossego. Quem acompanha nossos vídeos ou já foi a alguma palestra sabe: esse é um dos nossos momentos favoritos. Apesar do frio na barriga – “será que vem bastante gente? Será que o pessoal vai gostar do livro que preparamos?” – não tem nada mais incrível do que as horas que passamos ouvindo as histórias dos leitores, conhecendo melhor cada um, descobrindo que aquelas indiretinhas que a gente fez no Facebook, no Instagram e depois transformou nas páginas fofinhas que todos conhecem de fato fazem parte da vida de outras pessoas. A gente paga mico mesmo contando nossas histórias e se emocionando com a de vocês!

Bienal do Rio

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Imagine duas leitoras vorazes que sempre quiseram ver seus nomezinhos na capa de um livro chegando no pavilhão da Bienal e vendo um Livro do Bem gigante no estande da editora? Sendo esse nosso primeiro evento desse porte, não tínhamos nem palavras pra descrever o que estava acontecendo ali. Os corações das duAs ficaram apertados do tamanho de uma azeitona – mas era alegria! E o amor de todo mundo que veio pedir autógrafo e tirar foto com a gente? Toda vez é tanta ansiedade, tanta adrenalina, que a gente tem ideias pra trocentos livros novos no meio do caminho. E AINDA BEM! Assim tem novidade pra Bienal do ano que vem! <3

Nossa primeira viagem pra Los Angeles

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Imagina se um dia a sua janelinha do Facebook pisca com alguém perguntando “meninas, estão com o passaporte e o visto em dia?”. Em março desse ano, quando a gente menos esperava, a FOX e a Editora Gutenberg mandaram a gente para o red carpete de Cada um na Sua Casa e de quebra a gente ainda realizou o sonho de conhecer a Dreamworks e falar com o diretor do filme! Foi um mês em que a gente ia dormir e acordava se beliscando pra ver se não era sonho. Resposta: não era. Além da animação ter sido uma das mais fofas do ano, nós ainda conhecemos Hollywood, passeamos, gastamos um monte de dinheiro em chocolate no Walmart e voltamos lindas e felizes pra retomar os trabalhos renovadissimas.

Um dia no trio da Parada LGBTT

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Processed with VSCOcam with c1 preset A gente nunca tinha ido à parada – apesar de sempre morrer de vontade, a Ari tem problema com multidões, passa mal e tudo o mais. Esse ano, a convite da Netflix, topamos participar do trio elétrico. A gente ia arriscar, provavelmente seria mais tranquilo. E foi. Mas não foi só tranquilo: foi incrível. Quando a gente se viu sobre aquele mar de gente que acreditava, assim como nós, que o amor está acima de tudo… Que festa linda. Quanta alegria envolvida. A gente queria mais. Pra completar, os ídolos de uma das nossas séries favoritas estavam ali do nosso ladinho comemorando com a gente. Não precisa nem dizer que não rolou ataque de pânico nenhum, né? <3

Premiere de Star Wars: O Despertar da Força

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Nunca pensamos que fôssemos viver essa emoção juntinhas. De repente, estávamos numa sala, na nossa frente, em IMAX, a primeira exibição de Star Wars: O Despertar da Força no Brasil e, minha gente… Que montanha russa doida, quanta coisa a gente sentiu. Os personagens antigos voltando, os novos mostrando a que vieram, a história toda se desenvolvendo enquanto as pessoas gritavam e riam e choravam na sala! Que falta fizeram os lencinhos que esquecemos de deixar na bolsa. Mas que jeito mais maravilhoso de encerrar o ano. <3

Isso foram só cinco dos momentos em que mais aproveitamos juntas – mas tanta coisa aconteceu! E temos certeza que por aí também. Que tal compartilhar suas histórias com a gente? Kleenex preparou uma campanha especial que está começando agora e ainda terá muitas novidades por aqui. Conta sua história lá no site www.kleenex.com.br/suahistoria!

