Sad Ghost Club: um guia para não ficar triste

Não lembro mais quando foi que me deparei com meu primeiro fantasminha tristonho, acho que foi no Tumblr. Mas lembro exatamente de como ele fez com que eu me sentisse.

No dia em questão, estava me sentindo bem pra baixo. “Ih, tava na bad.” É, acho que dá pra resumir assim. Alguns dias são mais difíceis do que os outros, você sabe. Mas, de repente, aquela tirinha estava lá, me dizendo que o que quer que fosse que eu estava sentindo, ia passar.

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Era justamente essa tirinha aqui!

Parei, pensei. Sorri um pouquinho. “Vai passar, é verdade.”

O Sad Ghost Club é um projeto que surgiu com os desenhos da Lize e ajuda da sua amiga Laura, um “clube para qualquer um que já se sentiu triste ou solitário”. A ideia é espalhar mensagens fofinhas para te ajudar a sair da deprê e lidar com seus próprios fantasmas (cada um tem os seus, né?)

Além disso, as garotas são super engajadas em passar mensagens positivas e alertas sobre saúde mental – inclusive, parte das vendas dos produtos vão para instituições de caridade que lidam com o assunto!

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“Seja gentil consigo mesmo –com amor, The Sad Ghost Club.”
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“Se você está se sentindo triste, tente fazer algo diferente.”
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“Quando eu leio um livro triste, eu me lembro que não importa quão mal a gente se sinta, nós ainda podemos fazer algo linda.”

Simples, delicadas e sinceras. Os fantasminhas fazem com que a gente perceba que não está sozinho por aí e podem ajudar a trazer alívio em dias ruins.

Para conhecer mais: site | facebook | quadrinhos

Para começar a meditar e acalmar a mente

Você já acorda com o alarme gritando. Mal abre os olhos e tem mil mensagens, pensamentos, sons e outras informações pra processar. E isso se repete durante o dia. Ligações e e-mails para ler/responder. Problemas a resolver. Mais tarefas e responsabilidades. Conflitos. Cansaço. Insônia. Stress. Ansiedade.

Pode parecer o resumo de um dia comum para muitas pessoas, mas a verdade é que isso não deveria ser comum. Quando o mundo exterior pesa, às vezes a gente fica atordoado e desconectado de quem somos. Esquecemos que somos nossas próprias âncoras.

Para mim, uma das formas mais simples e eficazes de retornar ao meu eixo é meditando. Estou longe de ser monge ou uma pessoa super zen, pelo contrário! Tenho crises de ansiedade que me tiram o fôlego e crises de enxaqueca que trazem tonturas e náuseas, sou bem panqueca da cabeça.

Acho que por isso mesmo que a meditação me ajuda tanto. Me dou conta do meu próprio corpo, de onde estou e até da minha própria existência. É algo que me ajuda muito e que tenho tentado colocar até nos momentos mais banais do dia, como quando ando de ônibus.

Qual é a melhor forma de meditar?

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Existem vários métodos de meditação, mas a verdade é que não existe certo ou errado – a não ser o que for melhor para você. Tem gente que gosta de ouvir música, tem quem prefira o silêncio. O mesmo vale para a posição: esteja confortável (ninguém quer dor nas costas, né?). Pode até ser deitado, só não vale dormir!

Tá, mas como eu medito?

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Vou falar como faço geralmente, ok? Mas teste vários jeitos até encontrar seu favorito!

