Meme: Da onde eu blogo?

Nós amamos memes e blogagens coletivas. MESMO! Por isso, quando vimos o post da Vic contando sobre seu cantinho de trabalho e conhecemos o Rotaroots, um grupo de blogueiros de raiz pra reviver os melhores anos da blogosfera, nos apaixonamos e quisemos participar na hora! O tema de fevereiro é: Da onde eu blogo?

Nós duas já não trabalhamos mais juntas – fisicamente falando – então cada uma preparou fotos do seu cantinho pra mostrar. Vamos lá? Vamos! <3

O cantinho da Ariane

Antes de tudo, um panorama meia boca.
Antes de tudo, um panorama meia boca.

Eu moro com os meus pais e a minha irmã – e não tenho muito espaço pra mim por aqui. Por isso, quando comecei a trabalhar de casa, tive que pensar bastante em como criar o meu cantinho sem invadir o espaço alheio e podendo aproveitar ao máximo. Eu sabia que ia passar a maior parte do meu tempo ali. No fim, deu tudo certo: tenho espaço para trabalhar, descansar e desenhar tranquila. Aqui bate bastante a luz do sol, o que é uma delícia – uma das coisas que me fazia mais falta em escritório era ver a vida acontecendo lá fora. Em casa eu tenho a Nina e a Mel o tempo todo, estou sempre de olho no portão – porque com o blog e meu consumismo doido, todo dia tem alguma embalagem chegando via Sedex. O carteiro já aparece ali e me chama pelo nome. haha

O que eu mais gosto por aqui é que, no meio de uma casa adulta, meu cantinho reflete claramente a minha personalidade e a minha maturidade (hehe). Pra começar, bonecos e mais bonecos – alguns novos, outros que me acompanham desde a infância. Os Furbys – uma pequena obsessão – vieram de lugares variados: Berlin, McDonald’s, presente de Natal…

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Os amigos, que eu amo muito mas vejo pouco, estão em fotinhos nas laterais da escrivaninha – o namorado também. Aliás, já contei como é ruim morar longe do namorado? Pois é, é um saco, mas a foto cheia de amor me lembra dele com ternura e os dias passam mais leves. Na prateleira, livros que são referenciais para mim no dia a dia: Wes Anderson, Guillermo Del Toro, Músicas, Laranja Mecânica, Star Wars… E o ventilador USB eu ganhei do meu pai durante essa onda de calor horrorosa que rolou recentemente. Melhor presente.

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Eu amava deixar meus lápis de cor, canetinhas e tintas na mesa, assim como minha coleção de caderninhos e post-its coloridos (alô, Post-it, me abraça, sou obcecada!) mas como tenho desenhado muito e comprado mais e mais material e meu espaço é limitado, eles foram parar todos no gaveteiro. Na mesa, só os lapis de escrever e as canetas mesmo – sem organização, trabalhar vira um suplício.

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Pra me aliviar do estresse das dezenas de emails trocadas todos os dias, quando quero descansar um pouco, pego o iPad e trabalho do pufe ao lado. Ele costumava viver lotado de Almofadas do bem, mas deixei uma só agora e vou trocando de acordo com meu humor. 😛

Planejo colocar um mural com as indiretinhas que faço para o instagram e mais fotos com os amigos – mas ainda não pensei numa forma de ter mais espaço por aqui e o resultado está bem equilibrado por enquanto, então estou curtindo bastante. =)

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O cantinho da Jessica

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Eu moro com meu namorado e nós dois trabalhamos de casa. Nesse ano tivemos que comprar uma mesa maior para os dois e ainda estamos nos adaptando com a nossa nova bancada. Por exemplo, ainda não temos cadeiras próprias de trabalho e usamos a da mesa de jantar, que me deixa morrendo de dor nas costas e eu preciso usar uma almofadinha pra aguentar o dia inteiro sentada aqui. Dá pra perceber bem qual é o meu lado e o dele né? hahaha

O que eu mais gosto no meu cantinho são os detalhes, cada um tem uma história importante pra mim. O quadro do Indiretas do Bem ganhei da Joox quando nós fomos ao YouPix no ano passado. No quadrinho de fotos eu tenho meus melhores amigos sempre por perto. Tem também os dedoches de super heróis e uma lhama linda, que ajudam a superar os dias difíceis.

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Além disso eu amo colecionar bloquinhos e vou empilhando todos eles aqui do lado, junto com os mil post-its que eu uso todo dia. Fora isso, meu amor maior nessa mesa é pelo hub de robô, que salva a minha vida e os mil fios que eu acumulo por aqui.

