A arte gracinha da Saskia Wariner

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Ela vivia aparecendo no Pinterest para mim, assim como quem não quer nada, até que fui atrás de descobrir quem era a dona dos desenhos bonitinhos que me traziam um sorriso no rosto. Nascida na Alemanha, Saskia Wariner atualmente mora em Nova York e trabalha como ilustradora freelance.

Saskia se define como ilustradora, gif artist e amante de abacates (hihi 🙂 ), uma pessoa que gosta de desenhar sobre coisas que fazem rir ou, às vezes, chorar. E é assim, com jeitinho e delicadeza que ela retrata o cotidiano e sentimentos, sempre com objetivos sorridentes e mensagens de positividade!

A artista já fez parcerias com grandes marcas como A Vans, Cosmopolitan, GAP, Subway e muito mais! Mas são em seus trabalhos mais pessoais que ela pega a gente de jeito. ❤️

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Olha a fofura daquele abacatinho sorridente, não consigo lidar com tanta fofura! 🙂 Se você curtiu e quer ver mais desenhos para se sentir abraçado nesta segunda-feira, aqui tem o portfolio, Instagram, Twitter e blog da Saskia.

10 motivos para começar a assistir One Piece

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Não é segredo para ninguém que gosto de animações japonesas. Cresci assistindo a Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon, passei meu ensino médio surrupiando mangás de Fruits Basket para ler durante as aulas e ainda hoje ocupo um pouco do meu tempo livre com algumas obras (às vezes mais pela nostalgia do que, de fato, acompanhando os lançamentos).

Mas foi somente ano passado que tomei a (pior) melhor decisão já relacionada ao tema: comecei a ver One Piece. Para quem não sabe, One Piece é uma obra de anime e mangá que surgiu da cabeça e mãos de Eiichiro Oda e conta a história de uma tripulação pirata comandada pelo capitão Monkey D. Luffy, um jovem que sonha em conquistar o maior tesouro do mundo (o tal do One Piece, daí o nome) e assim ocupar o posto de rei dos piratas deixado pelo lendário pirata Gol D. Roger.

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One Piece começou a ser lançado em 1997 pela revista Weekly Shonen Jump, enquanto o anime surgiu em 1999. Apesar de não ter alcançado tanto sucesso no Brasil como Naruto ou Dragon Ball Z, é o mangá mais vendido e aclamado na história da Shonen Jump, além de ter entrado para o Guinness World Records como a série de quadrinhos de um mesmo autor com mais cópias publicadas no mundo inteiro.

Como você imagina, algo que entra no Guinness não é pequeno… One Piece tem mais de 700 capítulos/episódios e esse número continua crescendo, pois ainda não chegou ao final. Para eu não ficar sozinha nessa nessa jornada suicida, decidi listar alguns motivos para você também se aventurar nessa e quem sabe não me fazer companhia com as teorias, sofrências e felicidades que é se sentir parte da tripulação dos Piratas do Chapéu de Palha:

1. É tão ambicioso quanto se tornar o Rei dos Piratas

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Assim como o sonho de Luffy em se tornar o Rei dos Piratas e encontrar o One Piece é ambicioso, pois ele precisa literalmente cruzar o mundo inteiro, você também se sente desafiado ao embarcar nessa. São mais de 700 episódios lançados até agora e, mesmo que você pule os famigerados fillers (aqueles capítulos que não acrescentam em nada na trama original), são muitos.

Assusta. Mas, apesar dos números megalomaníacos, vale muito a pena e você pode ir assistindo no seu ritmo (eu fiz umas pausas absurdas de mais de meses quando enchi o saco e agora que voltei não consigo mais parar!) e não deixa de ser um prato cheio pra quem gosta de maratonas!

2. O conceito de “nakama”

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Uma tripulação não é feita de um homem só. Apesar de ser o capitão, Luffy sempre reforça o quanto precisa dos seus companheiros (“nakamas”) e de como ele sabe que nunca conseguiria chegar ao final do mundo sem eles. Oda faz questão de ressaltar cada obstáculo que o Luffy e seus amigos enfrentam, como isso aprofunda o laço entre eles e como precisam um do outro.

