Carly Rae Jepsen e a sociedade da pressa

Carly Rae Jepsen e a sociedade da pressa

Me lembro que, quando comecei minha carreira na blogosfera musical, as únicas listas que existiam eram as de melhores do ano (feitas em dezembro) e quem sabe as melhores da década (feitas no último ano de tal década). Em seis anos as coisas mudaram bastante. Em março ou abril as pessoas já estão elegendo seus favoritos e os grandes fracassos do ano. Em 2015 você já encontra listas de melhores do século. Sim, do século. Que só termina em 2099.

Essa pressa, que está presente em cada momento da nossa vida (não só na hora de julgar uma obra de arte, mas de estereotipar pessoas e definir se situações e relacionamentos são bons ou ruins, valiosos ou descartáveis), está atrapalhando nosso bom julgamento do que curtimos ou não curtimos. Uma música que escutamos uma vez já vira a nossa música favorita de todos os tempos da última semana. Uma obra mais difícil, que pede mais de 10 audições para que você realmente entenda e aprecie tudo que ela oferece? Ah, quem tem tempo pra dez audições hoje em dia? Temos que passar para o próximo disco, para o próximo filme, para o próximo livro. Se uma banda escorrega no primeiro disco, quem é que vai dar uma chance para o segundo?

Claro que como eu já disse, os discos mais difíceis são os que mais sofrem com essa pressa toda. Mas o nosso amado pop de cada dia também é prejudicado pela nossa corrida. E o melhor exemplo desses danos está na carreira de Carly Rae Jepsen.

Antigamente, um artista tinha que passar uns 10 anos com um sucesso só para ganhar o título de one-hit wonder. Na era do meme, foi só Carly Rae estourar com uma música e lançar um disco que não emplacou inteiramente, que no mesmo ano, já chamaram a moça de maravilha de um sucesso só.

A parte da maravilha, bem, essa estava certa. O resto estava errado, afinal, Carly Rae lançou o que pode ser considerado, até agora, o disco pop mais empolgante do ano, e o primeiro a seguir a tendência que nossa amiga Taylor Swift começou em 1989. Emotion é inteligente, bem produzido e tem umas 10 músicas com potencial de single. Pode não estourar? Claro, mas ainda assim seria cedo demais para colar o rótulo na pobre canadense animada.

Temos que tomar cuidado com essa pressa. Se essa pressa existisse nos anos 80, poderíamos ter rótulos como one hit wonder aplicados a artistas como Madonna, Prince, Elvis, antes do fim do seu primeiro ano de carreira. Ou antes mesmo que os Beatles pudessem mostrar seu potencial, estaríamos falando que era apenas uma “boyband, modinha de adolescentes”.

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Inspire, expire: Hilary Duff e auto-confiança

Inspire, expire: Hilary Duff e auto-confiança

Se tem uma coisa que nós aqui do Indiretas do bem incentivamos vocês a fazer é se jogar fazendo aquilo o que quer que seja, desde que você esteja feliz, e vale tudo: desde ser desenhista, artista, astronauta, cientista e, pasmem, até donx de casa. Isso tem muito a ver com auto-confiança e com auto-controle sobre sua vida e sobre aquilo que te faz bem.

Hilary Duff sabe uma ou duas coisinhas sobre auto-confiança.

Recentemente, ela lançou o muito esperado Breathe In. Breath Out., o quarto disco de sua carreira e que é uma lufada de ar fresco no pop que tem sido apresentado ao mundo nesses últimos tempos.

Uma das melhores entrevistas que a Hilary deu sobre essa nova fase foi para o Buzzfeed – que além de uma entrevista séria ainda fez um teste engraçadinho sobre qual música do disco novo você é–, e nela ela fala sobre como ela apenas decidiu ser cantora por ser uma coisa que a fazia bem, e que ao contrário de muitas cantoras ela não era apaixonada por música desde pequena e nem teve uma boa voz desde sempre. Ela trabalhou –e ainda trabalha– duro, e no entanto, Hilary sente-se confiante, e sente que o trabalho vale a pena.

