Você não é o que falam sobre você

Foto: Aww Sam

Uns anos atrás, num passado nem tão distante dessas redes sociais de perguntas (alô galerinha do formspring), me perguntaram o que eu achava que as pessoas pensavam de mim. O perfil e as respostas pseudo-engraçadas já foram há muito enterrados, mas para essa pergunta em questão ficou grudada dentro da cabeça para sempre: “Sou muito mais e muito menos do que pensam que sou”.

Tento carregar isso dentro de mim, mas tem dias que vale um lembrete para não dar importância para certas coisas que dizem para a gente e sobre a gente. As palavras tem um poder muito forte, e isso afeta e incomoda, porque afinal, nenhum homem é uma ilha e blá, mas a verdade é que não nos define. Ou melhor, define o espaço que a gente deixa disponível nas nossas vidas. Já deixei de fazer coisas por medo do que pudessem pensar, já me senti culpada pelo que me disseram depois de ter feito outras tantas, pelo julgamento que caiu sobre mim, mas no fim… Quem saiu perdendo fui eu. Seja por reprimir sentimentos que eram válidos, por deixar de viver experiências que gostaria ou pela culpa que ficou alimentando a angústia dentro de mim.

Faz parte da inteligência emocional querer agradar quem está ao nosso redor e buscar validação, mas essa história de se importar tanto com a opinião que os outros tem sobre a gente pode mais atrapalhar do que ajudar. Trazer aquela sensação de culpa, de não ser o suficiente, e consequentemente, um baita gasto de energia preocupações que não levam a lugar algum – ou melhor, levam a lugares piores, porque você acaba se sentindo diminuído e se coloca para baixo por conta da percepção de alguém sobre sua vida. Soa injusto, para falar o mínimo.

Para começar, só você sabe os perrengues que passa na sua vida e tudo que carrega. Existem casos onde opiniões alheias podem fazer a diferença, mas aí são pessoas que realmente importam – gente próxima, importante, e que de fato é bom ter um retorno e diálogo –, mas para e pensa um pouquinho se vale a pena se preocupar com gente que não acrescenta na sua vida. Não, né.

É inevitável que pensem e falem, mas a opinião que os outros formam de você é algo totalmente deles, sejam boas ou ruins. Você não é o que os outros falam sobre você, o que que as pessoas falam pertencem a elas mesmas. Da próxima vez, quando começar a se preocupar com o julgamento alheio, vale lembrar que só você sabe quem verdadeiramente é, e só você tem o poder de abrir espaço para que essas opiniões afetem sua vida.

Daí você decide se vale a pena ou não se preocupar, se vale a pena ou não mudar. Não pelos outros, pelo que disseram ou deixaram de dizer: mas pelo o que você julga que é melhor. Você não pode agradar todos o tempo todo – e nem há motivos para isso. Acredite em si e tire esse peso do coração. 🙂

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