Hyperbole and a Half – De gente que transforma situações lamentáveis e caos em boas risadas

A vida é cheia de situações hilárias. Quer dizer – não sei a sua, mas a minha é. E uma das minhas maiores frustrações é não conseguir transmitir essas histórias para o papel com frequência. Por isso, quando vejo pessoas como a Allie Brosh, do Hyperbole and a Half, eu me empolgo muito. Desde que soube do livro, fiquei doida pra comprar.

Euzinha na livraria: "histórias engraçad--CORES CORES CORES COMPREI"
Euzinha na livraria: “histórias engraçad–CORES CORES CORES COMPREI”

O blog, criado durante uma fase em que Allie passava dias trancada no quarto, mistura histórias escritas com ilustrações simples, feitas no paint. Ela explora sua infância, sua relação com animais – cachorrinhos, pra ser mais exata – e consigo mesma (essa, a parte mais difícil!) e o livro é uma junção dos melhores textos do blog com textos exclusivos. Até temas sérios, como a depressão, são abordados de maneira divertida. E eu sei bem como ansiedade e depressão são distúrbios difíceis de enfrentar e nunca vão embora em definitivo. Lutar contra si mesmo é complicadíssimo, por isso quem tem forças para produzir bom conteúdo nessa fase, com ironia e humor autodepreciativo únicos, merece aplausos.

Ansiedade, quem tem?
Ansiedade, quem tem?

É sempre bom passar algumas horas num universo que não é nosso – e emprestar as lições de alguém que já aprendeu. Passagens do dia a dia tomam forma e graça – aquela situação esquisita que você teve em família por anos passa a fazer mais sentido, as tolices do seu cachorro parecem bobagem, os seus problemas de aceitação passam a não ser os únicos do mundo. Colorido, fluido, com uma linguagem extremamente cativante, o livro de Allie conversa com você o o tempo todo e te faz rir sem parar. Hyperbole and a Half – Situações lamentáveis, caos e outras coisas que me aconteceram é daqueles livros pra devorar rapidinho e se divertir! <3

A parte triste é que o fim chega bem rápido. Por isso, tenho uma certeza: ainda vou ler várias vezes de novo antes que saia uma continuação. Aliás: por favor, publiquem uma continuação! rs

Tá podendo fugir da realidade? Vem!
Tá podendo fugir da realidade? Vem!

Ah! Depois de ler Hyperbole And a Half, é possível que você nunca mais pense em Bolo e Pimenta sem dar boas risadas! 😛

Para conferir novas histórias assim que elas saem, é só acompanhar o blog Hyperbole and a Half (em inglês). O livro em português saiu pela Editora Planeta.

BOLO BOLO BOLO BOLO
BOLO BOLO BOLO BOLO

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100 dias com ela – A felicidade #100happydays

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Amanda Di Giorgio (@amandadigiorgio) para #instadobem17

Em meio a correria diária e a falta de tempo, existem muitos projetos que ajudam a explorar a felicidade nossa de cada dia: guardando bilhetinhos em uma lata, presenteando amigos com pequenas palavras de alegria ou até mesmo fotografando algo que te roubou um sorriso.

Já faz mais de um mês que acompanho o #100happydays, um projeto fotográfico que vem tomando conta do Instagram dos meus amigos. A brincadeira é bem simples: por 100 dias seguidos você é convidado a fotografar algo que te faz feliz. Pode ser qualquer coisa: seu gatinho, cachorro, família, amigos ou mesmo um pedaço de bolo. A ideia é parar por pelo menos 5 minutos para fazer uma reflexão sobre o seu dia e deixá-lo um pouquinho mais gostoso.

No site deles tem uma versão em português que explica o projeto e levanta um ponto muito legal: esse desafio é para você mesmo, e mais ninguém. Não é uma competição de felicidade com outras pessoas, mas sim um processo de descoberta pessoal sobre a felicidade diária vista da sua perspectiva. Afinal, ninguém vê o mundo com os mesmos olhos que ninguém 🙂

O maior desafio é manter a disciplina e continuar com o projeto funcionando durante todo o período (um pouco mais de 3 meses) e muitas pessoas acabam deixando de lado justamente pela falta de tempo. Mas será que não conseguimos encontrar pelo menos uma coisa positiva no nosso dia? Grande parte dos momentos felizes são construídos nas pequenas coisas, e às vezes a rotina deixa tudo meio banal e algumas podem passar batido.

Apesar de ser um projeto bem pessoal é muito gostoso descobrir a felicidade de cada um através das fotos. Sempre me derreto vendo os momentos especiais dos meus amigos e me empolguei em começar também! Vamos juntos? Saiba mais sobre o projeto aqui. 

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Clap along if you feel like that’s what you wanna do 🙂

Coisas que aprendi com as minhas séries favoritas

Eu sou maluca por seriados e costumo acompanhar mais series do que eu consigo administrar. Quando eu era mais nova chegava a acompanhar uns 15 seriados AO MESMO TEMPO. Isso porque eu trabalhava, fazia faculdade e cursos de tarde. Como eu conseguia? Nunca saberei ao certo, sempre será um mistério na minha vida, haha.