Esse último disco, assim como os outros, é extremamente pessoal, e tem uma porção de coisas pelas quais ela realmente passou, assuntos que ela viveu e deixaram uma marca nela –uma “tatuagem”– de um jeito ou de outro. Perceber que você tem muito o que falar com base nas coisas pelas quais você passou é um grande incentivo para dar voz a sua expressão, seja em música, em desenhos…

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Por trás de batidas bem atuais e sem muita ousadia –tirando uma vibe 80s aqui e ali, como na faixa que dá título ao trabalho–, musicalmente falando, podemos ouvir muito da vida dela tanto em músicas onde suas experiências ficam mais explícitas como Arms Around a Memory, One in a Million, Breathe In. Breath Out. e Tattoo, como nas músicas mais alegres como Rebel Hart, My Kind e Sparks, que refletem os dois lados da cantora: o lado que passou por uma separação e o lado que está voltando ao estúdio, aos palcos e à televisão e quer se divertir com isso, mesmo num momento onde posições em charts parecem ser mais importantes que fazer uma conexão real com as pessoas.

Não tem nada de errado em cantar e dançar em uma balada sobre uma pessoa que te desmancha tanto e que vive tanto nos seus pensamentos que você está virando confete.

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Talvez por ser tão espontânea, tomar decisões seja mais difícil, já que sempre vai ter alguém que vai te julgar por isso. Hilary auto-afirma suas escolhas e sua nova musicalidade tanto em músicas como Night Like This –e a mensagem de “anything could happen”–, como na própria entrevista e nas coisas que diz de si mesma.

Estamos em uma “era” onde discurso positivo atrai discurso positivo, ainda mais quando estamos falando de mulheres/garotas para mulheres/garotas, e muito embora todas as pessoas devam seguir sempre seus corações, o Buzzfeed perguntou qual o conselho de Hilary para jovens mulheres que querem achar seus caminhos e sua resposta foi a mais adorável, inspiradora e empoderadora possível:

“Eu acho que ainda tenho dificuldade com isso [achar o próprio caminho], sabe? Eu sei das pressões do que a sociedade acha que é uma boa escolha a ser feita, ou o que sua família acha que você deveria escolher –é muita pressão. Eu acho que enquanto você estiver trabahando em si mesma e constantemente conversando consigo mesma, e estando ciente daquilo que te faz feliz e o que você é boa em fazer –e sendo realista na hora de saber no que você é boa– e tendo certeza que você está trabalhando duro, tá tudo bem. Você se conhece melhor do que ninguém, e você sabe seu caminho.”

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A maior prova é que, mesmo 8 anos depois do lançamento de Dignity, Hilary ainda acha espaço para si na indústria da música fazendo o que ela faz de melhor: conversando com seu público e sendo sincera consigo mesma e com suas capacidades.

Saber o que você pode ou não fazer e falar te dá a confiança que você precisa para mostrar ao mundo sua melhor face, seu lado mais incrível e poderoso, seu melhor discurso.

Isso é algo que eu e o mundo seguimos aprendendo com Hilary Duff.

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As melhores músicas internacionais de 2015 (até agora)

As melhores músicas internacionais de 2015 (até agora)

Como o tempo passa rápido – passa quase tão rápido quanto aquela sua música favorita quando começa a tocar na playlist. Parece que foi ontem o dia em que escrevi o post para a mixtape “As melhores músicas internacionais de 2014 (até agora)”, marcando a metade do ano passado.

O que podemos fazer com esse tempo que fica correndo? Bem, que tal o congelar em uma mixtape? Vamos lá então, mais uma vez, celebrar o que os seis primeiros meses deste ano de 2015 nos deram no mundo da música.

Nesta mixtape estão as minhas músicas favoritas dentre as lançadas do mês de janeiro/15 até o dia de hoje. O clima, como deve ser o de um período de tempo tão grande, é variado. Dá para dançar com Uptown Funk e I really like you, curtir as boas vibes de Fourfiveseconds e de uma canção nova de Brian Wilson, sentir o peso da política com Kendrick Lamar e com os suecos do Refused, colocar um pé no ressurgimento do emo com Brand New, ser latino com um pouco de Cumbia e texano com um pouquinho de Country.

