Links do bem – Maio/2016

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Nosso mês de maio foi super agitado –de um jeito muito bom! O de vocês também?

Pra começar, nós lançamos o Livro do Bem 2, abrimos uma lojinha do bem lá no Enjoei e viramos parceiras oficiais do Spotify, até convidamos vocês pra nos ajudar a fazer uma playlist pra festa do bem! Corre lá no nosso canal do YouTube pra não perder nenhum vídeo ;)

Até agora, maio só nos inspirou ainda mais a fazer de tudo um pouco: DIY, nos questionar mais ou só aprender e compartilhar novas músicas. Pensando nisso, separamos os links mais legais que a gente encontrou essa semana pra dividir com vocês <3

Iluminador Unicónio DIY

A Karen, do blog E aí, Beleza?, fez um tutorial super explicadinho e lindo sobre como fazer aquele iluminador de arco-íris que atualmente é ~a sensação~ não só com blogueiras de maquiagem mas com gente normal mesmo até porque QUEM NÃO QUER sair de casa pra balada parecendo uma unicórnia?

Precisamos falar sobre relacionamento absusivo

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Às vezes nós visitamos uma blogueira muito tempo, e nunca sabemos o que realmente se passa com ela –até porque ninguém é obrigado a expor todos os detalhes da vida na internet. Então, foi com bastante supresa, que eu li o relato da Aninha do Madly Luv sobre seu relacionamento abusivo. Vale a leitura, quem sabe você não consegue se ajudar ou alguém? :)

Falou-se muito sobre minimalismo

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Como designer, o mote de “menos é mais” sempre dividiu minhas opiniões comigo mesma, e por muito tempo eu apenas não pensei muito nisso. Então, duas amigas, a Babee e a Gabi, postaram sobre minimalismo de dois lados bem interessantes: a Babee postou sobre a personalidade do seu blog, do seu layout; e a Gabi falou sobre o minimalismo e sua personalidade enquanto PESSOA.

25 medos que já tive (e não quero ter mais)

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O blog da Maki é a coisa mais fofa e sincera do mundo inteiro, e isso se deve, claro, ao fato da Maki ser uma das pessoas mais fofas e sinceras do mundo inteiro. Eu, Duds, me relaciono muito com muitos posts dela, e esse tocou bem no meu coraçãozinho. Nesse post, ela fala sobre os 25 medos que ela já teve na vida, e te faz uma pergunta bem convidativa: de qual medo você quer se livrar?

Passou por alguma matéria super legal esse mês? Compartilha com a gente nos comentários!

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Três séries para aproveitar o feriado na Netflix

Kyle Chandler está, na imagem acima, falando com você, você mesmo, pessoa que resolveu passar o feriado inteiro em casa debaixo de um edredom comendo chocolate. Claro que toda essa combinação maravilhosa, que estou praticando no momento inclusive, precisa de mais um elemento: a nossa querida Netflix de todos os dias.

A verdade é a seguinte – eu estou esperando por esse fim de semana há meses. O motivo? Duas das minhas séries favoritas ganham temporadas NOVINHAS a partir de hoje na Netflix. Na verdade enquanto você lê esse texto eu provavelmente estou já na metade de uma das temporadas. E é claro que eu não poderia não dividir meu entusiasmo com vocês e trazer para as suas vidas as alegrias dessas séries.

O que eu não esperava era que uma terceira série estrearia na Netflix, uma semana antes, e me conquistaria profundamente, o que deixou o feriado ainda mais confuso, caótico e, é claro, delicioso. Vamos dar o play?

Bloodline – Segunda Temporada

O melhor mistério banhado pelo sol da Flórida está de volta, e como o Tio Danny, seu retorno quer dizer que estamos todos presos em sua teia. Se você não viu a primeira temporada de Bloodline, uma série de suspense e drama familiar centrada nos donos de uma pousada de luxo no sul da Flórida, você está perdendo e eu te invejo – você pode ver tudo agora mesmo. Mas se você já viu, prepare-se para saber o que acontecerá com os Rayburn após aquele fim de temporada bombástico e revelador. A praia também tem suas sombras, e eu não estou falando de uma palmeira.