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Grease Live pode ser o seu amor de verão

Grease Live pode ser o seu amor de verão

Na parede do meu quarto tenho, dentre outros itens de decoração, um cartaz que retrata um momento de dança e movimento de Danny Zuko e Sandra Dee. Então você pode imaginar o tamanho da minha preocupação quando eu vi que refilmariam Grease. Ao vivo. Com um elenco jovem cujas carreiras nunca me impressionaram muito. Tive medo até o último instante, quando resolvi dar play e dar uma chance para Grease Live da Fox.

Foi um tapa na cara do meu preconceito. Antes mesmo de metade do musical eu já estava fascinada com o ritmo, o grau ENORME de dificuldade na produção, as longas tomadas de câmera, o desempenho corajoso dos atores e com como essa trama consegue ser vintage, retrô, mas também atual até o osso.

Os protagonistas dessa nova versão são Aaron Tveit (astro da Broadway, mas você deve conhecê-lo da versão cinematográfica de Les Mis) e Julianne Hough, que já fez de tudo, de Rock of Ages até filmes de Nicholas Sparks. Julianne está completamente idêntica a Olivia Newton-John nessa nova versão, da voz ao visual, e Tveit faz um Danny completamente diferente, mais próximo da peça original do que do filme com Travolta.

Eu posso até ter Danny e Sandy na parede, mas acho que quando vi Grease pela primeira vez o que realmente me fisgou foram os coadjuvantes – especialmente as outras pink ladies, como Rizzo e Frenchie. E ambas estão muito bem representadas nessa nova versão – Rizzo por Vanessa Hudgens, que depois de Spring Breakers e da cena arrepiante de seu solo em Grease merece completa atenção da crítica e dos prêmios, e Frenchie, surpreendentemente, por Carly Rae Jepsen, popstar canadense cujo último disco eu adorei.

A direção, responsável por uns momentos de tirar o fôlego como essa abertura ambiciosa, é de Lin-Manuel Miranda, a mente por trás do mais recente hit da Broadway, o musical Hamilton. Temas dramáticos difíceis como aborto, assédio e perspectivas profissionais estão por toda a parte, mas o tom é leve como a peça pede.  Até participações de Joe Jonas e do Boyz 2 Men (para duas gerações diferentes) tem.

Seja você uma Pink Lady ou um T-Bird, você deveria conferir esse especial.

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Parceria e sororidade: amizades entre mulheres que inspiram

No finalzinho do ano passado, a internet conheceu uma ação maravilhosa que se espalhou pelo país, uma hashtag (#meuamigosecreto) onde mulheres faziam relatos de coisas que já haviam sido ditas ou feitas por homens em sua vida.

Paralela a essa, outra hashtag ganhou vida nas redes sociais, a #minhaamigasecreta, onde mulheres também compartilharam histórias de amigas que a ajudaram a se empoderar e acreditar em si mesmas.

Inspiradas disso, nós fizemos uma lista com as amizades femininas mais legais da televisão pra mostrar por que a sororidade e a união é importante!

Peyton, Brooke e Haley

Essas três foram meus primeiros exemplos de amizade feminina. Com todos os altos e baixos que One Tree Hill possa ter, a amizade das três sempre foi uma das mais fortes e que mostra pra gente que três pessoas completamente diferentes podem ter a mais fofa das amizades.

Ellie, Jules e Laurie

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As três mulheres de Cougar Town são a prova maior de que amizade é que nem coração de mãe: sempre cabe mais um. Ellie e Jules amigas desde sempre, aceitam a Laurie que é bem mais nova que elas no “grupinho”, e a amizade cresce a cada dia!

Jessica e Trish

Que Jessica Jones é uma série empoderadora todos sabemos, mas o que faz a série ser ainda mais legal é a amizade da Trish com a Jessica, a personagem principal. As duas cresceram como irmãs e a parceria delas na série só fica mais evidente.

