O amor (também) está nas pequenas coisas

O amor (também) está nas pequenas coisas

O amor é um sentimento grandioso, isso é verdade. Meu pai costuma falar meio-brincando-meio-verdade que “90% dos problemas do mundo se resolvem com amor, 15% com dinheiro e 5% só não tem solução”. Ou seja, cresci convicta de que o amor é a força mais poderosa que existe. E ele está em tudo quanto é lugar, até nas coisas mais pequenas e banais.

Quem está num relacionamento sabe direitinho que não é só de declarações com carro de som que a vida gira (apesar da gente adorar uma breguice porque, bem, o amor também é breguinha e isso é lindo): são as pequenas coisas do cotidiano que dão sentido aos dias ao lado de alguém. Pensando nisso, o artista coreano Puuung criou uma série de ilustrações – que são quase uma historinha – chamada “Love is…”, que acompanha um casal em momentos de afeto.

Coisinhas ‘pequenas’ mas que fazem toda a diferença como um abraço sincero, uma maratona de filmes com pipoca, cozinhar o jantar juntos, caminhar de mãos dadas… Segundo o autor, “amor é algo que qualquer um pode se identificar. E amor vem em maneiras que podem passar despercebidas no cotidiano. Então, tento encontrar o sentido do amor no dia a dia e torná-lo arte“. 

Talvez seja porque o Rodrigo usa óculos e tem exatamente esse cabelinho, talvez pelo gatinho que sempre acompanha o casal (não existe eu & Rodrigo sem o nosso gato Pudim), mas não consigo não olhar pra essas imagens e não pensar em nós dois. Três com o Pudim, lógico.

E duvido que você também não se identifique com algum dos momentos! Porque, no fim, amor também é o dia a dia:

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Para conhecer mais: site | facebook

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Como lidar com introvertidos

Como lidar com introvertidos

Dia desses eu expliquei sobre a diferença entre tímidos e introvertidos, lembram? Como pessoas introvertidas às vezes podem parecer ‘de outro planeta’ para alguns, fiz um compilado com dicas do bem de como interagir com elas.

A importância do espaço pessoal

giphy Essa tirinha criada pelo artista Roman Jones explica um pouco sobre como se aproximar de um introvertido, mas não tem muito segredo: é importante que a pessoa se sinta confortável para compartilhar o espaço com você. Ao invés de chegar tocando/gritando/falando sobre fofocas, tente ir com calma! Pergunte se está tudo bem, deixe que a pessoa se aproxime naturalmente e, a partir daí, o papo vai fluir (ou vocês podem aproveitar aquele silêncio confortável de apenas existir do lado de alguém querido, que também é ótimo!)

Recarregando as energias

giphy (1) Passar um tempo sozinho e aproveitar a própria companhia é uma das coisas mais valiosas para uma pessoa introvertida! Eles precisam desse tempo a sós para depois voltarem a socializar, uma vez que gastam suas energias com a interação social. Não significa que não queiram mais ser seus amigos, mas cada um tem seu ritmo, ok?

Introversão não é depressão! Nem é ser antissocial!!!

telephone-gif Eu, introvertida declarada, costumo negar vários convites para festas, eventos sociais ou o que quer que seja. Não é que eu esteja deprimida, nem que seja antissocial: introversão é um jeito de ser. Também não precisa deixar de me convidar, embora reconheça que às vezes pode ser frustrante receber vários ‘nãos’. Eu vou responder mensagens de texto e emails mas, por favor, não me ligue se você tiver essa opção!

Nessas horas, o jeito é tentar conversar com seu amigo introvertido e mostrar que você realmente gosta da companhia dele e que ficaria feliz com ele ali. Muitas vezes, introvertidos acabam recusando eventos sociais porque se sentem inseguros e acham que não serão bem-vindos ou que não conseguirão se sentir à vontade.

Também não é arrogância.

grumpyNão me acho melhor do que ninguém e, acredite, a maioria dos introvertidos também não. A gente até admira quem consegue sair por aí lidando com tudo e todos que aparecem, vocês extrovertidos são incríveis. Um jeito quietinho não é arrogância, na verdade eu gosto muito mais de ouvir o que os outros tem a dizer – o que me tornou uma ótima amiga e ouvinte. É a nossa forma de participar!

Não tentem me mudar, estou bem assim

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Sabe, descobri que gosto de ser introvertida. Gosto de fazer as minhas coisinhas sozinha, gosto de ter meu tempo, gosto de ouvir mais do que falar e ser seletiva nas interações sociais. Mas só descobri depois de muito tempo: as pessoas tendem a achar que introversão é um problema, uma deficiência social, mas não tem nada de errado comigo (ok, tem várias coisas de errado, mas ser introvertida não é uma delas).

