“Empatia, empatia, como você se sentiria?”

O título do post de hoje é, na verdade, uma musiquinha da Hora da Aventura. “Empatia, Empatia, Como você se sentiria? ♫”, canta o Finn em um episódio da 1ª temporada (achei a versão em inglês, pra quem não conhece!). É, também, a forma mais simples de resumir esse sentimento tão importante.

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A gente fala bastante de empatia por aí, mas sabemos mesmo o que esse sentimento tão poderoso significa? Empatia é a habilidade de se colocar no lugar dos outros, se identificar com as pessoas e com os sentimentos delas. Não é dó ou pena – esses são sentimentos condescendentes –, e também não é exatamente amor, simpatia ou carinho – que exigem um laço emocional com a pessoa.

É tentar se livrar dos julgamentos e verdadeiramente entender pelo que o outro está passando. Independente de quem seja. É algo que a gente faz por escolha própria e, pra ser sincera, não é fácil. É mais do que saber o que falar porque, na verdade, muitas vezes nem existe o que dizer.

Empatia é a capacidade de se conectar com o outro. Esse vídeo curtinho ajuda a entender melhor:

“Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado”

Todo mundo já ouviu isso alguma vez, mas esse é um conselho meio torto. Claro que a gente não gosta de ser mal-tratado e claro que não é legal maltratar os outros, isso é óbvio.

O ponto é que cada pessoa é única, pois tem suas próprias experiências, traumas e sonhos. A outra pessoa é uma outra pessoa, e a gente não pode ser a medida dos sentimentos dos outros.

Quando a gente usa a si mesmo como parâmetro e pensa nas nossas vontades, no jeito que gostaríamos de ser tratados, ignoramos a existência do outro. Pode acontecer da gente esquecer como a outra pessoa deveria ser tratada, respeitando quem ela é.

Tratar os outros como a gente gostaria de ser tratado não é empatia. Já é uma atitude super positiva na maior parte das vezes, mas empatia é tentar ir um pouco além, se desprender de você e tentar pensar no outro.

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Aquela vez que chorei no ônibus (qual das muitas?)

Eu sou uma pessoa chorona, é fato. Já perdi a conta de quantas vezes as lágrimas rolaram pelo meu rosto dentro do ônibus ou em público. Mas teve uma vez que vai ficar pra sempre marcada na minha memória.

Não foi pelo motivo que me fez chorar, mas pela reação de uma desconhecida. Naquele dia eu estava mal mesmo. Mesmo. Acho que foi uma das épocas mais difíceis da minha vida até hoje e, desde o momento em que sai do trabalho até a hora de chegar em casa (eram quase duas horas de percurso), fui chorando e soluçando ali no meu cantinho.

De repente, uma moça comprou um chocolate de um vendedor ambulante, chegou até mim e disse: “Tó, esse chocolate aqui é pra você. Não sei o que está acontecendo, mas queria que você se sentisse um pouco melhor.”

Não sei qual o nome e nem lembro mais do rosto daquela moça, mas sei que aquele Chokito fez toda a diferença. Ela podia não saber nadinha sobre mim ou o que eu estava sentindo, mas naqueles instantes, se conectou com a minha dor e fez o que estava ao seu alcance para aliviá-la.

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Nem sempre vai ser um chocolate, nem sempre vai ser um desconhecido. O valor está em realmente tentar se conectar com os sentimentos da pessoa de forma verdadeira, não só falar “Já vai passar”, “Não é nada de mais”, ou qualquer outra coisa só por falar.

A empatia é revolucionária

Roman Krznaric (eita, que nome difícil!) é um filósofo e autor do livro “O Poder da Empatia”, em que ele explica melhor como funciona esse sentimento. Para ele, a empatia pode ser dividida em dois tipos: empatia cognitiva, que é a capacidade de adotar o ponto de vista da outra pessoa; e empatia afetiva, que é quando a gente consegue compartilhar as emoções do outro.

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Ambas são poderosas e, para Roman, até mesmo revolucionárias. Parece exagero? Se a gente pensar que a incapacidade de se colocar na perspectiva dos outros e entender diferentes experiências e sentimentos é a essência de preconceitos e outros conflitos sociais… Bem, a empatia realmente tem um potencial transformador.

Em tempos de egoísmo e umbiguismo, a empatia é realmente um abraço confortável e tem tudo a ver com tolerância, né?

Ser introvertido não é sinônimo de ser tímido!

Eu sempre fui uma pessoa introvertida mas eu demorei muito tempo pra descobrir que eu era introvertida. As pessoas diziam que eu era tímida e, sem saber muito bem, eu acreditei que era isso aí.

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Muita gente confunde timidez com introversão, acham que são sinônimos, mas não é bem assim!

“Introvertidamente”

Ser introvertido é uma característica psicológica e, basicamente, significa voltar-se para si mesmo. Carl Jung, o fundador da psicologia analítica, estudou muito sobre a personalidade humana e definiu as pessoas em introvertidas e extrovertidas.