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Ah, e como boa gordinha eu deixo sempre alguma coisa pra comer pertinho, e também uma caneca pra abastecer de café durante a tarde.

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A melhor coisa é que tudo aqui me lembra algum amigo querido ou um momento especial, isso tudo ajuda a deixar meu dia mais leve e gostoso 🙂

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Ela – Uma história sobre amor e suas diversas formas

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Do amor

“Amor é fogo que arde sem se ver”, aprendi com Luis Vaz de Camões um tempo atrás. Na época, ainda na escola, é claro que não entendi muito bem o que ele queria dizer. Talvez porque eu nunca tivesse vivido um relacionamento muito duradouro – ou qualquer relacionamento, mas enfim, não vamos falar sobre isso agora rsrs. Amor é um sentimento extremamente complexo e até hoje não sei explicar direito como a coisa funciona: são conversas, cheiros, olhares, uma frase sequer, um momento de cumplicidade… Será que o amor é um conjunto de todos esses fatores ou apenas um deles é o suficiente pra gente se apaixonar loucamente?

Não podemos dizer que uma paixão só nasce do encontro físico entre duas pessoas, porque aí não estaríamos sendo justos com o amor à distância e toda aquela gente que se apaixona pela internet mas nunca se viu pessoalmente. Todos esses sentimentos são reais, cada um à sua maneira: não dá pra negar aquele pulo no coração quando a pessoa fica online… É óbvio que o sentimento está ali. Mas será que a gente pode chamá-lo realmente de AMOR? Muitos dizem que sim, outros milhares dizem que é impossível, mas, no fim das contas, será que ALGUÉM realmente sabe dizer?

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E já que estamos falando sobre o amor em suas diversas formas, o novo filme de Spike Jonze, “Ela”, que estreia nos cinemas nessa sexta-feira, 14/02, não pode ficar de fora da discussão. Spike é um dos diretores mais sensíveis e importantes da atualidade: além de produtor de grandes videoclipes como o “Best of You” do Foo Fighters, ele é também diretor filmes bem conhecidos como o fofinho “Onde Vivem Os Monstros <3 e Quero Ser John Malkovich. Recomendo muito os dois, vocês não vão se arrepender!

Ela” já era considerado por muitos um dos filmes mais esperados do ano – quer dizer, menos para mim, que não estava tão empolgada quanto o resto. “Uma história sobre inteligência artificial, de novo? Mas gente, que falta de criatividade, que zzzzzz”, pensava. Foi aí que, assim como esses amores sem muita explicação, eu me apaixonei pela sua trilha sonora. Tenho uma enorme crush por soundtracks, e mais uma vez caí de amores pelas músicas instrumentais que o Arcade Fire produziu para o filme. Eles fizeram uma versão com a Karen O do Yeah Yeah Yeahs que é a coisa mais linda, ouve aqui!

A história do filme é sim sobre inteligência artificial, tecnologia e robôs, mas fica bem longe de tudo que já vimos por aí; não é clichê e não existem robôs com cara de Cyberman andando pelas ruas. A tecnologia como conhecemos hoje aparece muito mais sofisticada, com casas automatizadas e problemas resolvidos com um simples comando de voz. Às vezes, todos esses avanços parecem impossíveis de alcançar, em outros momentos parecem extremamente reais. Mais ou menos como o que falamos sobre amores lá no começo do texto.

Aliás, logo após o filme, Spike Jonze convidou algumas pessoas para refletir sobre tudo que falamos aqui e também no filme: O que é o amor nos dias de hoje? Prepara o lencinho porque o vídeo é incrível e emocionante:

O filme

Em “Ela”, acompanhamos a história de Teodore (Joaquin Phoenix), um escritor solitário que trabalha escrevendo cartas pessoais cheias de poesia para outras pessoas. Apesar de toda a tecnologia sofisticada que o filme expõe, Teodore é uma pessoa como qualquer outra, cheia de frustrações e conflitos internos: depois de perder seu grande amor de infância numa separação dolorosa, o coração de Teodore se fecha para o mundo e ele se torna “incapaz de ter uma relação verdadeira”, segundo sua própria ex. O mundo pode mudar e evoluir o quanto for, mas o ser humano continua igualzinho, veja só.

Em meio à tristeza, Teodore resolve comprar um software que muda a sua vida: Samantha é muito mais do que um novo sistema operacional, ela consegue se desenvolver a partir das experiências criadas com seu dono e se transforma, cheia de personalidade e, por assim dizer, sentimentos reais. Algo nunca visto antes, conversar com Samantha é como conversar com uma pessoa de verdade. Essa história toda pode parecer bem esquisita, mas a personalidade dela e a voz marcante de Scarlett Johansson te conquistam de cara.