Basta ter consciência se você se sente inseguro demais, ansioso ou muito solitário quanto tenta socializar. Se esses fatores estiverem te atrapalhando, talvez seja melhor conversar com alguém sobre o assunto e procurar ajuda, ok? É muito importante que você se sinta bem.

Sim, nós gostamos de conversar!

introvert-gifPode demorar um pouco para o papo engatilhar, e pode ser que a gente escute mais do que fale, mas nós realmente gostamos de sentir uma conexão com as outras pessoas. Só que, para isso, precisamos de um pouco mais de intimidade. Dificilmente um introvertido vai ser um ‘livro aberto’, contando detalhes pessoais logo de cara. Mas a partir do momento que ele se sinta confortável, tudo tende a fluir melhor. Na verdade, preferimos refletir antes de falar o que vem à cabeça então não leve o silêncio como um insulto.

Também gostamos de afeto!

hugSó porque eu não gosto que alguém chegue me tocando sem necessidade não quer dizer que não goste de um abraço. Na verdade, é uma das minhas coisas favoritas no mundo! A questão toda gira em torno do consentimento e de estar se sentindo à vontade para tal. Não quero e nem preciso abraçar todo mundo. Lembra da história do espaço pessoal? Então! Certifique-se que o introvertido te deu permissão e vai ficar tudo bem!

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A cultura pop nos traços de Pauline

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Eu tô sempre procurando referências pra me animar a ilustrar, e ultimamente o alvo dessas procuras têm sido ilustradoras que coloquem seu próprio toque especial em personagens da cultura pop. Foi assim que eu encontrei a Pauline.

Ela é uma ilustradora de 22 anos que mora nas Filipinas e que tem o traço e o Tumblr mais fofo de toda a existência!

Separei alguns desenhos pra vocês amarem junto comigo <3

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No canal do YouTube dela, tem uns vídeos speedpainting pra vocês verem um pouquinho mais do processo, e na página de FAQ do Tumblr dela, ela até dá uma dica super legal do brush que ela usa, caso você, como eu, esteja procurando algo novo pra te inspirar!

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Quais outras ilustradoras vocês têm pra me indicar?

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Amor-próprio é uma prática

Amor-próprio é uma prática

Essa semana me marcaram numa tag do Twitter para postar três fotos em que eu me sentisse bonita e, por mais simples que tenha sido, foi um exercício que me fez muito bem!

Aí que me peguei refletindo sobre esse tal de amor-próprio e percebi que, assim como qualquer outro tipo de amor, ele não pode ser algo pontual. Não dá para eu me encarar no espelho, dizer coisas positivas e boas sobre mim mesma por menos de cinco minutos, virar as costas e voltar a pensar/sentir coisas negativas sobre mim mesma.

Amor-próprio é uma prática diária, algo que a gente tem que incorporar na vida e aprender a cultivar. É realmente como uma plantinha, que vai crescendo e desabrochando de acordo com o cuidado e atenção que gastamos com ela.

gif por Dylan Glynn

gif por Dylan Glynn

É mais do que o que a gente pensa sobre si, é também o que a gente fala sobre si e o que a gente faz por si. Pare por uns minutinhos e pense: se eu realmente me amo, o que estou fazendo por mim mesmo? Não é para se questionar em tom de cobrança, e sim para entender a situação e ver como podemos melhorar.

Eu sei que às vezes é difícil e que somos nossos maiores críticos, mas também precisamos lembrar que devemos ser nossa maior prioridade. Não adianta esbanjar amor e cuidado com os outros, se não cuidamos de nós mesmos. Tem que ser o mesmo amor, ok?É aquela coisa clichê que falam antes do avião decolar, sobre como em caso de emergência você tem que colocar a máscara de oxigênio primeiro em você, para só então ajudar o próximo.

Outra coisa que não leva a lugar nenhum são as comparações. Sei que elas são meio inevitáveis e que somos criados para nos compararmos com o redor, é importante que a gente consiga enxergar limites saudáveis para isso. Não existe ninguém nesse planeta que seja como você, então não é justo se comparar com os outros e sofrer por isso. Foque em se comparar com quem você já foi, para perceber a evolução, e em quem você quer ser, para manter o foco e continuar melhorando.

ilustração por Chibird

ilustração por Chibird

Um defeito, três qualidades

Quando tenho crises e problemas com a minha autoimagem, tento fazer um exercício bem simples: para cada defeito que eu pensar sobre mim mesma, preciso pensar em mais três qualidades para equilibrar! Procuro sempre escrever, porque me ajuda a visualizar e absorver melhor, mas você pode mentalizar ou fazer como achar melhor.

