Saudades, Charlie Brown!

Se existe algo que é unanimidade entre o #squad aqui do Indiretas do bem é que, no cancioneiro nacional, uma das bandas que mais produziu #RecadosDoBem na história foi Charlie Brown Jr. É o tipo de coisa que você não precisa se esforçar pra procurar – muitas vezes a gente cria algum recado por aqui e, quando vê, já está cantarolando uma música deles na nossa mente, porque não adianta: faz parte da nossa história, tão naturaaaal quanto a luz do diiiiia, sabe? 😉

Pois bem: você, caro leitor, provavelmente já percebeu isso também. Já recebemos por aqui muitos pedidos de indiretas e recados inspirados nessa banda de Santos que embalou a juventude de tantos e que até hoje nos faz sentir vontade de largar tudo e ir, sei lá, curtir um skate cantando alto um “quem é de verdade sabe quem é de mentiiiiira“.

Da minha parte, a confissão é sincera: era libertador ser novinha e poder gritar “Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado” (mesmo tão certinha!!), e ver os tantos pensamentos revoltos em forma de poesia num mesmo CD. É, CD… Lembram?

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Lembro que já trabalhava com a Jess no dia em que a notícia de que perdemos o Chorão invadiu as redes sociais – e, como a maioria das mortes de famosos dos últimos tempos, foi no Twitter que eu vi ela se desenvolver numa história trágica. O Indiretas do bem já existia também, mas não sabíamos muito bem o que fazer naquela hora. Bateu forte, pesado. E, embora dia 6 de março de 2013 tenha sido um puta dia triste pro mundo, resolvemos esse ano lembrar de tudo de bonito que surgiu antes dali.

Porque uma das coisas que a gente aprende quando a Gratidão se torna uma prática é que, mesmo quando algo chega ao fim, não podemos esquecer do que de maravilhoso aquilo resultou. O legado.

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Foi isso. A gente resolveu aproveitar esse clima de nostalgia numa playlist bem gostosinha pra quem não tem vergonha de mandar um tchu-bará-tcharlibrau! pra energizar o dia. Tá lá no nosso perfil do Spotify, pra você seguir e amar juntinho.

A vibe é tão boa que, pra poder continuar amando muito, nesse mês de março, todos os recados do bem do Instagram são inspirados em músicas que o CBJR já interpretou e tocaram nosso coração. É nossa maneira de lembrar que, uma vez plantada a sementinha do bem, ela vai estar sempre lá pra surpreender alguém.

Segue a gente lá no insta pra ver! 🍀

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A melhor música é aquela que mexe contigo!

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Se tem uma coisa que me incomoda no leque gigantesco de bad vibes que existe nessa internet, essa coisa é briga pra ver quem é a melhor diva pop/cantora/banda num país ou gênero específico. Acho que é por isso que eu gosto tanto de quando artistas fazem covers de músicas de outros artistas.

Há uns dias atrás (se você tá vendo esse vídeo no futuro então há MUITOS dias atrás), o canal da BBC Radio 1 soltou um cover que o Ed Sheeran fez pra uma das minhas músicas favoritas da Little Mix, e na minha cabeça isso instantaneamente veio como um abracinho de “existem muitos artistas britânicos e tem lugar pra todo mundo sim!”

Inspirada por esse cover absolutamente maravilhoso e essa good vibe de ninguém é melhor do que ninguém e que a melhor música é aquela que mexe contigo independente de gênero ou cantor, resolvi entrar no perfil da rádio e selecionar nesse post alguns dos meus favoritos 😀

Bruno Mars cantando “All I Ask”, da Adele

OneRepublic cantando “Send My Love”, da Adele

Ed Sheeran cantando “Dirrrty”, da Christina Aguilera

Arctic Monkeys cantando “Hold On We’re Going Home”, do Drake

Two Door Cinema Club cantando “Treasure”, do Bruno Mars

Só deu ruim na miniatura mesmo, o vídeo funciona!

Taylor Swift cantando “Riptide”, do Vance Joy

Ficou querendo mais? Entra no perfil da BBC Radio 1 lá no YouTube que tem um monte pra você passar horas sofrendo com versões maravilhosas!

O mundo não fica muito mais legal quando a gente para de discutir qual artista é melhor? 😉

‘Nossa, como você mudou’ Sim, mudar faz parte

Inevitavelmente, alguém ao seu lado vai soltar um “Nossa, como você mudou!” Pode ser o tio que você só vê no jantar de Natal, pode ser o melhor amigo que olha para sua cara todos os dias e sabe todas as suas histórias (até aquelas que mais ninguém sabe). Pode ser que seja com um sorriso no rosto e aquele concordar de cabeça de quem admite que assim tá melhor, muito bem obrigada. Mas pode também vir com aquela torcida de nariz e desdém na voz.

A questão é: você mudou. Sim, como não mudaria? Tudo ao nosso redor está sempre se transformando, não passa de uma fase: uma estação de ano, uma temporada de roupas na moda, um estágio da lagarta pra virar borboleta, um emprego, corte de cabelo, período da literatura… Por que é que as pessoas esperam que a gente seja sempre o mesmo? Eu me pergunto. Você deve se perguntar também, em algum momento.

Por mais que às vezes machuque um pouco ouvir aquela frase – principalmente quando vem carregada de um julgamento –, é preciso lembrar que esse é um direito seu. A gente tem liberdade de trocar de posicionamento político, de sabor de sorvete favorito e o que mais for, porque quando a gente muda significa que estamos repensando nossa vida, mesmo que nas pequenas atitudes.

A gente vai juntando uma coisa ou outra na bagagem e deixando outras tantas para trás, porque só a gente sabe o nosso caminho (mesmo que em alguns casos a gente não saiba muito bem pra onde tá indo e se sinta perdido). E ninguém a não ser você pode julgar se o resultado foi para melhor ou pior. Porque ninguém vai viver por você.

Então, da próxima vez que alguém te olhar surpreso e falar “Nossa, mas como você mudou!”, dá um sorriso e responde: “Ainda bem! Já pensou que coisa entediante não seguir em frente?” Se antes me sentia culpada, hoje me sinto aliviada.

Significa que estou fazendo o certo (mesmo quando não sei o que é o certo): estou tentando. E eu me respeito por isso. Se o resto das pessoas não faz o mesmo, que pena. Eles não entenderam que mudar faz parte de crescer.