2016 foi meu melhor pior ano

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Lá na virada de 2015 para 2016, eu encarava as ondas do mar durante a queima de fogos enquanto pensava: independente do que 2016 me reserva, eu vou cuidar mais de mim mesma e vou fazer tudo aquilo que EU quiser. Esse ano eu vou aprender a me amar pela primeira vez na vida.

Se eu contasse metade das coisas que passei ninguém ia acreditar, então eu guardo tudo pra mim, no meu coração. Falei um pouco sobre isso nesse texto aqui, sobre como precisei passar metade de 2016 me redescobrindo como se eu tivesse 15 anos de idade novamente.

Foi um ano pesado, mas encontrei abrigo nos meus amigos, no meu trabalho, na minha família, mas acima de tudo, encontrei abrigo em mim mesma. Aprendi a amar a solidão e descobri o quão precioso é passar um tempo de qualidade com nós mesmos. Esse ano eu fui sozinha ao cinema pela primeira vez, por exemplo. Não sei como isso nunca tinha acontecido antes mas eu amei, afinal não precisei dividir a pipoca com ninguém e ainda gostamos das mesmas partes do filme, foi maravilhoso!

Esse também foi o ano que perdi totalmente o medo de chorar um público e na frente dos meus amigos, até abracei isso com alegria. Toda vez que tocava Ed Sheeran no Uber eu já me preparava pro chororô e soltava a novela mexicana que existe dentro de mim. Foi libertador perder o medo de demonstrar meus sentimentos e dizer tudo que sinto.

Foi em 2016 que eu quase briguei com um palhaço no meio da Avenida Paulista porque eu não queria ser alegrada, foi o ano que entrei em uma loja de departamento só pra provar as roupas “mais Kardashians” da loja e também o ano que abri meu coração para uma taxista que me fez adicionar o filho dela no WhatsApp. Verdade seja dita que eu deveria ter ligado para o Tiago naquele dia, ele é um amor de menino, traz café na cama e as meninas com quem ele se relacionou nos últimos tempos só se interessavam pelo dinheiro dele.

Hoje eu posso dizer que estou saindo de 2016 muito mais forte do que entrei, aos trancos e barrancos sim, mas ainda estou aqui! Eu acredito que as coisas ruins são aprendizados que nos fortalecem e fazem parte da vida – independente do ano. Estou terminando o ano sem o Tiago, mas com tudo que eu queria.

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