Por que amamos o Turn Blue, dos Black Keys

The Black Keys - CREDIT Alysse Gafkjen

Eu tinha 19 anos, estava começando a me apaixonar e um dia, no meio dos flertes via mensagem, pedi a ele que me mandasse uma música. “Algo que você ache que eu devo ouvir.”, eu disse. Ele mandou I’ll Be Your Man, do The Big Come Up – primeiro álbum do The Black Keys. Na minha cabeça, a mensagem era: se entrega. E eu me entreguei. A paixão pelo rapaz não vingou, mas a pelos Black Keys só aumentou desde então.

Eu ouvia Too Afraid To Love You e sorria sozinha como se alguém finalmente me compreendesse. Foram horas e horas de exclusividade dos seus álbuns nos meus fones de ouvido. Aulas de guitarra, passeios noturnos ao som da dupla. Um show que vi sozinha, chorando de felicidade, perdida na multidão. E alguns (não muitos) dramas inspirados no blues rock dos caras. Black Keys forma caráter, meus amigos. <3

Esse ano, quando recebi a notícia de que um novo álbum seria lançado, não consegui controlar a ansiedade. Afinal, eles não liberavam um desde 2011. E a espera valeu: Turn Blue veio cheio de canções para balançar – e, por que não, enfrentar a vida? – do jeito sofrido que só eles sabem fazer valer. Aqui no Brasil, o álbum já está disponível para compra no iTunes e vale cada segundo.

No meio dos riffs de guitarra e da bateria marcante, o novo disco do duo Dan Auerbach e Patrick Carney é quase que um abraço. Todo mundo falou que era um dos mais emocionantes discos deles – e eu confesso que duvidei até ouvir pela primeira vez. Mas aí a melancolia me pegou de jeito e… Vamos lá: tem tanta coisa pra amar que eu não consegui evitar separar minhas favoritas.

Eles não tem medo de falar de amor

Não aquele amor bonitinho, bem comportado, feliz da vida. Não aquela paixão não correspondida mas que ainda dá uma poesia. Não. O amor amargo, o amor abandonado que continua firme, o amor que sobrevive mesmo que, com isso, faça a gente morrer um pouquinho por dentro. E é de músicas assim que eu gosto.

“Cause people they don’t wanna be lonely
Never want to be lonely
Never want to be an only one”

Para ouvir: Weight of Love, Turn Blue, Fever

Eles lembram a gente que às vezes é melhor deixar pra lá

É inevitável: quando as coisas desandam, a gente tende a buscar culpados. Muitas vezes, aponta o dedo pro espelho. E, depois de muitos conflitos, descobre que não adianta nada. Se acabou, acabou. Vale lembrar o que foi bom? Talvez sim. Mas, sobretudo, o importante é aceitar que a escolha do outro é do outro – e às vezes você tem que lidar com isso.

“You wanted to love but you didn’t know how
That’s o. k., it’s up to you now
It got so bad to where I wouldn’t allow
But no more, it’s up to you now”

http://youtu.be/4um4nvJLjT4

Para ouvir: Year In Review, It’s Up To You Now, In Our Prime

Eles curtem a tristeza… E depois bola pra frente. 🙂

Dói. Dói pra caramba. E todo mundo vai te dizer que vai passar, que logo você vai amar de novo, que está tudo bem. Todo mundo vai te mandar sorrir. Eles não: vão mandar a real. Aquilo que você morre de vontade de dizer: NUNCA MAIS ME DEIXE AQUI APAIXONADO DE NOVO. EU VOU QUEBRAR. Mas aí a chuva cai. Você chora até esgotar. O tempo passa (sempre, né). E as coisas vão se acertando. Valeu curtir a tristeza? Valeu. Vai sobrar um pouquinho de medo de amar de novo? Vai. Mas a gente arrisca, e quebra, e conserta de novo. Tamo junto, caras.