Por isso, não existe hesitação: ele está disposto a entrar em guerra com o Governo Mundial para salvá-los se for preciso. Cada um ali por ter um objetivo diferente (ser o rei dos piratas, o melhor espadachim do mundo, fazer um mapa do mundo etc), mas juntos eles são mais fortes e sabem disso. Ser um nakama é nunca abandonar quem você escolheu chamar de família, é ser companheiro e dividir lutas por um sonho em comum, é brigar por quem você ama (e até contra quem você ama) quando for preciso.

3. Você está preparado para rir?

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As risadas em One Piece são genuínas. Não tô falando daqueles sorrisinhos que a gente só esboça na cara enquanto digita “HAHAHAHAHA”, eu tô falando de soltar gargalhadas e ter que dar uma pausa pra se recompor.

Uma das coisas que achei que não fosse gostar – os traços muito caricatos e exagerados – sempre me traz momentos impagáveis. Às vezes tem um humor meio ingênuo, às vezes é algo mais sórdido, mas ele tá sempre ali! Aliás, as interações com os inimigos sempre trazem algum humor meio sem noção.

Mas a melhor parte, pra mim, é como a tripulação interage entre si, porque afinal, a maior parte deles é bem retardada. Eu amo as explosões da Nami, a ingenuidade do Chopper, o Usopp mentindo pra esconder o medo, o Zoro se perdendo por aí quando devia estar lutando com geral, enfim… Já deu pra entender, né?

4. Os banquetes ao final de cada arco

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São muitas aventuras, mas cada uma delas tem bem delimitado seu começo, meio e fim. Isso ajuda muito a manter o ritmo da obra e faz com que os finais sejam recompensadores tanto para os piratas quanto para a gente! Tudo sempre termina em um banquete de dias, para compensar todas as porradas e perrengues que se passaram e, claro, um tesouro aqui e acolá para abastecer o navio antes da próxima jornada.

Uma das minhas partes preferidas é ver o grupo se divertindo e comemorando ao lado dos amigos que eles fizeram, se permitindo descansar depois de muito sufoco e esforço. Dá satisfação ver como tudo se desenrola, como as pontas se amarram, e como a gente passa a se sentir parte da tripulação, dá um certo alívio e alegria ver que deu tudo certo.

5. Quando eu descobri que gostava de animes com lutas

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Tirando Cavaleiros do Zodíaco na infância, eu nunca fui lá muito de curtir animes muito focados em lutas – meu negócio eram as garotas mágicas como a Sailor Moon, não esse lance tiro, porrada e bomba para todo lado. Mas em One Piece você vibra a cada inimigo, ainda mais porque cada personagem tem um estilo muito único de batalhar.

Algumas vezes pode se tornar cansativo mas prometo que não é como DBZ que eles mais conversam do que trocam golpes. As batalhas são elaboradas, tem sempre alguém com uma técnica ou poder novo, e apesar de surreais, muitas coisas não são resolvidas apenas com força bruta: é preciso inteligência, estratégia e trabalho em grupo!

6. A gente já falou sobre a história?

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É aqui que o bicho pega. Oda criou a whole new world e esse universo é muito rico em todos os sentidos. Seja na geografia do mundo, nos poderes especiais causados pelas Akuma no Mi (“frutas do diabo”, são frutas raras e mágicas que dão poderes especiais para quem as ingere – mas que cobram um alto preço para os piratas: a pessoa fica incapaz de nadar no mar), nos mistérios que vão surgindo, tem lugar pra tudo nesse barco!