Chef’s Table – Segunda temporada

Pode colocar a mesa e caprichar no visual do miojo, porque Chef’s Table, a melhor série de documentários do mundo, está de volta – e dessa vez, conta com um pouquinho de Brasil (iaia). A série que mostra o cotidiano, os pensamentos e o processo criativo dos melhores chefs do mundo chega à segunda temporada com um episódio dedicado ao nosso Alex Atala, do DOM de São Paulo. Bateu a fome?

Lady Dynamite – Primeira temporada

E por último temos a surpresa do feriado, e seu nome é Maria Bamford, que lançou a primeira temporada de sua série completamente autobiográfica de comédia Lady Dynamite e me deixou completamente viciada. A série, co-escrita por Mitch Hurwitz de Arrested Development (eu sei, também fui convencida nessa frase), conta a vida de uma comediante que sofre de transtorno bipolar e TOC. O grande truque é que a série acompanha o ritmo da cabeça de Maria, e com isso, não só rimos mas também conhecemos e desmistificamos problemas de ordem emocional e psicológica. Esse não é o único tema polêmico da série, e Maria ainda encara episódios sobre feminismo e racismo com inteligência e MIL participações especiais de celebridades. Que tal?

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Dê uma chance àquele filme que você não espera nada!

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Todo feriado ou final de semana é a mesma coisa: você tem tempo pra assistir algum filme e quase nunca consegue se decidir qual. E aí você fica com duas opções: ou você vai ao cinema e assiste a um filme que está em cartaz (o que é ótimo), ou você assiste aquele filme que você ama pela enésima vez.

Estamos aqui, como sempre, para resolver esse problema e indicar filmes que você pode passar sem dar absolutamente nada e, no fim, acabar gostando bastante, seja pra “limpar a sua mente” do stress da semana, seja para realmente aprender alguma coisa.

Separamos 6 filmes que você pode encontrar na Netflix e, talvez, salvar seu dia!

Meu namorado é um zumbi

Esse é o primeiro da lista por uma razão óbvia de: Nicholas Hoult. Você pode conhecê-lo como ~aquele menino de Skins~ mas eu o conheço por ser o Fera nas novas histórias de origem dos X-Men, e foi um ator pelo qual eu me apaixonei pelo trabalho. Esse filme tem a fama de ser bem toscão e de fato o é, e isso seria uma coisa ruim não fosse o fato de que o filme se aproveita disso. A história é bem simples: a terra foi infestada de zumbis e há um grupo de humanos que quer acabar com eles e com a doença. O importante, amigos, são os diálogos, que são bem hilários!

“O que eu estou fazendo com a minha vida? Eu estou tão pálido. Eu devia sair mais.”

Ele não está tão a fim de você

É aquele filme pra ver quando se está na bad e especialmente quando não se está na bad, mas não pensa muito sobre ele não, porque o enredo é o seguinte: várias histórias sobre vários casais e vários casais em potencial que tentam entender os sinais de que uma relação vai acabar bem ou não. É aquele filme que você vai rir, talvez se emocionar, e com certeza vai achar bem esquisito o Bruce Wayne namorando a Rachel Green.

DEVIA SIM.

Duff

Duff é a sigla pra uma “prática” terrível chamada “designated ugly and fat friend”, que é basicamente uma menina de um grupo que é escolhida pra ser a amiga feia de modo a fazer as outras parecerem mais bonitas (?). Sim, é estúpido assim. No entanto, o filme acaba crescendo bastante em você.

Zumbilândia

Talvez fosse pra ser um filme sério, e aí colocaram no elenco Jesse Eisenberg, Emma Stone e Bill Murray. Basicamente adolescentes –e um cara– atravessando os Estados Unidos no meio de uma infestação de zumbis e lidando com isso da melhor forma possível. Não tem muito mais o que dizer, mas posso te dar o link pra página do filme na Netflix: de nada.

Quem nunca?

Guerra Mundial Z

Sim, é o terceiro filme sobre zumbis nessa lista –será um padrão? Será que somos condicionados a não levar filmes de zumbi a sério?

