Coisas ‘não turísticas’ para fazer em Auckland – parte 1

Ser turista é bom demais, não vou negar. Mas uma das minhas sensações favoritas em qualquer viagem é descobrir locais e atrações que vão além dos guias de turismo. Aqueles tesouros que saem do roteiro e fazem você se sentir quase um local, tornando a experiência ainda mais inesquecível.

Quando você vem morar em outro país (mesmo que por um ano ou dois), essa sensação de pertencimento fica ainda mais latente. É quase necessário para sobreviver quando o coração aperta de saudades. Sem contar que é mais história para contar.

A Nova Zelândia é linda e Auckland, provavelmente a primeira parada de qualquer um aqui no país, é cheia de tesouros que vão além da SkyTower – francamente, não vejo muita graça e acho a torre feia, mas tudo bem HAHAHAH –, visita ao vulcão Mount Eden e passeio pelo porto. A cidade concentra um terço da população do país(!) e é uma grande sopa cultural: basta uma volta rápida e você consegue ouvir mais de cinco línguas diferentes pela rua.

Com tanta diversidade, é quase triste ver que a lista de atrações fica sempre no mesmo. Claro que eu ainda tenho muito a descobrir por aqui, e prometo publicar a parte 2, 3, mil dessa lista de coisas não-turísticas (mas igualmente legais!) para fazer por aqui!

1. La Cigale French Market

foto: Divulgação La Cigale
foto: Divulgação La Cigale

Auckland tem muitos mercados de rua – que, no Brasil, a gente chama de feira mesmo –, mas um dos meus favoritos é o French Market que fica em Parnell. Com óbvia inspiração francesa, o mercado não é só de frutas e vegetais, mas um apanhado disso e muito mais mais: produtores locais, queijos artesanais, pães, chás, barracas com comidas (paellas, crepes, sucos orgânicos, …), música ao vivo, produtos frescos e muito amor.

É um ótimo local para começar o dia, tomar café da manhã e comprar ingredientes para o almoço que vem depois (ou almoçar por lá mesmo, eu amo brunch!), mas não dá bobeira que depois das 13h o pessoal já está finalizando o serviço e se preparando para empacotar as coisas. E leve dinheiro! 🙂 Muitos dos produtores aceitam cartão, mas é sempre bom ter algum dinheiro em mãos (a barraca do salmão defumado, por exemplo, só aceitava dinheiro – mas valia muito a pena!)

Onde? 69 St Georges Bay Road – Parnell
Quando? Sábado, das 8:00 às 13:30, e Domingo das 9:00 às 13:30.

2. Filmes no Silo Park

foto: Divulgação
foto: Divulgação Silo Park

O Silo Park tem um nome bem explicativo: o parque no Wynyard Quarter surgiu dos silos (recipientes gigantes geralmente utilizados para o armazenamento agrícola) para cimento da empresa Golden Bay, um resquício do que já foi uma área industrial da cidade.

Durante o verão, alta temporada em Auckland, o Silo Park é fonte de mais de cinquenta eventos, entre feiras, performances e, meu favorito, cinema ao ar livre. As sessões são gratuitas e projetadas no Silo7 (o maior de todos), e também tem opções de comida para acompanhar a sessão.

Você pode levar uma cadeira, canga ou almofadas para se acomodar na grama e aproveitar o início da noite de sexta – afinal, o sol começa a se por às 20:30 durante o verão aqui! As sessões são super variadas: filmes para a família, produções nacionais e interncionais (esse ano tem até filmes de Bollywood!)

Onde? Corner Jellicoe Street and Beaumont Street – Wynyard Quarter
Quando? Sextas-feiras de verão, às 21:00. Cheque o calendário do parque!

3. Tomar sorvete na Giapo


Ok, essa é uma dica meio turística. É só olhar para a fila de gente que se aglomera na portinha da sorveteria da Queen Street e dá para entender que a sorveteria Giapo faz sucesso entre locais e turistas. Mas, também, com um sorvete desses é meio difícil de resistir, né? Está na lista de melhores do mundo entre os sommeliers de sorvete e, olha, vale muito a pena pagar dez dólares por uma casquinha (eu sei, dez dólares pode parecer bastante, mas vai por mim que é uma experiência válida).

Acho que parte da mágica é que os sabores ficam ‘escondidos’ dos clientes e você tem que pedir para experimentar antes de escolher (e eles tem paciência de te deixar experimentar tudinho, ficam explicando tudo que você quiser saber – o que no caso, eu não preocupo muito não, fico mais a fim de provar mesmo). Depois que você finalmente escolhe, montam o sorvete na hora, na sua frente – parece que vai cair de tanta coisa apetitosa que se amontoa.

Onde? 279 Queen St, Auckland 1010

4. Ir para Takapuna (e comer fish & chips)

Foto: Exploring my own backyard
Foto: Exploring my own backyard

Como brasileira, confesso que não me impressionei com as praias de Auckland. A gente fica meio mal-acostumado com o tanto de praia bonita que tem pelo país inteiro – eu achei Mission Bay pequena, com areia esquisita e nadademais, por exemplo. Mas para não dizer que só reclamo, Takapuna é um dos meus locais favoritos.

O mar é um dos azuis mais lindos que já vi, a praia é muito gostosa & tranquila, tem um centrinho comercial muito gostoso, com vários restaurantes e lojas legais pertinho da praia. Para uma experiência mais kiwi, o esquema é comprar uma porção de fish & chips e aproveitar a vista, porque o país não nega a colonização britânica.

Se você ainda tiver espaço no estômago, tem um restaurante colombiano chamado El Humero que é 10, cinco estrelas, aprovado pela minha amiga colombiana. 🙂 (sorry not sorry, mas indicação de comida é o que mais tem na minha vida)

Onde? Takapuna Fish Shop – Takapuna Beach 0622
El Humero – 3/40 Hurstmere Rd, Takapuna
Quando? Quando fizer sol, na verdade.

5. Banho de sol em algum parque

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Nova Zelândia tem muito parque porque, bem, tem pouca gente e muito espaço pra preencher. O que é uma delicinha, na verdade! Moro bem no centro de Auckland e a dez minutos de casa tem pelo menos uns dois parques. Quinze minutos de caminhada, mais uns três. Para quem morou a vida inteira em São Paulo, cercada de um monte de prédio e gente por todos os lados, ter parques por todos os lados é algo incrível – uma das minhas partes favoritas de morar aqui.

Se você tiver a chance, vale muito a pena dar uma volta pelos parques. Dá sentar para ler um livro, fazer um piquenique, meditar, correr ou só ficar olhando mesmo – é muito relaxante! É o que a gente mais faz nas nossas folgas: sair para tomar banho de sol no parque. Nossos favoritos são o Albert Park (o da foto), Western Park, Myers Park.

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