Por que você deveria assistir Dexter agora mesmo

Atenção, esse post é livre de spoilers! 😉

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Depois de oito anos, a saga de Dexter Morgan finalmente chegou ao fim. Foram oito anos entrando na mente de um serial killer, tentando entender suas escolhas e prever suas atitudes. Oito anos fazendo a mesma pergunta: um serial killer também seria capaz de ter sentimentos comuns, de amar outras pessoas?

Se você é daqueles que nunca assistiu um episódio, se prepare, porque Dexter te faz viciar e assistir a temporada inteira loucamente – ou então, você odeia logo de cara e não quer nem saber de ver o resto (é, isso pode realmente acontecer).

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Dex vive uma vida aparantemente comum em Miami, ama o seu trabalho, sua irmã e curtir o seu barco aos finais de semana. Mas com uma diferença: Dexter é um serial killer que trabalha como técnico em análises de sangue na Polícia de Miami, sua irmã não sabe do seu segredo e seu barco é o meio de transporte para despejar suas vítimas no mar.

A vontade de matar vem desde pequeno e com isso seu falecido pai criou um código para ajudá-lo a sobreviver. Dexter só poderia matar pessoas ruins, aqueles que já haviam matado outras no passado e saíram impunes de seus crimes. Existe melhor lugar para encontrar essas vítimas do que no seu próprio trabalho?

É a partir daí que acompanhamos Dexter em sua jornada pelo controle dos seus impulsos, o tal do “passageiro sombrio” que o faz tomar todas essas atitudes pouco ortodoxas de justiça.

A cada temporada temos um grande criminoso que nos leva cada vez mais próximos do verdadeiro Dexter, de seu passado, e principalmente, da sua luta entre parecer uma pessoa comum e esconder esse grande segredo. Em teoria, serial killers não possuem grandes emoções e Dexter seria incapaz de sentir afeição por um outro ser humano. Será?

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Dexter vai além da busca pela humanização do anti-heroi, mas pela nossa própria: todos nós temos algum tipo de “passageiro sombrio”, aquele lado que você não quer contar pra ninguém, mas que tudo bem. Porque em Dexter ele consegue transformar um lado obscuro em algo bom, em uma força positiva; o sangue e as mortes acabam ficam de lado.

“Todos nós temos algo para esconder, algum lugar obscuro dentro de nós que não queremos que o mundo veja. Então fingimos que está tudo bem, nos cercando de arco-íris… e talvez isso seja o melhor a fazer, porque talvez alguns desses lugares sejam mais escuros que outros”

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Independente da opinião de cada um sobre o final, Dexter foi uma série que ia muito além de um serial killer com morais e regras, mas sim uma luta pelo descobrimento do lado bom dentro de cada um de nós, mesmo nas situação mais difíceis, mesmo nos momentos mais sombrios das nossas vidas. É sempre possível encontrar um lado bom e, de alguma forma, fazer dele o melhor que podemos.

Gente que espalha amor pelas ruas – You Are Beautiful Project

No meio da cidade caótica, do trânsito e do corre corre  do dia a dia, uma frase chama atenção: “Você é lindo!” -ou melhor, “You Are Beautiful”.

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Pode parecer simples, mas foi pensando na força de uma frase tão curtinha como essa que o designer Matthew Hoffman decidiu preparar 100 adesivos e espalhar o amor por Chicago.  Matthew nunca poderia imaginar que a sua ideia despretensiosa viraria um grande fenômeno mundial.

O You Are Beautiful Project nasceu com um site bem simples: qualquer um poderia encomendar alguns stickers e Matthew enviava para o destinatário. Em cerca de 10 anos de projeto, mais de meio milhão de adesivos foram colados ao redor de todo o mundo: dos muros de Nova York até a Muralha da China!

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Hoje, o  You Are Beautiful continua firme e forte com a sua mensagem e em breve, Matthew irá lançar um livro contando toda a sua jornada incrível em espalhar sorrisos por aí e fazer do dia de alguém mais feliz 🙂

Ficou com vontade de participar? Os stickers são vendidos no site oficial, entra lá: http://you-are-beautiful.com/

Gente que aprende a se adaptar

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Você já desejou trocar de corpo com alguém por um dia? Pois bem: o personagem dessa história vive assim: vagando de um corpo a outro diariamente. Isso mesmo… Todo dia, ele acorda num corpo novo, numa vida nova, sempre de alguém da mesma idade mas com interesses completamente imprevisíveis. E tem que viver essa vida por um dia, acessando a memória do hospedeiro e seguindo sua rotina sem interferir muito.

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Não é tão legal quanto parece: ele não tem controle sobre isso. Não tem família, amigos, casa, sexo definido, nada. Nem pode. É uma alma vagando pelo mundo. Como nunca sabe onde vai acordar, ele não pode se apegar ou se preparar. E como não consegue impedir as trocas de acontecerem, ele simplesmente obedece seu destino, sem se envolver nas vidas que visita. Sem poder prolongar as experiências boas.

Será que você conseguiria viver sem poder contar com ninguém para sempre? Sem ter um lugar para chamar de seu, sem saber como é o seu rosto ou seu corpo? Sem ter pra onde voltar? Há 16 anos, A repete essa sina um tanto cruel com a qual parece conformado… Até o dia em que vai parar no corpo do namorado de Rhiannon.

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Justin, o namorado e hospedeiro do dia, é um tipo difícil de lidar. Parece não se importar com nada nem ninguém – sobretudo Rhiannon. A, no entanto, talvez por já ter vivido muitas realidades diferentes, é muito mais ponderado. E, quando conhece a garota e vê a devoção que ela tem ao namorado, acaba se apaixonando. Infelizmente, ele não vai estar lá no outro dia para viver esse romance.

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A partir do momento em que conhece Rhiannon, A começa a querer mudar sua realidade. Tudo que ele faz passa a ser com o objetivo de encontrá-la novamente. As coisas tendem a desandar, afinal, ele quer viver a própria vida mas precisa da vida de outros para que ela exista. Com esse desejo dele, conhecemos por dentro diversos outros personagens que ele incorpora, passeamos por realidades e psicológicos completamente diferentes.

Às vezes você sente uma certa agonia, até – mas não consegue parar de ler. Você quer saber o que vem por aí. Cada novo corpo é uma nova lição. Em alguns momentos, se você é do tipo de pessoa que se coloca no lugar dos personagens, vai se sentir sozinho – o que é bom, porque de certa forma ajuda a valorizar as companhias que tem.

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Todo dia é um livro sobre esperança. Sobre aquelas situações que sabemos como vão terminar e, ainda assim, lutamos para que mudem. Por isso é tão cativante e entrou para os meus favoritos desse ano. Creio que nada do que escrevi aqui consiga expressar bem o que o livro passa: é aquela experiência que você precisa ter. Você precisa ler e ser todas aquelas pessoas. Viver toda aquela angústia. E o livro é excelente nisso.

O autor, David Levithan, já é conhecido aqui do Indiretas do bem: escreveu com John Green o lindinho Will & Will.

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Para ler em casa

Todo dia
David Levithan
Galera Record