Na mixtape temos o retorno de algumas bandas bem bacanas, como o Blur, a Florence and the Machine, a Sleater-Kinney… e é claro, algumas revelações quentinhas.

Mais uma vez, se vocês conhecerem alguma música lançada nesse período que passou pelo meu radar sem que eu percebesse, só avisar nos comentários!

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O que é amor pra você?

Quem disse que só se fala de amor no Dia dos Namorados? Quem disse que só quem tem um relacionamento sabe o que é amor de verdade? Nananinanão! No último mês, sugerimos às meninas do Rotaroots que o tema entrasse em debate por lá e vários blogs aderiram com declarações LINDAS. A gente também contou a nossa versão, olha só:

O que é amor para a Ari…

…e o que é amor para a Jess!

Vamos falar (mais) sobre amor?

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Aproveitando o clima romântico de junho – friozinho, sabe como é! – e o lançamento dos nossos novos livros – O Livro do Amor e O Livro do Sossego – convidamos a todos para um papo super legal sobre o amor nos tempos de internet, contando um pouco mais sobre relacionamentos nas redes sociais, as (não tão) novas formas de declarar o amor e sobre como nós lidamos com tantas histórias de amor no nosso dia a dia.

Convidamos gente que adora falar de amor pra conversar junto com a gente e esperamos vocês pra compartilharem suas opiniões também! Vem: Tay Galega e Mica, do Mesa Para Duas & Daniel Bovolento, do Entre Todas As Coisas estarão sentadinhos lá na frente debatendo o amor conosco!! ❤️

Estamos esperando vocês!


 

Fnac Paulista
Avenida Paulista, 901 – SP
Dia 30, Terça às 19h
Lançamento de Livro + Bate-papo
O Livro do Amor

Regras:
Os autógrafos serão permitidos apenas nos livros das autoras;
Senhas limitadas.

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E se você redesenhasse as capas dos seus livros favoritos?

Tem algumas artistas que nunca saem da minha lista de referências. Uma delas é a Risa Rodil, ilustradora de 21 anos natural das Filipinas.

Há bastante tempo eu falei dela por aqui e suas habilidades em ilustrar citações e frases maravilhosas, e hoje, alguns meses depois, eu volto a falar dela mas dessa vez com um tipo de trabalho diferente porém com a mesma essência: Risa resolveu redesenhar as capas de seus livros favoritos.

E eu amei o resultado! Vem amar comigo:

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Nesse primeiro trabalho, ela redesenhou as capas dos quatro livros solo do John Green: A Culpa é das Estrelas, Quem é Você, Alasca?, O Teorema Katherine e Cidades de Papel. Mesmo sendo um trabalho antigo, já dá pra notar o cuidado que ela teve de capturar os elementos principais das histórias e dispô-las de um jeito que não ficasse nem pesado e nem fora de contexto –o trabalho lindo a capa de Quem é Você, Alasca?, é um ótimo exemplo!

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Olha quanto cuidado nos detalhes <3

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Agora meus favoritos, com certeza, são os redesenhos das capas de livros da Rainbow Rowell, uma autora que eu estou particularmente amando no momento.

A lógica da Risa para o desenvolvimento foi a mesma dos livros do John –ícones importantes sem muita informação–, mas como esse é um trabalho mais recente dá pra notar uma diferença bem grande.

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O uso de cor está bem mais diversificado e ousado, ela conseguiu deixar tudo muito harmônico de modo que não só lembrasse as capas originais como também ficasse coerente.

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Mais alguém ficou morrendo de vontade de ter essas capas lindas na estante?

Por último: não são capas, mas tem a ver com livros. Risa fez duas ilustrações para uma edição específica de colecionador de Divergente, publicada pela Harper Collins. O melhor? Foram publicadas no livro! Olha que lindas:

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Se você quiser saber mais sobre a Risa ou ver mais trabalhos lindos dela, é só clicar aqui e ir amar o portfolio dela no Behance!

