Gente que respeita a gente

ou Por que você não precisa avaliar publicamente pretendentes e relacionamentos

Lulu e Bolinha não estão nem aí para o que vocês pensam dos seus ex.
Lulu e Bolinha não estão nem aí para o que vocês pensam dos seus ex.

Desde a semana passada só se fala disso: aplicativo pra avaliar homem, aplicativo pra avaliar mulher, tags engraçadinhas, “olha-só-falaram-de-mim-e-agora-veio-a-revanche”. Chamaram a gente pra discutir a respeito, conhecer melhor as funcionalidades, participar de discussões… Sinceramente? Não podíamos aceitar. Não compactuamos com a ideia básica que sustenta essas invenções todas: o ranqueamento de gente.

A vida não é vestibular não. Não precisa de nota pra passar. E, por mais difícil que seja, só quem pode se avaliar com franqueza é você mesmo. O resto é tão subjetivo que não vale a pena. Você pode viver mil relações com pessoas diferentes e agir da mesma forma em todas elas e, ainda assim, serão relações completamente distintas. Nada é igual, nunca.

Francamente, mesmo sem entrar nas infinitas questões ideológicas por trás da existência desses aplicativos, a única resposta possível para a criação dessas plataformas é:

Uma imagem que resume o sentimento que me inunda em relação à internet hoje
Uma imagem que resume o sentimento que me inunda em relação à internet hoje

Parece inofensivo encher alguém de tags, mas não é. Entendo que eu, você e todo mundo que a gente conhece tenhamos essa coisa incrível chamada ego que diariamente é atacada e alimentada em proporções nem sempre iguais – também entendo que vivamos eternamente na 5a série, com nossos perfis em redes sociais sendo a versão digital daqueles caderninhos de enquetes que a gente colecionava, cheios de segredos e trivialidades das coleguinhas. E as panelinhas de amigos. E as discussões particulares sobre quem ficou com quem, quem acha o quê do outro, por aí vai. Nada disso vai deixar de existir (nem precisa), mas QUAL A NECESSIDADE de expor a si mesmo ou aos outros em níveis tão subjetivos? Sério: nota pra performance sexual? Relações anteriores? Interesses?

Pra quê criar uma ferramenta que facilita a pressão, a diminuição (ou elevação, o que também pode ser um problema) gratuita da auto-estima e que, efetivamente, faz você perder seu tempo com algo que não vai mudar absolutamente nada na sua vida? Você já pensou no quanto isso pode ser nocivo? No perigo que uma coisa dessas oferece às pessoas? Vem cá, senta aqui do meu ladinho e me conta: quem somos nós pra falar de alguém? Alguém que, por sinal, já nos fez bem.

Tá na hora de desapegar um pouco, gente.

Vamos combinar: em vez de procurar saber sua “nota” diante dos outros ou de sair avaliando publicamente as relações que você teve por aí, por que não sentar alguns minutinhos, respirar fundo e pensar no que você precisa melhorar? Mandar uma mensagem para aquele amigo que você não vê faz tempo (ou vê o tempo todo!) lembrando-o do porquê dele ser tão especial? Por que não se dedicar a demonstrar carinho por quem está sempre perto? Ou mesmo se aproximar de gente nova que valha a pena? Ler um livro, ver um filme, escrever, compartilhar Indiretas do bem? Sei lá. Fazer algo positivo.

Nem precisa ficar brigando com quem tem opiniões distintas em relação a essa história toda. Isso é tão ruim quanto usar os aplicativos (ou pior): pra que baixar o nível, ofender o outro pessoal ou profissionalmente? Todo mundo tem defeitos e qualidades, todo mundo tem opinião, todo mundo tem seus pontos fracos. Infinitos. E tudo é muito mais uma questão de percepção do que qualquer outra coisa. Se você tem um problema sério com alguém, converse com essa pessoa em particular. Espalhar pro mundo não resolve. Amargar também não.