Fui assistir esse filme no cinema sem dar muito por ele, fui pela companhia. Saí do cinema bem impressionada, porém, tanto com o desenvolvimento do filme como com a trilha sonora (que tem uma das minhas músicas favoritas do Muse, do meu disco favorito deles, o The 2nd Law). A atuação do Brad Pitt é bem boa, e tem até um easter egg pros fãs de Doctor Who que prestaram atenção ao nome do personagem de Peter Capaldi no filme: W.H.O. Doctor.

OPA, KIRIDA

O doador de memórias

Esse é o único filme dessa lista que eu ainda não assisti, então minha opinião de “não espero muita coisa” é muito mais sincera, já que todos os outros eu sempre tive aquele foguinho de apertar o play. Já com O doador de memórias, o meu problema sempre foi achar que era mais do mesmo. A história, é basicamente sobre um mundo onde apenas uma pessoa tem todas as memórias, a fim e poupar os outros habitantes de sofrimentos, e essa pessoa muda conforme um certo tempo. O filme começa quando um jovem novo é escolhido e começa o ~treinamento~. Bônus: tem a Taylor Swift.

Agora é a sua vez: qual filme você não esperava nada e saiu aprendendo muito mais ou dando umas boas risadinhas?

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Sua banda favorita vem ao Brasil – e agora?

Tudo começa com um dia completamente comum. Seus planos para o dia envolvem apenas o básico – o que almoçar, se existirá algum rolê com os amigos mais tarde, quem sabe um cochilo à tarde. Aí de repente nada mais é o mesmo na sua vida. A sua banda favorita confirmou um show no Brasil.

Isso aconteceu comigo ontem e eu gostaria de descrever um pouco a montanha russa que é passar por isso. Se já aconteceu com você, você irá se identificar. Se ainda não aconteceu, acredite – estou aqui torcendo para que aconteça o mais rápido possível, pois todos nós merecemos essa alegria (e a dor no bolso) de estar perto de nossos ídolos.

A banda em questão é o Wilco. Para quem não sabe, o Wilco é o equivalente do Justin Bieber (sério, sua base de fãs é intensa, muito intensa, muito apaixonada) para adultos que frequentam mostras de cinema independente, tomam uma quantidade impressionante de café e se descrevem como entusiastas de cochilos. Wilco é provavelmente a banda favorita daquele seu amigo que cancela todas as baladas para ver maratona de alguma série menos-vista da HBO, como Veep. Resumindo, Wilco é minha banda favorita. E depois de 25 anos de espera na minha vida, eu finalmente verei um show dos caras. A minha reação ao ficar sabendo disso? Veja em imagem exclusiva abaixo:

Agora vamos conhecer, em tópicos, o passo a passo desse momento tão importante.

A ficha se recusa a cair

Você sempre imagina que quando o show for confirmado você vai chorar, ou pular pelo corredor, ou ouvir sua música favorita do artista. A realidade é mais próxima de “você vai passar 5 minutos olhando de maneira estranha para a tela do computador, sem conseguir processar a informação”.

Mas a ficha tem que cair rápido – a compra do ingresso

Tudo só se torna realidade quando você garante seu ingresso. Para o bem e para o mal, a experiência realmente começa a partir do momento em que você vence a fila de compra no site (ou a fila real em algum ponto de venda) e garante seu lugar na multidão.

Hora de garantir que todo o squad vá junto ao show

Você começa a mandar inboxes, DMs e whatsapps para todos amigos que dividem com você essa paixão, e ignora completamente quando eles falam que estão sem dinheiro ou que vão viajar. Você fica insuportável com seus gritos, em caps lock ou reais, de “MAS VOCÊ NÃO PODE PERDER”. Na insistência, você consegue… até descobrir que vocês estão em setores diferentes e recomeçar todo o drama.

Começa a paranoia com o dia do show

Você entra no site do local onde o show vai acontecer. Se é ao ar livre, começa a pensar na previsão do tempo. Pesquisa rotas para o lugar no Google Maps. Se preocupa com o trânsito. Será que vai dar pra conseguir Uber? Tem metrô? É num dia de semana? Que horas é melhor chegar para pegar grade? Será que é exagero chegar de manhã? Um dia antes? Acampar? Dá pra ir agora?

Você vai ter medo de se decepcionar

Você esperou tanto tempo por esse momento… e se não for tão bom quanto você esperava? O medo passa por vários pontos como duração do show, simpatia do artista, animação do público, e termina na seguinte pergunta…

E a Setlist?