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A música de Taylor Swift do seu signo

A música de Taylor Swift do seu signo

A Sociedade de Apreciação de Taylor Swift está de volta, coloque seu crachá, separe a carteirinha. Mas dessa vez nosso esforço é um pouco mais personalizado. Ao invés de um texto sobre sua personalidade ou uma mixtape com suas músicas, nós te contaremos qual é a sua música dentre as canções lançadas por Swift – o método? A astrologia.

Nós já contamos para vocês a série, o super-herói e a canção Disney do seu signo, e agora apresentamos a vocês o horóscopo Swiftiano. Cada signo, uma música da discografia da nossa rainha do pop confessional. It’s a game, wanna play?

Áries – Bad Blood

O perdão de um nativo do signo de Áries não é facilmente conquistado. Esquentadinho e com um senso muito firme de lealdade, o ariano também não perdoaria Katy Perry pela traição e escreveria algo como o hino de rancor Bad Blood. Já diria Kendrick Lamar: you forgive, you forget, but you never let it go.

Touro – Mine

Encontrar o amor verdadeiro, fazer uma família, comprar o seu próprio lar, ter estabilidade, esse é o sonho de qualquer taurino, e é a história que Taylor Swift canta em Mine. Até a preocupação dos taurinos com as contas e com o futuro está na música.

Gêmeos – 22

Ah, você está feliz, livre, solitário e confuso tudo junto ao mesmo tempo, não é? É miserável e mágico. E quando você está assim, você quer sair com os amigos, e falar sobre a vida, sobre os outros, sobre os babados. A noite perfeita para café da manhã à meia noite e se apaixonar por estranhos, para você, é toda noite.

Câncer – Back to December

A memória e o sentimento são coisas extremamente importantes para você. Não é raro se perder em suas lembranças, e você guarda um bom número de arrependimentos por trás de sua casca. Aposto que você tem um dezembro, algum dia ou alguém, que te deixa querendo voltar.

Leão – Shake it off

Haters gonna hate para você não é só uma frase, é um lema, é um estilo de vida. Você não liga se o seu estilo engraçado de dançar está atraindo risadas – afinal risadas também são uma forma de atenção, assim como fofocas. O leonino tem uma música na sua cabeça que diz sim que tudo vai ficar bem, e precisa sempre de se manter em movimento.

Virgem – Clean

Não, não é mais um clichê em relação ao seu amor pela limpeza e organização. A parceria de Taylor com Imogen Heap diz de uma das coisas mais importantes para o virginiano, a purificação interna. Você precisa do seu tempo, da sua autonomia, do seu espaço. Você valoriza aquilo que te faz bem, que te deixa mais próximo de quem você realmente é.

Capricórnio – Blank Space

Você é extremamente analítico, tipo de pessoa que sabe ler todos os estranhos que encontra, e saber exatamente o que quer. Não é um parceiro romântico fácil, e sabe mostrar aquele lado possessivo que Taylor mostra na segunda metade da canção. E acima de tudo seu senso de humor é excepcional, e só você colocaria o clique irônica de um caneta em uma canção pop.

Sagitário – Fearless

A vida para o sagitariano só acontece fora da sua zona de conforto, e se você quer conquistar um nativo desse signo, você precisa da espontaneidade que Taylor canta sem medo em Fearless. Ah, e para você, essa lista é especial. Afinal, Taylor Swift é sagitariana, então podemos dizer que toda canção de Taylor é uma canção do seu signo.

Escorpião – I know places

Segredo e sedução são suas coisas favoritas, intenso nativo de escorpião. A metáfora animalesca que Taylor usa para a fuga dos paparazzi em meio a um romance é exatamente o tipo de coisa que você diria para o paquera. Além disso, você é desconfiado, e acha que os caçadores estão sempre na sua cola.

Libra – I’m only me when I’m with you

A frase musical do Libriano é da MPB: é impossível ser feliz sozinho. Você é a cola que une seus amigos e seus parentes, que podem te enlouquecer às vezes, mas você logo apazígua as coisas. Até o clipe é sua cara, mostrando Taylor e sua melhor amiga de infância, Abigail, se divertindo.

