As coisas tem o peso que damos a elas

ou Gente que consegue lidar até com a morte de bom humor

raspando

Quando soube que havia saído um filme com Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt, nem pensei duas vezes pra decidir assistir. Ao ler a resenha, no entanto, fiquei um pouco desanimada: como assim uma comédia sobre câncer? Esse assunto me sensibiliza muito e eu preferia não ver nada a respeito. Minha fase de evitar o que me desanima, sabe? Fiquei com medo de me decepcionar com a direção (que também é do Seth Rogen), fiquei com medo de ficar muito triste. Não tenho me permitido assistir coisas que baixem meu astral, porque acho que a gente escolhe isso: se vai consumir coisas boas ou ruins. De qualquer forma, as críticas eram muito boas e, depois de adiar por um tempinho, resolvi encarar com leveza a trama.

Melhor coisa que eu fiz!

50/50, ou 50% aqui no Brasil, é um filme baseado em fatos reais e conta a história de como Adam (interpretado pelo nosso querido Gordon-Levitt), apesar de bem jovem, certinho, prevenido e aparentemente fora de qualquer grupo de risco, descobre que tem um câncer grave e cinquenta porcento de chances de sobreviver. A partir de então, sua relação com os amigos, a família, a namorada e o mundo mudam completamente.

Adam trabalha numa rádio e é perfeccionista ao extremo, o que torna seu trabalho minucioso. Tem uma namorada artista que praticamente se mudou para a casa dele sem aviso prévio; um melhor amigo muito louco que o carrega pra lá e pra cá (ele não dirige), uma mãe que se dedica exclusivamente a cuidar do marido, que tem Alzheimer, e de quem se afastou por não gostar da superproteção. De repente, ele se vê sozinho, apesar de tudo. E, na terapia, descobre que nem mesmo os médicos sabem muito bem como lidar com isso: com a incerteza.

terapia

E como as coisas não mudariam, não é mesmo? Você não pode sair da situação em que está: a única coisa que pode alterar é a forma como lida com ela. Já disse algumas vezes aqui, por isso quando vi no filme eu meio que quis atravessar a tela, abraçar o personagem e dizer TAMO JUNTO! E olha que, bem, tenho muitos problemas (quem não tem?), mas nenhum deles ainda me colocou frente a frente com a possibilidade de morrer de repente ou perder o que mais amo. Faz até refletir bastante sobre a pequenez das minhas reclamações.

Com o passar do tempo (e não pouco sofrimento, é obvio!), Adam começa a conhecer pessoas novas e descobrir que não está sozinho nessa situação tão pouco agradável. Tem seus momentos de fraqueza e também de bom humor – a amizade se fortalece, novos laços se formam e ele chega ao limite da doença. Nessa hora, lencinhos à parte, a gente dá aquela breve risada sobre a vida. Tem romance, drama, comédia, uma boa fórmula para passar a tarde e repensar a vida.

amigos ex namorada

 

—-

50/50 (2011)
100 minutos
Comédia/Drama
Dirigido por Jonathan Levine
Escrito por Will Reiser
Estrelando Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen e Anna Kendrick

Que tal espalhar amor de uma forma diferente?

ou Gente que te conquista pela barriga <3

NOMNOM *_* Essa foto é da Mell, que ensina lá no A Series Of Serendipity como fazer o tal Pudim de Caneca! <3
NOMNOM *_* Essa foto é da Mell, que ensina lá no A Series Of Serendipity como fazer o tal Pudim de Caneca! <3

A gente sempre fala sobre a importância de gentilezas gratuitas, compartilhar elogios e gratidão e o bem sem esperar retorno e não se prender aos grandes e inalcançáveis gestos de bondade: dá pra ser feliz e fazer o dia das outras pessoas bem melhor com pequenas coisas, ora essa. Se você tivesse, hoje, que deixar o dia de alguém mais gostoso, o que faria?