Sem dúvida alguma, esse é um dos pontos mais fortes da obra. A história tem uma essência e começo bem simples, todo esse lance de querer ser o rei dos piratas e blábláblá, mas cresce de tal forma que abre espaço para tramas políticas, golpes de poder, racismo, luta de classes, escravidão, corrupção, e muito mais. Tudo isso sem cair no dramalhão, porque traz sempre uma visão esperançosa e não deixa de lado o humor 🙂

7. Não há espaço para personagem raso

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Ou melhor: há muito espaço para desenvolver todos os personagens. Sério, até mesmo aqueles personagens terciários que fazem só umas pontinhas em uma saga tem seu momento de desenvolvimento e são importantes de alguma forma. Existe todo um cuidado para aprofundá-los: cada um tem uma essência diferente, uma reação, uma história de fundo e uma motivação. (por mais que muitas vezes eles só ajam como uns doidos retardados)

Tudo isso se cruza, se confronta, se complementa e você descobre apegado aos personagens e acompanhando o desenvolvimento deles (tem inclusive inimigo que vira amigo e coisa e tal) conforme a história vai crescendo. Na tripulação até mesmo o navio, Going Merry, se torna um personagem (apenas dizendo que quem não chorou com o Merry não tem coração).

8. Pode chorar sim, viu?

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Emendando uma coisa com a outra, vamos falar sobre essa história de chorar. A gente já conversou sobre como dá vontade de sair pulando e chutando tudo nos momentos das batalhas, como One Piece faz a gente ficar com a barriga doendo de rir e tal, mas agora vamos falar sobre como também pode deixar seu coração em caquinhos espalhado pelo chão. Quando na vida você imaginou que ia chorar por um barco?

E não é só a gente se emociona com momentos, como a série também tira os heróis do pedestal. Eles não estão ali só pra lutar, bater e vencer, sabe? Todos são mostrados de forma mais humana e emotiva, não tem essa de que “homem de verdade não chora”. Homem de verdade larga tudo pra salvar seus amigos, chora por eles, homem de verdade se emociona quando ouve uma história triste, porque chorar faz parte da vida. Faz parte de crescer, e One Piece é, sobretudo, sobre se desafiar e crescer diante dos obstáculos.

9. Referências, referências para todos os lados

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Com um mundo tão grande e cheio de personagens, One Piece busca referências na cultura japonesa, em atores ocidentais e tudo o mais que der vontade na cabeça do Eiichiro Oda. Aqui nesse link tem alguns dos personagens que foram inspirados em pessoas reais – tem até o Eminem! É muito divertido quando você conhece um personagem novo e pensa “hm, já vi essa pessoa em algum lugar” e logo menos sua mente dá um click e você associa com o personagem e ou pessoa que serviu como base.

Como eu disse, também tem muita referência à cultura japonesa e outras mitologias, é absolutamente incrível! O Oda transforma referências históricas/culturais (e até arquitetura!) em algo completamente novo e, ainda sim, meio familiar.

10. A jornada é mais importante que o destino

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Parece clichê terminar o texto assim, e é. Mas eu não estou nem aí, porque essa é uma verdade verdadeira sobre a série e sobre a vida. Uma das coisas que One Piece sempre joga na minha cara (de uma forma positiva) é que a gente pode até planejar tudo e seguir em frente tentando alcançar nossos objetivos, mas a gente nunca sabe o que vai acontecer, assim como eles nunca sabem o que os aguarda na próxima ilha da Grand Line.

Por isso, a gente tem que viver o presente e fazer cada momento valer a pena porque é aí que a gente cresce. Luffy não quer encontrar o tesouro e ser o Rei dos Piratas por riqueza e poder, mas porque “o rei dos piratas é o homem mais livre do mundo”, e porque, o que conta é o caminho que ele passa para chegar até lá.

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Fica aqui a minha indireta do bem, para que vocês deem uma chance e embarquem nessa aventura!

 

Derrubando o Grammy, um discurso por vez

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A essa altura do campeonato, se você acompanha essa ~temporada de premiações~ que é o começo do ano, você já sabe os principais vencedores do Grammy 2017, então eu não preciso ficar aqui falando pra você. O que eu vou falar é muito mais importante e é sobre o que acontece quando uma mulher enaltece a outra.