O importante é tentar enxergar e trazer à tona sempre o melhor de si mesmo, porque o amor-próprio nos dá forças! E, mais do que isso, tentar incorporar e estender esse pensamento pra todo o resto.

Você é uma pessoa incrível em todos os sentidos.
Você é o bastante.

gif por Happy Monsters

gif por Happy Monsters

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Amizades também terminam

Amizades também terminam

Quando a gente fala em término pensa logo em relacionamentos amorosos, né? Isso porque aprendemos que amizade é pra sempre, BFFs 4EVER etc. E se te disser que amizades também podem terminar e que ‘tá tudo bem’ com isso?

Ok, vai parecer que eu acordei super amarga hoje e quis estragar seu dia com esse post, mas não é verdade! Na real, separei algumas dicas sobre como lidar com essa situação de forma mais positiva:

As pessoas mudam

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Conforme o tempo passa… As pessoas mudam! Por mais que isso pareça uma acusação, é ótimo. Já pensou se você fosse para sempre a mesma pessoa que era 10 anos atrás? Pois é. Se as pessoas mudam, significa que estão evoluindo – cada uma a sua maneira.

Às vezes alguém pode até dizer isso como uma acusação, como se você tivesse mudado para pior. Mas, se você se sente melhor e mais feliz assim, é o que importa.

Você pode se afastar se isso não te fizer bemImages-article-2012-09-16-channel-ten-glee-crying

Como disse lá no começo do post, a gente tem essa tendência a acreditar que amizades são um vínculo eterno e, olha, pode até ser que sim. E eu ficaria muito feliz se você viesse me contar daquela pessoa que é sua melhor amiga desde o jardim de infância, mas na maioria dos casos as pessoas crescem e passam por tanta coisa que, aos poucos, seus sonhos, metas e identidade não combinam mais com o grupo social de sempre.

E não é culpa de ninguém, na verdade. Só faz parte da vida.

Seja honesta com seus sentimentos, SEMPRE

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Esse é o conselho mais ‘Faça o que eu digo, não faça o que faço’ dessa lista, pois aconteceu comigo e não soube lidar. Quando mudei de faculdade, me senti super deixada de lado enquanto via minhas antigas amigas se aproximando e ficando cada vez mais íntimas – a ponto que, bem, elas deixaram de me desejar feliz aniversário e me chamar para os rolês.

Me senti magoada com aquilo, mas ao mesmo tempo quando a gente se encontrava já não era mais a mesma coisa e me sentia deslocada. Pode ser que você se sinta deixada de lado enquanto se afasta e começa a interagir em um novo círculo social.

É difícil e meio dolorido, mas tente ser sincera quanto aos seus sentimentos sempre, é melhor do que se remoer em mágoas.

Geralmente não tem brigas, só acontece

giphy-3Diferente de relacionamentos amorosos, que tendem a terminar com DRs imensas ou brigas enormes, amizades geralmente tem términos silenciosos e meio esquisitos. Ninguém fala muito, a situação só vai ficando desconfortável e as pessoas vão evitando… Até que, quando você percebe, a pessoa já não faz mais parte da sua vida.

Se isso te deixar angustiada, tente conversar! Não pra reatar nada, mais para colocar os pingos nos i’s e reconhecer em uma conversa que vocês não são mais as mesmas pessoas. Acredito muito em diálogos como força transformadora, mas sei também que eles só acontecem quando as duas pessoas estão dispostas e, além de falar, se escutam.

Pode ser que machuque

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Todo mundo já sentiu dorzinha de amor, não é? Porque apesar de ser esse sentimento maravilhoso e incrível, amar deixa a gente vulnerável e você pode se sentir muito mal depois de terminar com alguém, mesmo que fosse uma amizade que não ia mais pra frente.

Mas é melhor fazer isso do que manter algo que te fazia mal, não? Ou pior: manter algo pelas aparências! Gente, que coisa horrível e triste que é manter uma relação pelas aparências.

É possível conviver amigavelmente

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Você também não precisa cortar 100% a pessoa da sua vida e deixar de conviver com ela, né? A gente associa sempre amizade com um tudo ou nada, mas não precisa ser assim. Vocês ainda podem se encontrar por aí e, mais do que isso, você ainda pode demonstrar apoio quando a outra pessoa precisar!

O tempo passa… E as pessoas mudam!

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Sim, de novo! A vida é meio cíclica e pode ser que o tempo passe e, aos poucos, vocês se reaproximem. Nunca se sabe, né?

