5 motivos para assistir à nova temporada de Doctor Who

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Sábado, dia 15/04/17, a BBC transmitiu o primeiro episódio da décima temporada de Doctor Who e, como fanzoca que sou, já assisti umas três vezes e mal posso me aguentar de ansiedade pelo próximo capítulo.

Não sabe do que estou falando? Senta que lá vem história… Doctor Who é uma série de ficção científica que foi lançada pela primeira vez em 1963 e é uma das mais longas da história! Conta a histórica de um alienígena conhecido como Doutor (Doctor), que viaja pelo universo salvando civilizações, ajudando as pessoas e corrigindo erros na linha do tempo. Tudo isso graças a uma nave espacial conhecida como TARDIS, que tem aparência de uma cabine de polícia londrina dos anos 60.

Como uma série consegue durar tanto tempo? Bom, o Doctor é um alien de uma espécie conhecida como Timelords (Senhor do Tempo), e quando sofre uma lesão que seria fatal para a maioria das outras formas de vida, ele simplesmente não morre, mas se regenera! Um novo corpo (e, consequentemente, um novo ator), uma nova personalidade e frescor para a série 🙂 Atualmente, estamos na Décima Segunda versão do Doctor, interpretada por Peter Capaldi.

Acho que esse é um resumo bem resumido de tudo que te aguarda. Ainda não se convenceu? Ok, aí vão cinco motivos para dar uma chance – seja você um curioso ou um fã que deu uma estacionada na série:

1. É um ótimo episódio para você que sempre quis começar a série!

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Doctor Who foi exibido entre 1963 a 1989, período conhecido pelos fãs como a “Série Clássica” (Classic Who). Em 2005, foi relançado (alguns diriam até reinventado) e voltou a fazer um super sucesso! Atualmente conhecida como “New Who”, a versão entra agora na sua décima temporada.

Aí você me pergunta: posso começar a ver Doctor Who pela série clássica? Pode. Posso começar pela versão de 2005? Pode também! Como a premissa é sempre renovar o Doctor e mudar a trupe que acompanha ele por aí, é fácil encontrar uma brecha para embarcar nessa viagem também.

E olha, ‘The Pilot’, o primeiro episódio da décima temporada, é um bom ponto de partida se você nunca assistiu nadica mas tem interesse! É um episódio de apresentação da nova companion e a gente acaba enxergando o Doctor, a TARDIS e todo esse universo louco pelos olhos dela, o que dá uma sensação de renovação total. Foi ‘igual, mas diferente’ de quando assisti S01E01 – “Rose”!

Recomendo muito, fora que os efeitos especiais andam melhorzinhos também 😛

2. Bill é a primeira companion assumidamente lésbica

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Mal começou a temporada e a gente já ama a Bill com todo o coração! Além de ser carismática, cheira de energia e muito engraçada, Bill Potts (Pearl Mackie) é a primeira ‘companion’ – termo para a companheira de aventuras pelo tempo e espaço que mudam de tempos em tempos porque, afinal, o só o Dotô é imortal – lésbica.

Outros personagens gays e bissexuais já apareceram anteriormente, como o capitão Jack Harness e River Song (até a personagem Clara Oswald insinuou ter beijado a Jane Austen!), mas Bill é a primeira abertamente LGBT. As companions são conhecidas por serem um reflexo da audiência e é muito legal ver uma atriz negra interpretando uma personagem homossexual. Representatividade importa! Em uma entrevista, Pearl Mackie falou sobre o assunto:

Bill é gay. Não deveria ser uma grande coisa no século 21. Já não era sem tempo, não é? Essa representação é importante, especialmente em um programa tão popular. É importante dizer que as pessoas são gays, as pessoas são negras – existem também alienígenas no mundo também, então fique atento a eles. Eu me lembro de assistir TV como uma jovem miscigenada e não ver muitas pessoas que se pareciam comigo, então acho que se reconhecer visualmente na tela é importante. Não é a principal coisa que define seu caráter. É algo que faz parte dela e algo com o qual ela está muito feliz e muito confortável.