A maioria de nós cresceu numa cultura onde atacar outra mulher era normal. Era normal sentir raiva das amigas solteiras do seu namorado, era normal se irritar com as patricinhas da escola –e achar que elas estavam vivendo a vida toda errada– e era normal fazer amizade com meninos “porque é mais verdadeiro, já que menina é tudo falsa.” Hoje, nós vivemos dentro da revolução de pensamento, que caminha a passos lentos, porém constantes.

São em premiações como o Grammy que os dois extremos ficam tão evidentes. Se de um lado há quem insista nas brigas Katy Perry é melhor que Britney Spears é melhor que Lady Gaga é melhor que Rihanna é melhor que Beyoncé é melhor que Adele, do outro existem as próprias ~divas pop~, dando discursos como o que Adele deu na noite de ontem, depois de ganhar o prêmio de Álbum do Ano:

“Como vocês podem ver, foi preciso um exército pra fazer eu me sentir forte e disposta a fazer isso de novo [enquanto os produtores responsáveis pelo disco subiam ao palco junto com ela, e fazendo referência às crises de depressão e ansiedade que ela teve]. (…) E na minha gravidez e depois de me tornar mãe eu perdi muito de mim mesma. E eu sofri, e eu ainda sofro sendo mãe. É muito difícil. Mas ganhar isso essa noite faz com que o ciclo se feche, e eu sinto como se um pouco de mim mesma tivesse voltado.

Mas eu não posso aceitar esse prêmio. E eu sou muito humilde e muito grata e surpresa. Mas a artista da minha vida é Beyoncé. E esse álbum pra mim, o ‘Lemonade’, é tão monumental. Beyoncé, é tão monumental! E tão bem pensado, e tão lindo e honesto e nós conseguimos ver um lado de você que você nem sempre nos deixa. E nós valorizamos isso. E todos nós aqui adoramos você. Você é nossa luz.

E o jeito como você faz eu e meus amigos se sentir, o jeito como você faz meus amigos negros se sentirem, é empoderador. Você faz eles se imporem e se defenderem. E eu te amo. Eu sempre amei e sempre vou amar.”

Tem como não amar?
Tem como não amar?

É difícil não entrar em discussões e rever pontos sobre merecimento e cultura negra, já que o Lemonade é um álbum tão completo sobre o qual já falamos aqui, mas no final das contas as maiores protagonistas da noite ainda foram duas mulheres que desafiaram a tão machista indústria musical juntas, cada uma do seu jeito –uma mostrando que se for pra ter o coração partido, por que não ganhar dinheiro com isso (#prioridades) e a outra mostrando que existe muito da cultura negra que o mundo não conhece e que talvez agora estejamos prontos para conhecer e admirar e apreciar sem diminuir. Estamos falando de duas mulheres que cantaram sobre problemas diferentes com uma intensidade que vinha do mesmo lugar, e que foi suficiente para elas enaltecerem elas mesmas, em uma premiação cujo significado e necessidade de validação vem se perdendo cada vez mais.

O discurso de Adele não foi apenas ela dizendo que não merecia o prêmio, já que isso ela nunca disse. A maravilha do discurso está em ver que Adele reconhece seus próprios problemas como mãe, reconhece suas vitórias pessoais por estar ali (e isso é incrível!), mas também reconhece a genialidade do trabalho de outra pessoa com tanta intensidade como se tivesse defendendo o seu próprio. É mais do que um “se ganha uma, ganhamos todas”, é um “eu consigo ver as minhas vitórias e as suas ao mesmo tempo.”

Quem ganha com isso? Nós, que ganhamos dois álbuns que representam os melhores trabalhos de suas donas até agora, e a Rihanna, que tava na premiação pra ser linda, gritar muito na apresentação da Katy Perry e mandar um beijinho pra Bey na platéia, casualmente 😉