Aquário – Welcome to new york

A ideia de uma cidade enorme e nova, cheia de possibilidades e pessoas com a cabeça aberta, arte por todos os cantos e bons amigos, bem, esse é o seu paraíso pessoal, aquariano. Você adora mudanças e novas fases, novas eras, e para você, só poderia ser a nova era de Taylor, a era 1989.

Peixes – Mean

Você sofre muito com ataques dos outros e com a maldade do mundo, mas você também tem a esperança necessária para crer que tudo vai dar certo no final, sonhador pisciano. Nada te dói mais do que a injustiça conta o pequeno e o frágil, e defendê-los é a missão do seu signo.

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O “retorno” das Dixie Chicks

O “retorno” das Dixie Chicks

Superstars, renegadas, inovadoras, heroínas, vilãs e mães.

Assim começou a notícia que alegrou minha última semana. Com uma postagem em seu site oficial, as Dixie Chicks anunciaram uma pequena turnê européia de retorno. Você pode se perguntar qual é a importância dessa notícia. Bem, primeiramente, é importante em meu universo pessoal porque as Chicks, e especialmente a “frontwoman” Natalie Maines, são mais do que uma banda que curto – são ícones, exemplos de vida, pessoas que eu admiro em inúmeros níveis. E quero contar os motivos que me fizeram amar essa banda, para, quem sabe, que você possa se juntar ao clube e as adorar também.

Vamos aproveitar a divisão tão genial que algum relações públicas ou social media fez na notícia do lançamento da nova turnê para apresentar a vocês as Dixie Chicks.

Superstars?

Essa parte é fácil. As Dixie Chicks venderam mais de 30 milhões de álbuns no mundo, 27 milhões apenas nos EUA, e são a banda inteiramente feminina mais bem sucedida da história da música. Além disso, as Chicks venceram 13 Grammys e foram indicadas a outros 10. Sua última turnê, feita no Canadá em 2013, teve todos os seus ingressos vendidos.

Renegadas?

Repararam que as últimas turnês das Chicks foram feitas no Canadá e na Europa? Isso é estranho para uma banda country, não? Natalie, Martie e Emily foram banidas das rádios dos EUA, tiveram CDs queimados e receberam ameaças de morte quando Natalie afirmou ser contra a Guerra do Iraque e se sentir envergonhada por ser do mesmo estado que o presidente americano da época, George W. Bush. Até hoje os vídeos da banda no YouTube estão repletos de comentários extremamente agressivos direcionados a elas, motivados por esse posicionamento pacifista. A resposta delas para a multidão furiosa foi em forma de música – a poderosa Not ready to make nice.

Inovadoras?

O último disco lançado pelas garotas, Taking the long way, de 2006, foi produzido por Rick Rubin, produtor conhecido pelo seu trabalho com artistas de rock pesado e hip hop. Mesmo com a inovação, porém, elas continuam com um pé na música tradicional dos EUA, o bluegrass e as belas harmonias do folk.

Heroínas? Vilãs?

Além do ativismo político, as Chicks já participaram de concertos e CDs em defesa dos direitos da comunidade LGBT e de várias campanhas pela preservação do meio ambiente.

Mães?

As três são multi-instrumentistas, compositoras, possuem projetos solo, são ativistas, mães e mulheres.

E acima de tudo, estão de volta.

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Nelson, Murdock e acessibilidade

Nelson, Murdock e acessibilidade

O último mês de Abril foi importantíssimo para os fãs de super-heróis dos quadrinhos, em especial os da Marvel, já que eles ganharam dois presentes: Vingadores: A Era de Ultron que finalmente estreou nos cinemas do mundo inteiro, e o que chutou a porta do mês logo de cara: Marvel – Demolidor, a série original do Netflix que conta a história de Matt Murdock, o Demolidor. Um ótimo mês.

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(chegando de mansinho no seu coração)

 

Sendo ou não fã de quadrinhos, a essa altura você já deve estar familiarizado com a história de Matt. Se não está, aqui vai um breve resumo: aos 9 anos, Matt tenta salvar um senhor de um acidente, e acaba sofrendo ele mesmo o acidente. Nesse dia, Matt acaba ficando cego.