 

 

 

 

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Sem poderes mágicos ou super-heróis: animes sobre a vida real!

Sem poderes mágicos ou super-heróis: animes sobre a vida real!

Muito embora eu seja fanática por Sailor Moon e outras obras do gênero mahou shoujo (literalmente, ‘garotas mágicas’), alguns dos meus animes e mangás favoritos giram em torno de temas mais reais, sem poderes mágicos ou situações muito absurdas.

Acho que é mais fácil se identificar sentimentos que, ainda que estejam em situações diferentes, tem tudo a ver com a gente. Inclusive, muitas histórias se passam no mesmo momento de vida em que estamos, o que torna a conexão mais profunda e real. Ninguém disse que desenho não era coisa séria!

Então, aqui vai a minha seleção de animes (desenhos japoneses) para deixar o coração quentinho – e que, às vezes, também vão quebrar seu coração, desculpa!

Honey & Clover

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Chega a ser difícil falar de Honey & Clover para mim, porque é o meu favorito nesse mundão de meudeus e mexeu muito comigo. O anime conta a história de Takemoto, Morita e Mayama, um grupo de amigos que dividem um apartamento em Tóquio e fazem faculdade de artes.

Além dos três garotos, temos a Hagumi e Yamada, duas garotas que se aproximam dos três. Juntos, eles desenvolvem uma amizade muito bonita e passam por situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós! Triângulos amorosos, primeiro emprego, autoconhecimento, dúvidas quanto ao futuro, problemas familiares, amores não correspondidos, perdas, superações… Impossível não se identificar com uma ou mais situações nessa transição para a vida adulta.

Todos tem personalidades muito marcantes e meio que se complementam. A Hagumi (também chamada de Hagu) é considerada uma artista talentosíssima, mas é muito tímida e frágil.Takemoto é gentil e generoso, mas confuso e meio que ainda não se descobriu. Morita é super engraçado e excêntrico e, assim como a Hagu, vive o peso de ser ‘um gênio’. Mayama é o jovem responsável do grupo, super trabalhador e que se envolve com uma mulher mais velha. A Yamada é uma garota forte e decidida, considerada muito bonita mas que sofre por um amor não correspondido.

Honey and Clover - Morita freaks out - Imgur

O anime acompanha a vida deles ao longo de toda a faculdade e começa com uma pergunta muito simples, que marca a obra até o final: “Até onde eu posso ir sem voltar?” Além disso, mostra uma preocupação muito grande com o mercado de trabalho e a eterna dúvida entre ganhar dinheiro vs. satisfação pessoal.

Apesar de ter muitas cenas divertidas, tem um clima meio ‘agridoce’, porque é bem melancólico em muitos momentos e fala de coisas que mexem lá no fundo da gente, sobre como esse tempo que estamos vivendo é muito único e um dia vai ser memória. Eu assisti chorando e rindo, muitas vezes mais chorando do que rindo e me encantei profundamente pelos diálogos e personagens complexas. São sempre situações muito humanas e sentimentos identificáveis.

Minha tentação é sempre recomendar Honey & Clover para qualquer pessoa!

Paradise Kiss

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Outro que me fez chorar até virar uva passa! Paradise Kiss é bem curtinho (são apenas 5 volumes no mangá e 12 episódios no anime), mas nem por isso menos intenso. Conta a história de Yukari, uma jovem 17 anos que se dedica 100% aos estudos para entrar em uma boa faculdade e agradar a família exigente.

Tudo muda quando conhece um grupo de estudantes de moda, que estão em busca da modelo perfeita para a ‘Paradise Kiss’, marca criada por eles para concorrer ao desfile anual da escola em que estudam. A trupe – falo assim pois eles são realmente bem excêntricos! – é formada pelo líder e estilista George (egocêntrico, divertido e sedutor), o punk Arashi, sua namorada Miwako (talvez a personagem mais fofa de todos os animes) e a elegante transexual Isabelle (sempre doce e ótima conselheira).

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Eles convidam Yukari para ser a modelo da coleção e a partir daí, ela começa a se envolver cada vez mais com eles e com o mundo da moda, repensando suas escolhas de vida e passando por muitas experiências novas.

ParaKiss, como também é chamado, fala bastante sobre os impulsos e sentimentos intensos da juventude, sobre os sonhos e como nossas escolhas afetam nossa vida: profissional e amorosamente. Mais do que uma história sobre jovens que criam roupas e as relações entre eles, é sobre o sonho e as motivações de todos ali.

K-On!

