Ser introvertido não é sinônimo de ser tímido!

Eu sempre fui uma pessoa introvertida mas eu demorei muito tempo pra descobrir que eu era introvertida. As pessoas diziam que eu era tímida e, sem saber muito bem, eu acreditei que era isso aí.

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Muita gente confunde timidez com introversão, acham que são sinônimos, mas não é bem assim!

“Introvertidamente”

Ser introvertido é uma característica psicológica e, basicamente, significa voltar-se para si mesmo. Carl Jung, o fundador da psicologia analítica, estudou muito sobre a personalidade humana e definiu as pessoas em introvertidas e extrovertidas.

Fica mais fácil de explicar se a gente compará-las: os extrovertidos usam a objetividade, e precisam do mundo ao redor para definir o próprio ser (eles “pegam de fora e trazem pra dentro”), enquanto os introvertidos usam a subjetividade. O que importa é o sujeito, ou seja, a gente percebe o mundo e as informações externas a partir de experiências, emoções, pensamentos e outros referenciais próprios (a gente “pega de dentro e traz para fora”).

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Muitas vezes, um introvertido não tem problema nenhum em falar em público, ele só… Fica sem energia de socializar o tempo todo. Algumas situações sociais podem ser experiências bem desgastante e é comum só guardar as coisas dentro de si. Por causa disso, os introvertidos precisam de um tempo a sós pra ‘recarregar’ as energias, enquanto os extrovertidos se ‘recarregam’ justamente em contato com outras pessoas.

Isso também não quer dizer que a gente seja solitário ou arrogante, hein! Só que o espaço pessoal precisa ser respeitado.

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Aquela vontade de enfiar a cabeça num buraco

Todo mundo já se sentiu tímido alguma vez na vida! As bochechas quentes, a vontade de sumir, aquele nervosismo de ter que lidar com os outros. Timidez é aquele desconforto quando a gente se expõe em situações sociais, especialmente quando somos o centro das atenções.

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É muito comum que a pessoa fique encanada pensando “O que será que estão pensando de mim?”, se preocupando até demais com suas atitudes e com a forma que os outros estão lidando. É quase como um medo das pessoas e do que elas estão pensando.

Existem vários graus de timidez, viu? Até mesmo a pessoa mais autoconfiante já teve seus momentos de timidez!

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Mas por que confundem timidez e introversão?

Muitas vezes, a confusão acontece porque introvertidos acumulam características de pessoas tímidas e incorporam elas na sua personalidade. Minha mãe nunca entende como eu “me tornei” uma pessoa introvertida, porque ela tem na cabeça aquela criancinha que conversava com todo mundo, quando quisesse.

Mas aí é que está: não tenho problema algum em falar com as pessoas quando quero, nunca tive. Eu não “me tornei” introvertida, sempre fui. Por mais que seja tagarela, meu momento preferido é o silêncio.

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Susan Cain, autora do livro “O Poder dos Inquietos”, explica que a confusão vem muito mais da forma como a sociedade interpreta as pessoas. “O estado mental de um indivíduo que está timidamente sentado numa reunião pode ser diferente de uma pessoa que é introvertida e mantém-se apenas calma, mas aos olhos das pessoas, os dois parecem ser iguais nos seu comportamento.”

Se você se identifica com os critérios de introversão e, além disso, também sente vergonha diante da maior parte das interações sociais, você é um introvertido-tímido.

Mas saiba que também existem extrovertidos-tímidos, então todo mundo pode se identificar!

Lista de gratidão – que tal agradecer pelas coisas boas?

Sempre torci o nariz pra palavra gratidão. Para você ter uma ideia da birra, convenci minha dupla de TCC a trocar a expressão por “somos muito gratas” nos agradecimentos do projeto. Besteira minha, admito.

Temos essa tendência de dar um peso muito maior às coisas ruins ou complicadas que aparecem durante o dia a dia, já reparou? E se, ao invés disso, fizéssemos um esforcinho para aproveitar as oportunidades e dar valor às coisas boas que acontecem? Sim, estou falando de #gratidão!

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Foto por: “Pepper and Twine”

Sempre vai ter algo que deixe nosso coração quentinho, por menor que seja. E isso pode (e vai) te dar forças pra seguir adiante! Nas minhas andanças pela internet, conheci o conceito de “gratitude list”, que nada mais é do que uma lista de gratidão. A ideia é bem simples, escrever coisas pelas quais você se sente agradecido, independente do que sejam!

Anotar as coisas boas faz com que a gente consiga visualizá-las melhor e dá uma noção de importância maior para elas. A minha semana foi um bocado difícil e depois de dar uma choradinha (quem nunca?) me propus a escrever uma lista das coisas boas que aconteceram no meu caderninho-diário, mas achei que seria legal compartilhar com vocês também!

Minha lista do dia 18/07 ao dia 24/07:

ouvir áudios da minha irmã + começar a correr no parque + carta de recomendação + escrever para o Indiretas do Bem + Stranger Things + conselhos da minha amiga Ju + waffle com chocolate + passarinhos entrando dentro do apartamento + colo e cafuné do Rodrigo + conversas desencontradas com as amigas (as respostas chegam no momento certo, incrivelmente) + quotes da Amanda Palmer + pequenos momentos de sol em meio ao clima louco de garoa/chuva + chá de limão e torradas com geleia.

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Foto por: “Boho Berry”

Que tal adotar o hábito também? Você pode fazer da forma que achar melhor: todos os dias, um resumo semanal ou até escrever o mês em um título e ir adicionando ali os tópicos conforme os dias forem vão passando… Não importa muito o formato, o que importa é praticar a reflexão e perceber coisas positivas, que poderiam ter passado batidas pela rotina.

Desde, sei lá, comer alguma guloseira ou ter um lugar para morar, tirar uma selfie em que você se sente um máximo, conseguir um emprego, ler um livro incrível, ai… São tantas possibilidades!

Só de dar exemplos eu já começo a pensar em mais mil motivos pra ser agradecida, hehe.

Sad Ghost Club: um guia para não ficar triste

Não lembro mais quando foi que me deparei com meu primeiro fantasminha tristonho, acho que foi no Tumblr. Mas lembro exatamente de como ele fez com que eu me sentisse.

No dia em questão, estava me sentindo bem pra baixo. “Ih, tava na bad.” É, acho que dá pra resumir assim. Alguns dias são mais difíceis do que os outros, você sabe. Mas, de repente, aquela tirinha estava lá, me dizendo que o que quer que fosse que eu estava sentindo, ia passar.

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Era justamente essa tirinha aqui!

Parei, pensei. Sorri um pouquinho. “Vai passar, é verdade.”

O Sad Ghost Club é um projeto que surgiu com os desenhos da Lize e ajuda da sua amiga Laura, um “clube para qualquer um que já se sentiu triste ou solitário”. A ideia é espalhar mensagens fofinhas para te ajudar a sair da deprê e lidar com seus próprios fantasmas (cada um tem os seus, né?)

Além disso, as garotas são super engajadas em passar mensagens positivas e alertas sobre saúde mental – inclusive, parte das vendas dos produtos vão para instituições de caridade que lidam com o assunto!

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“Seja gentil consigo mesmo –com amor, The Sad Ghost Club.”
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“Se você está se sentindo triste, tente fazer algo diferente.”
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“Quando eu leio um livro triste, eu me lembro que não importa quão mal a gente se sinta, nós ainda podemos fazer algo linda.”

Simples, delicadas e sinceras. Os fantasminhas fazem com que a gente perceba que não está sozinho por aí e podem ajudar a trazer alívio em dias ruins.

Para conhecer mais: site | facebook | quadrinhos