E SE ELES NÃO TOCAREM SUA MÚSICA FAVORITA? Para esse momento sempre existe o site Setlist.fm, no qual você pode passar horas pesquisando tudo o que seu artista favorito está tocando em shows em cada canto do mundo, pensando qual disco você quer que domine a lista do show em que você vai, escolhendo a melhor setlist possível e decorando até a ordem das músicas.

Agora é só esperar

Essa é a frase mais assustadora, não é? Compramos ingressos para shows que vão acontecer meses depois, e a espera chega a ser cruel. Mas lembre-se que você esperou anos por isso.

Você já viu a sua banda favorita ao vivo? Conta pra gente como foi a experiência!

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Quadrinistas mulheres que você precisa conhecer e amar!

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Sempre que possível nós buscamos ~enaltecer e divulgar~ o trabalho de mulheres maravilhosas, e num mundo ainda tão machista como o dos quadrinhos (e o geek no geral), é sempre bom que a gente fale sobre as minas que estão fazendo a diferença.

Ainda é incrivelmente difícil associar o nome de uma mulher a um trabalho de quadrinhos, especialmente quando se trata de eventos e outras coisas nesse sentido, mas o cenário está mudando. No último FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) que acontece em Belo Horizonte, tivemos um número esmagadoramente grande de mulheres no line-up como convidadas –pra inspirar outros eventos a fazerem o mesmo. Em contrapartida, premiações de quadrinhos como o Angoulême ainda “faz questão” de esquecê-las.

Pensando nisso, resolvi fazer uma pequena lista –pequena mesmo, comparada à quantidade incrível de mulheres que fazem quadrinhos– de artistas famosas e não tão famosas assim para você conhecer e se apaixonar! Um ponto maravilhoso em comum com todas elas é o quanto elas são migas –não só umas com as outras como também com outras minas que fazem quadrinhos–, acessíveis pelas redes sociais, e o mais importante: suas histórias são recheadas de conceitos como empatia e sororidade <3

Babs Tarr

Talvez a Babs seja uma das mais conhecidas nessa lista, mas ela é especial pra mim por dois motivos. O primeiro é bem simples: ela foi a mulher que me apresentou às mulheres em quadrinhos de uma maneira bem fluida. Segundo: ela é responsável pelo desenho da Batgirl dos novos 52, que eu ADORO.

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Noelle Stevenson

Quem me apresentou a Noelle foi um amigo, e eu me apaixonei pelo traço dela de um jeito que NEM SEI. Além de ter um senso de humor maravilhoso, o quadrinho mais famoso dela, Nimona –se vocês quiserem saber mais eu super indico essa mini-resenha do Vitor Martins–, é a coisa mais incrível!

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Laura Athayde

A Laura é de Manaus, mas mora em BH e é uma quadrinista apenas maravilhosa. Eu a conheci através da Capitolina, revista feminista online para a qual eu ilustro e ela também, e desde então é só amores. A Lau lançou recentemente seu primeiro quadrinho, Arquipélago.

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Ale Presser

A Ale é uma ilustradora de Florianópolis, super talentosa e fofa, e uma das quadrinistas mais “antigas” que eu tenho no meu círculo de amizades. Recentemente ela lançou, de modo independente, a Arroz, uma HQ que fala sobre mudanças e amizade.

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Paulina Ganucheau

Paulina é a artista por trás das HQs americanas Zodiac Starforce e Another Castle. Ela tem um ~grupo~ de amigas com mais outras quadrinistas e eu tenho certeza que elas juntas vão dominar. Se você seguí-la no Twitter vai com certeza querer seguir as outras, e vai criar esperanças no mundo dos quadrinhos de novo!

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Lembrando que essas são só algumas das quadrinistas que eu conheço e amo. Tem alguma dica pra me dar e acrescentar nessa lista? Querem uma parte 2 com mais quadrinistas maravilhosas? Falem pra gente ;)

 

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O ano em que Game of Thrones ganhou um coração

(Sem Spoilers. Eu juro. Spoilers não são do bem.)