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Esse é o mais levinho e fofo da lista! O anime foca no dia a dia de um grupo de garotas do ensino médio que decidem reviver o “clube de música leve” (no Japão, é muito comum que os estudantes se dediquem à atividades extracurriculares e criem clubes dentro da escola).

Eu podia simplesmente resumir como “garotas fofinhas fazendo coisas bonitinhas”, porque o anime não tem exatamente um enredo profundo e muita linearidade, mas a verdade é que, apesar de ser isso, K-On! também fala sobre a amizade e as relações que as meninas criam ao longo dos anos no colégio.

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Apesar das meninas passarem mais tempo conversando e tomando chá do que de fato tocando e praticando com a banda, é do tipo de desenho que deixa o coração quentinho e fica difícil não se emocionar com a Yui, Mio, Ritsu e Mugi – e, depois, a Azusa, que entra para a banda na 2ª temporada. Principalmente quando elas finalmente tocam no auditório do colégio!

Como já disse, não tem muita história (e isso pode ser decepcionante pra alguns, que acham que “não acontece nada”), mas, mais do que isso, é sobre o desenvolvimento das personagens. Poucos animes aprofundam tão bem as relações cotidianas e as conexões que se formam como K-On!, além de ser tão adorável.

[sem contar que eu poderia apenas me comunicar com gifs de K-On!, sério!]

Bokura Ga Ita

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Bokura Ga Ita me lembra bastante a sensação de Honey & Clover, mas é muito mais focado em relacionamentos amorosos e se passa no ensino médio. Ele também mistura romance, drama e comédia de forma muito equilibrada e doce.

A história começa com a chegada de Nanami na mesma turma que Yano, um garoto super popular. Aos poucos, ela vai se apaixonando por ele, vivendo seu primeiro amor. Mas nem tudo é fácil para os dois: Yano vive com um trauma, pois perdeu sua ex-namorada em um acidente de carro e ainda não superou completamente o ocorrido.

A personalidade dos dois é bem complexa, e vai se revelando ao longo dos episódios, conforme o relacionamento progride. Mais do que ser uma historinha-de-casal-felizes-para-sempre, o anime fala sobre os desentendimentos e dificuldades que os dois enfrentam, como ciúmes, falta de confiança, medo de magoar um ao outro, entre outros.

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Outros personagens também vão entrando na história: Takeuchi, o melhor amigo de Yano, acaba se aproximando do casal e se apaixonando pela Nanami. E também tem a Yuri, irmã mais nova da falecida namorada de Yano, que gera sentimentos ambíguos no rapaz.

É fofo como mesmo o Yano já tendo outras experiências em relacionamentos passados, aprende muito com a Nanami e eles crescem bastante como pessoas, se ajudando e se conhecendo nesse processo. Pode parecer meio meloso (e, em alguns momentos, realmente é), mas Bokura Ga Ita é bem pé no chão e mostra como amor é um sentimento cheio momentos bons e difíceis também!

Quais desses animes vocês já assistiram?

 

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Música que cura: playlist para um coração partido

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Sempre que me perguntam o que fazer para curar aquela tristezinha que bate quando alguém quebra nosso coraçãozinho ou quando terminamos um namoro, minha resposta imediata é: música.

A música tem o poder de curar e de nos levar por todos os momentos que culminam finalmente em você respirando fundo e pensando que já passou por coisas piores.

Nada melhor, então, que ajudar você a passar por aquela situação difícil da vida fazendo uma das coisas que nós fazemos melhor: recomendando belíssimas músicas de fossa para que você ouça, tire esse sentimento de você, e se prepare para outra!

Agarra o lencinho, o brigadeiro, pega na minha mão e dá play:

Já seguiu a gente lá no Spotify? Estamos sempre preparando playlists super legais com nossas músicas favoritas ;) https://open.spotify.com/user/indiretasdobem

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Séries que nem estrearam e já amo

Séries que nem estrearam e já amo

Veja bem, eu preciso começar dizendo que não sou aloka das séries. Na verdade, nem de longe. Assisti Jessica Jones quando ninguém mais falava sobre o assunto e não consigo me render ao binge watching (só aconteceu com a 1ª temporada de How To Get Away With Murder, mas aí que o fogo passou e nem vi a 2ª temporada ainda).

Toda essa introdução e contextualização de como “não sou uma pessoa de séries” é para justificar por qual motivo ando obcecada (não teria palavra melhor, desculpa) pelos títulos a seguir.

Nem estrearam, mas sigo todos os dias buscando novas informações, fotos, trailers e qualquer coisinha que seja para aliviar minha ansiedade antes que o primeiro episódio comece a rolar.

