Tá tudo bem gostar de coisa “ruim”, sabia?

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Mas veja bem, eu não tô falando de fazer vista grossa pra boy ruim ou se acomodar a uma situação ruim. Eu tô falando daquela série que você diz que é guilty pleasure, tô falando daquela banda que te faz desativar o “mostre o que eu estou ouvindo” no Spotify, tô falando daquele autor que todo mundo diz que sempre escreve a mesma coisa.

Eu ia escrever um post totalmente diferente hoje quando fui “acordada” pelo Facebook com uma memória de uma imagem que eu compartilhei há um ano atrás:

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“Tá tudo bem gostar de merda. Todo mundo gosta de alguma coisa merda. Você ainda é uma boa pessoa. Não precisa criar uma teoria para justificar seu amor.”

Não precisa criar uma teoria para justificar seu amor, acho que essa é bem a frase-chave do que eu tô tentando dizer.

Eu passava mais tempo da minha vida dando mil razões pras pessoas pra gostar de One Direction, de Jonas Brothers, de ler histórias do Rick Riordan, de ler John Green, de amar os filmes do Nicolas Cage, e menos tempo da minha vida efetivamente amando essas coisas. Finalmente perceber que eu não precisava escrever uma monografia sempre que alguém me perguntava o que eu tava lendo ou assistindo fez com que eu fosse muito mais livre pra abraçar o que me fazia feliz no pouco tempo livre que eu tinha pra fazer as coisas que me deixavam com o coração quentinho.

Por que eu pararia de ouvir essa batidinha de boyband tão característica só porque o mundo julgava isso música ruim?

E quem é que detém o poder de julgar o que é ruim ou não, afinal de contas? Pra algo ser considerado bom o único critério deveria ser o quanto essa coisa preenche seu tempo de um jeito que te dá prazer. Existe mesmo algo de tão ruim e digno de vergonha em ler um livro recheado de frases bonitas que teoricamente não te acrescentam em nada?

Quando eu abracei o Rick Riordan, o One Direction, o Nicolas Cage e o Teen Wolf que existem em mim, eu descobri que nada tem o poder de decidir o que é melhor pra mim e o que é mais digno da minha atenção do que eu mesma.

Então da próxima vez que alguém te encontrar balançando a cabeça ao som da sua boyband favorita e perguntar por que você está ouvindo aquilo, apenas sorria e diga “porque eu quero.” E tá tudo bem, tá tudo ótimo!

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