Luke Cage na Netflix: já vimos, amamos, achamos tudo!

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Desde que a Netflix anunciou a série solo do Luke Cage, apresentado em Jessica Jones e vivido por Mike Colter, eu fiquei animadíssima. Luke é o tipo de herói “normal” da Marvel, negro e nada perfeito: ou seja, um herói que as pessoas precisavam ver, depois de incontáveis filmes sobre homens de caráter imaculável –e brancos.

Nós assistimos os primeiros episódios da série que já está disponível no catálogo da Netflix e trazemos uma lista do que de mais legal você vai encontrar –sem spoilers, claro!

A timeline impecável do MCU

Depois de flertar com as referências na primeira temporada de Demolidor, a Marvel resolveu deixar a vergonha de lado e abusar das conexões. Sabe-se exatamente em que momento a primeira temporada de Luke Cage se encaixa e isso é maravilhoso. A consistência de fatos está sempre ali, te lembrando que a Marvel provavelmente tem um funcionário apenas responsável por ter certeza de que a timeline não vai se embananar.

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Uma abertura tão linda quanto JJ e Demolidor

Se tem uma coisa que a Netflix sabe fazer melhor que qualquer outra, é série bonita. E parece que com Luke Cage eles tiveram um cuidado extremamente especial com isso.

A série tem grandes cenas de ação, mas são os pequenos detalhes que encantam. O posicionamento de câmera, a escolha de flashbacks, as transições de cena… tudo é feito de modo que a sensação é estar vendo um grande filme.

E a abertura… meus amigos. Que trabalho.

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Eu nem vou começar a falar da trilha sonora…

… se não eu vou ficar aqui até o final de outubro elogiando o tamanho cuidado. Então só fica aqui meu pedido: NETFLIX, LIBERA ESSA TRILHA SONORA NUMA PLAYLIST DAORA LÁ NO SPOTIFY, VAI! <3

Tem o senso de comunidade que você espera de uma série no Harlem

Tirando todo o conflito entre gangues e os escândalos políticos que a série traz (de forma maravilhosa e nada NADA chata como costuma ser), há um grande senso de comunidade na série. O Harlem é um lugar onde todos se conhecem, todos se ajudam e você que não se engane: todos sabem quem foi que fez a merda. A série retrata o Harlem como um grande organismo e um personagem por si só, e isso não poderia estar mais certo.

Os novos personagens são muitos, e são incríveis

Pop, Misty, Shades e o próprio Boca de Algodão são personagens novos introduzidos e são tão complexos quanto Luke não é, na esmagadora maioria do tempo. Ouso dizer que eles dão o brilho que, em outras circunstâncias, seria difícil.

E nem tem o que dizer das personagens femininas, e o mais incrível é que elas são badass sem necessariamente precisarem ser, afinal, o ano é 2016. Não é mais preciso exaltar a sagacidade de uma mulher, já que isso é absolutamente normal. E sim. Isso inclui a Sônia Braga maravilhosa.

Segue o jogo.

“A única direção que interessa é pra frente, nunca pra trás”

Essa é a grande mensagem da série. Existem obstáculos a serem desviados e enfrentados, existem decisões difíceis a serem tomadas, e existe um personagem que se recusa a olhar pra trás. A relação do Luke com o resto do mundo é no mínimo interessante, e é difícil pensar num personagem que tivesse tanto o senso de “seguir em frente” como ele.

É uma mensagem pra todo mundo, na real, todo mundo que acha que passou por algo que mudou pra sempre o jeito de se relacionar com as outras pessoas e até com você mesmo. Nada é tão pequeno que não importe e nada é tão grande que não tenha uma luz no fim do túnel, e até as maiores tragédias te trazem lições.

Entre mensagens de superação e trazer a tona assuntos como relacionamentos abusivos, a Marvel tem feito um grande trabalho de discutir com o mundo assuntos importantes e com a clara mensagem de “se eles que são super-heróis conseguem, você também consegue!

De Luke Cage, a lição é: seja levantando uma máquina de lavar com uma mão só, seja perdendo alguém que você ama muito, no final das contas você sempre vai perceber que é mais forte do que imagina que é.

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