Com o tempo, a solidão de Teodore e o companherismo e carisma de Samantha levam essa relação a algo além de simples comandos para ler emails: a paixão fala mais alto e os dois começam a viver uma história de amor.

Tudo bem, tem louco pra tudo, a gente sabe. Mas o que vai acontecer quando, num mundo em que existem milhares de Teodores, eles começarem a comprar suas Samanthas e histórias como essa passarem a aparecer em todas as partes? Se é distante para nós, que nunca vivemos essa realidade, talvez não seja tão estranho assim numa em que milhares de pessoas possam criar laços com seus sistemas operacionais. Por ser algo relativamente comum nesse futuro (um tanto quanto distante?), será que as outras pessoas aceitarão esse tipo de relacionamento? Teodore e Samantha precisam lutar não apenas com as diferenças claras de um relacionamento tão diferente – ausência de corpo, de cheiro e da troca de olhares -, mas também com o preconceito.

“Ela” vai além de uma história sobre amor entre humanos e robôs. Nós descobrimos o amor na sua forma mais pura e livre, o tal do “essencial invisível aos olhos“. É um filme tocante, que surpreende e que nos enche de reflexões sobre as diversas formas de amores possíveis, não só daqui uns anos, mas da nossa própria realidade.

Talvez esse futuro não esteja assim tão distante, talvez a gente já viva situações semelhantes mas nunca tenha tido coragem de admitir. É impossível não torcer para o relacionamento dos dois e entender que sim, o amor é algo muito mais poderoso do que a gente possa imaginar, e que, apesar de tudo, continuamos aprendendo com Camões – “que seja infinito enquanto dure”.

Agora queremos ouvir: O que vocês acreditam ser o amor nos dias de hoje? Alguém consegue definir? Eu ainda tô descobrindo…

Por que vale a pena correr atrás dos sonhos e continuar curioso

Pesquisas apontam que 6 em cada 10 universitários brasileiros querem empreender, e 3 de cada 4 brasileiros querem ter o próprio negócio. Esta é a taxa mais alta no mundo, comparada aos outros países. Mais do que grana, estabilidade e recompensas pessoais, a maior motivação é a independência*. Quem contou isso pra gente foi a Juliana Mendonça, que conhecemos quando viajamos para o Rio para falar sobre a busca da felicidade. Ao lado de Cristiane Schmidt, ela toca o Continue Curioso – uma websérie que começou em 2013 e inspira a gente a seguir os sonhos. Já conversamos sobre o quanto é importante compartilhar histórias assim, não é mesmo? Elas ajudam a gente a ver como é possível ir atrás dos sonhos e viver uma vida feliz, e estimulam bastante aquela lombriguinha da mudança.

A primeira temporada contou as histórias de gente que largou tudo e mudou de vida – assim como as próprias criadoras do projeto, Juliana e Cristiane; e como nós aqui do Indiretas do bem. Gente que um dia decidiu viver os sonhos e correr atrás do que lhe faz feliz.

André Bandin e Bruno Bocchese, os empreendedores-personagens da segunda temporada. Foto: continuecurioso
André Bandin e Bruno Bocchese, os empreendedores-personagens da segunda temporada. Foto: continuecurioso

Agora que o ano virou e é hora de uma nova temporada começar, o Continue Curioso quer ir além das pessoas que mudaram de profissão e transformaram suas vidas: a ideia é falar em empreender, começar um negócio do zero. “Nossa intenção com essa temporada é inspirar e mostrar que um espectador de alma empreendedora não tá sozinho nessa. Vamos mostrar duas pessoas que estão fazendo acontecer e como elas estão fazendo”, conta Juliana.

Durante os próximos 6 meses, a série vai acompanhar a vida e o negócio de dois empreendedores que começaram do zero. Vamos ver o negócio deles crescer, olha só! O primeiro episódio da temporada estreou hoje, às 11h e conta como a dupla se conheceu e começou o negócio. Confira:

A segunda temporada tem o título “Ramo. Uma jornada sincera sobre uma nova empresa” e terá dois vídeos por mês. Curtiu? Se quiser se inspirar também e acompanhar tudo de perto pode assinar o canal do Continue Curioso no Youtube. Vamos descobrir juntos por que vale a pena correr atrás dos sonhos e continuar curioso? 🙂

*pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2012 da Endeavor Brasil.