13 razões para largar tudo e ler Desventuras em Série agora!

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Desde quando foi anunciada pela Netflix mais cedo esse ano, o hype da série de Desventuras em Série, série de livros escrita por Lemony Snicket, aqui no meu coração estava há MILHÃO, e até chegamos a comentar dela aqui no post que a Mimis fez sobre séries que não vimos ainda mas já consideramos pacas.

Dito isso, essa semana saiu o primeiro teaser oficial e o mundo não podia ser mais melancólico e triste (vocês vão entender):

E então a Netflix apresenta para seu público a data de estreia da série com um “O mundo é imenso e cheio de coisas maravilhosas. Então, na sexta, dia 13 de janeiro, pelo amor de Deus… assista a outra coisa.”

Mas então, o que fazer até dia 13 de janeiro de 2017? Estou aqui para te dizer: leia os livros! Vou te dar um tempo pra procurar na internet onde comprar os livros… bom, a essa altura você já deve saber que são treze livros e está um pouco assustado. É natural.

Nada tema! Juntei 13 razões para você usar os meses que restam até a estreia da série e ler os livros.

1. A história é realmente boa <3

Antes de mais nada você precisa saber do que eles livros se tratam, certo?

Grosseiramente, a história começa depois que Violet, Klaus e Sunny Baudelaire se veem sem casa (ela foi destruída em um incêndio) e órfãos (o incêndio matou seus pais). A partir daí, eles ficam sob os cuidados do Sr. Poe, que os manda para um tio distante, o Conde Olaf, e tudo começa a dar errado (como se perder os pais não fosse o suficiente). O livro é cheio de mistérios, pontas soltas, assuntos mal-acabados, siglas, monólogos sobre a condensação da água e absurdos que só podiam acontecer com os Baudelaire mesmo.

2. Os livros são bem pequenos, finos e com letras grandes

Isso quer dizer que são absolutamente rápidos de ler. Isso quer dizer que, sendo um leitor mediano, daqueles que ~leva seu tempo~ pra ler as coisas, você vai ler os dois primeiros livros em uma semana no máximo. Dois livros por semana e em dois meses você lê todos, não é ótimo?

3. O humor-negro-melancólico do Lemony Snicket é a coisa mais incrível do mundo

Assim como a “frase-chamada” da Netflix, Lemony passa os treze volumes não só contando a história dos Baudelaire como também tentando convencer o leitor a parar de ler naquele exato minuto, já que ninguém merece uma história tão triste.

“Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos.”

Literalmente o primeiro parágrafo.

4. O jeito como a história é construída

Muito embora seja um livro infantil, é preciso um esforço grandinho para juntar algumas peças e algumas teorias que você vai juntando para resolver os enigmas junto com o Lemony e com os irmãos. E isso é ótimo, porque te dá uma experiência muito imersiva, ainda que em poucas páginas.

5. A Beatrice

Beatrice é a moça para a qual Lemony dedica todos os seus livros em frases maravilhosas, e ela é a melhor personagem mesmo sem realmente aparecer. Você meio que se apega a ela e fica desejando saber mais da sua história com o Lemony.

Para Beatrice –
O verão sem você é frio como o inverno.
O inverno sem você é ainda mais frio.

Em “O Hospital Hostil”, oitavo livro.

Para Beatrice –
Meu amor por você viverá para sempre.
Você, no entanto, não viveu.

Em “Sala dos Répteis”, segundo livro.

6. Mencionei que o Lemony Snicket não é bem o Lemony Snicket?

Não, você não leu errado.

Lemony Snicket é, muitas vezes, citado como pseudônimo de Daniel Handler, mas não é bem assim não. Lemony é esse homem-personagem e protagonista da vida de Daniel, que é “o responsável legal das coisas relacionadas ao Sr. Snicket,” em suas próprias palavras. Tanto que existe toda uma biografia para Lemony e outras histórias sobre a vida do autor.

7. As ilustrações de Brett Helquist

Se você não se interessa de pronto pela história, dá só uma olhada nessas ilustrações:

Brett é o responsável por fazer as ilustrações de capa e internas de todos os livros da série, e não poderia haver uma pessoa melhor. Como ilustradora, é um trabalho que eu conheci há bastante tempo lendo os livros e que eu ainda acompanho.

8. A constante quebra da divisão entre fantasia e realidade

Lemony não conversa apenas com o leitor enquanto narra a história, mas também com Brett, o ilustrador, a ponto de dar referências imagéticas das coisas que vão acontecer para que ele possa desenhá-las. Existe todo um trabalho de construção de um universo que não é nada complexo mas que vai fazer você desejar muito (e de todo coração!) que seja.

9. A química entre os personagens é bem crível

Não apenas os três irmãos interagem maravilhosamente bem um com o outro, como a relação com todos os outros personagens, até as piores de todas. Você acredita em todos os sentimentos e em todos os diálogos, e sente falta de vários personagens quando eles vão embora –mas nada tema!

10. Referências literárias, referências literárias everywhere!

Ler os livros novamente depois de “grande” foi uma experiência ótima pois deu pra perceber diversas referências literárias que, da primeira vez, passaram batido. O próprio sobrenome Baudelaire vem do poeta Charles Baudelaire, e eu te desafio a contar todas as referências a Edgar Allan Poe ao longo da série!

11. Não acredito que cheguei até aqui sem falar do Conde Olaf

Olaf é o vilão principal da história, líder de uma companhia de atores, e um personagem absolutamente absurdo, pra não dizer outra coisa. Os planos dele todos giram em torno da atuação e é tudo maravilhoso quando eles dão errado e quando dão certo também.

Como se isso não fosse suficiente, Olaf é interpretado no filme de 2004 por Jim Carrey e, na série da Netflix, será NEIL PATRICK HARRIS.

Francamente.

12. O momento é mais do que adequado

Além da iminente estreia da série, essa época geladinha, fresca e assustadora que o Halloween traz para o mês de Outubro faz como se tudo se encaixasse perfeitamente para fazê-lo sentar no sofá com um chá e todos esses livros ao seu redor.

13. Você não vai reclamar do final

Nem um pouco. É maravilhoso. E é só isso que eu vou dizer.

Já te convenci? Então segura a minha mão e vamos entrar nessa história maravilhosa!

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