Não tem mais nem o que dizer, né? ♥︎

3. É a última temporada de Peter Capaldi como Doctor

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Peter Capaldi assumiu o posto de 12º Doctor em 2013, ao final da sétima temporada. Foi uma responsabilidade enorme vir após Matt Smith, que chegou a ser indicado ao BAFTA de 2011 como Melhor Ator. Ator, diretor, roteirista, produtor, artista e músico, Capaldi trouxe uma bagagem enorme para a série e conseguiu se tornar o Dotô favorito de muitas pessoas!

Muitos dos atores que interpretam o Doctor comentam que “eram fãs da série desde a infância” mas, no caso de Peter, o negócio é muito sério mesmo. Quando adolescente, ele chegou a enviar várias cartas para o fã-clube oficial da série, querendo o cargo de secretário! E era tão insistente que a BBC e o próprio fã-clube comentaram em uma carta que queriam vê-lo ‘exterminado pelos Daleks’, tem até um vídeo dele falando sobre o assunto num programa de televisão!

Ou seja, ele realmente É o Doctor. Conseguiu encarnar o personagem por completo e trouxe muito de si para dentro da tela (ele realmente toca guitarra!), é notável como ele se diverte e tem um brilho nos olhos de estar interpretando o que um dia foi seu ídolo. Infelizmente, gostar de Doctor Who é saber que os personagens vem e vão das telas e, com muita tristeza no coração, a gente sabe que essa é a última temporada do Capaldi.

Assim sendo, vamos aproveitar! 🙂

4. Antigos inimigos, novos perigos

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Apesar desse título brega, em Doctor Who tudo é cíclico, e confirmaram a volta de monstros como Cybermen, Daleks e até mesmo o arqui-inimigo do Dotô, o Master. Para quem está começando a assistir agora, é uma boa chance de ser apresentado a todos eles, e pra quem já sabe de cor e salteado, dá pra matar as saudades (pessoalmente, AMO que um dos maiores inimigos do Doctor parece um saleiro com uma batedeira e um desentupidor de pia como braços).

Mas isso não significa que aqui é só show de nostalgia e não tem espaço pra coisa nova! Estão rolando várias photos-spoilers de novos inimigos, como os Emoji-Bot (robôs com cara de emoji sim!) que só me fizeram pensar que pelúcias de emoji cocô não eram ultrapassar os limites. Robôs, sim.

5. Moffat deixará de ser o showrunner da série

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Ame-o ou odeie-o (no meu caso, em uma relação complicada), Steven Moffat é uma presença muito importante para Doctor Who. Ele começou escrevendo alguns episódios e, no início da quinta temporada em 2009, assumiu como roteirista chefe e showrunner (produtor executivo) do seriado.

Os episódios de Moffat que fizeram a série brilhar ainda mais lá atrás – ‘Blink’ é um dos episódios mais marcantes da série inteira! – e, quando assumiu, Moffat trocou o formato de monstro da semana para tramas mais complexas e arcos intrigantes.

Até o ponto em que os arcos se tornaram algo cansativo e sem noção, parecia que o Moffat tinha perdido a mão da coisa, a audiência começou a cair e surgiu até a hashtag #MOffatMustGo (Moffat tem que sair). Não vou nem me estender muito, mas o início da sétima temporada foi sofrido mesmo (desculpa pra quem gosta, hehehe) Para mim, Moffat fez as pazes no início da oitava temporada e com a vinda do Capaldi como Doctor. Um formato diferente de desenvolvimento dos arcos, uma Clara mais divertida, enfim… Ele se redimiu.

Seja celebrando ou chorando sua saída, a verdade é que todos temos que admitir que Moffat foi uma figura simbólica na nova era de Doctor Who e também para a televisão em si. Apesar das maluquices do roteiro e das críticas, Moffat sempre manteve uma alta qualidade na série como um todo. Só consigo torcer para que seu sucessor mantenha o padrão!

Sábado, chega logo para mais um episódio!

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1 comment

  1. AMO Doctor Who, sou whovian assumida, não dispenso um capítulo, meu carro tem adesivo de Dalek e da Tardis, rsrs. E apesar do meu Doctor favorito ser o 10° – David Tennant, gosto do Capaldi e vou sentir sua falta. Também adorei o s10e01, estou ansiosa pelos demais. Beijos!

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