Repaint Hate: transformando mensagens de ódio em positividade!

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Infelizmente, existe muito ódio no mundo. Mas, felizmente, existe muito mais amor e gente disposta a distribui-lo, diminuindo o ódio que existe por aí. Olivia Trimble (de Arkansas, EUA), é uma dessas pessoas.

Um dia, ela acordou e descobriu que alguém tinha vandalizado um prédio próximo da biblioteca – um local bastante frequentado – com uma mensagem preconceituosa e ofensiva. Inconformada, ela pegou suas tintas e saiu em uma missão. “Sem pensar, sem ter nada em mente, eu só pulei da cama, coloquei uma roupa, peguei algumas tintas que tinha em mãos, corri lá e cobri aquilo o mais rápido possível”, disse Olivia.

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Substituiu as palavras de ódio por “O amor sempre vence”, e ali começou seu projeto Repaint Hate (repintando o ódio). Ela postou o resultado final em seu perfil do Facebook e se ofereceu para fazer o mesmo por aí, em lugares que pudessem ter outras mensagens com discurso de ódio.

A ideia se espalhou pelos Estados Unidos, e muitas pessoas também se ofereceram para fazer o mesmo em suas cidades natais. Em Fayetteville, a cidade em que Olivia mora, dois murais já foram doados para que ela registrasse mensagens de positividade. O intuito é que as pessoas se inspirem a agir para o bem.

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“Quando você cruzar com um discurso de ódio, pegue um pincel e faça arte”, diz a fanpage do Facebook. “Eu quero que as pessoas se sintam empoderadas, e quando elas virem algo acontecendo, tomem uma atitude para mudar a situação de forma positiva”, complementa a jovem.

via.

 

O outono mágico da Hannah McComb

Uma das coisas que mais gosto quando acompanho o trabalho de um artista é ver e progressão do traço e estilo com o passar do tempo (mesmo quando nem conheço a pessoa, sinto um orgulhinho de ver a evolução, muito #mãeorgulhosa). Acho que sou suspeita para falar, porque acompanhei o progresso da Hannah McComb de perto –sigo ela no Twitter! – e, desde o começo, admiro suas ilustrações.

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A Hannah mora em São Paulo, é ilustradora freelance e ama muito (muito) animais, a natureza e coisinhas mágicas. Como ela mesma define na sua fanpage, seu trabalho é “aquarelar o outono”.

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Ilustração em homenagem à cadela Laika, primeiro ser vivo terrestre a orbitar nosso planeta.

Os desenhos dão preferência tons terrosos/verdes/amarelados, e sempre trazem animais encantados e mocinhas que saíram da floresta (ou que vivem lá!), e também referências de cultura pop como Harry Potter, Game of Thrones, Pokémon. É tudo muito fofo e delicado, seja na aquarela ou nas pinturas digitais, ela tá sempre experimentando algo novo!

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Eu amo muito essas duas ilustrações que misturam foto e objetos reais com desenhos!

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Mal dá para acreditar que foi em abril do ano passado que a Hannah decidiu levar a sério esse negócio de ilustração e sair desenhando lindezas por aí! O traço dela cresceu tanto e não consigo deixar de me identificar com essas bruxinhas simpáticas que são jardineiras, guardiãs da floresta e cuidam até de Pokémons.

Para acompanhar o trabalho da Hannah você pode seguir no Instagramno Facebook e conferir a lojinha dela no Colab55.

Coisas que aprendi com Desventuras em Série

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Não sei vocês, mas desde que Desventuras em Série lançou na Netflix, não consigo fazer mais nada que não envolva a série. Tudo que assisto, penso, respiro, converso, é sobre a adaptação de uma das minhas obras favoritas na infância. Para vocês terem noção, gosto mais do que de Harry Potter (e eu gosto muito de Harry Potter, hein?).

Se você ainda não deu uma chance para acompanhar as tragédias na vida dos Baudelaire, a Duds listou 13 razões para ler os livros e entrar no clima e também fez uma resenha (sem spoilers!) do primeiro episódio. E então você me pergunta “Mas o que você tá fazendo aqui falando de Desventuras em Série, Mimis?”

