Vai ficar tudo bem – Semana 42 #playlist

Não finja que está tudo bem quando na verdade tem alguma coisa errada.

Por mais que isso passe uma mensagem positiva pro mundo, você não se beneficia EM NADA posando de muralha de problemas, fortaleza, e forçando felicidade o tempo inteiro. Pedir ajuda e admitir que não está tudo bem é o primeiro e mais importante passo na direção do VAI FICAR TUDO BEM SIM.

Vamos juntas! 😉

Essa playlist foi feita especialmente inspirada no livro Recados do bem e na semana representada no título. Se você está acompanhando a leitura, aproveite! Toda semana, divulgamos uma nova no nosso perfil do Spotify. Se você ainda não acompanha a gente, segue lá agora: indiretasdobem.com/play!

Flat Lay: a tendência nova do Instagram

flat lay
Photo by Patrick Fore on Unsplash

Como designer, tem um tempo já que eu vejo fotos do tipo flat lay pot aí, e devo confessar que é um dos meus tipos favoritos de foto no Instagram e no Pinterest, tanto que às vezes eu até trago umas fotos desse tipo pra uns posts daqui 🙂 É realmente meu estilo favorito.

O termo flat lay vem do trabalho do escultor Tom Sachs, que deu nome para esse estilo lá em 2009 depois de estudar o knolling, um método de organização que teve origem em 1987 numa das fábricas de cadeira Knoll.

Recentemente, minha amiga Celle me apresentou o Instagram da Flávia Desgranges dedicado só a esse tipo de foto, o @coolflatlays, e as fotos dela são lindíssimas.

“Trabalhar com uma cartela de cores específica ajuda a deixar a foto mais harmônica. Eu adoro escolher uma determinada cor como inspiração para as minhas fotos e a partir daí busco outros elementos para compor a foto usando a cor como elemento de conexão.” diz a Flávia no blog dela. Ela também fala sobre como é legal quando a “cena” conta uma historinha.

Você conhece mais alguma conta que tenha esse tipo de inspiração? Conta pra gente!

After Laughter, do Paramore: meu álbum favorito de 2017!

paramore

Eu sei, eu sei, parece muito cedo (embora já seja outubro), para decretar um disco favorito de 2017, ainda mais com álbum novo da Taylor saindo mês que vem e o disco do Harry Styles que é tudo que a gente esperava e muito mais, mas eu me sinto bem segura em dizer que After Laughter, o disco mais recente do Paramore, é meu disco favorito do ano.

E eu não acho que isso vá mudar! Vou explicar por quê:

After Laughter é um “tá tudo bem mas tá esquisito”

O disco, ao contrário de muitos por aí, é uma montanha-russa no quesito musical mesmo. O Paramore abandonou o som emo e pop-punk dos discos passados (só o som!) para dar lugar a uma batida mais uptempo, mais feliz, mais “ensolarada” e mais próxima do new wave. O disco se alterna entre a dança em grupo e a dança lenta com o mozão.

E o jeito como isso contrasta com a profundidade das letras é incrível e dá aquela famosa sensação de “tô rindo mas tô preocupada,” sabe? É quase como se a banda pegasse os fãs na mão e dissesse: “a gente sabe que não tá tudo bem, mas estamos todos dando nosso melhor então vamos seguir em frente que uma hora vai!

Tá precisando desabafar alguns sentimentos a plenos pulmões enquanto faz uma dancinha pra acalmar seu coração? Esse é o seu disco!

A banda cresceu com os fãs

Em junho, eu tive o privilégio de conseguir ir no primeiro show da turnê desse disco lá em Dublin, na Irlanda, junto com três grandes amigos (o que deixou tudo mais especial), e foi como se eu tivesse reencontrado vários amigos que sempre gostaram da mesma coisa que eu. Dá pra ver que todas aquelas pessoas sempre foram fãs da banda e agora estão numa fase exatamente igual, de modo a abraçar a mudança de sonoridade de braços abertos.

Muito embora uma mudança de sonoridade sempre traga novos fãs –e isso é ótimo–, ver o quanto uma banda consegue cativar as pessoas a ponto de crescer junto com elas é incrível.

É o disco mais millenial pink que existe

E eu digo isso no melhor sentido possível! Millenial Pink é um conceito ~internetês~ que basicamente define o que os jovens estão sentindo hoje em dia (risos). Mas deixa eu explicar de forma mais séria:

After Laughter é o disco do Paramore que mais fala comigo e com boa parte do que eu tô vivendo agora nesse momento da vida. Em muitos aspectos, é como se toda a raiva e birra adolescente das outras fases tivesse dado lugar a uma reflexão muito mais profunda sobre os problemas que são tão comuns hoje em dia.

Músicas como Told You So e Grudges falam sobre se apegar ao passado e decisões e o quanto é importante seguir em frente; já músicas como 26 falam sobre relacionamentos abusivos e o quanto a gente precisa se agarrar na esperança que temos e não deixar nunca ninguém tirar isso da gente; Fake Happy é um hino a todos que passam uma maquiagem na tristeza e saem de casa fingindo que está tudo bem. Tem até mesmo uma música para falar de pessoas que colocamos em pedestais, ainda mais nessa era de webcelebridades!

A grande “sacada” do disco é que ele tem mais cara de conversa e desabafo entre amigos do que uma lição de moral, já que a grande mensagem aqui é que ninguém sabe muito bem pra onde ir, a gente só segue em frente dando nosso melhor.

Se tem uma coisa que eu aprendi com Paramore e seu After Laughter foi que: é preciso conversar. Para perdoar, para pedir ajuda, para desabafar… e aí a gente vê o que vem depois da risada!

Caso você ainda não tenha dado uma chance para as melodias dançantes de letras profundas, ainda dá tempo que colocar ele na sua listinha de melhores de 2017 😉