Game of Thrones é considerado amplamente na cultura pop atual como A SÉRIE QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER SEMANALMENTE SE VOCÊ QUISER TER ASSUNTO COM SEUS COLEGAS NA SEGUNDA FEIRA. Isso não é nenhuma novidade. O que vocês não sabem, óbvio (exceto por aqueles que me seguem no Twitter), é que eu jurei ao fim da última temporada que eu não assistiria mais a série, mesmo com amigos (e até a minha mãe) sendo fãs devotos. Eu jurei que não aguentava mais cenas de sofrimento gratuito, tortura, falta de amor pelos personagens, violência contra a mulher… a série estava tomando um caminho simplesmente pessimista, testando nossos limites morais até o momento da ruptura. E quando começou a nova temporada lá estava eu, ouvindo aquele som dos violoncelos enquanto cidadezinhas apareciam no mapa. Me dei a justificativa de que só estava vendo para comentar ao vivo no Twitter.

Ah, as mentiras que contamos para nós mesmos.

Cinco episódios depois, estou aqui para admitir: me apaixonei por Game of Thrones novamente. O motivo? No meio de tanto gelo, rocha e tristeza, a série encontrou a única coisa que faltava a ela: um coração.

Reencontros, explicações para cicatrizes emocionais antigas da série, famílias, arrependimento e amadurecimento estão por toda a parte nessa temporada. Os personagens femininos (humanos ou não) estão ganhando cada vez mais força. E tudo isso culmina, em certo episódio, em algo que na minha opinião nunca tinha acontecido na série – Game of thrones está sempre matando personagens secundários, mas as mortes são tão rápidas e banalizadas que nenhuma delas havia realmente doído até hoje. Manhã de segunda feira e eu ainda estou triste e meio derrubada pelo que aconteceu no último episódio. Algo completamente inédito para mim em GoT. Algo que só acontecia comigo com séries como Grey’s Anatomy e Six Feet Under, Mad Men e The Sopranos. Ou nos bons momentos da série que não soube terminar, Lost.

Dessa maneira, esse post fica como uma dica: dê mais uma chance para Game of Thrones se você abandonou a série em algum ponto. Algo de especial está acontecendo ali. O inverno chegou em Westeros, mas o verão está chegando na alma dos personagens.

E para quem já viu… gente que segura a porta é gente do bem <3.

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RuPaul’s Drag Race e a importância de ter migas

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Sou dessas que vê as coisas na ordem, então quando comecei a assistir RuPaul’s Drag Race na Netflix, comecei pela primeira temporada. Um erro de principiante, quando na verdade é fato conhecidíssimo de senso comum que não se começa a assistir esse reality pela primeira temporada. E então a sexta temporada e sua rainha surprema Bianca Del Rio me conquistaram.

De lá pra cá, conheci muitas drags, me apaixonei por muitas histórias, coleciono favoritas, mas posso dizer com certa propriedade que uma temporada nunca foi tão ~miga~ como a oitava temporada, que terminou recentemente. E eu vou dizer por quê.

Gentlemen, start your engines and may the best friendship win!

Migas riem de você, com você e pra te animar

Na maioria das vezes que uma drag aparece com um “bordão,” é bem comum que ele acabe virando motivo de brincadeiras irônicas entre as demais competidoras, afinal, é tudo uma competição e quanto menos estável emocionalmente você está, menos você “dura.”

Não foi o caso de “walk into the club purse first,” frase da Bob The Drag Queen que ficou famosa e foi abraçada por todas as drags!

Migas não se importam de dizer “para que tá feio” e te ajudam a melhorar

Às vezes aquele batom não funciona, aquela roupa não favorece ou pior: você não consegue parar de falar do crush que só te faz mal. A miga de verdade não vê nenhum problema em falar pra você parar de pagar micão, te dar dois tapas de moral e pegar na sua mão pra te levar pra direção certa –mesmo que role um desentedimento antes…

Migas te apoiam nos seus piores momentos

Essa temporada foi a mais intensa em se tratando do que eu chamo de “conversa de espelhos,” que nada mais é do que o que as drags conversam enquanto produzem seus looks ou começam a se montar. São nesses momentos que elas se abrem, contam suas histórias e começam a criar laços de amizade e empatia com as outras competidoras.

“Se apaixone por nós porque nós estamos apaixonadas umas pelas outras.”