Don’t be so hard on yourself, a gente costuma dizer por aqui. Respeite-se. Mas hoje o pedido se estende aos outros. Em vez de espalhar avaliações por aí, espalhe um pouco de carinho. Talvez você nem saiba, mas vai fazer a vida de alguém mais feliz. 🙂

Amorzinho do dia: Amarelo, o cão-segurança <3

Daqueles posts que pipocam na nossa timeline e fazem a gente ter esperança no mundo (ainda mais no meio de taaaanta coisa ruim!), hoje o Amarelo invadiu meu feed do Facebook logo cedo e eu não consegui nem conter o sorriso. O cãozinho foi adotado pelo pessoal de um posto em Olaria e hoje convive por lá com direito até a… Crachá! Olha só:

Amarelo piscando pra vocês! O post original é dos Postos Ipiranga e está aqui.
Amarelo piscando pra vocês! O post original é dos Postos Ipiranga e está aqui.

Não é lindo? <3

Se você pensa em adotar um cachorrinho por aí também, não esqueça da importância da adoção responsável! <3

E antes que a gente esqueça… Lá no nosso instagram também estamos no clima dos cachorrinhos! Fotografe cachorros e publique por lá com a tag #instadobem12! Vale taguear suas fotos antigas também. Tá tão lindo! 🙂

Documentário: Zombie – A Origem

ou Gente que conhece os perigos do crack

Vocês sabem como a gente costuma falar aqui sobre assuntos que nem sempre todo mundo se sente confortável em abordar: sim, às vezes é difícil mas é preciso.Um deles é o crack, a droga que causa mais dependência de todas.

crack

Vamos entender o que é o crack

A substância é produzida a partir de uma mistura da pasta de cocaína com bicarbonato de sódio ou outras substâncias tóxicas como gasolina, querosene ou até água de bateria. Dessa forma, ela ganha um efeito dez vezes mais intenso que a própria cocaína.

Segundo levantamento feito pelo Governo Federal Brasileiro, pelo menos 370 mil pessoas usaram crack ou drogas similares regularmente nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, sendo 14% delas menores de idade.

Quais são os efeitos da droga?

O efeito é bem rápido e passageiro: de 10 a 15 segundos após ser tragado, o crack inunda o cérebro com dopamina, relacionado às sensações de prazer e motivação. A partir daí, a pessoa sente um aumento da frequência cardíaca e da temperatura do corpo, além da dilatação das pupilas, sensação de poder, agitação, força e muita disposição física. Todo o processo termina por volta de 5 minutos.

Justamente pelo efeito passar tão rápido a vontade de senti-lo mais uma vez é bem grande, o que acaba causando a dependência.

Como a dependência acontece?

Com o tempo o usuário passa a precisar de doses cada vez maiores para chegar ao mesmo efeito. E quanto mais ele consome, maiores são os efeitos colaterais: tremores, vertigens, espasmos musculares, paranóia, depressão, ansiedade, alucinações, comportamentos violentos, perda de apetite, depressão e até impulsos suicidas. E esses são só alguns, a lista é enorme.

Quem consome?

Muitas vezes o crack é relacionado apenas ao consumo por parte da população pobre, mas isso é um mito: pelo crack ser muito barato, ele acaba sendo a droga mais acessível, mas apesar disso, ela é consumida entre todas as classes sociais atualmente.

Infelizmente, são as crianças e jovens os principais alvos da droga e são eles que precisamos alertar sobre os reais riscos do crack.

A APCD, Associação Parceira Contra as Drogas, junto com a Aymará Educação e outros apoiadores, se juntaram nessa causa para alertar sobre os perigos do crack numa campanha bem chocante: Zombie – A Origem.

Todos os depoimentos da campanha são reais, de pessoas dependentes do crack e que lutam para se livrar da droga.

O crack é forte, extremamente dependente, faz com que a pessoa se afaste dos amigos e qualquer outra coisa que não seja a droga, mas é possível viver uma vida livre se tratado corretamente.  A APCD desenvolve várias ações para a prevenção e o combate ao crack. Se você quer mais informações sobre o tratamento à dependência química e orientações sobre o combate ao uso de drogas, ligue para a APCD pelo (11) 3061-0502.

 

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Se informar sobre drogas que podem causar dependência é a melhor forma de combatê-las. Aprendemos a lidar, ajudar um amigo/parente, mas acima de tudo, ficamos preparados para repassar esses conhecimentos para outras pessoas.