Jess e Cece

As duas são de mundos absolutamente diferentes e ainda assim conseguem fazer sua amizade funcionar. Em New Girl, Jess é professora de crianças e Cece é modelo, mas os conselhos são universais e bem sinceros. Todo mundo quer uma melhor amiga como a Cece <3

Lemon e Zoe

Pra encerrar, uma amizade entre duas pessoas que se gostam tão pouco que se amam. Em Hart of Dixie, Lemon e Zoe já gostaram do mesmo cara e já atrapalharam a vida uma da outra diversas vezes e ainda assim conseguem achar momentos em que as duas sabem a hora de se apoiar.

Pegue o exemplo dessas amizades maravilhosas e dê a mão para as migas da sua vida. Quais são as mulheres que mais inspiram você?

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Literatura ganha as telas na série “Guerra e Paz” da BBC

Literatura ganha as telas na série “Guerra e Paz” da BBC

Eu era uma adolescente nerd, com muito tempo livre, que escolhia livros na biblioteca por dois critérios: dificuldade e potencial para impressionar as pessoas. Ah, e importância histórica na literatura também. Então você já pode imaginar que lá pelos 15 anos de idade eu tive uma fase de literatura russa e sim, li Guerra e Paz de Leo Tolstoi. Fiquei encantada com a visão do escritor sobre paixão – em tudo, no amor, no trabalho, na política – acima de razão. Mas na preguiça ou na falta de tempo, você pode deixar as 1.500 páginas de lado por enquanto – a BBC está aqui para te apresentar a uma das histórias mais famosas da literatura em só 6 episódios.

War and Peace é uma superprodução de três canais: BBC, A&E e History Channel, então espere sets enormes, figurinos trabalhados, cenas de batalhas cheias de figurantes e, é claro, um elenco de nomes conhecidos. No papel principal, do tímido e intelectual conde Bezukhov, temos Paul Dano, ator de filmes como Pequena Miss Sunshine, Ruby Sparks e Os Suspeitos. Lily James, que em 2015 estrelou e encantou em Cinderella, é a meiga Natasha. Outros membros do elenco incluem Tuppence Middleton, a Riley de Sense 8, Gillian Anderson, eterna Dana Scully de Arquivo X, e o simpático professor Slughorn de Harry Potter, Jim Broadbent.

A série é ótima para todos que estão querendo uma dose de história e romance em suas vidas, mas é especialmente perfeita para aqueles que amam obras de época como Downton Abbey, Orgulho e Preconceito, Wolf Hall, os Bórgias e The Tudors. Você se encantará com as fardas e vestidos, com os bailes da corte, com as coreografias complexas da mazurka.

Claro que se ao fim de War and Peace sua curiosidade pedir por mais Tolstoi, há sempre a literatura, te esperando na livraria, biblioteca ou projeto Gutenberg (isso mesmo, de graça!) para lhe levar de volta para a velha Rússia. Que tal fazer essa viagem?

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A gente evoluiu, e a Barbie viu que era hora de evoluir também

Desde respostas ao preconceito contra Zendaya até meninos brincando com bonecas em um comercial oficial, nós já falamos bastante da Barbie por aqui, que vem fazendo um trabalho ótimo de desconstrução de uns tempos pra cá.

Entretanto, o último obstáculo ainda faltava ser ultrapassado: o corpo irreal da boneca, que colocava pra baixo a auto-estima de qualquer criança ou jovem adulto que quisesse se ver representado.

E então, ontem (28/01), fomos introduzidos a uma nova era da Barbie, que a própria marca descreve como “a evolução da Barbie,” e a Mattel nos apresentou a Barbie não só com mais tons de pele mas com mais cores, formatos e texturas de cabelo e CORPOS.

Agora, além da Barbie original, ainda temos a Barbie Curvy (mais cheia de curvas), a Tall (alta e com curvas não tão acentuadas) e a Petite (para aquelas meninas menorzinhas, com peitos menores).