O que o torna especial é que, assim como os cegos têm os seus outros sentidos mais usados, tornando-os mais sensíveis e aguçados, o mesmo acontece com Matt, eventualmente. A única diferença é que, em seu caso, é quase como se fosse um super poder, porque seus sentidos fiquem aguçados a ponto dele sentir mínimas nuances no ar ao seu redor e conseguir fazer coisas incríveis como lutar sem morrer (muito).

Agora esqueça tudo isso um pouco.

Você já fez aquela experiência de andar de olhos vendados por aí? O pessoal de arquitetura faz bastante na escola para testar acessibilidade dos lugares. E aí chegamos num ponto chave: acessibilidade.

Seria muito irônico que uma série que conta a história de um cego não pudesse ser consumida por pessoas com a mesma deficiência, não seria? Aproveitando o sucesso da série, o Netflix resolveu fazer uma coisa muito legal: disponibilizar o áudio-descrição de Demolidor para que os cegos tenham uma experiência tão completa –ou talvez mais, vai saber– dessa série tão incrível.

A iniciativa foi tão bem aceita que o Netflix agora trabalha para trazer esse tipo de áudio para grande parte de seu catálogo –só em inglês, por enquanto, mas esse tipo de coisa já dá mais esperança para um mundo mais acessível.

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Isso é importante por vários motivos, e o mais claro deles é, grosseiramente falando, que deficientes visuais também consomem cultura pop, e é preciso que os grandes disseminadores desse conteúdo saibam disso. Reconhecer e incluir esse público –e não só esse, pensem nos deficientes auditivos também!– nas ações e nas atualizações de seus produtos é de extrema relevância para que, cada vez mais, a acessibilidade seja algo automaticamente pensado.

O Netflix, mesmo que em uma ação de promoção, deu o primeiro passo ao conversar esse serviço com uma série protagonizada por um deficiente visual, e nós estamos orgulhosos!

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Qual o problema com as mulheres cientistas? Nenhum!

Qual o problema com as mulheres cientistas? Nenhum!

Falamos direto aqui no blog sobre igualdade de gêneros –e mais ainda, igualdade de gênero no mercado, especialmente naquelas áreas que são predominantemente masculinas e que precisam de um empurrãozinho, como por exemplo aquele incentivo da Karlie Kloss a jovens programadoras.

Mas, enquanto assistimos iniciativas como essas nos darem esperança no modo como as coisas acontecem pras mulheres, algumas coisas nos fazem ver que ainda tem gente dando passadas para trás, e um exemplo bem recente disso é o caso do ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Psicologia em 2001, Tim Hunt, que disse que três coisas acontecem quando há mulheres no laboratório: ou você se apaixona por elas, ou elas se apaixonam por você, ou quando você as critica elas choram. Ou os três juntos.

Até aqui já tá bem ruim, mas esse blog chama Indiretas do bem, então vamos pular pra parte legal da história: as respostas maravilhosas que mulheres cientistas para essa declaração de Tim.

Usando a hashtag #DistractinglySexy, elas vêm postando imagens totalmente divertidas e irônicas em seus ambientes de trabalho, mostrando o absurdo que é afirmar que mulheres não conseguem controlar suas emoções e sua ~sensualidade~ quando estão trabalhando.

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Aqui está meu momento favorito sendo #DistraivelmenteSexy, enquanto filmo um trabalho de campo no Peru.

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O problema com as mulheres biólogas marinhas é que nós não conseguimos nos concentrar quando estamos molhadas.

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Eu consegui dissecar cérebros o dia inteiro sem me apaixonar ou chorar. Ufa!

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Mais tarde naquele dia, eu enchi essa escavação da Era de Bronze com minhas lágrimas arqueólogas femininas.

Rolaram até placas engraçadinhas:

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“Laboratório misto.” “Não se apaixone ou chore.”

E amores inusitados:

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Eu me apaixonei pela micro-centrífuga… típico de mulher no laboratório.

Mulheres de todo mundo entraram na brincadeira, inclusive brasileiras:

Todas as imagens mostram duas coisas importantantíssimas: a primeira delas é que o bom humor tem o poder de silenciar o mais sexista dos homens, e a segunda é OLHA QUANTA MULHER MARAVILHOSA EM LABORATÓRIO!