American Gods

O Neil Gaiman é, de longe, um dos meus autores favoritos da vida e a série é adaptação de um dos livros dele, de mesmo nome. A obra fala que todos os deuses e criaturas divinas, por assim dizer, tem sua força de acordo com a fé dos humanos neles. Acontece que… De repente, eles tem que competir com as novas tecnologias, celebridades instantâneas e a mídia.

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Assim começa a história de Shadow Moon, um cara que saiu da prisão e não tem pra onde ir, até que topa ser o guarda-costas do misterioso Sr. Wednesday (que, na verdade, é Odin!). Wednesday quer recrutar colegas deuses para derrotar as novas tecnologias e restaurar o poder dos ‘antigos deuses’.

O trailer foi lançado pouco tempo atrás, mas a série só chega em janeiro de 2017 e tem direção do Bryan Fuller (que também fez Hannibal, Heroes e Pushing Daisies – meu amor eterno e verdadeiro).

Nunca imaginei que ficaria gritando SIM, SIIM, SIIIIIM enquanto assistia a um trailer, mas é isso amigos. Tá tudo maravilhosamente adaptado pelo que deu pra perceber no trailer, o próprio Neil Gaiman está super envolvido com a série e ela tem tudo pra ser incrível.

Desventuras em Série

A série de livros é, assim, um amor de infância – acho que gosto até mais do que Harry Potter, mas shhh – e já teve uma adaptação em filme, estrelada pelo Jim Carrey. O filme foi bem ‘meh’ para os fãs porque condensou 3 livros em um filme e alterou a ordem de tudo, mas ainda sim eu assisti (mais de uma vez) e torci para que um dia fizessem a adaptação digna que Desventuras Em Série merece.

Eis que a Netflix comprou os direitos e decidiu transformar os treze livros em uma série de TV. Meu coração ficou em taquicardia com a notícia, obviamente.

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Caso você não saiba, Desventuras em Série é isso mesmo que o nome já diz: uma série de infortúnios que acompanha a vida dos irmão Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, que perdem seus pais e casa num incêndio e se vêem órfãos. A partir daí, eles passam pelos mais diversos lares, onde tudo dá muito errado mas um pouco certo e tem que lidar com o Conde Olaf, um tio (primo? Sei lá) distante com planos de roubar a fortuna dos três.

Nesse meio, eles começam a tentar desvendar as causas da morte dos pais e descobrem uma organização secreta chamada V.F.D. (em português é C.S.C) que parece ter algo a ver com tudo.

Bom, dessa vez tem tudo pra dar certo, né? Primeiro que a Netflix nunca desaponta quando o assunto são séries. Segundo que o próprio autor (Daniel Handler) está escrevendo o show. Terceiro que o Neil Patrick Harris topou a missão de ser o Conde Olaf e, gente, GENTE, tá muito igual às ilustrações originais dos livros.

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Até o momento, a gente não tem muitas informações além de umas fotos do Neil e informações do elenco. Nada de trailer, nada de data de lançamento. Por falar em trailer, surgiu um, que depois a Netflix afirmou não ser oficial, mas que alguns sites analisaram e acreditam ser uma estratégia de marketing!

Verdadeiro ou não, o teaser passa todo o clima da obra (e tem música da Amanda Palmer!!!). Dedos cruzados na expectativa de Desventuras em Série sair logo, viu?

Gilmore Girls: um ano para recordar

Ok, o mundo inteiro já sabe que Lorelai e Rory vão voltar para um especial da Netflix dia 25 de novembro, mas tô aproveitando toda e qualquer oportunidade para espalhar esse trailer por aí porque é isso que ele merece.

Serão quatro episódios especiais para a gente matar um pouquinho das saudades de Stars Hollow. As gravações terminaram dia 10 de maio, e, até agora, sabemos que cada um dos 4 episódios de uma hora e meia cobre uma estação do ano. Eles foram escritos pelo casal Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino, o casal que criou a série. Infelizmente, eles deixaram Gilmore Girls durante a 7ª temporada (que foi criticada por não manter a essência do programa) e nunca puderam terminá-la como gostariam.

Amy sempre declarou que, desde o começo, sabia as quatro últimas palavras que seriam ditas. Como não teve a chance de encerrar a 7ª temporada de Gilmore Girls, esse especial vai ser a chance de todos os fãs descobrirem quais são essas quatro últimas palavras!

Se você ainda não assistiu Gilmore Girls, a Duds te dá ótimos motivos para mudar isso e se encantar pelo seriado aqui.