Além das novidades de corpo e cabelo, a marca também nos apresenta dois detalhes que são bônus que fazem toda a diferença: as Barbies estão divididas em profissões e elas vêm o detalhe de poder “deixar o pé reto” para que as bonecas possam sapatilhas e tênis, e não apenas sapatos de salto.

Fashionistas, Esquadrão de Espiãs, Desenvolvedora de Jogos (carreira do ano) e Presidente + Vice-presidente. “Esse é apenas o começo.Oferecendo produtos que apresentam traços de empoderamento e papéis imaginativos, nós mostramos que acreditamos nas garotas e em seu potencial sem limites. #VocêPodeSerQualquerCoisa.”

O site oficial (em inglês) apresenta todo o projeto e todos os novos modelos de Barbie que estarão disponíveis além de mais informações e algumas fotos de todo o processo criativo. Se você mandar bem no inglês também pode assistir ao vídeo oficial, postado na TIME:

E você? Tá super pronto pra ver as crianças nas lojas de brinquedo se vendo representados pela maior marca de bonecas do mundo? Nós estamos super prontas!

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Os problemas do Oscar (e como estão tentando resolvê-los)

Os problemas do Oscar (e como estão tentando resolvê-los)

Desde que me entendo por gente, os dois primeiros meses do ano tem um propósito maior. Não é carnaval (detesto). Não é verão (prefiro inverno). Não é férias (já passei, há tempos, dessa época de colégio). O motivo de toda a empolgação desse período se chama corrida do Oscar.

Da corrida desse ano, já vi grande parte dos filmes. Amei alguns, gostei moderadamente de outros. Mas o que mais impressionou foi como que dois dos filmes que mais me encantaram, emocionaram e devastaram foram… esquecidos na categoria de Melhor Filme, que inclusive suporta 10 indicados, e apenas nomeou 8 candidatos.

Esses filmes se chamam Creed, do qual já falei por aqui, e Carol. Um é um filme sobre um boxeador negro, o outro, sobre um relacionamento entre duas mulheres. E filmes como esses levantaram uma polêmica no mundo do cinema. Essa polêmica, que no caso de Creed ganha o nome de #OscarsSoWhite, coloca em questão a participação pequena de minorias nos prêmios importantes do cinema. No ano passado Viola Davis disse que o problema era a falta de papéis, mas como explicar um ano em que filmes como Creed e Straight outta compton chegaram com força total e não foram lembrados? Ou o ano passado, com o sucesso de Selma com a crítica?

Alguns atores e diretores convocaram um boicote à premiação, outros deram declarações racistas que não merecem a replicação em um site de positividade como esse.

O final desse post, porém, é feliz. Talvez não feliz, ainda, mas otimista. Após a pressão da mídia e dos artistas, a Academia anunciou que sim, vai aumentar o número de votantes de “minorias”. Estamos caminhando para um Oscar em que injustiças como a derrota de Brokeback Mountain serão memórias distantes.

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Aprendi a amar gatinhos com Neko Atsume

Nunca fui uma pessoa de jogos de celular.

Sendo um espécime de ser humano diferentão que só usa o celular para as coisas mais básicas e os aplicativos mais leves, nunca tive muitos aparelhos que permitissem que eu baixasse nada além dos apps de mídias sociais. Entretanto, graças às minhas amigas Babee e Celle, eu fui apresentada ao mais novo integrante da minha tela inicial do celular: Neko Atsume.

Sempre tive alergia a gatinhos, e por isso, a não ser os das minhas amigas, eu me mantive sempre longe deles, o que fez com que eu não amasse gatinhos em todo o seu potencial. Por isso, quando as migas me apresentaram ao aplicativo eu não achei que ele fosse funcionar pra mim. Doce engano.

