Sim, é possível ser feliz no trabalho!

Vamos ser sinceros: o que tem de texto por aí sobre “a incrível geração de pessoas que (insira algum esteriótipo aqui)” é maior do que a quantidade real de pessoas que realmente fazem isso, certo?

Isso reforça um pensamento tanto em quem vê as coisas por fora como em quem vive uma situação onde o local de trabalho não seja o idealizado: o pensamento de que é impossível ser feliz no trabalho no dia de hoje. O que não é nem de longe verdade.

Como a internet é esse lugar maravilhoso, nós nos deparamos com um trabalho brilhante da Rashida Jones, conhecida por seu papel em Parks and Recreation, The Office e por ser produtora e roteirista em filmes e TV, e esse trabalho deu origem a essas 5 coisas que você precisa ter sempre em mente para ser felizinho, não importa onde você trabalhe.

Que tal usar a tecnologia a seu favor, e não como se ela dominasse você?

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É muito difícil largar os telefones e o Buzzfeed quando você lida com várias abas por dia e em uma delas está escondido um vídeo de uma preguiça fofinha apenas esperando para ser visto, mas você tem que responder aquele e-mail importante, lembra?

Tente lidar com esse tipo de coisa estabelecendo limites. Se existem aplicativos que conectam você às pessoas em segundos, porque não usar aplicativos para desconectar-se delas? Seja usando o método pomodoro e trabalhando focado com eventuais pausas, seja bloqueando de vez determinados sites por um espaço de tempo, disciplina é difícil, mas temos que começar de algum lugar.

Como isso vai te fazer mais feliz: não há nada mais gratificante do que olhar para trás depois de um longo dia de trabalho e ver o quanto foi produzido. Não tem nada mais desestimulante do que olhar para trás depois de um longo dia de trabalho e perceber que você ficou desperdiçando tempo em joguinhos e vídeos.

Aceite a falha como se ela fosse uma lição e não uma sentença

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No artigo, Rashida diz que sempre teve dificuldade de aceitar falhas, e acho que isso é algo com o qual todos nós podemos nos relacionar bem rapidamente. É bem difícil trabalhar em algo durante algum tempo e perceber que não era bem aquilo que era pra ser feito ou simplesmente não conseguir entregar a tempo –ver o dia do deadline passar e ir embora.

Eu já tive sérios problemas com isso a ponto de me dar bloqueio criativo quando eu achava que ia falhar em alguma coisa, e isso me prejudicou bastante durante um tempo. Hoje, eu penso em todas as minhas falhas como lições de como eu posso melhorar, como boas amigas que me aconselham.

Como isso vai te fazer mais feliz: reconhecer suas falhas como amigas faz com que você já saiba quais caminhos não seguir. É o universo te dizendo que aquilo já não dá certo, é um tempo que você vai economizar já na próxima vez que for fazer o mesmo trabalho!

Lembrar que você merece ser feliz o tempo inteiro

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Durante um tempo considerável da minha vida eu imaginei que fosse ser feliz quando trabalhasse com cinema, narrativa transmídia. Quando eu finalmente conseguisse trabalhar com isso aí sim eu teria alcançado a felicidade. Foi preciso algumas reuniões com amigos e alguns acontecimentos específicos na minha vida para eu perceber que, como Rashida diz, “a felicidade não é um ponto final,” e que todo mundo merece ser feliz o tempo inteiro, e não ser triste e infeliz e frustrado até o momento em que você alcança aquele desejo material, profissional ou intelectual –ou os três.

Como isso vai te fazer mais feliz: parece simples, clichê e implícito mas tem que ser dito. Aproveite a jornada, e se você manter na sua cabeça que você PODE ser feliz o tempo inteiro, a felicidade vem automaticamente.

Faça seu espaço de trabalho refletir seu estilo

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Pode parecer loucura dizer, mas quanto menos coisas eu tenho na minha mesa de trabalho, mas tempo eu demoro pra desenvolver uma ideia, um post, um layout ou uma ilustração. E a resposta pra isso é muito simples: o vazio não me inspira. Se você tem um estilo de trabalho que demanda inspiração, uma mesa branca num vazio de um escritório não vai te ajudar nunca.