Muita gente não gosta de acompanhar seriados pelo compromisso que você acaba criando com aquilo. Um filme dura 1h30 mas você sabe que ele terá um início, meio e fim garantidos (na maioria das vezes), mas nos seriados isso não é tão fácil assim. Muitas séries começam sem o próprio autor saber o final (oi, Lost). Para mim, essa é a maior graça: ninguém sabe para onde a vida vai te levar, e não dá pra contar tanta coisa sobre alguém em apenas uma hora e meia mais créditos no final. Eu gosto de acompanhar, me envolver com os personagens e, como num relacionamento qualquer, quando a coisa esfria, a gente “dá um tempo” e eventualmente parte pra outra. É uma relação que pode durar 20 minutos ou até 10 anos. <3

A questão é que depois de tanto tempo e tantas horas assistidas a gente aprende uma coisinha ou outra no meio do caminho. Por isso, selecionei aqui algumas das maiores lições que aprendi com as séries que foram bem significativas pra mim. Claro que existem MUUITAS outras, então devo fazer mais alguns posts sobre isso ao longo do tempo! 😀

Sempre bom lembrar que esse post pode conter leves spoilers 😉

1) Quem tem confiança, tem tudo! – The OC

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The OC é uma das séries mais importantes da sua época e influenciou a vida de muita gente, inclusive a minha.

Anna Stern ganhou nosso coração com seu jeitinho nerd e fofo, e apesar do pouco tempo na trama, marcou bastante os rumos da história. No triângulo amoroso entre ela, Seth e Summer, descobrimos que o maior problema em lidar com relacionamentos não está no outro, mas sim na gente mesmo. Confiança e coragem são coisas que caminham juntas e Anna nos mostrou isso da forma mais delicada possível – ensinou Seth a confiar mais em si mesmo e em suas atitudes. Ao mesmo tempo, a coragem tomava conta dele, para enfim tomar a decisão sobre qual garota ele deveria ficar. Infelizmente Anna acaba sozinha, e vai embora de Orange County. Uma das cenas mais lindas e emocionantes da série. :'(

2) 6 bilhões de pessoas no mundo e tudo que você precisa é de uma só – One Tree Hill

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Me sentia Peyton Sawyer por muitos anos, com a diferença que eu não desenho nada e muito menos comecei a produzir bandas aos 20 anos de idade, HAHA.

Peyton era a artista que sentia demais, o tempo todo, e não media esforços em externar tudo isso. Quando as coisas davam errado (o que era constante) Peyton curava suas dores com a arte e expressava nos desenhos, nas músicas, na parede do seu quarto. Aliás, a trilha sonora de OTH é uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Apesar dos problemas e dos machucados que algumas situações deixavam, Peyton encarava tudo de frente, sozinha. Acompanhar essa jornada nos mostrou que mesmo com 6 bilhões de pessoas no mundo, às vezes tudo que a gente precisa é de apenas uma. É normal precisarmos de alguém nos apoiando de vez em quando, mas encarar a vida ao lado dos amigos, da família e de um grande amor torna tudo muito mais fácil 🙂

3) O importante não é o fim, mas sim a jornada – How I Met Your Mother

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Muita gente não gostou do final de How I Met Your Mother, mas não vou entrar nesse mérito agora porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. 🙂

Já falei aqui sobre o que eu acho de HIMYM e como a série fala sobre o amor em suas diversas maneiras e intensidades. Justamente por demorar tanto tempo para descobrirmos quem é a mãe, nós percebemos que a série não se trata somente dela, mas sim da jornada que levou Ted até a descoberta do amor. Mais do que isso, é uma jornada de descobrimento pessoal junto com cada um dos outros amigos, que amadurecem junto com Ted e viveram grandes mudanças, muitas delas passageiras. Aprendemos que coisas boas podem acontecer e chegar ao fim sim, mas sem tirar o mérito da felicidade que vivemos. É o famoso “foi bom enquanto durou”, sabe? Precisamos saber aproveitar cada momento como se fosse único, e não nos culpar tanto após seu término.

4) Boas histórias merecem ser vividas ao lado de quem gostamos – Doctor Who

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Temporada após temporada, Doctor Who se transforma. Em uma das séries mais antigas do mundo, descobrimos o valor de boas amizades, da compaixão e da ajuda ao próximo, mesmo que sejam desconhecidos. O coração altruísta e corajoso do Doctor transforma a vida de milhares de pessoas (e outras espécies não identificadas) com aventuras divertidas e muitas vezes de tirar o fôlego – é impossível não se apaixonar por essa série! <3

Apesar de ser um homem solitário, Doctor vive suas aventuras sempre acompanhado de uma humana, mas na maioria dos casos não rola aquela tensão sexual não, a coisa é muito mais natural e pura. Ele sempre diz que, depois de 1200 anos de vida, é difícil continuar suas grandes aventuras pelo tempo e espaço sem alguém para compartilhar esses momentos. Você tem o mundo em suas mãos, mas não tem uma pessoa com quem possa dividir tudo isso, de que adianta?

5) Quando tudo der errado, cante! – Glee

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As coisas podem estar dando muito errado, muito mesmo. A gente pode pensar em desistir, largar tudo, recomeçar do zero. Quando isso acontecer, respire fundo, repense com calma, coma um chocolate e ouça sua música preferida! Não existe nada que uma boa música não possa ajudar, e Glee mostra justamente isso.

Em um grupo de alunos totalmente diferentes, que sofrem bullyng e precisam lidar com as dificuldades, a música os aproxima, e todos se tornam iguais. Se o amor aproxima as pessoas, o amor pela música os transforma em um só coração.

Acho incrível como Glee consegue nos emocionar com cada versão cantada, como cada música nos ajuda a superar nossos próprios medos. Mesmo após a morte do Cory, a série conseguiu encarar a mudança de uma forma gentil e extremamente emocionante como deveria ser.

Nunca subestime o poder de uma boa música na sua vida, principalmente daquelas cantadas bem alto, desafinadas, ao lado dos nossos melhores amigos <3