“If I found another love
They must be forever true
Cause if someone breaks this heart
Your old man right here is through
Heaven just seems so far away
When there’s nothing left to say

Don’t leave us not in love again
Cause we might break instead of bend
I felt a little strain in the pouring rain
It washed away most everything”

Para ouvir: In Time, 10 Lovers

Mas, sobretudo, eles nos ajudam a lembrar que amar também é deixar ir. 🙂

E aí vamos para a minha parte favorita do álbum. O adeus. Porque a gente sabe como é duro deixar pra lá quando ama. Como é complicado aceitar que, o que ontem era lindo, hoje acabou. Que o amor só existe do lado de cá, ou existe dos dois lados, mas não se sustenta sozinho. É lindo ouvir Waiting On Words e sentir que não estamos sozinhos. Que amar é isso, e está tudo bem. Não sei para onde você está indo, não vou tentar te fazer ficar, mas espero que você saiba que o meu amor é real. Fugir não resolve, buscar outro em qualquer lugar não resolve quando a gente ama e quer apenas aquele. Só que encanta, depois de muito insistir, concluir que é melhor desaparecer a continuar o mesmo. A gente precisa mudar, deixar ir. É a vida. 🙂

“Looking back on where we used to be
Everything was clear, still I refuse to see
Hearts began to rust
The diamond turned to dust
You made me talk the pain all out of me

Bullet in the brain
I prefer than to remain the same”

Para ouvir: Waiting On Words, Bullet In The Brain, Gotta Get Away


um preview das músicas pra vocês irem curtindo no caminho <3

Para ouvir o álbum na íntegra é só comprar aqui.

Você já aqueceu um coração hoje?

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Noite passada eu sofri pra caramba pra dormir. Assim, MUITO. Meu quarto é bem gelado e nem três edredões e um pijama quentinho me salvaram. E não foi só aqui em casa: vários amigos postaram reclamações nas redes sociais. Aquecedores, secadores de cabelo, meiões, pantufas – tudo foi estratégia pra conseguir dormir quentinho no conforto do lar.

Mas e quem não tem tudo isso pra passar o dia e a noite? E quem mal tem um lar?

É muito importante doar as roupas que você não usa mais e ficam lá, em boas condições, mofando no seu armário. Sério. E, se é importante durante o ano inteiro, é principalmente no inverno que você pode fazer a diferença. Vale tudo: buscar instituições que você conhece e confia – existem várias, como o Exército da Salvação, as Casas André Luiz, o Hospital Mandaqui – , doar em pontos de coleta pela cidade, juntar os amigos pra visitar abrigos… O que não pode é deixar pra lá. Eu já separei as minhas aqui!

E, se você já doou suas peças, tem também outras formas de ajudar: a Flogoral, por exemplo, depois de descobrir que todos os dias o Facebook tem 3,2 bilhões de likes, criou um aplicativo chamado LIKE SOLIDÁRIO, um mecanismo que transforma likes em roupas de verdade para serem doadas. Sabe aquela hora em que você estiver tranquilo pelo Facebook? Aproveita e passa no aplicativo! Quanto mais likes, mais vidas aquecidas. A cada 30 likes, uma peça de roupa será doada – com os rostos e nomes de quem curtiu. Que tal? <3

#100HappyDays ~ Semana 5

Eta! Tardamos mas não falhamos! Lá vem mais sete dias de amor.

Semana da Ari

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Domingo: Passei o dia pesquisando referências para uns desenhos que queria fazer. Quero criar uma nova coleção na Laboratório Monstro e precisava sentar pra montar paletas de cores, separar trechos ilustráveis dos meus textos, pensar nos rabiscos… Foi bom porque foi como visitar a Ariane antiga. Adoro ler meu blog e ver como mudei em alguns aspectos e continuo a mesma em outros. Sempre me faz bem, até quando eu sofro. 😛

Segunda: Já contei pra vocês, mas vou repetir: quando o carteiro chega aqui, eu fico mais feliz que no Natal! Comprei uma câmera pra começar a fazer vlogs (a minha, velhinha, não filmava) e fiquei esperando ansiosa desde cedo pela chegada dela. E que momento feliz aquele de abrir a caixa, montar tudo, começar a testar com todas as lentes, planejar os vídeos… <3

Terça: Eu sei, não deveria descontar minhas frustrações nas compras, maaaaas… Poxa, tento focar nas coisas úteis! E nessa terça chegou a cafeteira que comprei pra deixar meus dias mais felizes (porque eu fico o dia todo sozinha em casa e o café que eu passo é um horror, haha!). Comprei um monte de cápsulas de Capuccino, chá, espressos diferentes… Fiquei extremamente feliz. É rápida, é prática, é uma delícia e eu não passo mais vontade de uma bebida quentinha no meio da tarde. <3

Quarta: Essa semana completamos 3 milhões de fãs no Facebook e ficamos radiantes. Como ando passando por alguns problemas, aproveitei a marca pra sentar, respirar fundo e lembrar do tanto de coisas boas que me aconteceram no último ano. Foi um monte! E meu coração se encheu de alegria ao recordar que não é fácil, mas vale a pena.