Migas não precisam ser fofas sempre para estarem realmente presentes

Uma das drags consideradas mais ~vilãs~ da temporada foi, com certeza, Acid Betty. Ela não tem absolutamente nenhum filtro na hora de jogar um shade, e acabou sendo meio ~desgostada~ por isso. No entanto, ela se provou ser uma pessoa maravilhosa quando, na final, Cynthia Lee Fontaine contou que havia descoberto um câncer e revelou que uma das pessoas que mais deu suporte a ela foi… Acid Betty!

Há muitas formas de ser miga e mostrar que se importa, e todas elas são válidas!

E mais importante: tudo fica melhor quando você faz com as migas!

Desde as pequenas até as grandes coisas. Nessa temporada, Acid Betty, Bob The Drag Queen e Thorgy Thor já pertenciam a mesma “família” de drags, já se conheciam e já eram amigas. Dividir uma experiência tão incrível com grandes amigas é algo que todo mundo merece experimentar! Essa energia acabou passando pra todas as outras queens.

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Conheça o melhor do mundo de X-Men Apocalipse


“Rejeição da humanidade é o que criou os X-Men”, diz Tina Fey em uma das frases mais famosas de sua série de sucesso 30 rock. Mas isso só vale para o mundo fictício, afinal a humanidade AMA os X-Men no mundo real, e recebe essa semana mais um filme da saga dos mutantes heroicos da Marvel – o oitavo de um universo compartilhado que não dá sinais de esfriar ou envelhecer. Nós já vimos X-Men Apocalipse, fim da trilogia que conta a origem dos herois – e dessa vez, esse filme deixa Xavier e cia no auge dos anos 80, com adolescentes de roupas neon ouvindo rock meio eletrônico da Inglaterra e curtindo Star Wars nas salas de cinema. Quer saber o que achamos?

X-Men Apocalipse pode até não ser tão bem amarrado como os seus dois antecessores, Primeira Classe e Dias de um futuro esquecido, mas o filme garante para você belas duas horas e meia bem gastas no cinema, e vários momentos memoráveis na companhia de seus mutantes favoritos. Vamos a uma pequena lista dos destaques?

A crítica social nunca esteve tão inteligente

Todo mundo sabe que X-Men adora temas como exclusão, preconceito, racismo e fascismo. Em Apocalipse podemos ver mais uma vez os terrores da vida de Magneto e o trauma do nazismo, além de aprender sobre representatividade (a importância da aparição da Mística na TV para mutantes jovens e perseguidos encontrarem sua autoestima) e sobre o preconceito que se esconde por trás de uma atmosfera de tolerância.

A nova geração de mutantes é apaixonante

Sou suspeita para falar dos novos mutantes adolescentes inseridos em Apocalipse, afinal um deles é um dos meus herois favoritos de todos os tempos, o Noturno, e está perfeito no filme. Mas Sophie Turner brilha como Jean Grey (e sofre menos do que a pobre Sansa Stark), Tye Sheridan se encaixa perfeitamente com o Ciclope mais velho de James Marsden, e a Tempestade é bem promissora. Única reclamação? QUEREMOS MAIS JUBILEU!

As cenas de ação são de encher os olhos

Falar das cenas de ação de Apocalipse seria estragar parte das suspresas do filme. Apenas posso adiantar que temos o retorno de um personagem amado em grande estilo, temos mais uma demonstração de heroismo e bom humor do Mercúrio de Evan Peters (sempre maravilhoso) e um clímax explosivo. Ah, já estava quase esquecendo. Uma delas, que se passa dentro da cabeça de um dos personagens, é uma das minhas cenas favoritas do ano.

Um elenco diverso e maravilhoso

Jovens e experientes, de etnias diferentes, homens e mulheres – X-Men traz tantos personagens e estrelas que é quase garantindo que você sairá de lá apaixonado por algum deles, se identificando e sonhando em ser parte da escola Xavier para jovens superdotados.

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Pra levar sempre com você: tatuagens que homenageiam bichinhos

Que nós amamos tatuagens e bichinhos, vocês já sabem. Mas o que vocês talvez não saibam é que amamos a possibilidade de juntar os dois da maneira mais fofa: fazendo uma tatuagem.