Mais um dia triste para o patriarcado.

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Game of Empatia – Como lidar com spoilers?

Game of Empatia – Como lidar com spoilers?

No último domingo foi ao ar o último episódio da terceira temporada de Game of Thrones, uma das séries mais comentadas da atualidade. Se você vive numa bolha e não conhece muito sobre seriado, posso te resumir rapidamente: GOT é uma série cheia de intrigas, reviravoltas muito loucas e muita, mas muita morte – principalmente de personagens queridos pelo público. A cada episódio exibido pela HBO da obra de George RR Martin você pode ter apenas uma certeza: um desses três itens que eu citei irão acontecer. S E M P R E. Pode anotar aí!

A gente sabe que é normal as pessoas quererem expressar suas emoções na internet, contar o que fizeram no seu dia, tirar foto de comida, das últimas comprinhas e veja só, comentar os episódios da sua série favorita. Mas o que acontece quando a sua série preferida é a mesma de tantas outras pessoas?

O efeito do spoiler (o ato de contar o desfecho de uma história para alguém) pode causar brigas desnecessárias entre amigos e eu vi uma chuva de brigas na minha timeline nessa semana por conta disso. Aí foi um tal de gente que dá spoilers, gente que reclama de quem dá spoilers, gente que reclama de quem reclama que dá spoilers e assim por diante.

Sim, eu acompanho Game of Thrones e ando super atrasada nos episódios, então fiquei bem triste em descobrir o final por um post no Facebook, com a pessoa contando em capslock tudo em detalhes :(

Tenho muitos amigos que não ligam em saber o desfecho, porque no fundo o que importa não é o que aconteceu, e sim COMO aconteceu. Concordo em partes, mas para mim isso estraga muito a experiência, fico esperando a coisa acontecer logo e não curto tanto. É tipo ganhar uma festa surpresa que você já sabia que ia ganhar. Vai ser legal? Vai. Você vai ficar empolgado igual? Não vai.

O episódio saiu, e agora?

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Você perdeu o último episódio e agora sua sina é passar o resto do dia seguinte desviando de tudo e qualquer referência à série que você gosta até chegar em casa e conseguir assistir.  O FOMO (Fear of missing out) é cada vez maior e, ou você aceita que realmente não viu e estará sujeito a ler coisas que você não quer, ou simplesmente aceita que você não irá viver a internet plenamente naquele dia.

Como me prevenir?

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Existe um plugin para o Chrome que te ajuda a bloquear certas palavras e filtra sua timeline para um dia mais seguro e tranquilo. Aqui o link para você saber mais sobre ele.

Evite grupos sobre séries no Facebook, desativando as notificações de todas elas um dia antes do episódio ir ao ar, assim você evita abrir a sua timeline e dar de cara com alguma foto que não pode ser desvista. Outra sugestão é evitar seu feed do Tumblr, a rede social mais querida pelas celebridades e comunidades gringas.

Após quanto tempo eu posso comentar um episódio sem ser odiado pelos meus amigos?

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Eu gosto de pensar que os primeiros dois dias são mais complicados, porque as pessoas que odeiam spoilers estão preocupadas em assistir logo e fugir das notícias. Passado uma semana, duas semanas ou até mesmo um mês, você já está “livre” para comentar livremente sem causar um mal estar entre seus amigos. Mas tudo depende do seu círculo de amigos e de onde você irá postar suas reações.

Mas acima de tudo isso, nunca se esqueça: se coloque no lugar do seu amigo. Afinal, no Facebook você está cercado dos seus amigos mais queridos – aprenda a respeitá-los, e entender que não é legal ser o estraga prazeres. Não solte spoilers por maldade, com aquele pensamento de “o Facebook é meu, faço o que eu quiser.” Isso é verdade claro, mas não custa nada escrever na primeira linha um “ALERTA DE SPOILER”, juro que não dói!
E se você perde o senso de respeito pelo próximo por algo tão simples como um seriado, pense como será para coisas mais importantes da vida?

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