Toda garota é uma rebelde

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No último final de semana, Girlboss estreou na Netflix, bem a tempo do feriado – o que fez todo mundo correr pra ver (pelo menos na minha timeline do Facebook). As opiniões dividem-se entre aqueles que odiaram o retrato mimado de Sophia e aqueles que se sentiram encantados pela série. Não vou me estender aqui na minha opinião a respeito – desde então já li o livro, corri pra ponderar aqui e ali e acho que vale a pena esperar os ânimos esfriarem para termos uma discussão real sobre a tal #GirlBoss (mas, se você estiver muito curiosa: estou na primeira turma – com uma ressalva: me diverti com vários aspectos da série, só não consigo me sentir inspirada pela Sophia).

Para além do entretenimento da discussão de Girlboss, uma outra coisa ficou na minha cabeça depois de terminar de assistir. Talvez tenha sido o visual maravilhoso, o figurino incrível, o ar rock’n’roll. Talvez a trilha sonora. O que aconteceu foi que lembrei que, em todos esses anos aqui no Indiretas do bem, nunca parei para enaltecer as mulheres incríveis que moldaram minha personalidade e fizeram com que eu crescesse me sentindo representada e um pouco menos deslocada nesse mundo que, convenhamos, até pouco tempo atrás, era certinho demais. Porque sim, a música sempre foi o meu refúgio. A prova de que todas nós precisamos nos rebelar. Todos os dias, a cada escolha que fazemos.

Então preparei uma playlist das musas no Spotify, com mais de 100 músicas, cheia de GRL PWR. E, para preparar o aquecimento, aí vão 5 maravilhosas mulheres que me inspiraram a ser quem sou hoje – feliz dentro do meu próprio corpo, fazendo as coisas do meu jeito. Vira e mexe me sinto perdida, como nos últimos dias, e correr para dar play nessas vozes é garantia de inspiração e renovação. São só relatos pessoais, nada técnico. Sou só eu abrindo minhas paixões pra vocês.

Brody Dalle

Baby, cê faz meu coração bater mais rápido. E não é de hoje não. Imagine o sentimento de uma adolescente de 12 anos cujo único sonho real era fazer um moicano de dreads e tatuar uma caveira na parte raspada da cabeça (sim, eu estou me descrevendo) ao ver essa mulher cantando pela primeira vez nos Distillers. Fazendo um som que, aliás, até então eu só via caras fazendo. Gritando que tinha em mãos sua juventude e liberdade.

E, no futuro, ainda se casando com Josh Homme e tendo filhos lindos, que é pra gente seguir admirando mesmo depois de amadurecer. HAHAHA

Joan Jett

Ela não tá nem aí pra reputação ruim. AINDA BEM. Como não se sentir inspirada por uma mulher que, numa geração extremamente machista, levantou a voz, pegou a guitarra e decidiu que seria uma rockstar? É pra amar na versão The Runaways, na versão Solo e, sobretudo, nos dias de hoje, em que ela segue fazendo com maestria e vigor aquilo que ama desde novinha.

Beth Ditto

 No quesito “representatividade”, o mundo pode até estar, a passos lentos, se tornando um lugar mais aconchegante para as gordas como eu. Mas, anos atrás, essa enxurrada de modelos plus size não tinha espaço algum na mídia – e quando conheci Beth Ditto, eu fiquei assustada (é impactante, ou era, anos atrás!) e muito feliz. Ela foi uma das primeiras responsáveis pela minha mudança de postura diante do mundo, quando finalmente consegui levantar a voz e dizer “essa sou eu, lidem com isso”. Porque ela é ela. E é incrível. Ela é gorda. Ela é lésbica. Ela canta demais. Ela luta pela representatividade há muito tempo. Não se esconde. Não se diminui. Não cede.

A Beth Ditto é um ser mágico, e desde que a conheci eu decidi que seria também.

Debbie Harry

Eu não sei se sou capaz de definir o amor por Debbie Harry em palavras. Mas gente, precisa?

Cyndi Lauper

Garotas só querem se divertir! Você já cantou isso a plenos pulmões, eu tenho certeza. E ainda vai cantar muitas vezes. Clichê, talvez – até porque hoje as garotas querem muito, muito mais. Mas o hino de Cyndi, uma das maiores artistas de todos os tempos, nos lembra de nunca deixar o bom humor para lá. De não deixar que as pessoas nos imponham nada, que não nos diminuam. Cyndi pra mim é símbolo de igualdade. O tempo passa e ela segue, cada vez maior, cada vez mais incrível.

E você? Qual a sua musa?

Será que ela está lá na nossa playlist? Se achar que está faltando, conta pra gente acrescentar!

A revolução (e a solução) está em compartilhar!

A gente fala bastante sobre como alegria só é real quando compartilhada –não no sentido redes sociais de ser, mas no sentido de dividir o que a vida dá de melhor pra você, com outra pessoa. Passar adiante as lições e os bons sentimentos que vêm com cada história que a gente reúne.

Acreditamos demais nisso, então depois de um estranho oferecer uma sacolinha de marshmallows pra mim e pras minhas amigas quando saíamos do metrô e voltávamos pro hostel dizendo “Feliz Páscoa!”, eu vim aqui falar pra vocês sobre a OLIO, the food sharing revolution (em tradução livre: a revolução em compartilhar comida).

As casas no Reino Unido jogam fora mais de 4.2 milhões de toneladas de comida perfeitamente aproveitável todo ano, que juntas somam 12.5 bilhões de libras.

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OLIO é uma iniciativa que surgiu há pouquinho tempo, em 2015, e foi uma ideia das britânicas Tessa e Saasha, e consiste em um app gratuito que conecta vizinhos uns com os outros e com produtores locais, cafés e outros negócios com o intuito de fazer com que a “comida a mais” seja compartilhada, e não jogada fora. Segundo o site da OLIO, “essa comida pode ser algo que esteja perto do prazo de validade, vegetais que cresceram na horta de casa e estão sobrando, pão da padaria ou as coisas na sua geladeira que ficam lá quando você viaja por muito tempo.” Você também pode acabar se conectando com um abrigo, por exemplo, e dar comida que ia pro lixo, pra quem realmente precisa. Pensa que incrível!

“OLIO é super fácil! Para tornar um item disponível, apenas abra o aplicativo, adicione uma foto, descrição e quando e onde o item vai estar disponível para retirada. Para ver quais itens estão disponíveis, é só procurar pelos lugares mais próximos de você, fazer o pedido e combinar a retirada via mensagem privada.”

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Parece bom e de coração demais pra ser verdade, né? Mas a Tessa e a Saasha acreditam que com essas pequenas coisas a gente consegue mudar a nossa consciência com relação àquilo que jogamos fora todo dia, consciência que pode se extender pra todos os âmbitos da nossa vida.

Músicas que amamos e que fazem 10 anos em 2017!

Vocês já devem ter percebido o quanto a gente gosta de música e de playlist, né? Nosso perfil lá no Spotify tá recheado de playlists que a gente segue e cria só pensando naquelas coisas que a gente curte mais. E se tem uma coisa que a gente curte mais do que música e playlist é nostalgia.

Pensando nisso, fizemos uma seleção só com aquelas músicas que a gente ama e ainda canta bem alto e bem gritado, mas que fazem incríveis 10 anos agora em 2017.

Tenta segurar essa saudade que dá do Disk MTV!

Essa e outras playlists você encontra lá no nosso Spotify. Já segue a gente por lá? 😉