 

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8 motivos para ler Harry Potter and the Cursed Child

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Se você, como eu, estava ansiosa pelo dia 31 de julho, o dia no qual Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, título no Brasil) seria lançado, então você provavelmente já: tem o livro em mãos/tem planos de ler/está lendo/leu.

É natural que os fãs estejam um pouco balançados com essa notícia –será que é mesmo necessário?

Então eu mesma Andrea Mello, que já li o livro, vim aqui dar pra você, com ajuda dos meus amigos no Twitter, que ainda tá mais ou menos na dúvida, 8 motivos para ler essa história na primeira oportunidade que você tiver! Vamos?

1. É uma volta para casa

Ainda que não sejamos abençoados com descrições precisas de como Hogwarts está depois de ser reconstruída, o livro nos dá aquele abracinho nos momentos certos, e nos dá a sensação gostosa de estar voltando pra casa. Para qualquer fã, isso é realmente insubstituível.

2. Scorpius Malfoy: amo e vou protegê-lo

Eu não sei nem explicar o quanto o fandom abraçou o filho único de Draco e Astoria Malfoy. Só sei dizer que a partir da primeira linha ele ganhou o coração de todo mundo e se tornou, de longe, o melhor personagem da história. Todas as cenas em que ele está são muito rápidas, ágeis, inteligentes e bem-humoradas.

3. Vemos as mulheres em destaque

Se na história ~regular~, J. K. Rowling tinha certo receio em colocar as mulheres tão em foco assim –apesar de personagens muito fortes como Lílian Potter e Narcisa Malfoy–, em Cursed Child essa realmente não é nem de longe uma preocupação. Nossas personagens favoritas são badass e isso é ótimo de ver canônico numa saga que cresceu comigo.

4. A amizade ainda é um ponto forte

Isso é muito bom de se ver. Nos sete primeiros livros, as relações de amizade que o Harry tinha com as outras pessoas eram o que faziam ele importante, essas relações construíram a pessoa que ele é, e o mostraram que ele não conseguia nada sozinho. É sempre melhor quando estamos acompanhados de pessoas com as quais podemos contar, e essa parte no livro não poderia ser melhor e mais quentinha.

A amizade de Albus e Scorpius é uma coisa muito lindinha a parte!

5. Cursed Child mata muitas teorias de fãs “teimosos”

Sabe quando passa pela sua cabeça a famosa pergunta “mas por que eles nunca usaram o Vira-Tempo para matar o Voldemort antes que ele pudesse fazer todas essas maldades?” Então. Nesse livro esse tipo de teoria é colocada a prova e finalmente vemos o Vira-Tempo como o artefato altamente perigosa que ele realmente é –afinal, ele era altamente controlado pelo Ministério da Magia, né?

6. Visitamos cenários conhecidos e somos apresentados a novos

Uma das coisas mais legais do universo de Harry Potter sempre foi os lugares, os ambientes. Em Cursed Child somos apresentados a um ou dois lugares que são descritos com uma clareza incrível mesmo por se tratar de um roteiro de uma peça, acrescentando mais lugares no mapa desse mundo tão rico.

7. Tudo acontece por um motivo

É sempre importante reforçar que nada é gratuito, ainda mais nesse universo onde tudo está conectado. Tudo tem um por que para acontecer, e de absolutamente tudo sai uma lição –mesmo que negativa–, e esse é um ponto super importante na história: certas coisas, por mais que a gente queira mudar, deveriam ter acontecido exatamente do jeito que aconteceram.

8. O mundo bruxo ainda é um mundo fofoqueiro

Existem rumores na história que mostram que os bruxos ainda são muito ligados ao que os outros pensam, e isso vai além do ridículo e beira o prejudicial. É sempre bom pra lembrar que o que realmente importa é o que você pensa de você mesmo, e o que as pessoas com as quais você mais se importam pensam de você, e o quanto elas te apoiam. No mais, você sai da Rita Skeeter mas a Rita Skeeter não sai de você.

Recado importante (!!!)

Se você não é tão fã assim de Harry Potter, gosta dos filmes moderadamente, leu os livros há muito tempo e gostou, mas não tem interesse nenhum em algo que não seja algo muito significativo para a história que você já leu e adorou, esse livro definitivamente não é pra você.

Muitos fãs estão descrevendo esse livro (alguns divididos entre opiniões positivas e negativas, claro) como uma fanfic (algo escrito por fãs), e a verdade é que o livro tem bastante fanservice (coisas escritas para agradar fãs). Pessoalmente isso não me incomoda muito, então eu abracei o livro com meu coração bem aberto.