Existem muitos motivos pelos quais um dono resolve homenagear seus bichinhos: a morte de um deles, um laço especial, a simples vontade de tatuar ou o simples fato do bichinho existir e estar do seu lado para o que der e vier.

Então, se você está pensando em fazer uma tatuagem de bichinho e procura inspiração, talvez você a encontre nesses trabalhos, que vão do minimalista até os mais detalhados.

Dr. Woo, Los Angeles, EUA

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Seoeon, Seul, Coreia do Sul

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Hollie West, Norwich, Inglaterra (desenho da Gemma Correll)

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Horu, Busan, Coreia do Sul

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Sung Dahee, Seul, Coreia do Sul

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Swan Song Tattoo, Roma, Itália

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Sol Art Tattoo, Seul, Coreia do Sul (várias pra se inspirar!)

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E, como não podia faltar uma brasileira, Fernanda Prado, que fez a tattoo da Ju Martinez

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Tem alguma tattoo homenageando seu bichinho ou muita vontade de fazer? Mostra pra gente <3

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As grandes lições de vida do meu disco favorito

Quando você diz que gosta de Rock clássico, uma das primeiras perguntas que o mundo te faz é: Beatles ou Rolling Stones? Minha resposta sempre foi: The Beach Boys. Hoje, nesse 16 de maio de 2016, o meu disco favorito de todos os tempos comemora 50 anos de idade. O dobro da minha idade, e eu imagino que seja por isso que eu encontro tanta sabedoria em Pet Sounds, como quem escuta um pai dando conselhos e explicando a vida que está porvir. Os nossos discos favoritos nos acompanham por toda a vida, e eu sei que eu estarei comemorando o aniversário de 100 anos de Pet Sounds pensando como a arte de verdade não envelhece, não ganha nem mesmo rugas de expressão. Esse disco é um senhor de 50 anos que ainda surfa como os garotos da praia californianos surfavam em 1966. Isso é, entre uma lição e outra que eles nos ensinam. Quer saber o que eu aprendi com Pet Sounds, o meu disco favorito, e aniversariante do dia?

Viva a vida com paciência

A maior lição de Pet Sounds é relativa ao tempo. Em Wouldn’t it be nice, o personagem quer acelerar o tempo para poder viver uma vida com a sua amada – mas o resto do disco fala sobre como é importante cultivar as coisas com calma. Os Beach Boys falam sobre como é difícil crescer (That’s not me), esperar por respostas na vida (I know there’s an answer) ou por um grande amor (I’m waiting for the day), mas acima de tudo falam sobre como tudo isso vale a pena no final.

Saiba que todo mundo tem um universo criativo dentro de si…

Brian Wilson, a grande mente por trás dos Beach Boys, tinha problemas de reclusão e esquizofrenia, e estava em um dos momentos mais difíceis da sua vida quando escreveu, praticamente sozinho, esse disco. Todas as mentes são capazes de criar algo sublime, mesmo nas piores circunstâncias.

…e todo objeto também tem arte em si.

Brian achou a magia em todo instrumento, objeto e até no latido de animais. As músicas de Pet Sounds incluem os instrumentos de sempre – guitarra, piano, baixo, bateria. Mas também incluem sinos, latas de refrigerante, alarmes, cachorros barulhentos. Tudo que nos cerca vira música na cabeça de Brian.

O que seríamos sem as pessoas que amamos?

God only knows é a música mais famosa desse disco – e uma das músicas de amor mais bonitas já escritas (na minha humilde opinião). Seu refrão é simples – o que seria de mim sem quem eu amo? Claro que sobrevivemos a cada perda que temos (e esse é o resumo de outra música do disco, Here Today), mas nunca podemos deixar que esse sentimento se perca nas nossas vidas. Amar, seja um parceiro, os amigos, a família, é tão importante como respirar oxigênio para nosso metabolismo.

Ninguém consegue viver sozinho

Na adolescência tudo o que queremos é independência, sair de casa, deixar a família para trás e trilhar um caminho próprio. O tempo, porém, nos ensina que isolamento não faz bem pra ninguém, mesmo quando nos sentimos completamente fora de nosso tempo e queríamos ter nascido em outra década. Então venha cá, coloque a cabeça no meu ombro e se sinta reconfortado por um disco que definitivamente entende todos nós.

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