  1. Escolho um ambiente tranquilo, silencioso e onde não vou ser perturbada por 15min ou mais;
  2. Sento com as costas eretas e os pés apoiados totalmente no chão – com as pernas fazendo um ângulo de 90º –, mãos no baixo ventre com os dedos de uma mão abraçando o dedão dedão da outra. Fecho meus olhos e boca, deixando a ponta da língua encostar no céu da boca;
  3. Começo com as respirações, lentas e profundas (mas sem forçar!). Gosto mais de respirar só pelo nariz, mas o mais importante é manter o ritmo e que o ato seja natural.
  4. Conforme vou respirando, me sinto mais calma e relaxada. Procuro manter meu foco na respiração, mas também presto atenção no ar entrando pelo nariz e preenchendo os pulmões, assim como o caminho inverso;
  5. Quando termino a sessão, começo a alongar o corpo devagar, com os olhos fechados. Ajuda também esfregar as mãos, braços, pernas de forma gentil, pra ir retomando o corpo.
  6. Só então abro os olhos, com calma e devagar. Pronto! <3

Por quanto tempo? Com que frequência?

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Eu gosto de meditar no mínimo por uns 15 minutos, já que a minha cabeça demora um pouco para acalmar e entrar no estado meditativo. Apesar disso, quando passa de 30 minutos, costumo me sentir dispersa.

Aprendi que mais importante do que o tempo que você dedica durante a meditação é transformá-la em um hábito. Tente não enxergar como uma tarefa, mas como uma oportunidade de se cuidar, de ficar em paz consigo.

Ajudinhas extras!

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Pode ser bem útil começar com meditações guiadas. Meu pai gosta da prática de meditação Xin Zhai Fa, oferecida pela Sociedade Taoísta do Brasil, tem a Zazen em templos budistas… Mas se você não está afim de ir a algum templo, pode procurar vídeos no YouTube como esseesse e vários outros. Minha favorita é a meditação ‘mindfulness’, que é tem foco na respiração e plena consciência presente, sem julgar ou mudar as sensações.

Também existem vários apps para te ajudar! Gosto bastante do “Stop, Breathe & Think” e mais ainda do “Headspace”. Os dois tem versões pra iOS e Android (e também podem ser acessados no site!), são de graça e tem meditações a partir de 2 minutos. Uso quase todos os dias!

E se eu dormir?

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Ué, acontece. O corpo tende a relaxar por completo quando a mente acalma e fica facinho de dormir. Tá tudo bem, só continuar tentando, uma hora vai dar certo.

Se for muito difícil de se concentrar, tente meditar em algum lugar que tenha um pouco mais de luz, pois mesmo com os olhos fechados a gente consegue senti-la.

Como sei que estou meditando “de verdade”?

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É meio difícil de explicar mas, para mim, meditar é chegar num estado que combina o foco na respiração e uma mente totalmente consciente dos meus pensamentos – ao invés de distraída por eles. É como se eu fosse o sol e os pensamentos os astros girando ao redor, sem que eu embarque nesse movimento diretamente com os pensamentos.

Comigo não funciona esse lance de ‘mente vazia e livre de pensamentos’, tento focar no presente e nas sensações provocadas. Não lute contra pensamentos e emoções, mas tente não se prender a eles ou ficar frustrado. Da mesma forma tranquila que eles vieram, deixe-os ir e foque, mais uma vez, na sua respiração.

Dicas do bem:

Ilustração: Gemma Correll
Ilustração: Gemma Correll
  1. Se você tem algum transtorno mental moderado ou grave é melhor buscar orientação e condução de alguém qualificado. É mais seguro para seu bem-estar. 🙂
  2. A meditação, como qualquer coisa na vida, pode trazer à tona traumas ou sentimentos mais difíceis de lidar, tente não se frustar e não abraçar essas sensações. O intuito é o contrário, né?
  3. Meditar com a barriga cheia ou vazia pode ser uma distração e até desconfortável, gerando sono ou inquietação.
  4. Use um timer ou alarme. Assim você não precisa ficar pensando constantemente se falta muito ou pouco para a prática terminar e consegue se focar melhor.
  5. Você pode acabar sentindo um pouco de frio, já que um dos efeitos da meditação é diminuir a pressão arterial. Geralmente eu sinto calorzinho, é como se estivesse movimentando as energias do meu corpo.
  6. Não fique frustrado! A meditação é para ajudar a te acalmar, não para trazer mais problemas. Lembre-se que tudo tem seu tempo.