Qual a diferença entre Kindle e livro físico?

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Kindle (dispositivo da Amazon) e Donnie Darko, livro publicado pela Darkside Books.

Ler é uma delícia, né? A gente ama!

Eu acho que sou uma das maiores entusiastas da leitura aqui em casa, tô sempre lendo alguma coisa: seja um romance, uma HQ, uma biografia ou até mesmo um livro desses considerado auto-ajuda.

Sempre fui a maior entusiasta do livro físico, acho que em partes porque eu AMAR ver projetos gráficos, e porque gosto de ter livros bonitinhos na minha prateleira. Porém há uns 3 anos mais ou menos eu comprei meu primeiro Kindle –se você não sabe, Kindle é o leitor digital da Amazon.

Pensando nisso, eu resolvi fazer esse post pra responder a pergunta: qual a diferença entre Kindle e livro físico?

Essencialmente, nenhuma.

Começando por semelhanças fica mais fácil: ambas as coisas são objetos que servem para a exata mesma finalidade: te passar alguma informação, te contar uma história; e você paga tanto por e-books quanto por livros, então o que muda é a plataforma (e o armazenamento, uma vez que um e-book fica na nuvem e um livro fica pegando poeira).

Falando de preço, ainda é difícil tomar uma decisão 100% acurada. Muitos livros digitais são MUITO mais baratos que os físicos, mas tem outros que a diferença ainda é mínima. A boa notícia é que os livros digitais entram em promoção com uma frequência muito maior. Mas ainda não dá pra bater o martelo.

Já que falamos um pouquinho sobre as semelhanças, e estabelecemos que os dois servem para o mesmo propósito, vamos falar agora sobre os pontos positivos de cada um.

Livro físico

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Donnie Darko, da Darkside Books

Que lindo, lindo!

Acho que o ponto positivo principal do livro físico, pessoalmente, é ficar admirando os projetos gráficos. Como designer, essa é uma das partes que mais me atrai.

Às vezes os livros são sim feitos apenas para serem bonitos, mas em outras vezes o projeto gráfico realmente te ajuda a entender qual a vibe do livro e dão todo um toque a mais. Por exemplo: no projeto gráfico de O Último Adeus, da Cynthia Hand, a Darkside fez um projeto com as letras da história em azul ao invés de preto para conversar com a escrita em caneta num diário.

É mais fácil de marcar e consultar

Eu sou uma pessoa que gosta de encher o livro de anotações, marcações, desenhos… e não só por diversão (faço muito isso nos livros que eu gosto), mas também nos livros que eu preciso usar para estudar.

Por isso, sempre que eu sei que vou precisar de um livro especificamente para aprender sobre determinado assunto, eu procuro comprá-lo físico. Assim, sempre que eu precisar procurar alguma citação específica ou alguma anotação que eu fiz, me parece mais fácil fazer isso com o livro ali, na minha mão.

Kindle

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Tartarugas Até Lá Embaixo, John Green (publicado pela Intrínseca)

Disclaimer: toda hoje aqui no post eu falo do Kindle, e é só porque a minha experiência é só com ele. Não posso falar com certeza sobre o Kobo ou o Lev, mas imagino que seja mais ou menos a mesma lógica.

Espaço: tem de sobra!

Eu não conheço uma só pessoa que tenha ENCHIDO um Kindle. Enchido assim de faltar memória, faltar espaço, sabe? A quantidade de livros digitais que você pode armazenar num só dispositivo é beirando a imensurável (claro que uma hora ele enche, mas quando? Fica o questionamento…).

E a vantagem no espaço não vale apenas para o seu dispositivo, mas também para fora dele. Como assim? Oras, se você compra menos livro físico, tem menos livro físico na sua estante, certo? Ocupa menos espaço 🙂

A leitura é absurdamente confortável

Tanto no Kindle mais comum quanto no Paperwhite, uma das principais vantagens é, sem dúvida, o quanto é confortável de ler.

Muito embora você possa baixar o aplicativo do Kindle no celular de graça e ler seus e-books comprados na Amazon por lá, ler no dispositivo dá de 10×0, simplesmente porque ele é feito de um material que não agride sua vista. A tela do Kindle simula um papel, não é de led como as telas de celular, e nos dispositivos que têm luz embutida, ela fica “virada” para o livro e não para os seus olhos. A vida é uma festa.

Ainda sobre leitura, você pode mudar e aumentar o tamanho das letras, o que é muito bom se você tem problemas com as fontes super pequenininhas dos livros impressos.

Kindle Unlimited: a Netflix dos livros

Um dos serviços que eu mais gosto é o Kindle Unlimited, que é basicamente isso aí do título, uma Netflix. Você paga uma mensalidade por mês e pode baixar todo e qualquer livro disponível no catálogo do serviço –não são TODOS os livros que estão disponíveis lá, mas é uma boa maioria.

O diferencial é que como você BAIXA o arquivo do livro pro seu dispositivo, tem um número mínimo de livros que podem ficar com você por vez (10 livros). Mas, sem grilo, se você for baixar um livro e já tiver estourado os 10 livros, ele te sugere um título pra “devolver” e dar espaço para esse novo que você quer baixar 🙂

Saiba mais sobre o Kindle

A internet é esse lugar maravilhoso onde a gente encontra tudo sobre tudo. Pra te ajudar, porém, eu recomendo aqui 2 vídeos da Iara que eu julgo serem suficientes pra vocês entenderem tudo sobre o Kindle e suas funcionalidades!

Vem:

Por fim, é importante terminar esse post dizendo duas coisas importantes: (1) o livro físico dificilmente vai morrer e (2) mesmo com um leitor digital, as chances de você continuar comprando livro físico ainda são grandes, especialmente se você for como eu.

Livro físico ou livro digital, o que importa mesmo é a sua paixão pela leitura. E você, o que você prefere? 😉

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1 comment

  1. Pâmela

    Comprei meu Kindle há uns 3 anos e meio, mais ou menos. De lá para cá, já li muito no dispositivo como também li muito no impresso. Acredito que uma coisa crucial para determinar em qual suporte você deve utilizar para sua leitura está na finalidade. Às vezes uma leitura rápida, meio acadêmica, só para uma simples consulta, o kindle quebra um galho, ainda mais quando é no 45 do segundo tempo. Já para uma leitura que suas práticas de leitura e escrita demandam anotações, releituras, grifos, desenhos, etc, o papel é um lugar confortável. Estudo leitura há 6 anos e vejo o quanto os suportes de veiculação dos livros coexistem e como isso é maravilhoso para a formação do leitor!

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