Fica mais fácil de explicar se a gente compará-las: os extrovertidos usam a objetividade, e precisam do mundo ao redor para definir o próprio ser (eles “pegam de fora e trazem pra dentro”), enquanto os introvertidos usam a subjetividade. O que importa é o sujeito, ou seja, a gente percebe o mundo e as informações externas a partir de experiências, emoções, pensamentos e outros referenciais próprios (a gente “pega de dentro e traz para fora”).

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Muitas vezes, um introvertido não tem problema nenhum em falar em público, ele só… Fica sem energia de socializar o tempo todo. Algumas situações sociais podem ser experiências bem desgastante e é comum só guardar as coisas dentro de si. Por causa disso, os introvertidos precisam de um tempo a sós pra ‘recarregar’ as energias, enquanto os extrovertidos se ‘recarregam’ justamente em contato com outras pessoas.

Isso também não quer dizer que a gente seja solitário ou arrogante, hein! Só que o espaço pessoal precisa ser respeitado.

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Aquela vontade de enfiar a cabeça num buraco

Todo mundo já se sentiu tímido alguma vez na vida! As bochechas quentes, a vontade de sumir, aquele nervosismo de ter que lidar com os outros. Timidez é aquele desconforto quando a gente se expõe em situações sociais, especialmente quando somos o centro das atenções.

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É muito comum que a pessoa fique encanada pensando “O que será que estão pensando de mim?”, se preocupando até demais com suas atitudes e com a forma que os outros estão lidando. É quase como um medo das pessoas e do que elas estão pensando.

Existem vários graus de timidez, viu? Até mesmo a pessoa mais autoconfiante já teve seus momentos de timidez!

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Mas por que confundem timidez e introversão?

Muitas vezes, a confusão acontece porque introvertidos acumulam características de pessoas tímidas e incorporam elas na sua personalidade. Minha mãe nunca entende como eu “me tornei” uma pessoa introvertida, porque ela tem na cabeça aquela criancinha que conversava com todo mundo, quando quisesse.

Mas aí é que está: não tenho problema algum em falar com as pessoas quando quero, nunca tive. Eu não “me tornei” introvertida, sempre fui. Por mais que seja tagarela, meu momento preferido é o silêncio.

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Susan Cain, autora do livro “O Poder dos Inquietos”, explica que a confusão vem muito mais da forma como a sociedade interpreta as pessoas. “O estado mental de um indivíduo que está timidamente sentado numa reunião pode ser diferente de uma pessoa que é introvertida e mantém-se apenas calma, mas aos olhos das pessoas, os dois parecem ser iguais nos seu comportamento.”

Se você se identifica com os critérios de introversão e, além disso, também sente vergonha diante da maior parte das interações sociais, você é um introvertido-tímido.

Mas saiba que também existem extrovertidos-tímidos, então todo mundo pode se identificar!

Lista de gratidão – que tal agradecer pelas coisas boas?

Sempre torci o nariz pra palavra gratidão. Para você ter uma ideia da birra, convenci minha dupla de TCC a trocar a expressão por “somos muito gratas” nos agradecimentos do projeto. Besteira minha, admito.

Temos essa tendência de dar um peso muito maior às coisas ruins ou complicadas que aparecem durante o dia a dia, já reparou? E se, ao invés disso, fizéssemos um esforcinho para aproveitar as oportunidades e dar valor às coisas boas que acontecem? Sim, estou falando de #gratidão!

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Foto por: “Pepper and Twine”

Sempre vai ter algo que deixe nosso coração quentinho, por menor que seja. E isso pode (e vai) te dar forças pra seguir adiante! Nas minhas andanças pela internet, conheci o conceito de “gratitude list”, que nada mais é do que uma lista de gratidão. A ideia é bem simples, escrever coisas pelas quais você se sente agradecido, independente do que sejam!

Anotar as coisas boas faz com que a gente consiga visualizá-las melhor e dá uma noção de importância maior para elas. A minha semana foi um bocado difícil e depois de dar uma choradinha (quem nunca?) me propus a escrever uma lista das coisas boas que aconteceram no meu caderninho-diário, mas achei que seria legal compartilhar com vocês também!

Minha lista do dia 18/07 ao dia 24/07:

ouvir áudios da minha irmã + começar a correr no parque + carta de recomendação + escrever para o Indiretas do Bem + Stranger Things + conselhos da minha amiga Ju + waffle com chocolate + passarinhos entrando dentro do apartamento + colo e cafuné do Rodrigo + conversas desencontradas com as amigas (as respostas chegam no momento certo, incrivelmente) + quotes da Amanda Palmer + pequenos momentos de sol em meio ao clima louco de garoa/chuva + chá de limão e torradas com geleia.

Foto por: "boho berry"
Foto por: “Boho Berry”

Que tal adotar o hábito também? Você pode fazer da forma que achar melhor: todos os dias, um resumo semanal ou até escrever o mês em um título e ir adicionando ali os tópicos conforme os dias forem vão passando… Não importa muito o formato, o que importa é praticar a reflexão e perceber coisas positivas, que poderiam ter passado batidas pela rotina.

Desde, sei lá, comer alguma guloseira ou ter um lugar para morar, tirar uma selfie em que você se sente um máximo, conseguir um emprego, ler um livro incrível, ai… São tantas possibilidades!

Só de dar exemplos eu já começo a pensar em mais mil motivos pra ser agradecida, hehe.