American Gods: um mergulho intenso em diferentes mitologias

Finalmente estreou American Gods, uma das séries mais aguardadas da temporada – que comentamos aqui – e adaptação de um dos mais famosos livros do escritor Neil Gaiman, lançado em 2001.

A história conta a jornada de Shadow Moon (Ricky Whittle), um presidiário com “nome de hippie” que foi solto dias antes do esperado para ir ao funeral de sua esposa Laura Moon (Emily Browning), falecida em um acidente de carro. Shadow não tem mais emprego, esposa ou perspectiva alguma de vida até que o misterioso Sr. Wednesday (Ian McShane) cruza seu caminho e oferece um trabalho como guarda-costas e/ou faz-tudo.

Relutantemente, Shadow aceita o trato e logo se vê envolvido com pessoas esquisitas que não parecem (nem são) exatamente humanas, tendo sonhos bizarros (um búfalo com fogo pelas narinas e uma árvore centenária sem folha alguma são alguns dos exemplos) e participando de diálogos que não tem pé nem cabeça à primeira vista.

Tudo pode parecer meio confuso para quem não teve contato com o livro mas, na verdade, acho que era o plano. Parece que Bryan Fuller e Michael Green, os responsáveis pela série, queriam mais é que a gente ficasse com cara de “Hã???”, só para depois mudar para “Aaaaahhhh!!!”. O primeiro episódio não vai te entregar tudo na bandeja: a narrativa vai se delinear aos poucos e a nossa ficha vai cair junto com a de Shadow. Ele mesmo não tem ideia alguma de que está se metendo em uma batalha entre deuses antigos e os novos deuses americanos, como tecnologia e mídia (gente, isso não é spoiler, é a base da série, ok? 😀 )

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O que só alimenta ainda mais a curiosidade e expectativa para o desenrolar da história! Não tinha nem cinco minutos de episódio e a coisa toda já estava super intensa, porradaria e sangue para todos lados. O resultado é mais visual do que no livro, e algumas adaptações deixaram tudo mais interessante (amei demais as mudanças feitas no Technical Boy!). Neil Gaiman também está presente como produtor executivo, para ter certeza que nada vai fugir da essência do seu livro, mas que ao mesmo tempo faça sentido na linguagem da TV.

Se você gosta de diferentes mitologias, American Gods é perfeita! A obra parte da premissa que os deuses – de todas as religiões – tem força de acordo com a fé em que os humanos depositam neles e, com isso, acaba se tornando divertido tentar descobrir quem é quem, misturado na multidão dos Estados Unidos e sem muitos poderes restantes. Alguns são meio óbvios, mas outros fazem a gente dar um Google e aprender um pouco mais sobre outras mitologias, o que para mim é ainda mais legal!

Sem bom ou mal, sem idealizações: a mitologia é tratada na série de forma muito real e contemporânea. Irônica, até. E isso foi só o primeiro episódio, né? Ainda tem muitas outras figuras interessantes para dar as caras!

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A representação dos personagens também está ótima. Ricky Whittle parece ser um Shadow perfeito, todo caladão e desconfiado, mas com uma atuação que diz muito mais no olhar e atitudes corporais. O jeito de andar, mexer as mãos, é tudo bem sutil mas ao mesmo tempo carregado de significado. Mal vejo a hora dele e do Wednesday saírem por aí andando de carro pelas estradas dos EUA e seus diálogos com humor negro. Além disso, a trilha sonora e a fotografia linda (com cores vibrantes e tomadas meio inesperadas) trouxeram um apelo visual enorme!

Espero que os próximos episódios – serão oito episódios na primeira temporada – segurem a expectativa do piloto. Tá esperando o que? Mad Sweeney mandou avisar: “Só vem!!!”

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2 comments

  1. Não acredito que a Emily Browning morre (ou está morta) no primeiro episódio. Seria a minha personagem preferida, certeza! rs

    1. Spoiler nem tão spoiler assim: a personagem da Emily pode ter morrido, mas ainda vai aparecer bastante! Seja em memórias do Shadow ou de outras formas 🙂 Mas ela é super importante pra trama!

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