Repete comigo: “ninguém é perfeito!”

Foto: Nikoloz Jorjikashvili / Flickr
Foto: Nikoloz Jorjikashvili / Flickr

Desculpa o clichê do título, mas não deixa de ser uma verdade. Também não deixa de ser verdade que muitas vezes a autocobrança fala mais alto e faz a gente se sentir menor, frustrado e decepcionado com quem somos, porque nosso objetivo era, justamente, alcançar a ‘perfeição’. Todo mundo ao redor parece mais bonito, mais feliz, mais bem-sucedido enquanto a gente tá aqui, sempre aqui.

Mas será que tá todo mundo mesmo lá ou a gente que se cobra demais e enxerga de menos? Eu voto na segunda opção, e nem é porque quero te dar um tapinha nas costas e ser condescendente. É porque de vez em quando a gente precisa ser relembrado que ninguém é perfeito.

Parece óbvio, né? Mas no dia a dia a gente nem se dá conta de que tá tudo bem ser assim, humano. ‘Só’ nada, isso já é incrível. Você é bom o bastante assim.  Ouviu? Agora repete. Mais uma vez, quantas vezes forem necessárias até isso fixar na cabeça, porque assimilar isso é fundamental para para se sentir bem consigo mesmo e com a vida num geral, sem ficar se comparando com os outros ao redor e achar que tá na pior.

Ficar em paz com quem somos começa quando a gente se aceita. Não precisamos esperar até nos tornarmos perfeitos para ser feliz, já somos bons o suficiente desse jeitinho. Mais do que isso, a vida como um todo não pode ser perfeita simplesmente porque… Não existe essa coisa de perfeição. E a busca pela perfeição é uma causa perdida, na verdade: inteiramente subjetiva e completamente inatingível, que só faz deixar a gente exausto de tanto correr atrás – essa é uma maratona sem fim e não existe pódio.

A partir do momento em que aceitamos nossas imperfeições, também reconhecemos que, como todo mundo, temos tantas qualidades quanto defeitos e… Tá tudo bem. É para ser assim mesmo, senão não tem equilíbrio. Os aspectos negativos que carregamos são, no fim das contas, só uma parte dessa coisa complexa que é ser cada um de nós. Você não precisa ser perfeito para ser uma boa pessoa.

É muito libertador se dar conta disso. Não só porque dá um alívio pensar que “ufa, tudo bem, sabe?”, mas porque quando que a gente se liberta do fardo do perfeccionismo e aceita as imperfeições, conseguimos focar no que temos de melhor e usar nossas qualidades ao máximo. A gente também passa a ter o poder de escolha para decidir qual dos trejeitos que “não tão bons assim” vamos gastar energia para melhorar e quais são parte da gente e as pessoas vão ter que aceitar no pacote.

Ninguém tá falando que não tem nada a ser melhorado. Estamos constantemente mudando e evoluindo, como eu já falei aqui. A questão é que se você nunca se tornar uma pessoa mais rica, mais saudável, mais inteligente, ou o que quer que seja, tá tudo bem também, porque você vai continuar sendo bom do mesmo jeito.

A gente fala tanto sobre aceitar as imperfeições de quem ama, mas esquece que tem que se amar e se respeitar também. Se eu te pedisse para listar características de um dos seus melhores amigos, com certeza iam aparecer alguns defeitos, mas as qualidades iriam se sobressair. Então por que quando o assunto somos nós a gente se cobra tanto e se coloca pra baixo?

Você é (ou deveria ser) seu melhor amigo. E, “ufa, tudo bem, sabe?” ter uma coisa ou outra que não gostamos em nós mesmos, porque tem um monte de outras tantas para se orgulhar. A gente só precisa olhar para elas um um pouquinho mais de gentileza.

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