Quinta: Minha mãe sofreu uma distensão no trabalho e tive de levá-la até a Paulista pra fazer uma perícia médica. Passeamos pela avenida, levei ela a um dos meus lugares favoritos no mundo e terminei o dia com ela vendo novela no sofá, no colinho, tentando acreditar que tudo vai passar sim senhor. Quinta-feira é o meu dia de receber amor há quase um ano. Se não é mais da mesma pessoa, isso é apenas um detalhe. ^^

Sexta: Dei um pulo com a Jess no Youpix pra acompanhar a Bru! Foi ótimo reencontrar alguns amigos. Pra melhorar, depois nós fomos ao karaokê, bebemos bons drinks, cantamos muuuuuito e aproveitamos ao máximo. Fazia tempo que eu não fugia do mundo assim e me fez bem. Só minha voz que não curtiu muito: já era!

Sábado: O que foi a descoberta de que Oreo e Laka se juntaram? MEUS AMIGOS, MEU CORAÇÃO PERTENCE A ESTE CHOCOLATE. ME PERDOEM MAS NADA MAIS FEZ SENTIDO NA MINHA VIDA. Fiquei vendo filminho água com açúcar e comendo meus bons Oreos PORQUE EU MEREÇO.

Semana da Jess

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Domingo: Como um bom domingo que se preze, continuei com a minha maratona no Netflix assistindo Orphan Black e mais umas series aleatórias. Achei bem legal o final de temporada de Orphan Black e é uma pena ainda não ter a segunda disponível por lá. Como vocês devem ter reparado a minha segunda casa é o Netflix sim, obrigada hahaha <3

Segunda: Há um tempo eu cultivava uma vontade de ter minha própria hortinha em casa. Na segunda-feira eu tomei coragem e saí pra comprar algumas coisas: mudinhas de alecrim e manjericão, além de uma planta para gatinhos, que ajuda a melhorar a digestão deles. Fiquei bem empolgada com o meu novo brinquedo e já saí lendo um milhão de coisas pra aprender a cuidar direitinho das minhas plantinhas. Não vejo a hora de comprar mais algumas mudas pra aumentar o canteiro aqui na varanda de casa!

Terça: Finalmente o Batman está se integrando com os outros gatos: o Pudim é o mais receptivo e eles já estão melhores amigos! Fiquei tão feliz em ver os dois juntos e brincando que tirei um milhão de fotos e fiz mais um milhão de vídeos. Terça-feira também foi o dia que eu e o namorado completamos 3 anos juntos

Quarta: A melhor época para encontrar minha fruta favorita chegou! Eu amo morangos e sempre que vejo no mercado acabo levando umas 2 caixinhas pelo menos, o que acaba tornando minha alimentação dos próximos dias um verdadeiro Festival do Morango (não que eu esteja reclamando, veja bem).

Quinta: Fui visitar a minha vó e passei a tarde com ela, minha mãe e minhas tias, foi bem legal! Minha vó também me deu um sapatinho de lã super quente pra usar na hora de dormir. Eu obviamente estou usando o tempo todo, já que o frio só aumentou nessa semana aqui em São Paulo. Ah, finalmente o inverno <3

Sexta: Eu e a Ari fomos até o YouPix encontrar os amigos e ver a Bruna falar no stand da HP. Que saudades que eu tava de apertar as duas! Vimos bastante gente conhecida, outras que conhecemos na hora e até encontramos alguns de vocês por lá! Obrigada por virem conversar com a gente, adoramos conhecer todo mundo! 😀

Sábado: Fui até o Beco lá na Rua Augusta ver o namorado tocar (sim meu namorado é DJ e toca em varias festas haha). O tema da vez era “Clube da Luta’ e dois DJs revezam entre temas diferentes em batalhas do tipo: punk x trilhas sonoras ou indie x pop. Eu gosto muito dessa festa porque não cansa, e cada hora tem uma coisa diferente acontecendo. É super divertido e a minha parte preferida são das trilhas sonoras – quando você vai ouvir a música tema de Ghostbusters e do Maluco no Pedaço em uma mesma noite? É demais!