Minha mãe adora cozinhar pra gente. Não pode ouvir falar que vem alguém em casa que sai correndo pro fogão: é bolo, torta, petit gateau, pudim… A gente nunca sabe o que vai sair de lá, mas sabe que em algumas horinhas todos os cantos da casa já estarão com aquele cheirinho de assado aconchegante – e que todo mundo vai sentar à mesa feliz e contente. Quando vão embora de casa, meus amigos sentem mais saudades das tortas da Dona Débora do que de mim, sabe? Hahaha! E ela nem é uma super cozinheira: só faz tudo sempre com muito, muito carinho. <3

E eu sei que não é só ela que é assim: cansei de ouvir histórias sobre casas de vó, tia, vizinhos, amigos… Não é à toa que muita gente gosta de conquistar os outros pela barriga. O que importa, sempre, é o amor que a gente coloca naquilo que faz. E foi pensando nessa paixão por confortar o dia com uma pausa especial que a Dr. Oetker lançou a Corrente do Bem: você entra no aplicativo do Facebook, seleciona um amigo especial e manda para ele um Pudim de Caneca, ajudando a espalhar o amor. <3

Não tem como não amar! <3
Pudim de caneca: não tem como não amar! <3

Pudim de Caneca, Ariane? Sim! Isso porque, no dia a dia, a gente nem sempre tem tempo pra ir para a cozinha preparar algo elaborado (ou simplesmente não sabe fazer coisas gostosas, como euzinha, que não cozinho nada) ou visitar um amigo longe, mas ainda pode se deliciar bem rapidinho e sem estresse! A magia dele é ser rápido e prático de fazer… E uma delícia! Está ansioso no meio da tarde? Quer arrancar um sorriso da coleguinha de baia no trabalho? Você só precisa de uma caneca, um pudim e um micro-ondas pra resolver. Aliás, essa semana, você só precisa correr no app do Facebook e garantir o seu! Tem que ser rápido: serão 100 mil pudins distribuídos por aí! 🙂

Que tal participar dessa Corrente do Bem gordinha com a gente? Eu já mandei um Pudim de Caneca pra Jessica pra lembrar dos velhos tempos, quando uma trazia café da manhã pra outra na agência. Porque aquele conforto de parar tudo e curtir um docinho melhorava 100% o meu dia e ainda me trouxe uma sócia-melhor amiga pra vida. <3

Para acompanhar as novidades da Corrente, dá um pulo na página da Dr. Oetker Brasil no Facebook. 🙂

Uma mensagem de George Harrison

ou Gente que aprende a deixar as coisas passarem

IMG_1245

Hoje, dia 29 de novembro, é o dia na história em que, em 2001, perdíamos George Harrison. Mesmo que você nunca tenha ouvido falar dele, você provavelmente já ouviu seu trabalho: George era guitarrista dos Beatles.

E, apesar da maioria das músicas do quarteto de Liverpool terem sido compostas por John e Paul, George fez excelentes contribuições ao grupo. Uma das minhas músicas favoritas para chorar num cantinho, por exemplo, é dele: While My Guitar Gently Weeps. E tem Here Comes The Sun também, que é aquela música que a gente ouve sorrindo porque… It’s alright. Em resumo: dá pra sofrer um bocado ouvindo o lado Beatles de George. <3

Mas a lição mais marcante que aprendi com George Harrison (e com a vida, claro), é da sua carreira solo. É ela que queria compartilhar com vocês, assim, de pronto. Respirou? Agora anota aí: tudo deve passar.

Simples assim.

O nome do álbum lançado após o rompimento dos Beatles diz tudo: ALL THINGS MUST PASS. E a música que dá título a ele reforça a ideia.

Sunrise doesn’t last all morning
A cloudburst doesn’t last all day
Seems my love is up
And has left you with no warning
But it’s not always going to be this grey

Parece muito simples ficar falando coisas bonitinhas na internet ou encorajando os amigos a seguirem caminhos distintos e ousados na vida. Parece mesmo. Até entendo quando me julgam – até eu me julgo às vezes. É muito fácil ser do bem com as pessoas que a gente gosta. O que não é fácil é olhar para o espelho, aceitar as decisões que você tomou ou precisa tomar diariamente e, principalmente, deixar ir embora aquilo que muitas vezes está te segurando no mesmo lugar. Só assim o cinza vai te deixar em paz.

Então, se estiver numa fase ruim (e acredite, acontece com todo mundo, embora a gente viva propagandeando só as coisas boas por aí), aproveite que a semana está acabando, olhe pra dentro e se livre das âncoras emocionais. Até das físicas, se for o caso. Liberte-se um pouquinho. Enquanto isso, a gente ouve junto George cantando que a escuridão também vai embora.

Se estiver tudo bem, guarde a mensagem no coração e mande pra alguém que precisa. Eu costumo fazer isso e funciona. Até porque, é sexta-feira. Já já você está em casa fazendo aquilo que mais gosta.

Pra reforçar, fica aí a minha mensagem (ou do George? Ou da vida?): deixe ir o que está te incomodando. Não pode durar para sempre, seja bom ou ruim. Tudo precisa e deve passar. All things must pass, all things must pass away. É parte de amadurecer. Faz crescer.