É melhor você nem ler esse post sobre Desventuras em Série

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Não é coincidência que a Netflix tenha escolhido a primeira sexta-feira 13 (logo 13, de todos os números…) para lançar oficialmente em seu catálogo a sua mais nova aposta original: Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events, ou, aqui no Brasil, apenas Desventuras em Série.

Quando saiu o anúncio oficial da série, nós fizemos nossa parte em dar a vocês 13 motivos pelos quais você deveria largar tudo e conhecer a história dos Baudelaire naquele exato momento, e agora, depois de assistir o primeiro episódio, estamos aqui para dizer se vale realmente a pena ou não em 3 pequenos tópicos.

Lemony Snicket reviveu a história em nossos corações e no dele

Através do seu responsável legal, Daniel Handler, Lemony nos deu o presente de reviver a história dos Baudelaire depois de tantos anos e ainda encontrou forças para procurar nos horrendos arquivos sobre essa história, pedaços dela que ainda não tínhamos visto.

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Isso quer dizer, em poucas palavras, que se você resolveu seguir minha dica e leu/releu os 13 livros da série, talvez tenha mais surpresas do que estava esperando.

Eu sei que eu certamente tive. E não foram surpresas muito boas, bem como o resto da história…

Tudo que você achou que estava preparado… não está

Pode até parecer reduntante dizer que tudo que a Netflix põe a mão fica incrível, mas tudo que a Netflix põe a mão fica incrível e com Desventuras não é diferente, talvez seja inclusive melhor, se tratando de um enredo tão horrível cheio de coisas esquisitas acontecendo e nenhuma alegria no final.

Não me levem a mal, eu amo o filme de 2004, tanto que foi muito difícil pra mim aceitar que o Conde Olaf pudesse ser interpretado por alguém que não fosse o Jim Carrey, mas eu não estava nem 1% preparada para o que a Netflix ia colocar no meu catálogo.

Como esse post é sem spoilers, para descrever meu encantamento vou usar a sensação que eu tive quando saí da sala de cinema depois de assistir O Grande Gatsby há uns anos atrás: depois de debater comigo mesma durante um tempão, decidi que Grande Gatsby é meu livro favorito, então eu estava nervosa para saber como Baz ia adaptar a minha história favorita, basicamente mesmo sentimento que eu tive com Desventuras.

E a sensação segue semelhante, já que, assim como a história contada por Nick Carraway merecia uma atenção toda diferente para a narrativa, a história contada por Lemony Snicket também merece. E tentar adaptar para o visual uma história que se segura tão forte na narrativa era pra ser uma tarefa difícil que a produção da Netflix fez parecer brincadeira de criança.

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Você termina os primeiros dez minutos do primeiro episódio pensando “mas é claro que não poderiam contar a história de outro jeito!”

Estética para Wes Anderson nenhum botar defeito

Se existia alguma coisa que pudesse realmente dar errado em Desventuras, isso era absolutamente a estética. Isso porque, apesar da história ser uma caricatura de si mesma, um grande livro da série Salve-se Quem Puder (quem lembra?) com pistas pra todos os lados, se a estética se tornasse muito ou pouco, poderia significar uma falta de coerência tremenda, já que a história se preocupa em omitir não apenas onde se passa mas em que ano se passa.

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Semelhante ao trabalho bem feito em Desventuras é o trabalho feito em Gotham, série atual sobre o começo da carreira de Jim Gordon na polícia de Gotham e a infância do Bruce Wayne (spoiler: o Batman).

A Netflix nos entrega uma adaptação que ao mesmo tempo enche nossos olhos de curiosidade e mancha seu próprio catálogo com uma história tão terrivelmente triste e depressiva.

Eu mencionei que hoje é uma sexta-feira 13? Oh, boy… Talvez seja melhor mesmo que você vá fazer outra coisa.

Os desenhos cheios de vida da Isadora Zeferino

O Instagram segue sendo minha principal fonte de inspiração para achar novas ilustradoras pra encher meus olhinhos e minha timeline de inspiração, mas eu não lembro de ter cruzado com nenhuma cujos traços fossem tão vivos como a Isadora Zeferino.

A Isa é carioca, estudante de design, trabalha com animação e é ilustradora freelancer. Seus trabalhos são recheados de referências da cultura pop.