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(foto atual do meu quintal)

“Mas como esse jogo funciona?” Bom, a dinâmica é bem simples. “Neko Atsume” quer dizer cat collection (coleção de gatos), e o jogo entrega literalmente aquilo que promete: você tem um quintal, você coloca comidas no seu quintal, os gatos aparecem e você os “coleciona”. A única interação que você tem com os gatinhos é tirar fotos com o app e mudar seus nomes.

E, claro, amá-los de longe.

Mas NA não é apenas um jogo –é um estilo de vida. Enquanto você espera os gatinhos aparecerem e coleciona os peixinhos dourados e pratas, tudo que você faz no game é adaptá-lo para ser uma extenção da sua personalidade, dos seus gostos, da DA SUA EXISTÊNCIA.

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Já fui normal, já fui Blake Shelton e já fui ~rústica~, tudo de acordo com o meu humor na hora de trocar o quintal –depois de juntar uma quantidade absurda de peixinhos dourados.

Como recompensa pelas suas horas de dedicação, o jogo ainda te presenteia –com o brinquedo e a comida certa– com gatinhos especiais, como cowboys, policiais, egípcios… Você vai tirando fotos loucamente e guardando todos na sua coleção e no seu coração.

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Mais alguns gatinhos raros e uma das páginas de brinquedinhos que você pode comprar pras suas pequenas crias.

Pronto, agora pode ir. Vai lá, eu sei que você parou de ler pra checar seus gatinhos e ver se o Xerxes aparecia pra você, eu sei… não vou ficar brava! Caso você não tenha ainda um quintal pra chamar de seu, o jogo está disponível para Android e IOS, então não tem desculpa.

Vem dividir seu amor por gatinhos e seu quintal com a gente!

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Creed e os oponentes mais difíceis que você enfrentará na vida

 

Todo mundo tem seu próprio tipo de auto-ajuda. Claro que existem obras que tentam abraçar os medos, ansiedades e motivações de todo mundo e viram best sellers, mas algumas coisas sempre funcionarão apenas para você e poucos outros, e o melhor de tudo: combinam tanto contigo que sempre funcionarão, infalíveis, quando você precisa de se levantar e afastar a poeira.

Na minha vida, essa obra é a série Rocky.

Calma, calma, não pare de ler isso apenas por que você não gosta de um filme em que homens batem uns nos outros para os aplausos da platéia. Rocky e suas sequências não são filmes sobre boxe – são filmes que me ensinaram sobre persistência, fé, lealdade, amizade, amor, família, disciplina e confiança

Está agora nos cinemas o mais novo capítulo da história de Rocky – um capítulo bem diferente, focado na vida do filho ilegítimo de Apollo Creed, grande amigo e rival de Rocky. Creed é um filme sobre um personagem negro, dirigido e escrito por um cineasta negro, e sua importância no cenário do cinema atual fica enorme por isso. É também um filme sobre tolerância racial, diversidade, deficiências e superação das dificuldades e das partes mais tumultuosas da sua personalidade. Tudo isso com uma trilha sonora incrível e uma história de amor. Precisa de mais alguma coisa?

Como cada filme do Rocky, frases e cenas me ensinam sobre a vida. Quais são, dessa vez, as melhores?

Um passo de cada vez. Um soco de cada vez. Um round de cada vez.

A filosofia de treino de Rocky nos convida a afastar a impaciência e entender que para ficarmos prontos pros grandes desafios temos que passar por vários pequenos desafios no caminho. Funciona para a sua prova na faculdade, sua rotina fitness, sua busca por empregos e a melhoria de sua personalidade.

Esse é o oponente mais difícil que você enfrentará na vida.

Rocky diz para Creed que cada luta é uma luta contra si, e não contra o seu oponente. Lutar contra suas próprias limitações é a verdadeira batalha, a batalha que travamos quase todos os dias.

Tempo derrota a todos. O tempo está invicto.

Aceitar o envelhecimento, o seu e o das pessoas que você ama, é muito difícil. Mas toda luta precisa terminar em algum momento, e nem todo knockout é uma derrota.