Sabia identificar seu estilo de trabalho e tudo que você precisa para que ele flua. Em seguida, transforme tudo aquilo em coisas materiais e faça da sua mesa –ou espaço de trabalho– uma extenção da sua cabeça.

Como isso vai te fazer mais feliz: quanto mais sua mesa parecer com você, mais você vai se lembrar que existe uma vida do lado de fora, e pequenas lembranças fazem você lembrar que seu trabalho não é uma prisão, e sim o seu modo de contribuir com o crescimento da sociedade –mesmo que você não esteja salvando o mundo. E ainda vai te ajudar nos seus piores dias.

É tudo questão de hormônios!

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Sim, EXISTE uma hora do dia em que você está mais agitado ou produtivo, e isso às vezes tem pouquíssimo a ver com a quantidade de horas que você dormiu a noite (mas dormir é importante). Não é uma regra geral, já que algumas pessoas são o que chamamos de night person, ou seja, preferem trabalhar a noite, mas se você PRECISA estar num local de trabalho durante um horário específico, é sempre bom saber como seu corpo funciona e prestar atenção em três hormônios: testosterona, cortisol e melatonina.

Por exemplo: segundo estudos, a testosterona está em níveis altos às 9h da manhã, isso quer dizer que você está ~com a corda toda~: socialize, responda e-mails, conceba ideias, anote, faça brainstorms, pense no seu dia. Já o cortisol está em queda às 13h da tarde, isso quer dizer que é nesse momento do dia, normalmente depois do almoço, que você está mais apto a achar reuniões menos estressantes, fazendo com que você tire o melhor desses encontros. A melatonina está em crescimento a partir das 18h, o que quer dizer que você está num período extremamente criativo e feliz, então use esse tempo para “engavetar” algumas ideias que serão usadas no brainstorm do dia seguinte –porque é tudo um ciclo, lembre-se! Night people, no entanto, usam essa melatonina para simplesmente trabalhar durante a noite.

E você achando que química nunca ia te levar a lugar nenhum!

Como isso vai te fazer mais feliz: quando você conhece seu corpo, tudo flui de forma bem mais felizinha, quando você conhece o que seu organismo faz e produz enquanto trabalha é ainda melhor, porque isso aumenta sua produtividade. É mais uma prova de que se forçar a fazer alguma coisa raramente leva a algum lugar.

Resumindo…

Mais do que viver sob a premissa de fazer o que você ama –apesar disso ser super importante e você ter isso sempre em mente–, entenda que dizer que você ama o que você faz é totalmente diferente. Enquanto a primeira trabalha com a ideia de que você está trabalhando no seu emprego dos sonhos, a segunda trabalha com a ideia de que você não está exatamente no seu emprego dos sonhos, mas faz de tudo para que ele não seja apenas uma morte lenta da qual você tira dinheiro.

Fonte: Rashida Jones, The Essencial Guide to Happiness at Work

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6 comments

  1. Acho muito difícil trabalhar no que você ama, mas o trabalho não precisa ser uma tortura, eu me divirto demais, rio muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito!! Mas se fosse pra trabalhar no que amo estava viajando o mundo!!

    Beijos, Love is Colorful

  2. Duds, adorei o texto! Eu ando pensando muito nisso tudo porque agora deixei um trabalho convencional para trabalhar de casa e descobrir a melhor forma de trabalho pra mim é um verdadeiro desafio, porque acho que nunca levei isso muito a sério antes, e agora é super indispensável! Ah,uma dúvida, esse artigo da Rashinda, você tem o link original? Eu procurei no texto, mas não achei a linkagem.
    Beijos!

  3. Duds SaldanhaDuds

    Oi, Maki, que bom que gostou do texto <3 Ter esse tipo de coisa em mente ótimo pra quem trabalha de casa mesmo, eu passo por isso por experiência própria!

    O link para o artigo da Rashida está no final no texto, em "Fonte" 😀

    Super obrigada por comentar! Beijão :*

  4. Adorei o texto 🙂
    Adoro meu trabalho (apesar de estar longe do meu emprego dos sonhos) e seria muito feliz aqui, mas…sabe o que me incomoda? As pessoas do lado! Elas não sabem conversar e só gritam! E agora? 🙁

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