Taylor Swift, o poder da reputação e a liberdade de começar de novo

taylor swift

No último dia 10 de novembro de 2017, Taylor Swift mostrou ao mundo reputation (assim mesmo, com a grafia minúscula), seu novo trabalho pouco mais de 3 anos depois da explosão de 1989.

Como fã, estou satisfeita com o trabalho, que é musicalmente coerente em todas as suas faixas e é bem gostoso de ouvir, seguindo uma vibe electropop beirando o synthpop já conhecida de 2017. Sonoramente ele não difere muito de discos como o Melodrama, da Lorde, e Red Pill Blues, do Maroon 5.

Mas eu hoje eu não tô aqui pra falar sobre reputation: o disco, e sim, de reputation: a mensagem.

Em 19 de agosto, os fãs de Taylor acordaram com a surpresa de que tudo presente nas mídias sociais da cantora –Twitter, Instagram, Tumblr e até mesmo o site oficial dela– havia sido apagado completamente, deixando todo mundo sem saber exatamente o que pensar. Pouco depois disso, ela anunciou o reputation, que, em bom português, significa “reputação.”

Seu desaparecimento das redes sociais bem como da mídia durante boa parte de 2016 e 2017 deixava uma mensagem clara que fazia alusão total ao nome do disco: ela havia apagado toda a sua reputação, sua bagagem, pronta para começar de novo.

É claro que uma celebridade do calibre de Taylor não ia ter sua reputação “apagada” assim da noite pro dia, ninguém ia deixar que isso acontecesse, e certas coisas são difíceis de esquecer. Mas o ponto não é esse. O ponto é a sensação de liberdade que é poder começar de novo, ainda que para si mesma, ainda sendo dona de uma bagagem emocional tão grande.

E isso não vale só pra Taylor Swift, vale pra todo mundo.

recomeço

Durante muito tempo eu tive medo de recomeçar qualquer coisa: seja um livro que eu abandonei sabe deus por que, seja um caderno, seja a minha carreira. É muito comum a gente achar que a vida passa e a gente só tem a oportunidade de começar coisas UMA VEZ, e que existe hora pra tudo. Mas nem sempre.

Não é porque você não começou a faculdade assim que saiu da escola que você nunca mais vai ter a chance de começar uma faculdade, inclusive não é porque você começou uma faculdade que não pode desistir dela e começar de novo se não for isso mesmo que você quer. Tudo bem aceitar que você passou por algum momento difícil ou fim de namoro e precisa recomeçar, se entender e se recompor.

E aí chegamos na tal reputação.

Todo mundo tem uma reputação, você pode ser o ser humano mais ~de boa~ possível, ela está lá. A parte boa é que você pode mostrar ao mundo o lado seu que você quiser, a parte ruim é que a partir daí você não tem mais absolutamente nenhum controle sobre o que as pessoas fazem com essa informação.

Como eu vejo, existem dois tipos de reputação: aquela que você tem pras pessoas, e aquela que você tem pra sociedade. Parece que não mas são duas coisas diferentes, acompanha comigo: a primeira é como as pessoas te vêem (boazinha, vilã, vítima, falsa…) e a segunda é como você se comporta com relação à sociedade (seus atos em si).

Ambos os tipos de reputação, porém, são mutáveis. Para o bem e para o mal. Por exemplo: faz parte da reputação aquele tweet antigo que aquele influencer postou com piada racista e que tá na internet pra sempre, mas também faz parte da reputação dessa mesma pessoa aquele tweet que ela postou recentemente reconhecendo o erro e pedindo desculpas. Crescimento também é reputação, e nada nessa vida tá escrito em pedra.

A verdade é que todo mundo sempre vai ter alguma coisa pra dizer sobre todo mundo e, querendo ou não, essas opiniões acabam ficando com você pro resto da vida. Quem decide o que fazer com elas é você. Jimmy Eat World dá a dica:

“Viva agora, apenas seja você mesmo. Não importa se é bom suficiente pra outra pessoa.”
“Apenas dê seu melhor, faça tudo que você puder. E não se preocupe com o que os corações amargos vão dizer.”

Cabe a você respirar fundo e não levar em consideração a opinião dos outros, a sua reputação aos olhos do mundo, ao escolher começar de novo. Sua vida é sua e você dá quantos primeiros passos quiser!

Não é vergonha nenhuma: parar e começar de novo para se reconstruir não é ser covarde para enfrentar a vida como ela é, é rever ações e comportamentos para que você consiga dar cada vez mais o seu melhor ou ainda mais, é aceitar que você precisa de um tempo pra reiniciar e seguir em frente em paz consigo mesmo.

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2 comments

  1. POli

    Maravilhosa, thanks. I kinda needed that 😉

  2. Excelente. Quantas vezes não tive que recomeçar… E fui julgada em quase todas as ocasiões. Porém, não me arrependo. Estou onde estou e sou o que sou graças aos meus recomeços.

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