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Eu sigo a Isa há um tempo, e se eu pudesse descrever a técnica dela em uma só palavra seria: cores. Isso porque, mesmo que ela obviamente saiba trabalhar muito bem as cores quando quer…

… ela consegue deixar até um desenho em preto e branco parecer muito vivo e colorido (!!!). Dá pra acreditar?

Além de todo esse talento profissional, ela é uma das pessoas mais comunicativas, criativas e adoráveis que eu conheço, sempre muito solícita e sempre muito inspiradora. Para acompanhar o trabalho dela você pode seguir no Instagram, no Twitter e no Facebook.

Não tem desculpa, vai, coloca a Isa no seu feed!

Amo Teen Wolf e vou protegê-la!

Todos temos aquela série guilty pleasure –embora já tenhamos falado aqui que nada tem que ser guilty pleasure, você tem que gostar do que te faz feliz!–, né? Você tem a sua, e a minha é uma das séries mais famosas da MTV, Teen Wolf, e eu me sinto na obrigação de defender, divulgar e enaltecer sempre que possível.

Se você não é familiarizado com a série, ela foi desenvolvida por Jeff Davis, foi baseada no filme Teen Wolf de 1985 (aquele estrelado pelo Michael J. Fox) e seu episódio piloto foi ao ar em 2011. Ela basicamente conta a história do Scott McCall, um adolescente no ensino médio que se vê de repente mordido por um lobisomem e precisa colocar essa nova ~habilidade~ em sintonia com a sua vida. Com o tempo, ele descobre que a cidade onde ele vive, Beacon Hills, é casa de seres e acontecimentos sobrenaturais.

Com a “recente” estreia da 6ª (e última) temporada, 5 delas disponíveis na Netflix, separei 5 motivos para você dar uma chance para a série.

Teen Wolf sabe não se levar a sério

Desde o primeiro episódio a série já mostrava que saberia usar seu alívio cômico sem parecer exaustivo e apelativo, e eles “zoam” até mesmo o nome da série, que é motivo de preconceito de quem tem um primeiro contato com a série apenas com o nome.

Cada temporada flerta com uma mitologia diferente

De forma rica e atual, Jeff Davis sabe incluir várias mitologias, desde a própria mitologia dos lobisomens usando símbolos semelhantes a símbolos já utilizados como o triskele (celta) e criando seu próprio universo com isso sem esquecer tudo que já foi feito com relação à mitologia dos lobisomens.

No decorrer das temporadas, algumas histórias são baseadas em grandes figuras como a Kitsune (mitologia japonesa), Hellhound (mitologia grega), Kanima (mitologia sul-americana), Druidas (mitologia celta), Banshee (mitologia irlandesa) e até mesmo os Cavaleiros do Apocalipse (cristianismo).

Os atores crescem com seus personagens

Pode parecer clichê, mas a gente sabe que nem sempre atores aparentam ter a idade que seus personagens precisam ter, mas esse não foi o caso de Teen Wolf. Levando em conta que a série se passa no decorrer do ensino médio das personagens, isso é importante e merece ser ressaltado. A idade nunca vai corresponder, claro, mas a gente acredita realmente que os atores com cara de bebê que começam a primeira temporada realmente estão começando o colegial.

A discussão humano x sobrenatural é importantíssima

Nem todos os personagens são sobrenaturais, como já era esperado, e a série consegue não deixar isso apelativo ou cansativo. Todos têm seus momentos e é importantíssimo pra série que todos funcionem bem juntos, não há um mais importante que o outro. O conceito de pack (rebanho, em tradução livre) é levado extremamente a sério e faz com que a gente goste de todos os personagens, desde os mais poderosos até os que só têm o sarcasmo pra se defender 😉

Eu sou 66kg de pele pálida e ossos frágeis. Sarcasmo é minha única defesa.

Stiles Stilinski

Eu acabei de dizer que nenhum personagem é maior que o outro, e dentro do contexto de engrenagens que funcionam juntinhas isso é real, mas é inegável que o Stiles não apenas é o melhor personagem da série como a cola que gruda todos os outros como amigos e merece um item só pra ele. Seria spoiler se aprofundar mais nas características que fazem do Stiles a grande estrela da série, então digamos que é sempre uma montanha russa de sentimentos.

“Alguns de nós precisam cometer erros. Alguns de nós são humanos.”

E aí? Te convenci a dar uma chance pra esse guilty pleasure? 🙂