Coisas que aprendi com as minhas séries favoritas

Eu sou maluca por seriados e costumo acompanhar mais series do que eu consigo administrar. Quando eu era mais nova chegava a acompanhar uns 15 seriados AO MESMO TEMPO. Isso porque eu trabalhava, fazia faculdade e cursos de tarde. Como eu conseguia? Nunca saberei ao certo, sempre será um mistério na minha vida, haha.

Muita gente não gosta de acompanhar seriados pelo compromisso que você acaba criando com aquilo. Um filme dura 1h30 mas você sabe que ele terá um início, meio e fim garantidos (na maioria das vezes), mas nos seriados isso não é tão fácil assim. Muitas séries começam sem o próprio autor saber o final (oi, Lost). Para mim, essa é a maior graça: ninguém sabe para onde a vida vai te levar, e não dá pra contar tanta coisa sobre alguém em apenas uma hora e meia mais créditos no final. Eu gosto de acompanhar, me envolver com os personagens e, como num relacionamento qualquer, quando a coisa esfria, a gente “dá um tempo” e eventualmente parte pra outra. É uma relação que pode durar 20 minutos ou até 10 anos. <3

A questão é que depois de tanto tempo e tantas horas assistidas a gente aprende uma coisinha ou outra no meio do caminho. Por isso, selecionei aqui algumas das maiores lições que aprendi com as séries que foram bem significativas pra mim. Claro que existem MUUITAS outras, então devo fazer mais alguns posts sobre isso ao longo do tempo! 😀

Sempre bom lembrar que esse post pode conter leves spoilers 😉

1) Quem tem confiança, tem tudo! – The OC

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The OC é uma das séries mais importantes da sua época e influenciou a vida de muita gente, inclusive a minha.

Anna Stern ganhou nosso coração com seu jeitinho nerd e fofo, e apesar do pouco tempo na trama, marcou bastante os rumos da história. No triângulo amoroso entre ela, Seth e Summer, descobrimos que o maior problema em lidar com relacionamentos não está no outro, mas sim na gente mesmo. Confiança e coragem são coisas que caminham juntas e Anna nos mostrou isso da forma mais delicada possível – ensinou Seth a confiar mais em si mesmo e em suas atitudes. Ao mesmo tempo, a coragem tomava conta dele, para enfim tomar a decisão sobre qual garota ele deveria ficar. Infelizmente Anna acaba sozinha, e vai embora de Orange County. Uma das cenas mais lindas e emocionantes da série. :'(

2) 6 bilhões de pessoas no mundo e tudo que você precisa é de uma só – One Tree Hill

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Me sentia Peyton Sawyer por muitos anos, com a diferença que eu não desenho nada e muito menos comecei a produzir bandas aos 20 anos de idade, HAHA.

Peyton era a artista que sentia demais, o tempo todo, e não media esforços em externar tudo isso. Quando as coisas davam errado (o que era constante) Peyton curava suas dores com a arte e expressava nos desenhos, nas músicas, na parede do seu quarto. Aliás, a trilha sonora de OTH é uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Apesar dos problemas e dos machucados que algumas situações deixavam, Peyton encarava tudo de frente, sozinha. Acompanhar essa jornada nos mostrou que mesmo com 6 bilhões de pessoas no mundo, às vezes tudo que a gente precisa é de apenas uma. É normal precisarmos de alguém nos apoiando de vez em quando, mas encarar a vida ao lado dos amigos, da família e de um grande amor torna tudo muito mais fácil 🙂

3) O importante não é o fim, mas sim a jornada – How I Met Your Mother

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Muita gente não gostou do final de How I Met Your Mother, mas não vou entrar nesse mérito agora porque não quero estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. 🙂

Já falei aqui sobre o que eu acho de HIMYM e como a série fala sobre o amor em suas diversas maneiras e intensidades. Justamente por demorar tanto tempo para descobrirmos quem é a mãe, nós percebemos que a série não se trata somente dela, mas sim da jornada que levou Ted até a descoberta do amor. Mais do que isso, é uma jornada de descobrimento pessoal junto com cada um dos outros amigos, que amadurecem junto com Ted e viveram grandes mudanças, muitas delas passageiras. Aprendemos que coisas boas podem acontecer e chegar ao fim sim, mas sem tirar o mérito da felicidade que vivemos. É o famoso “foi bom enquanto durou”, sabe? Precisamos saber aproveitar cada momento como se fosse único, e não nos culpar tanto após seu término.

4) Boas histórias merecem ser vividas ao lado de quem gostamos – Doctor Who

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Temporada após temporada, Doctor Who se transforma. Em uma das séries mais antigas do mundo, descobrimos o valor de boas amizades, da compaixão e da ajuda ao próximo, mesmo que sejam desconhecidos. O coração altruísta e corajoso do Doctor transforma a vida de milhares de pessoas (e outras espécies não identificadas) com aventuras divertidas e muitas vezes de tirar o fôlego – é impossível não se apaixonar por essa série! <3

Apesar de ser um homem solitário, Doctor vive suas aventuras sempre acompanhado de uma humana, mas na maioria dos casos não rola aquela tensão sexual não, a coisa é muito mais natural e pura. Ele sempre diz que, depois de 1200 anos de vida, é difícil continuar suas grandes aventuras pelo tempo e espaço sem alguém para compartilhar esses momentos. Você tem o mundo em suas mãos, mas não tem uma pessoa com quem possa dividir tudo isso, de que adianta?