Pode ser um problema pra você, e tudo bem se for! Ninguém é obrigado a gostar de nada, certo? :D

Agora me digam vocês: estão ansiosos para ler? Já leram? Conta tudo aqui pra gente e vamos nos abraçar em reencontro com esse universo maravilhoso!

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“Empatia, empatia, como você se sentiria?”

“Empatia, empatia, como você se sentiria?”

O título do post de hoje é, na verdade, uma musiquinha da Hora da Aventura. “Empatia, Empatia, Como você se sentiria? ♫”, canta o Finn em um episódio da 1ª temporada (achei a versão em inglês, pra quem não conhece!). É, também, a forma mais simples de resumir esse sentimento tão importante.

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A gente fala bastante de empatia por aí, mas sabemos mesmo o que esse sentimento tão poderoso significa? Empatia é a habilidade de se colocar no lugar dos outros, se identificar com as pessoas e com os sentimentos delas. Não é dó ou pena – esses são sentimentos condescendentes –, e também não é exatamente amor, simpatia ou carinho – que exigem um laço emocional com a pessoa.

É tentar se livrar dos julgamentos e verdadeiramente entender pelo que o outro está passando. Independente de quem seja. É algo que a gente faz por escolha própria e, pra ser sincera, não é fácil. É mais do que saber o que falar porque, na verdade, muitas vezes nem existe o que dizer.

Empatia é a capacidade de se conectar com o outro. Esse vídeo curtinho ajuda a entender melhor:

“Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado”

Todo mundo já ouviu isso alguma vez, mas esse é um conselho meio torto. Claro que a gente não gosta de ser mal-tratado e claro que não é legal maltratar os outros, isso é óbvio.

O ponto é que cada pessoa é única, pois tem suas próprias experiências, traumas e sonhos. A outra pessoa é uma outra pessoa, e a gente não pode ser a medida dos sentimentos dos outros.

Quando a gente usa a si mesmo como parâmetro e pensa nas nossas vontades, no jeito que gostaríamos de ser tratados, ignoramos a existência do outro. Pode acontecer da gente esquecer como a outra pessoa deveria ser tratada, respeitando quem ela é.

Tratar os outros como a gente gostaria de ser tratado não é empatia. Já é uma atitude super positiva na maior parte das vezes, mas empatia é tentar ir um pouco além, se desprender de você e tentar pensar no outro.

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Aquela vez que chorei no ônibus (qual das muitas?)

Eu sou uma pessoa chorona, é fato. Já perdi a conta de quantas vezes as lágrimas rolaram pelo meu rosto dentro do ônibus ou em público. Mas teve uma vez que vai ficar pra sempre marcada na minha memória.

Não foi pelo motivo que me fez chorar, mas pela reação de uma desconhecida. Naquele dia eu estava mal mesmo. Mesmo. Acho que foi uma das épocas mais difíceis da minha vida até hoje e, desde o momento em que sai do trabalho até a hora de chegar em casa (eram quase duas horas de percurso), fui chorando e soluçando ali no meu cantinho.

De repente, uma moça comprou um chocolate de um vendedor ambulante, chegou até mim e disse: “Tó, esse chocolate aqui é pra você. Não sei o que está acontecendo, mas queria que você se sentisse um pouco melhor.”

Não sei qual o nome e nem lembro mais do rosto daquela moça, mas sei que aquele Chokito fez toda a diferença. Ela podia não saber nadinha sobre mim ou o que eu estava sentindo, mas naqueles instantes, se conectou com a minha dor e fez o que estava ao seu alcance para aliviá-la.

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Nem sempre vai ser um chocolate, nem sempre vai ser um desconhecido. O valor está em realmente tentar se conectar com os sentimentos da pessoa de forma verdadeira, não só falar “Já vai passar”, “Não é nada de mais”, ou qualquer outra coisa só por falar.

A empatia é revolucionária

Roman Krznaric (eita, que nome difícil!) é um filósofo e autor do livro “O Poder da Empatia”, em que ele explica melhor como funciona esse sentimento. Para ele, a empatia pode ser dividida em dois tipos: empatia cognitiva, que é a capacidade de adotar o ponto de vista da outra pessoa; e empatia afetiva, que é quando a gente consegue compartilhar as emoções do outro.

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Ambas são poderosas e, para Roman, até mesmo revolucionárias. Parece exagero? Se a gente pensar que a incapacidade de se colocar na perspectiva dos outros e entender diferentes experiências e sentimentos é a essência de preconceitos e outros conflitos sociais… Bem, a empatia realmente tem um potencial transformador.

Em tempos de egoísmo e umbiguismo, a empatia é realmente um abraço confortável e tem tudo a ver com tolerância, né?

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