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Como eu aprendi a gostar de música clássica

Como eu aprendi a gostar de música clássica

Preciso fazer uma confissão: sempre achei música clássica uma coisa bem chata e tediosa. Começava a ouvir e logo dispersava, sentia sono ou total desinteresse – o que era ótimo para os dias de insônia, devo dizer. Nunca me interessei em aprender mais sobre o gênero ou então desenterrar os velhos discos de música clássica que meus pais compravam com o jornal de domingo. Não me orgulho disso, mas de qualquer maneira cresci mantendo uma distância segura de orquestras, concertos e apresentações de balé.

Com a idade comecei a ganhar uma certa tolerância com outros tipos de música além daquela que eu costumava ouvir no meu iPod. Demorei muitos anos para deixar de ser a chata do se-não-tem-letra-pra-cantar-junto-eu-não-ouço e passei a curtir músicas instrumentais só depois dos 20 anos de idade. Aliás, hoje são as músicas instrumentais, clássicas ou contemporâneas, que mais me acalmam e me fazem concentrar na hora do trabalho, é mágico e recomendo o exercício, viu?

Sei que não sou a única pessoa no mundo - a diferentona aqui - que cresceu achando música clássica uma coisa meio chata. Nós costumamos associar a música clássica a algo antigo, ultrapassado e muito “cabeça”, distante demais da nossa realidade. Por isso o desinteresse acontece com muita facilidade e acabamos deixando a coisa toda pra lá.

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Mas eu quero contar um segredo pra vocês: a verdade é que a música do gênero clássico vai muito além de Bach ou Chopin e está presente em grande parte da nossa cultura pop atual mesmo sem a gente perceber.

Um bom exemplo disso são trilha sonoras de filmes e séries. Alguns dos títulos mais legais do mundo do cinema *cof* são totalmente instrumentais, como é o caso de Harry Potter e Star Wars. Eu duvido que você não tenha se arrepiado aos primeiros acordes de Star Wars – O Despertar da Força quando as letrinhas tortas e amarelas tomaram conta das telas gigantes do cinema. Ou então, não sinta aquela nostalgia gostosa ao menor som da música tema de Harry Potter. Inclusive, posso ouvir o tema de Harry Potter tocar até no banheiro que eu fico totalmente emocionada. Chega a ser ridículo em alguns momentos.

Então SIM, você também gosta de música clássica! Você só não sabia disso ainda ;)

Uma coisa que me fez mudar completamente minha perspectiva em relação a música clássica foi assistir ao especial anual da BBC, o BBC Proms, com uma hora dedicada a um dos meus seriados favoritos: Doctor Who.

As músicas são combinadas com apresentações dos personagens, passagens da última temporada da série e até dos próprios atores no palco. O conjunto de elementos deixa as apresentações ainda mais emocionantes, dignas de fazer qualquer fã dar pulinhos de alegria a cada novo acorde tocado. Também convenhamos, com uma invasão de Daleks e um exército Cybermen correndo pelo palco você muda de ideia rapidinho quanto à músicas de orquestra. E veja só, música clássica também pode ser moderna e bem legal, quem diria!

Depois disso comecei a pesquisar mais sobre o gênero e como é possível gostar desse tipo de música sem necessariamente ouvir as coisas que nossos pais e avós costumavam ouvir. Um bom exemplo é a playlist Pop virou Clássico do Spotify - se você quer dar uma chance para a música clássica, recomendo começar por essa playlist! Existe algo melhor do que descobrir um novo ritmo ao som de Firework da Katy Perry ou Boom Clap da Icona Pop? Sou viciada nessa playlist!

Assistir uma orquestra em ação, ao vivo nem que seja pelo YouTube, é uma experiência linda. É como se a música ganhasse alma e uma nova melodia surgisse bem ali diante dos seus olhos.

E aí, que tal dar uma segunda chance à música clássica nessa semana?

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