Enquanto eu mergulhava sem pausa nos oito episódios da primeira temporada – que é ótima para quem nunca viu e um prato cheio para os fãs, com várias referências e tesouros espalhados pelos episódios –, fiquei pensando nas coisas que aprendi enquanto crescia junto com os órfãos Baudelaire.

Os adultos também não tem noção do que estão fazendo

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Mesmo quando são bem intencionados, como o Tio Montgomery Montgomery, os adultos conseguem ser mais ingênuos que crianças, acreditando nos disfarces toscos do Conde Olaf. Isso porque eles também não fazem ideia de como lidar com a vida real e acreditam no que querem enxergar porque a vida fica mais fácil assim.

Lar não é um lugar, é um sentimento

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É verdade que acontecem muitas desgraças na vida de Violet, Klaus e Sunny, mas eles aprenderam que tem uns aos outros e que é isso que importa. A casa e os pais podem ter perecido num incêndio de causas duvidosas, mas juntos eles conseguem ser mais fortes e superar o que for preciso.

Expandir o vocabulário é sempre bom

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Quando eu li Mau Começo pela primeira vez, em 2001(!!!), tinha 09 anos e as descrições do Lemony Snicket traziam muitas palavras diferentes do que estava acostumada. Isso poderia ser desencorajador para uma criança, mas o autor conseguiu tornar a experiência interessante, explicando logo em seguida o que quis dizer com a famosa “uma expressão que aqui significa…”

Nem sempre existe resposta para tudo

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Quem foi o responsável pelo incêndio na mansão dos Baudelaire? O que aconteceu com a Víbora Incrivelmente Mortífera? Qual o menu completo do Palhaço Ansioso? Essas são algumas perguntas (importantes ou não) que a gente nunca vai ter resposta…

E eu nem dei spoilers com questões que o Lemony Snicket deixou em aberto mais para frente, hein? A questão é que tem coisas que não tem resposta mesmo, e a vida segue em frente.

Não julgue algo (ou alguém) pelo nome

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A Víbora Incrivelmente Mortífera tem um nome assustador, mas como a gente bem sabe, é um nome impróprio e ela é um dos animais mais amigáveis de todo o reino animal. O Conde Olaf tem um título, mas de nobre não tem nada. Para bem e para mal, aparências enganam! 🙂

Se você tiver foco, vai conseguir encontrar uma solução

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Violet consegue inventar alguma engenhoca para quase tudo que for preciso, Klaus já leu livros sobre tudo e tem muitas respostas dentro da sua cabeça e a Sunny vai usar seus dentes sem hesitar. Basta respirar fundo, se concentrar e acreditar que você é capaz.

Afinal, se não fosse pelos Baudelaires, quem salvaria os próprios Baudelaires das garras do Olaf?

Todo mundo tem seus segredos

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Lembra que tem coisas que não tem resposta? Então… Ao mesmo tempo, todo mundo esconde segredos e nem sempre a gente vai descobri-los porque eles são, bem, segredos. Às vezes seus pais (e todo mundo que te cerca) fazem parte de uma sociedade secreta e você não faz a menor ideia! Às vezes você vai ao cinema esperando por uma distração e descobre que o filme, na verdade, tem um código secreto!

Ninguém é 100% bonzinho ou vilão

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A vida real é muito mais cheia de nuances, as pessoas são voláteis e trocam de lado, e as coisas não são tão simples assim pra dividirmos as pessoas entre heróis e vilões. Ser um ator não te faz uma pessoa boa (a gente sabe que o Conde Olaf é terrível, tanto como pessoa como ator), mas começarmos a apontar todas as coisas ‘erradas’, os órfãos roubaram um barco em determinado momento – uma atitude que fazia todo sentido dentro das circunstâncias mas, ainda sim, não é correta.

O que Desventuras em Série debate, o tempo todo, são questões de moralidade na sociedade. Como podem ser armadilhas e como não querem tudo isso sobre o caráter uns dos outros.