5) Quando tudo der errado, cante! – Glee

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As coisas podem estar dando muito errado, muito mesmo. A gente pode pensar em desistir, largar tudo, recomeçar do zero. Quando isso acontecer, respire fundo, repense com calma, coma um chocolate e ouça sua música preferida! Não existe nada que uma boa música não possa ajudar, e Glee mostra justamente isso.

Em um grupo de alunos totalmente diferentes, que sofrem bullyng e precisam lidar com as dificuldades, a música os aproxima, e todos se tornam iguais. Se o amor aproxima as pessoas, o amor pela música os transforma em um só coração.

Acho incrível como Glee consegue nos emocionar com cada versão cantada, como cada música nos ajuda a superar nossos próprios medos. Mesmo após a morte do Cory, a série conseguiu encarar a mudança de uma forma gentil e extremamente emocionante como deveria ser.

Nunca subestime o poder de uma boa música na sua vida, principalmente daquelas cantadas bem alto, desafinadas, ao lado dos nossos melhores amigos <3

Gente que se faz presente – Projeto ursinho Elo

ou… Como o Whatsapp transformou a vida dessas crianças com câncer <3

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Existem muitas formas da gente se fazer presente na vida de quem gostamos: seja fazendo uma visita surpresa, ligando, escrevendo um email longo de saudades ou até mesmo mandando um Whatsapp. Não existe distância física que supere aquela vontade enorme de estar com o outro e participar da sua vida de alguma forma.  

Em algumas situações, a gente não consegue romper as barreiras da distância tão facilmente e a saudade aperta como a gente nunca poderia imaginar.  Ficar sem ter notícias de alguém, sem falar um minuto sequer com quem a gente ama, é um milhão de vezes pior que a distância física, já repararam nisso?

Em Jaú, São Paulo, o Hospital Amaral Carvalho é referência no tratamento do câncer infantil em toda a América Latina e por isso recebe muitas crianças de vários lugares do Brasil. Durante o processo as crianças passam um bom tempo isoladas de todos. Longe dos pais, dos amigos e da escola, ela precisa aprender a lidar com a solidão e a nova rotina de remédios e tratamentos fortes 🙁

Pensando em toda a dificuldade que essas crianças estão passando, o Hospital resolveu inventar uma forma de aproximar os amigos e a família dos internados: presentearam cada um deles com um ursinho chamado Elo, conectado com um número de Whatsapp ele recebe gravações de áudio e transmite para a criança lá no isolamento.

O resultado vocês conferem nesse vídeo emocionante! Preparem o lencinho, viu?

 

Love Me Do: mais uma maneira de morrer de amores pelos Beatles

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Eu não sei qual a sua relação com os Beatles – mas sei que eles suscitam amor e ódio em bate-papos, almoços e, obviamente, conversas na internet todos os dias. Como eu sei disso? Já apanhei verbalmente várias vezes só de proferir por aí a frase “Prefiro os Stones”. Mas só faço pra provocar, claro. E como minha paixão pela música sempre desperta a curiosidade, eu amei Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles desde o momento em que o carteiro deixou o livro na porta de casa.

Motivo? Biografias rápidas e ilustradas de grandes bandas me ganham no “olá”. Já contei aqui que sou, sim, do tipo que compra o livro pela capa, né? E esse é um exemplar recheado de informações sobre a carreira da banda – tanto em relação aos textos, como às fotos. Nada é mais legal do que passear por fotos e depoimentos antigos e constatar que o mundo mudou um monte, mas algumas coisas serão sempre atuais.

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Love Me Do reúne alguns dos maiores eventos na história dos Beatles para apresentar a banda de maneira fluida, prazerosa e divertida tanto para quem já é fã e quer relembrar quanto para quem está conhecendo o fab four agora.  É claro, existem momentos trágicos também, mas em geral o conteúdo é apaixonante. Eu fiquei louca de vontade de fazer uma lista contando lições que aprendi com a história dos Beatles mas guardei a ideia pra mais tarde porque sei que vai ter fã querendo me bater e estou na defensiva esses dias. hihihi. Aguardem, porque não vou resistir! Em breve solto por aqui. 😛

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O autor é Paolo Hewitt, o mesmo cara que escreveu 50 Fatos que Mudaram a História do Rock, e ele fala sobre proezas juvenis do grupo, o estilo de vida glamouroso, o encontro com astros como Bob Dylan e Elvis Presley, além de seu salto artístico – é surreal como a banda cresceu de forma espantosa tão rapidamente num tempo em que não havia internet. Se hoje esse fenômeno acontece com frequência (obviamente em menor escala), naquele tempo era um marco realmente assustador para todos os padrões. É divertido pensar nisso também.

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Bom pra mergulhar na história e ler ouvindo os clássicos que eles nos deixaram. Afinal, os discos dos Beatles são a única coisa melhor que qualquer herança histórica que eles possam ter deixado. <3

PARA LER EM CASA

Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles
Paolo Hewitt
Verus Editora

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